<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161</id><updated>2011-04-21T22:31:47.249+01:00</updated><title type='text'>A Knights Tale</title><subtitle type='html'>Aventuras e desventuras de um cavaleiro errante.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>151</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-3966937660262512084</id><published>2008-04-27T21:49:00.005+01:00</published><updated>2008-04-28T00:04:51.274+01:00</updated><title type='text'>O Dia Seguinte (1ª Parte)</title><content type='html'>Duncan caminha de um lado para o outro dissertando sobre tácticas eficazes para eliminar rapidamente um feiticeiro ou alguém dotado de magia, mas eu nem lhe ligo, a minha atenção está totalmente concentrada no camarote principal das bancadas que rodeiam a arena. Ali encontram-se sentados, com a maior das comodidades, Evan e Lisa, nossos patronos, e atrás deles está Thernion, de pé, observando com igual atenção o treino. O meu olhar está fixo nele, estudo-o e procuro encontrar os seus pontos fortes e fracos. Depois da conversa com Sekhet ontem à noite apercebi-me que este homem de tez amarelada e doentia, de corpo magro e franzino, de cabelos negros espigados e oleosos, e de olhos avermelhados vivos e inteligentes, é muito mais perigoso e poderoso do que deixa transparecer. A sua vinda a este campo de treino não foi coincidência, pois a coincidência raramente faz parte da vida dos feiticeiros, a sua vinda tem um propósito e tem um nome, Sekhet, irmã de Jerrod.&lt;br /&gt;Duncan continua a sua explicação usando um dos novos recrutas como exemplo, mas a minha atenção continua virada para aquele meio-elfo enigmático. Sekhet aparece nas bancadas momentos depois transportando uma bandeja com três copos e um jarro de cristal contendo um líquido dourado, provavelmente um refresco de limão para saciar as gargantas secas dos três espectadores. Thernion aproxima-se por trás e agarra-lhe o pulso enquanto lhe sussurra alguma coisa ao ouvido que a faz corar e esboçar um ligeiro sorriso. Compreendo nesse preciso momento a reacção de Sekhet ontem à noite, ela não se irritou comigo por causa de um amigo ou confidente, irritou-se comigo porque a queria afastar do seu amante. Ela está apaixonada por ele e isso coloca-a num perigo maior do que tinha imaginado.&lt;br /&gt;- ... besta me está a ouvir!? - berra Duncan ao meu ouvido soltando diversos perdigotos e despertando-me dos meus pensamentos.&lt;br /&gt;- Estou, sim senhor! - respondo rapidamente tomando uma postura de sentido absoluto.&lt;br /&gt;- Ah, ainda bem, meu mandrião, por momentos pensei que o mundo da lua fosse muito mais interessante do que o meu discurso sobre técnicas de defesa e contra-ataque em combates com feiticeiros. - continua ele berrando e fixando os seus olhos cinzentos nos meus.&lt;br /&gt;- Não, meu senhor! - volto a responder numa voz forte e em sentido.&lt;br /&gt;- Então nesse caso vais disponibilizar-te como voluntário para demonstrares aos teus camaradas aquilo que acabaste de aprender combatendo com um feiticeiro numa luta até à morte, não vais minha menina? - diz ele sorrindo continuando a fixar-me deleitado com os seus olhos pequenos e sádicos.&lt;br /&gt;Antes de ter hipótese alguma de responder ele empurra-me para a frente e ordena todos os outros que saiam da arena.&lt;br /&gt;- Vais enfrentar um gladiador perito nas artes mágicas. - diz ele medindo-me de alto a baixo. - É um veterano nas arenas e receio bem que mesmo que uses as técnicas que te ensinei não irás sair vivo do confronto.&lt;br /&gt;- Vejo que tem bastante confiança nas técnicas que ensina. - respondo sarcasticamente.&lt;br /&gt;- Eu tenho confiança nas técnicas, não tenho é confiança no monte de dejectos que me entregaram para transformar em gladiadores competentes. - diz ele cuspindo no chão.&lt;br /&gt;- Se somos maus é porque o nosso instrutor não presta. - respondo-lhe em tom de desafio.&lt;br /&gt;- Humano insolente! - exclama levando a mão ao punho da sua maça. - Se não fosses propriedade de outro esborrachava-te a mioleira. Tenta apenas durar mais que dois minutos para dar um bom espectáculo aos teus ex-camaradas.&lt;br /&gt;E dito isto roda sobre os calcanhares e sai da arena indo juntar-se aos meus companheiros nas bancadas. Confortavelmente sentado numa das cadeiras dá ordem para que o meu adversário entre.&lt;br /&gt;- Hey! Poderei ao menos ter uma arma para o enfrentar? - peço dirigindo-me a Duncan.&lt;br /&gt;- Usa os punhos!! - berra o anão irritado.&lt;br /&gt;- Mestre Duncan, - apela subitamente Evan. - se o rapaz vai lutar que ao menos tenha uma arma.&lt;br /&gt;- Muito bem, meu Senhor. - aquiesce o Anão furioso e vira-se para um dos guardas. - Tu aí, dá-lhe a tua espada.&lt;br /&gt;O guarda obedece e atira a espada para dentro da arena no preciso momento em que entra no recinto o meu oponente. Apresso-me a ir apanhá-la, mas um relâmpago branco acerta-lhe em cheio desfazendo-a por completo. Não tenho outro remédio senão virar-me e enfrentar o meu adversário desarmado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-3966937660262512084?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/3966937660262512084/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=3966937660262512084' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/3966937660262512084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/3966937660262512084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2008/04/o-dia-seguinte-1-parte.html' title='O Dia Seguinte (1ª Parte)'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-7096845762192615453</id><published>2008-01-20T21:50:00.000Z</published><updated>2008-01-21T00:26:43.550Z</updated><title type='text'>Revelações</title><content type='html'>- Eu... Tenho uma coisa para te contar. - diz ela temerariamente colocando a bandeja com a ceia no chão e sentando-se num banquinho de madeira.&lt;br /&gt;- E que coisa é essa? - pergunto esfregando os olhos e soltando um bocejo cansado. - Hm, pela tua cara parece ser coisa séria.&lt;br /&gt;Sekhet desvia o seu olhar e morde o lábio inferior ao ouvir as minhas palavras.&lt;br /&gt;- De certa forma é... É que... É que eu menti-te. - confessa ela a custo. - Bom, quer dizer, não foi bem mentir, foi mais, ocultar?&lt;br /&gt;- E o que é que me ocultaste? - pergunto numa calma fingida trincando um pouco de pão com queijo.&lt;br /&gt;- É... É difícil de explicar. Certamente acharias que sou maluca. - continua ela tentando sorrir enquanto passa nervosamente a sua mão pelo cabelo.&lt;br /&gt;- Experimenta-me.&lt;br /&gt;- Deves ter achado estranho a razão porque uma rapariga que tu nunca viste na vida, uma completa estranha, te escolheu como confidente e te revelou pensamentos e desejos íntimos.&lt;br /&gt;- Confesso que isso me passou várias vezes pela cabeça, sim. - digo sorrindo.&lt;br /&gt;- Pooois... A verdade é que... - Sekhet cala-se subitamente e olha para mim com uma expressão muito séria.&lt;br /&gt;- Sim?&lt;br /&gt;- Promete que não gozas comigo ou me chamas de louca!&lt;br /&gt;- Porque haveria eu de...&lt;br /&gt;- Promete, Cavaleiro!&lt;br /&gt;- Ok, ok! Eu prometo.&lt;br /&gt;- Obrigada. - diz ela suspirando de alívio e inspirando longamente logo de seguida. - Eu tenho visões.&lt;br /&gt;- Visões?&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- Do tipo: "vejo o futuro" e coisas do género?&lt;br /&gt;- Duh! Claro! Que tipo de visões achavas que fossem?&lt;br /&gt;- Pois, tens razão... - respondo meio embaraçado pela minha falta de perspicácia. - E o que vês nessas ditas "visões".&lt;br /&gt;- É difícil de explicar. São muito confusas e aparecem em qualquer altura. Geralmente são flashes curtos e enigmáticos.&lt;br /&gt;- Mas o que é que eu tenho a ver com isso?&lt;br /&gt;- Não é óbvio? - diz ela sem paciência. - Apareces nelas.&lt;br /&gt;- Sim, até aí já eu percebi. O que eu queria saber é o que é que te fez confiar tanto em mim.&lt;br /&gt;- Bom... Erm... Não sei... - diz ela corando.&lt;br /&gt;- Não sabes?&lt;br /&gt;- As visões são muito confusas e rápidas. Sei que fazes parte do meu destino porque te vejo a meu lado. E não! Não é dessa maneira! Tu ajudas-me, defendes-me e cuidas de mim. Por vezes vejo-nos em combate juntos, outras vezes vejo-me nos teus braços, é como se estivesse ferida ou exausta e tu me estivesses a dar palavras de alento e de incentivo, entendes?&lt;br /&gt;- Começo a entender. Continua.&lt;br /&gt;- E é isso. Durante as esses vislumbres sinto-me bem ao teu lado, sinto que posso confiar em ti. - confessa ela corando de novo. - Eu sempre pensei que tudo isto fosse imaginação minha, fossem apenas sonhos e desejos de uma adolescente cativa, mas depois... Depois vi-te chegar e percebi que afinal não eram fantasias, eram sinais.&lt;br /&gt;- Interessante. Falaste disto a mais alguém?&lt;br /&gt;- Sim...&lt;br /&gt;- A quem?&lt;br /&gt;- Ao Thernion...&lt;br /&gt;- Ao Thernion? Também o vês nessas tuas visões?&lt;br /&gt;- Não sei, são confusas, muito confusas, percebes?&lt;br /&gt;- Então porque razão lhe falaste delas?&lt;br /&gt;- Bom, na verdade foi ele que veio falar comigo.&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Não te sei dizer, é estranho. Foi como se ele tivesse vindo à minha procura.&lt;br /&gt;- Estás a querer dizer que ele está aqui por tua causa?&lt;br /&gt;- Sim... Não... Quer dizer... Oh, não sei! Eu não sei de nada, Cavaleiro! - desabafa ela abanando a cabeça. - É tudo tão estranho e confuso. Apenas sei que ele me tem ajudado muito. O Thernion percebe de magia.&lt;br /&gt;- Um feiticeiro!? Isso explicaria muita coisa. - exclamo murmurando a última parte.&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;- Ouve, Sekhet, acho melhor afastares-te do Thernion, ele pode não ser boa companhia.&lt;br /&gt;- Mas ele tem sido tão bom para mim, é um querido e tem-me ajudado tanto.&lt;br /&gt;- Eu percebo, mas tu própria o disseste que ele veio à tua procura e além do mais é um feiticeiro, e esses tipos não são de confiança.&lt;br /&gt;- Oh, mas tu estás a ser preconceituoso, lá por ser...&lt;br /&gt;- Não, não estou. Conheço bem demais as manhas dos feiticeiros. Eles não são flor que se cheire. Poucos são aqueles em que se pode confiar. Se fosse a ti, eu...&lt;br /&gt;- Não! Eu confio nele e tu não me podes proibir de o ver.&lt;br /&gt;- Não te estou a proibir, estou apenas a...&lt;br /&gt;- Olha esquece, não vale a pena! - diz ela levantando-se irritada. - Eu não te devia ter dito nada, devia ter deixado que as coisas corressem normalmente.&lt;br /&gt;- Ouve, Sekhet, eu...&lt;br /&gt;- Esquece, Cavaleiro, és tal e qual o meu irmão. Já sou crescida e já não preciso que me digam como viver a minha vida. Até amanhã! - dispara ela pegando no tabuleiro e saindo a correr pela porta.&lt;br /&gt;- Espera...&lt;br /&gt;Ora bolas, fizeste-a bonita, Cav. Hm, quem haveria de dizer a Sekhet é vidente e Thernion um feiticeiro. Se for verdade o que ela diz, que ele veio atrás dela, então receio que ela esteja metida numa alhada. Pelo sim, pelo não, é sempre bom mantermo-nos afastados dos assuntos dos feiticeiros, acabam sempre por nos arrastar para sarilhos, se não for para a própria morte. Eu ainda me lembro das minhas "aventuras", se é que lhes posso chamar isso, com a Diana. A sua curiosidade e sede de conhecimento atraíam-na para cada uma... Hm, como estará ela, bem espero eu, assim como a Lara e a Ela. Mas agora não é altura para pensar nelas, tenho que me concentrar neste assunto, tenho que descobrir mais sobre as visões de Sekhet, tenho que saber do que é que eu a estava a proteger e com quem, ou com o quê, lutava eu. Amanhã, amanhã eu tratarei disso. Terei que ter uma conversinha com esse Thernion, mas agora, agora vou é dormir porque amanhã será um longo e duro dia, tenho a certeza disso...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-7096845762192615453?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/7096845762192615453/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=7096845762192615453' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/7096845762192615453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/7096845762192615453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2008/01/revelaes.html' title='Revelações'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-2650704420307495765</id><published>2008-01-18T22:20:00.000Z</published><updated>2008-01-18T23:25:10.651Z</updated><title type='text'>Divagações</title><content type='html'>A noite cai placidamente sobre o complexo e o céu negro enche-se pouco a pouco de estrelas brilhantes e de coloridas nuvens estelares. No entanto, apesar do colorido estelar a Lua Nova lança sobre a terra uma escuridão espessa e inquietante. Mas tudo isso pouco me importa, tudo o que anseio neste momento é chegar à minha cela e deitar-me sobre a minha cama de palha e finalmente descansar. O dia fora duro e exaustivo. Duncan colocou-nos provas bastante difíceis, exigentes e letais e, sob o seu olhar cinzento e insensível, outros três dos novos recrutas pereceram hoje manchando com o seu sangue a fina e escaldante areia dourada da arena. Já passou uma semana e com a morte destes três o número de falecidos, sob a orientação daquele desprezível anão, subiu para doze. Pergunto-me quantos mais conseguirão resistir aos seus treinos sádicos e bárbaros.&lt;br /&gt;Chego finalmente ao meu destino. Todos os meus músculos clamam por descanso e repouso e como tal, como que conduzido por uma força instintiva, deixo-me cair sobre o camastralho. Fecho os olhos, mas apesar de exausto não adormeço de imediato, os meus pensamentos divagam por diversos temas ao mesmo tempo até se concentrarem num só. A Ela faz parte dele, assim como a Lara. É engraçado como duas mulheres tão diferentes, e no entanto tão iguais conseguem arrebatar o meu coração. A Ela com aqueles irresistíveis olhos verde esmeralda e com o seu indomável cabelo cor de fogo que tanto espelha a sua personalidade; e a Lara, a demónio, que com o seu espírito livre e rebelde e dona de uma sensualidade cativante me deixam sem saber como me comportar diante delas. Ai, se elas soubessem o que sinto! Apenas os Deuses sabem como reagiriam. Bom, no caso da Lara é fácil, certamente que me chamaria de humano fraco e idiota por me deixar render a tais sentimentos e logo de seguida tentaria controlar-me, tentaria fazer uso dessa minha "fraqueza" para se "apossar" inteirmente de mim e do meu livre arbítrio. Hm, os demónios são tão previsíveis... Quanto à Ela não sei como reagiria, a verdade é que tenho sido um autêntico parvo. As coisas que lhe disse, disse-as impelido pela raiva e mágoa que me consumiam. Sim, é verdade que ela me magoou e muito, mas está na altura de pôr isso atrás das costas, está na altura de recomeçar. Amo-a, sempre a amei! Mas, e a Lara, também gosto dela, também sinto falta dela, falta da sua companhia, da sua voz quente e sensual, da sua personalidade por vezes arrogante, falta da maneira como me sinto ao seu lado. Será que... que a amo também? Ai, Cav, mas em que embrulhada te meteste, e ainda por cima os demónios são incapazes de amar, ou estarei errado? A verdade é que por vezes tenho a nítida sensação de que ela tem ciúmes, mas...&lt;br /&gt;- ... Entrar? - pergunta Sekhet, uma rapariguinha núbia, muito bonita, de apenas quinze anos de idade.&lt;br /&gt;- Hm? Oh, sim, claro, entra, entra. - respondo sobressaltado por ter sido arrancado tão subitamente dos meus pensamentos.&lt;br /&gt;Sekhet é a irmã de Jerrod, o negro que vi combater na arena. Ela trabalha como criada há cerca de dois anos, altura em que ela e o irmão chegaram, a sua função é distribuir a ceia pelos gladiadores e tentar satisfazer qualquer um dos seus caprichos. Sendo irmã de quem é ninguém lhe pede mais do que o estritamente necessário, excepto por vezes Thernion - cada vez detesto mais esse tipo - Evan e alguns dos guardas de maior estatuto. Durante a última semana, e por alguma razão que me é desconhecida, acabei por me tornar o seu confidente. Todas as noites vem ao meu quarto e desabafa-me todos os seus problemas, sonhos e fantasias. Acho-lhe piada, mas por vezes sinto que me esconde algo e para agravar as coisas, Aragoth, confirma as minhas suspeitas adiantando que ela é "especial". Esta noite o seu rosto está diferente, uma expressão grave e resoluta está espelhada no seu rosto jovem contrastando visivelmente com a sua expressão alegre, animada e despreocupada que usa no dia a dia. Algo se passa e sem saber porquê tenho um pressentimento de que aquilo que ela me escondia está prestes a ser revelado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-2650704420307495765?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/2650704420307495765/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=2650704420307495765' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/2650704420307495765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/2650704420307495765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2008/01/divagaes.html' title='Divagações'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-3435550572171295079</id><published>2008-01-17T00:11:00.000Z</published><updated>2008-01-17T01:47:23.694Z</updated><title type='text'>Que Comecem os Treinos</title><content type='html'>As carruagens param momentos depois em frente de um sumptuoso jardim que serve como área de lazer para os senhores do complexo e para alguns dos combatentes mais afortunados. A sua frescura, vivacidade e cor contrastam visivelmente com a paisagem árida, seca e desolada que rodeia toda a zona de treino. À nossa espera encontram-se o meu novo amo seguido de sua mulher e de uma escolta de cerca de vinte guardas bem armados e com cara de poucos amigos. Evan Lisan, um homem magro, de tez doentia e possuidor de uns olhos negros sem expressão, ordena com a sua voz fina e arrogante que nos abram a porta das jaulas e que nos coloquem em dois grupos: os novos recrutas do lado direito e os antigos do lado esquerdo. Enquanto espera que a sua ordem seja levada a cabo entretem-se a ajeitar as mangas do seu fino robe de seda dourado preso por uma leve cinta creme. A sua mulher, Lisa, pelo contrário, avalia languidamente todos os seus escravos como o seu olhar felino e sensual. O seu vestido escarlate bastante decotado realça as suas belas formas tornando-a ainda mais atraente e o seu rosto jovem, de faces rosadas, lábios bem delineados com um permanente sorriso de prazer neles marcado, os seus cabelos castanhos presos por uma fita branca formando uma longa trança, e os seus olhos grandes cor de violeta deixam qualquer homem a suspirar de desejo.&lt;br /&gt;Após a divisão, o meu grupo, composto apenas por quatro indivíduos: eu, Reno, a demónio e uma outra mulher que ainda não conhecia, somos conduzidos até uma arena improvisada onde já se encontram outros novos recrutas fortemente vigiados por cerca de quinze guardas. Por entre empurrões e esgares de desprezo e desagrado somos alinhados em quatro linhas de seis enquanto que Evan e Lisa tomam os seus lugares num estrado elevado e resguardado do impiedoso Sol. Minutos depois entra no recinto um homem baixo de cabelos grisalhos com uma longa barba e bigode igualmente grisalhos mas perfeitamente arranjados e embelezados com vários anéis de ouro e prata. O seu rosto está sulcado por inúmeras e profundas rugas e o seu nariz em forma de batata fora claramente quebrado por diversas vezes ao longo da sua vida. O seu olhar cinzento é duro e estuda-nos de alto a baixo transmitindo o resultado do seu exame à sua boca fina e quase imperceptível por debaixo dos pêlos faciais. Veste uma camisa de manga curta que se encontra aberta exibindo o seu peito moreno, peludo e musculado e os seu braços curtos e fortes embelezados por magníficas tatuagens e por duas belas braçadeiras de couro. Enverga umas finas calças de pano e umas botas de pele macia. Preso à cintura encontra-se uma bela maça de armas magnificamente trabalhada e notoriamente veterana de inúmeros combates. A completar o seu inventário está um fumegante cachimbo de osso que se encontra como que colado à sua boca.&lt;br /&gt;- Ora, ora, ora. - começa ele com a sua voz de barítono retirando o cachimbo da boca e soltando longos anéis de fumo. - Mas que belo grupo de meninas que eu encontro hoje diante de mim. Chamo-me Duncan "Quebra-Ossos" Lur, mas para vocês serei simplesmente Mestre! Sou o responsável pelo vosso treino! Isso quer dizer que me compete a mim transformar vocês, seus montes de esterco reles e ordinário, em campeões e em imparáveis máquinas de matar com estilo! Tal tarefa parece-me de momento impossível, mas garanto-vos que irei conseguir, nem que tenham todos de morrer durante o processo! - Duncan faz uma pausa para inalar um pouco de tabaco e para observar atentamente a nossa reacção. - Os meus treinos serão duros, extenuantes e mortais. No meu campo não há lugar para cobardes e para meninos da mamã, apenas para os valentes e destemidos que não receiam fazer qualquer coisa para sobreviver e para agradar o público. Quando terminar convosco serão o melhor grupo de gladiadores que este Mundo jamais viu, mas para isso terão de chegar vivos ao fim do dia. É que aqui os vossos Deuses não vos poderão ajudar, pois o único Deus que aqui se encontra sou eu e este, meus caros, é o meu agradável Paraíso particular e o vosso detestável e insuportável Inferno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-3435550572171295079?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/3435550572171295079/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=3435550572171295079' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/3435550572171295079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/3435550572171295079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2008/01/que-comecem-os-treinos.html' title='Que Comecem os Treinos'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-5433941155102667260</id><published>2008-01-14T21:36:00.000Z</published><updated>2008-01-14T22:55:33.433Z</updated><title type='text'>A Viagem</title><content type='html'>A viagem de regresso ao campo de treino demorou sete dias. Após os combates na arena fomos conduzidos a duas possantes jaulas ambulantes que pouco faziam para nos proteger do vento e do Sol impiedoso. Fui colocado juntamente com os restantes combatentes masculinos na primeira jaula enquanto que na segunda foram colocadas as combatentes femininas e alguns dos homens mais efeminados e/ou eunucos. Durante todo o percurso conversámos e jogámos dados para nos entretermos durante aquela fastidiosa viagem. Fiquei a conhecer melhor Ajax, descobri que é oriundo das estepes de Vendilar onde na sua aldeia exercia a profissão de ferreiro e de sacerdote de Ishtar. A sua mulher e as suas duas filhas foram assassinadas durante um ataque de um grupo de "recolectores de escravos", como ele lhes chamou, e ao que parece apenas ele e mais outros quinze homens foram capturados vivos, o resto da tribo foi brutalmente assassinada e reduzida a cinzas. Enquanto me falava do triste fim do seu povo reparei que o seu olhar tornara-se mais duro, a sua voz tremelicava um pouco e a sua possante mão cerrara-se de tal forma que se tornou branca e um ligeiro fio de sangue se lhe escapou por entre os dedos. Fiquei a conhecer também vários dos meus novos companheiros, incluindo o núbio a cujo o combate assisti, cujo nome é Jerrod e que é oriundo dos desertos de Gize; um tipo corpulento e musculado com bastante pêlo no seu enorme peito, cabelos compridos cor de palha e uma barba e bigode, bem aparados, de igual cor. Apesar de dizer pouca coisa e de o seu olhar de um azul intenso estar permanente fixo num ponto distante no horizonte fiquei a saber que o seu nome é Kull. Quanto aos meus outros companheiros apenas fixei alguns dos seus nomes, tais como Reno de Faxos, Leandro de Nimeia e um personagem intrigante que me chamou a atenção pelo seu porte altivo e nobre e pela sua clara ascendência élfica que se apresentou simplesmente como Thernion, o errante.&lt;br /&gt;- Conheces alguma coisa sobre este, Thernion? - perguntei a Ajax após a breve e enigmática apresentação deste estranho gladiador.&lt;br /&gt;- Não sei muito, aliás, além do seu nome não sei praticamente nada a seu respeito. - responde sem tirar os olhos do chão coberto de palha. - Sei que apareceu misteriosamente durante uma noite de Lua Nova e que apesar da sua aparência inofensiva é bastante rápido e letal.&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Bom, apesar dos seus combates serem restritos, o que é algo já por si estranho, visto que nós somos pagos para entreter a multidão e não apenas um punhado de gente, como é o caso deste nosso caro colega, a verdade é que certa vez consegui assistir a um dos seus combates. - um sorriso malandro cresce no rosto de Ajax. - Foi tudo graças a uma certa escrava, sabes. Ui nunca vi uma mulher tão...&lt;br /&gt;- Sim, percebo, mas vai direito ao assunto, ok?&lt;br /&gt;- Pronto, pronto! Bom, como eu estava a dizer, um dia consegui assistir a um dos seus combates e o que vi deixou-me de boca aberta.&lt;br /&gt;- E o que é que tu viste?&lt;br /&gt;- Ali estava ele, em plena arena, apenas armado com um facalhão de, praí, quinze centímetros, sem protecção alguma a enfrentar um gigante com três vezes o seu tamanho, armado com um enorme machado e protegido dos pés à cabeça por uma cota de malha belissimamente trabalhada. E acredita que eu sei do que estou a falar, pois como ferreiro fiz muitas e sei distinguir bem a qualidade da porcaria.&lt;br /&gt;- Sim...&lt;br /&gt;- Pois. Ora ali estava ele sem nada no corpo e com um facalhão de quinze centímetros a lutar contra aquele gigante quando de repente, num abrir e fechar de olhos, tudo termina. O gigante cai no chão sem razão aparente e ele é declarado vencedor.&lt;br /&gt;- Hm, será magia?&lt;br /&gt;- Não sei, mas isso não é o mais estranho.&lt;br /&gt;- Não?&lt;br /&gt;- Não. O mais estranho é que o vi tratar por tu o nosso senhor. Tu sabes, aquele que nos comprou.&lt;br /&gt;- Sim, e o que é que isso tem assim de tão estranho?&lt;br /&gt;- És novo aqui por isso não sabes, mas o nosso senhor é um sanguinário demente, é capaz de te esventrar apenas por olhares de frente para ele. E no entanto ele trata-o por tu e não acontece nada, bem pelo contrário, o nosso senhor, e eu juro por Ishtar que é verdade, pareceu-me estremecer, como se tivesse medo dele.&lt;br /&gt;- Hm...&lt;br /&gt;- Aquele tipo esconde alguma coisa, ele nem dorme na nossa caserna, tem um quarto particular dentro da mansão do nosso senhor.&lt;br /&gt;- Estou a ver... De facto é estranho. - olho na direcção de Thernion que, ao que parece alheio à nossa conversa, ao colidir os seus olhos com os meus me esboça um sorriso quente e sedutor.&lt;br /&gt;A nossa carruagem pára subitamente dando passagem à segunda que vinha atrás de nós. Lá dentro encontram-se as combatentes femininas, mas no meio delas apenas duas me chamam a atenção. A primeira é uma mulher de pele prateada, e cabelos negros como a noite que após um maior exame me apercebo de que se trata de uma demónio, muito parecida com a Lara. A segunda é uma mulher alta de cabelos loiros muito bem tratados que estão presos num simples rabo de cavalo. O seus olhos azuis brilham intensamente como se estivessem a ser alimentados por um fogo interior. Por momentos os nossos olhares cruzam-se e ela parece estudar-me de alto a baixo desviando momentos depois o seu olhar não escondendo o seu asco e desprezo pela minha pessoa.&lt;br /&gt;- Ui! - exclama Ajax. - Parece que algo em ti atraiu a atenção da amazona.&lt;br /&gt;- Como assim? - pergunto espantado. - Não viste a maneira desprezível como ela olhou para mim?&lt;br /&gt;- Sim, vi. - responde ele com um sorriso nos lábios. - E aí é que está, ela nunca olha para ninguém, não somos dignos do seu olhar. Somos homens, somos aquilo que as amazonas desprezam.&lt;br /&gt;- Mas quem é ela?&lt;br /&gt;- Não sei, apenas sei que se chama Cassandra e que a última vez que um dos homens teve a ousadia de lhe dirigir a palavra ficou sem os seus genitais e sem a língua.&lt;br /&gt;- Tás a brincar!&lt;br /&gt;- Não! Ela foi castigada, levou vinte chicotadas e nem uma das vezes gritou, bem pelo contrário, eu diria que adorou.&lt;br /&gt;- Caramba, mas onde é que eu vim parar?&lt;br /&gt;- A um lugar esquecido pelos Deuses, meu caro. - diz Ajax sorrindo.&lt;br /&gt;Momentos depois entramos no complexo de treino. A nossa viagem terminara.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-5433941155102667260?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/5433941155102667260/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=5433941155102667260' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/5433941155102667260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/5433941155102667260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2008/01/viagem.html' title='A Viagem'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-7053696092083460210</id><published>2007-09-09T22:06:00.000+01:00</published><updated>2007-10-27T16:24:15.450+01:00</updated><title type='text'>Na Arena</title><content type='html'>Mais um espectáculo sangrento tem início para gáudio das centenas de espectadores sentados nas bancadas. No centro da ampla arena encontram-se frente a frente dois bravos guerreiros peritos na arte de matar. O primeiro, um homem alto e moreno, enverga sobre uma camisa de linho branco, uma pesada couraça de bronze que lhe protege totalmente o peito; os seus braços fortes e musculados estão totalmente expostos excepto nos pulsos onde duas braçadeiras de bronze ornadas com estranhos relevos lhe garantem uma parca protecção; as suas pernas bem constituídas estão cobertas por um pequeno saiote de tiras em couro e umas caneleiras em bronze que ilustram os mesmos relevos das braçadeiras; umas sandálias de couro protegem os seus pés da areia quente e desconfortável; e o seu rosto está protegido por um capacete de bronze embelezado com um penacho vermelho que não só o protege dos golpes à cabeça, mas que também lhe reduz o campo de visão; como armamento transporta na sua mão direita uma espada curta, &lt;em&gt;gladius&lt;/em&gt;, e na sua mão esquerda um escudo redondo em bronze. O segundo, um núbio alto e de olhar feroz, não possui qualquer protecção, excepto no seu braço esquerdo onde uma uma braçadeira de escamas em metal o cobre por completo; uma simples toga branca cobre o seu sexo e os seus pés nús mergulham insensivelmente na areia escaldante; as suas únicas armas são uma lança de um metro e meio que segura com a sua mão direita e uma resistente rede de que está firmemente agarrada ao seu punho esquerdo.&lt;br /&gt;As trombetas soam e o oficial responsável pela arena faz sinal para que o combate se inicie. Os dois homens saúdam a multidão e de seguida a si mesmos antes de iniciarem a peleja. A multidão vibra e solta gritos de apoio a cada um dos combatentes enquanto estes se testam mutuamente. Subitamente um grito de júbilo percorre as bancadas e a areia dourada e escaldante é tingida de um vermelho rubro. O primeiro sangue fora derramado e o verdadeiro combate tem agora início.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não há dúvida, a guerra termina e as coisas regressam rapidamente ao normal. - diz um jovem observando o violento combate que se desenrola diante de si.&lt;br /&gt;- É verdade. - responde um homem entroncado e careca continuando a olhar para a sua espada sem sequer levantar os olhos. - Mas por um lado até é bom, se a maldita guerra continuasse eu ficaria sem emprego. - diz ele com um ligeiro sorriso.&lt;br /&gt;- És um voluntário na arena?&lt;br /&gt;- Sou, assim como a maioria dos que aqui estão. - diz levantando finalmente os olhos e olhando na direcção do jovem. - O tempo dos escravos-gladiadores já passou, davam muito trabalho e as revoltas eram frequentes. Agora somos todos profissionais.&lt;br /&gt;- Sim, mas ser um gladiador, mesmo que profissional é uma profissão de risco, nunca sabemos se este será o nosso último dia.&lt;br /&gt;- Ninguém vive para sempre, todos morremos um dia. E no fundo o risco está sempre presente, até mesmo os agricultores, ou criadores de gado que levam vidas pacatas podem morrer de um momento para o outro. Apenas os Deuses conhecem o nosso Destino. - diz ele serenamente voltando a observar a sua espada. - Tens medo da morte?&lt;br /&gt;- Não... Apenas tenho receio de desperdiçar a minha vida em vão.&lt;br /&gt;- Então não te inscreveste por vontade própria?&lt;br /&gt;O jovem sorri e volta a observar o combate.&lt;br /&gt;- Não. Fui hoje vendido ao teu senhor com escravo-gladiador. Deixei para trás boas amigas, pessoas que me marcaram e que espero, do fundo do coração, que estejam bem.&lt;br /&gt;- Ah, percebo, estás então contrariado por ter de arriscar a tua vida, não é? Não te preocupes, o meu senhor é dos bons, terás boa comida, bebida, um bom quarto e uma bela mulher, homem, ou animal (depende dos gostos) com quem disfrutar bons momentos. E dentro em breve, se tudo correr bem, irás fazer muitos amigos aqui. - diz ele levantando-se e cortando o ar com a sua possante espada. - Espero que seja esse o Destino que te reservaram os Deuses.&lt;br /&gt;- O meu Destino não é ser gladiador. - responde o jovem encarando de novo o seu interlocutor. - No entanto sinto que devo permanecer convosco durante algum tempo.&lt;br /&gt;- Hm, quem te ouvir falar até parece que és capaz de sair daqui pelo teu próprio pé.&lt;br /&gt;O jovem esboça um sorriso e volta a observar o combate.&lt;br /&gt;- Apenas quando o meu Destino estiver claro. - murmura.&lt;br /&gt;Um grito ecoa pela arena e a multidão explode em delírio. O combate terminara e o núbio saíra vencedor deixando a sua quebrada lança enterrada nas entranhas do seu adversário.&lt;br /&gt;- Bom, parece que agora é a minha vez. - diz o homem virando-se para o jovem e estendendo-lhe a mão. - Sou Ajax.&lt;br /&gt;- Chamo-me Cavaleiro. - respondo apertando-lhe a mão. - Desejo-te boa sorte e que Bellona te proteja.&lt;br /&gt;- Ishtar, a minha Deusa é Ishtar. - responde com um sorriso. - E agora, observa e aprende.&lt;br /&gt;As trombetas voltam a soar e um novo combate tem início.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-7053696092083460210?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/7053696092083460210/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=7053696092083460210' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/7053696092083460210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/7053696092083460210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2007/09/na-arena.html' title='Na Arena'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-6866211120203768603</id><published>2007-08-20T20:37:00.000+01:00</published><updated>2007-08-24T22:57:51.932+01:00</updated><title type='text'>Vingança (5ª Parte)</title><content type='html'>- Vês o que a tua amiga me obrigou a fazer, meu anjo? - diz Eliantha acocorada em frente do corpo calcinado de Diana e apoiada no seu bastão de prata. - Não era minha intenção matá-la, mas ela irritou-me e... Bem, aí está o resultado. Que desilusão, é um verdadeiro desperdício de energia. A tua amiga era verdadeiramente poderosa e tinha mais recursos do que eu poderia ter imaginado. Como é que ela se chamava?&lt;br /&gt;- Diana. - responde Lilian sufocando as lágrimas.&lt;br /&gt;- Diana... Belo nome. É o nome da Deusa da caça e da Lua. Não é de admirar que fosse tão poderosa. - diz Eliantha sorrindo e colocando a sua mão esquerda sobre a testa da feiticeira. - &lt;em&gt;Vade in pace&lt;/em&gt;, Diana. - murmura desenhando um símbolo.&lt;br /&gt;- O que estás a fazer?&lt;br /&gt;- Oh, nada de mais, meu anjo. Estou apenas a tornar a sua passagem para o outro mundo ligeiramente mais fácil.&lt;br /&gt;- Mas porquê?&lt;br /&gt;- Por que a tua amiga foi uma adversária formidável e embora tenha sido minha inimiga merece o meu respeito. - diz Eliantha levantando-se. - Agora vamos tratar desse odioso círculo de protecção.&lt;br /&gt;- Espera. Há uma coisa que eu continuo sem perceber.&lt;br /&gt;- E que coisa é essa, meu anjo?&lt;br /&gt;- O que tu acabaste de fazer, esse acto de altruismo para com a Diana, não o compreendo.&lt;br /&gt;- E porque não?&lt;br /&gt;- Porque és uma mulher egoísta e ambiciosa. És uma pessoa que não se preocupa com ninguém a não ser consigo mesma.&lt;br /&gt;- É isso que pensas de mim?&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- Então lamento desapontar-te, meu querido anjo, mas estás redondamente enganada. É verdade que sou uma mulher ambiciosa, gosto de ser a melhor em tudo o que faço, mas isso não significa que não tenha honra, ou que não respeite os meus adversários.&lt;br /&gt;- Como é que podes respeitar os teus adversários, os teus inimigos, se lhes sugas tudo aquilo que eles são e que poderão vir a ser?&lt;br /&gt;Ao ouvir estas palavras a atitude zombeteira de Eliantha desaparece totalmente dando lugar a uma frieza até então desconhecida.&lt;br /&gt;- A conversa terminou, meu caro anjo. - diz num tom gélido e calculista.&lt;br /&gt;- Parece que a verdade não é do teu agrado.&lt;br /&gt;Ignorando estas últimas palavras a pérfida feiticeira coloca a sua mão esquerda sobre a bela esmeralda que jaz no topo do seu bastão e murmura um novo feitiço. Esta muda de cor tornando-se num belo e magnífico rubi cor de sangue. Por fim, e continuando a recitar incessantemente os versos obrigatórios do feitiço, Eliantha atira o seu bastão com toda a sua força na direcção do círculo de protecção. Este reage imediatamente ao objecto encantado atirado na sua direcção. A barreira mágica criada por Diana ergue-se instantaneamente cercando o bastão e incidindo sobre ele todo o seu poder destrutivo. No entanto, algo de errado acontece. A magia protectora do círculo volta-se contra si mesma destruindo uma por uma as runas estampadas a azul no chão. Sem as runas mágicas de onde possa tirar a sua força mágica, a barreira é quebrada e desfaz-se em mil e um pontos de luz azul.&lt;br /&gt;- Agora passemos ao que realmente interessa. - diz Eliantha estendendo a sua mão direita e ordenando ao seu bastão que regresse.&lt;br /&gt;- Não! Tu não lhe vais fazer aquilo que me fizeste, sua vampira! - grita Lilian levantando-se num salto e colocando-se entre a feiticeira e Eleanora.&lt;br /&gt;- Já me começas a irritar, anjo. Desaparece da minha vista! - com um simples piscar de olhos Lilian é projectada com violência contra a parede.&lt;br /&gt;Sem outra contrariedade entre ela e a elfo, Eliantha percorre calmamente a curta distância que as separa.&lt;br /&gt;- Sabes, meu anjo, a sorte da tua amiga é que o novo Imperador a quer viva. - diz Eliantha arrancando a seta do estômago da elfo e curando por artes mágicas a sua ferida. - Mas isso não me irá impedir de me deleitar com alguma da sua energia vital.&lt;br /&gt;- Eu disse para a deixares em paz! - grita Lilian furiosa invocando instintivamente uma violenta lufada de ar.&lt;br /&gt;Eliantha é apanhada totalmente de surpresa e é projectada alguns metros para trás.&lt;br /&gt;- Isto foi inesperado. - diz ela fitando confusa a furiosa Lilian. - Não devias ser capaz de lançar feitiços, minha cara, eu suguei todo o teu poder. É impossível.&lt;br /&gt;- Pelos vistos não me tiraste tudo. - responde Lilian sorrindo confiante.&lt;br /&gt;- Parece que não, mas isso resolve-se.&lt;br /&gt;Sem esperar pela a reacção da sua adversária, Eliantha lança-lhe um feitiço de contenção prendendo todos os seus movimentos e retirando-lhe a capacidade de emitir sons.&lt;br /&gt;- Agora estás indefesa, meu anjo. Como vês a tua resistência foi inútil, eu venci e não há ninguém que me possa impedir de obter o que quero. - diz com uma confiança inabalável.&lt;br /&gt;- Tens a certeza disso? - diz uma voz atrás de si.&lt;br /&gt;- Quem!? - espantada a feiticeira vira-se instintivamente na direcção da voz. - Tu!?&lt;br /&gt;Os incrédulos olhos da feiticeira tornam-se esbugalhados assim que sente uma lâmina fria cravar-se no seu peito. As suas mãos crispadas de dor agarram-se firmemente aos braços da sua assassina no instante em que os seus joelhos trémulos cedem debaixo de si. O seu rosto perde a sua cor tornando-se lívido e retratando a triste cena de uma mulher que esteve prestes a ter tudo, mas que tudo perdeu.&lt;br /&gt;- Que te sirva como última lição, feiticeira. - diz a sua assassina. - Um demónio nunca é privado da sua vingança.&lt;br /&gt;A lâmina penetra mais fundo girando em torno da carne martirizada causando uma forte e fatal hemorragia. Sob o gélido olhar ambarino de Lara, Eliantha solta o seu último suspiro agarrando até ao último momento os pulsos da demónio.&lt;br /&gt;- Acabou! - diz Lara cuspindo na cara do cadáver. - Vamos embora daqui.&lt;br /&gt;- E quanto à Diana? - pergunta Lilian ajudando Eleanora a levantar-se.&lt;br /&gt;- Vamos tirá-la daqui. - responde Lara. - Eu levo-a.&lt;br /&gt;- Sabes, demónio, - diz Eleanora apoiando-se em Llian. - nunca fiquei tão contente por te ver.&lt;br /&gt;- Fiz o que tinha de fazer. Ninguém insulta um demónio e sai impune.&lt;br /&gt;- E para onde vamos agora?&lt;br /&gt;- Para Sul, para bem longe do Imperador, Lilian. - responde a elfo. - Eu tenho um barco que está pronto a partir a qualquer hora. Podemos partir já. O que me dizes, Lara?&lt;br /&gt;- Digo que não há nada que me prenda aqui e que aceito o convite, Eleanora.&lt;br /&gt;- Engraçado. - diz Lilian. - É a primeira vez que vocês as duas se tratam pelo nome.&lt;br /&gt;- É verdade. - diz Eleanora sorrindo. - O Destino por vezes aproxima pessoas incompatíveis.&lt;br /&gt;- Talvez... - responde Lara. - Mas agora vamos é sair daqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-6866211120203768603?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/6866211120203768603/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=6866211120203768603' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/6866211120203768603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/6866211120203768603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2007/08/vingana-5-parte.html' title='Vingança (5ª Parte)'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-2339026230277033812</id><published>2007-08-17T19:08:00.000+01:00</published><updated>2007-08-18T17:07:14.171+01:00</updated><title type='text'>Vingança (4ª Parte)</title><content type='html'>Lilian corre na direcção do corpo de Eleanora ajoelhando-se a seu lado e acariciando o seu rosto lívido e exangue.&lt;br /&gt;- Oh, Ela, por favor não morras. - diz ela com os olhos marejados de lágrimas.&lt;br /&gt;Diana por seu lado mantém-se de pé, imóvel, fitando corajosamente a sua poderosa adversária.&lt;br /&gt;- Podes ter derrubado a Lara e a Ela, mas garanto-te que eu não serei assim tão fácil de vencer. - diz ela conjurando um círculo de protecção. - Lilian! traz a Ela e a Lara para aqui, ao menos estarão seguras.&lt;br /&gt;- Hm, que interessante, um círculo de protecção. - diz Eliantha observando calmamente o círculo de runas azuladas que se vai estampando no chão em redor das suas adversárias. - Sabes, é claro, que isso não te irá proteger eternamente.&lt;br /&gt;- Sei, mas também não será necessário, em breve estarás de joelhos pedindo misercórdia. - diz Diana sorrindo desafiadoramente.&lt;br /&gt;- Ai sim? - responde a feiticeira rindo. - Creio, no entanto, que estás equivocada. O meu poder ultrapassa largamente o teu, como vou ter a oportunidade de to mostrar.&lt;br /&gt;- Pois então menos palavras e mais acção! - grita Diana erguendo o seu bastão e invocando todo o seu conhecimento arcano.&lt;br /&gt;O ar da sala torna-se eléctrico e uma ligeira vibração faz estremecer as janelas, portas e candelabros. Eliantha observa calmamente a demostração de poder da sua oponente sorrindo desdenhosamente.&lt;br /&gt;- É só isso que tens para me mostrar? Umas quantas faíscas e abalos? - grita Eliantha num tom de troça.&lt;br /&gt;Ignorando a sua adversária Diana invoca uma armadura mística que lhe cobre o corpo dos pés à cabeça protegendo-a de ataques físicos e mágicos. De seguida lança sobre si e sobre as suas companheiras auras de protecção contra o pânico e a confusão mental. Por fim e sob olhar atento de Eliantha, que continua a sorrir, conjura uma barreira mágica passivo-agressiva para proteger Lilian, Eleanora e Lara, reforçando assim o círculo de protecção.&lt;br /&gt;- Agora estou pronta para o combate. - diz ela abandonando a segurança do círculo.&lt;br /&gt;- Pois quê? Abandonas assim, sem mais nem menos, o teu círculo de protecção? - diz Eliantha espantada. - Deves ser mais tola do que eu pensava.&lt;br /&gt;- Dentro do círculo não posso usar a totalidade dos meus poderes. Infelizmente as magias de protecção são sempre um pau de dois bicos, por um lado protegem-nos da magia exterior e por outro, limitam a magia lançada do seu interior.&lt;br /&gt;- Muito bem. Mostra-me então aquilo de que és capaz.&lt;br /&gt;- Com todo o prazer.&lt;br /&gt;Sem perder tempo Diana abre a sua mão esquerda e aponta-a na direcção de Eliantha, dos seus dedos cinco mísseis mágicos são lançados a toda a velocidade contra a sua oponente. Esta, apanhada desprevenida devido à sua arrogância e orgulho, não tem tempo de se proteger e é atingida em pleno peito pelas bolas cor de violeta de pura magia.&lt;br /&gt;- Devo dizer que me... - antes de ter a oportunidade de acabar a frase uma violenta ventania de farpas materializa-se em seu redor cortando-lhe a carne e atirando-a para o extremo da sala de encontro ao seu trono.&lt;br /&gt;Eliantha tenta erguer-se apoiando-se com uma das mãos no seu trono virado enquanto a outra limpa um fio de sangue que lhe escorre do lábio aberto.&lt;br /&gt;- És melhor do que eu pensava, feiticeira. - diz Eliantha deixando passar um esgar de dor assim que se põe de pé.&lt;br /&gt;- E ainda não viste nada! - grita-lhe Diana caminhando na sua direcção e conjurando mais um feitiço.&lt;br /&gt;Em redor de Eliantha cinco criaturas, vindas das mais diversas mitologias, materializam-se. Guiadas pela vontade e pela magia de Diana as criaturas atacam a pérfida feiticeira brandindo os seus machados e lanças. Eliantha esboça um sorriso e bate com o seu bastão no chão. Imediatamente uma onda eléctrica varre o pavimento electrocutando todas as criaturas. Diana pragueja, mas depressa conjura mais um dos seus feitiços. As lajes de mármore entre Diana e Eliantha começam a tremer e a sair dos seus lugares concentrando-se num sítio específico dando forma a um golem de dois metros. Este solta um uivo horrendo e começa a movimentar-se lentamente na direcção de Eliantha destruindo tudo à sua passagem. Esta com uma calma calculada ergue o seu bastão e murmura umas palavras. Um raio de luz verde é libertado da esmeralda atingindo o peito da criatura e transformando-a imediatamente em pó.&lt;br /&gt;- Devo dizer que és boa, minha cara, mas não o suficiente para me derrotar. - diz a feiticeira sorrindo.&lt;br /&gt;- Não cantes vitória antes do tempo, eu ainda não joguei os meus melhores feitiços. - diz Diana concentrando-se uma vez mais e conjurando outro dos seus feitiços.&lt;br /&gt;Mas algo corre mal e embora a sua energia tenha diminuido como se de facto a mágica tivesse sido feita, a verdade é que nada aconteceu.&lt;br /&gt;- Oh, mas o que é que se passa? - pergunta a sua oponente com uma preocupação fingida.&lt;br /&gt;- Eu... não sei... - responde Diana alarmada.&lt;br /&gt;Uma vez mais tenta lançar um novo feitiço, mas mais uma vez nada acontece.&lt;br /&gt;- Sabes, tu de facto és poderosa, por isso tive que recorrer a uma táctica que raramente uso, as contra-mágicas. - diz Eliantha. - Devias sentir-te muito honrada por utilizar essa técnica contigo.&lt;br /&gt;- Não pode ser. - diz Diana tentando uma vez mais concentrar o seu poder.&lt;br /&gt;- Oh, não insistas, não vale a pena. Sempre que tentas invocar algo eu lanço-te um contra-feitiço. Os teus poderes já não funcionam, por isso escusas de gastar a tua energia.&lt;br /&gt;- Essa técnica é odiosa, mas ainda bem que me avisaste, estou preparada para feiticeiros traiçoeiros. - e dizendo isto conjura uma vez mais um feitiço.&lt;br /&gt;- Tola. - Eliantha sorri e lança outra vez a sua magia para impedir o feitiço de Diana.&lt;br /&gt;No momento em que a pérfida feiticeira lança a sua contra-mágica uma explosão de energia branca desencadeia-se mesmo à sua frente atirando-a ao chão.&lt;br /&gt;- Graças a feiticeiros traiçoeiros como tu, um mago poderoso criou este feitiço. É uma espécie de contra-contra-mágica, só que tem uns certos poderes adicionais, como acabaste de ver. - diz Diana sorrindo.&lt;br /&gt;- Sabes, começo a ficar farta de ti! - diz Eliantha levantando-se. - Está na altura de passar ao ataque.&lt;br /&gt;- Pois então ataca, estou desejosa de conhecer aquilo de que és capaz.&lt;br /&gt;Eliantha reúne o seu poder preparando-se para o ataque, enquanto que Diana conjura uma série de feitiços de protecção. No entanto, assim que a pérfida feiticeira passa ao ataque todas as magias protectoras de Diana caiem por terra deixando-a vulnerável.&lt;br /&gt;- Mas o que é que se passa? - pergunta ela espantada e alarmada. - Não podes ter lançado contra-mágicas, se o tivesses feito eu saberia.&lt;br /&gt;- Pobre criança, não fazes ideia daquilo que enfrentas.&lt;br /&gt;Eliantha aponta o seu bastão na direcção da sua oponente e dispara uma forte bola de energia na sua direcção. Diana ergue o seu bastão, mas por alguma razão a magia que tenta invocar não funciona e a bola ultrapassa a sua barreira defensiva decepando-lhe a mão que segura o seu fiel bastão. A feiticeira solta um grito de dor que é abafado pelo som de um violento trovão. Lilian grita ao ver a sua companheira cair de joelhos agarrando-se à ferida.&lt;br /&gt;- Vamos ver como te safas agora. - diz Eliantha sorrindo.&lt;br /&gt;- Vai para o Inferno! - grita-lhe a feiticeira.&lt;br /&gt;- Talvez vá, um dia, mas parece que tu vais chegar lá primeiro que eu. - diz a pérfida feiticeira apertando com uma força invisível o pescoço de Diana e erguendo-a no ar.&lt;br /&gt;- Deixa-a em paz!! - grita Lilian levantando-se e preparando-se para correr na direcção de Eliantha.&lt;br /&gt;- Não, Lilian! Deixa-te ficar dentro do círculo. - geme a feiticeira tentando debater-se.&lt;br /&gt;- Louvo essa tua atitude protectora, mas não te servirá de nada. Em breve o poder do círculo irá desvanecer-se e a Lilian ficará à minha mercê uma vez mais.&lt;br /&gt;- Nunca, só por cima do meu cadáver.&lt;br /&gt;- Oh, mas isso pode arranjar-se. - Eliantha ergue o seu bastão e uma enorme bola de fogo materializa-se em pleno ar atingindo o corpo de Diana matando-a instantaneamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-2339026230277033812?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/2339026230277033812/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=2339026230277033812' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/2339026230277033812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/2339026230277033812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2007/08/vingana-4-parte.html' title='Vingança (4ª Parte)'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-855045941124428849</id><published>2007-08-15T23:51:00.000+01:00</published><updated>2007-08-16T17:00:49.374+01:00</updated><title type='text'>Vingança (3ª Parte)</title><content type='html'>A feiticeira caminha calmamente na direcção do grupo de quatro mulheres que se encontra à sua frente. Os seus perspicazes olhos esverdeados estudam e analisam cada uma das suas oponentes determinando as suas forças e fraquezas.&lt;br /&gt;- Bem vindas ao meu palácio. - diz ela agitando levemente a mão direita pelo ar. - Devo dizer-vos que estava bastante curiosa em conhecer pessoalmente aqueles que durante estes últimos meses têm conspirado contra mim. - Eliantha faz uma pausa estudada para observar a reacção de Diana e Lara. - Oh, por favor, não façam essa cara de espanto, existe muito pouca coisa que se passe nesta cidade de que eu não tenha conhecimento. Até mesmo o paradeiro do vosso querido guerreiro não me é desconhecido.&lt;br /&gt;- Tu sabes onde está o Cavaleiro? - pergunta Diana.&lt;br /&gt;- Sei... O vosso Cavaleiro está neste momento a bordo de navio de escravos rumo a um destino desconhecido. - responde a feiticeira esboçando um sorriso. - A sua presença na "minha" cidade estava a tornar-se demasiado perigosa, por isso fui forçada a afastá-lo. - uma vez mais Eliantha faz uma pausa propositada observando com divertimento a reacção das suas ouvintes.&lt;br /&gt;- Então foste tu a culpada pelo desaparecimento do Cav? - pergunta Lara num tom de voz contendo uma irritação crescente.&lt;br /&gt;- Ah, a irascível demónio. É deveras peculiar ver uma criatura como tu aliada a humanos e elfos, e muito mais raro ainda é ver que nutres sentimentos por um desses humanos. Diz-me, demónio, é impressão minha ou amoleces-te? - a meticulosa escolha de palavras de Eliantha desfere um profundo golpe no orgulho de Lara provocando na demónio a reacção desejada.&lt;br /&gt;- Como te atreves a a falar-me dessa maneira, feiticeira. - explode a demónio encolerizada. - Sou um demónio de puro sangue e tu não passas de uma patética humana que pensa que lá por lançar umas pequenas faíscas pode insultar um ser superior.&lt;br /&gt;- Superior, tu? Caro demónio, tu para mim não passas de ralé com ilusões de grandeza. - responde-lhe Eliantha rindo.&lt;br /&gt;- Ralé!!?? Ralé!!?? - grita a demónio completamente enraivecida desembainhando as suas espadas curtas. - Vou arrancar-te o coração, reles humana. Prepara-te para enfrentares os Infernos.&lt;br /&gt;- Lara, espera!! - grita Diana tentando deter a impulsiva demónio.&lt;br /&gt;Mas é tarde demais, Lara lança-se no ar imersa numa fúria assassina tendo como alvo o coração da sua oponente. Eliantha observa divertida esta iniciativa da demónio, na sua mão direita materializa-se um longo bastão de prata com uma esmeralda do tamanho de um punho incrustada no topo.&lt;br /&gt;- Não!! - diz ela num tom de voz forte e levantando o bastão no preciso momento em que as lâminas afiadas de Lara distam apenas dez centímetros do seu peito.&lt;br /&gt;Um intenso brilho esverdeado é libertado da esmeralda e a demónio é projectada com toda a força contra uma parede deixando-a inconsciente.&lt;br /&gt;- Não, não, não! Por favor não! - grita Lilian encolhendo-se a um canto.&lt;br /&gt;- Não sei se te devo felicitar, ou repudiar, pelo que acabaste de fazer. - diz Eleanora. - És de facto uma feiticeira poderosa, mas continuamos em vantagem numérica, e, como podes ver, a minha amiga aqui, também é feiticeira.&lt;br /&gt;- A vossa "vantagem" é ilusória, vocês não estão à minha altura. - diz Eliantha rindo.&lt;br /&gt;- A tua sede de poder e a tua arrogância cegam-te. Enfrentas um elfo e uma feiticeira e, caso não saibas, nós elfos somos peritos em deitar por terra aberrações como tu. Aberrações que distorcem as sagradas leis da Natureza para alcançar os seus objectivos egoístas.&lt;br /&gt;- E onde queres chegar com isso? É que a vossa presença começa a aborrecer-me.&lt;br /&gt;- Quero dizer simplesmente que escolheste mal os teus adversários. - ao dizer isto a elfo aponta o seu arco longo feito de madeira sagrada da floresta de &lt;em&gt;Oth&lt;/em&gt; e reforçado com runas místicas que lhe conferem propriedades mágicas. Dele é habilmente disparada uma flecha de prata com lâmina a ouro e penas de grifo. Estas flechas são conhecidas por toda a &lt;em&gt;Gaia &lt;/em&gt;como &lt;em&gt;«o terror dos feiticeiros»&lt;/em&gt;, pois em pleno vôo anulam as suas capacidades mágicas deixando-os impotentes e vulneráveis.&lt;br /&gt;Eliantha apenas sorri e murmura umas palavras enquanto ergue a mão esquerda. A flecha pára em pleno vôo mantendo-se congelada no tempo.&lt;br /&gt;- Estou a ver que de facto vos substimei. - diz ela observando com cuidado a flecha. - Mas asseguro-te, elfo, que tal não se voltará a repetir.&lt;br /&gt;Com um simples estalar de dedos a flecha inverte o seu curso e voa a alta velocidade na direcção de Eleanora. Diana e Lilian observam impotentes a flecha cravar-se no estômago da elfo. Esta cai incrédula no chão empapando com o seu sangue o pavimento de mármore.&lt;br /&gt;- Duas já estão, falta apenas uma. - diz Eliantha sorrindo triunfante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-855045941124428849?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/855045941124428849/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=855045941124428849' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/855045941124428849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/855045941124428849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2007/08/vingana-3-parte.html' title='Vingança (3ª Parte)'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-6752992324822088209</id><published>2007-08-13T21:01:00.001+01:00</published><updated>2007-08-13T23:03:26.638+01:00</updated><title type='text'>Vingança (2ª Parte)</title><content type='html'>Gotas de chuva caiem do húmido tecto da masmorra formando inúmeras poças de água no seu gélido e degradado chão de pedra. Os archotes, colocados aqui e ali nas negras e viscosas paredes, iluminam fragilmente os longos e tenebrosos corredores que conduzem a várias câmaras de terror e tortura. Por entre eles caminha um grupo de quatro mulheres que tenta desesperadamente encontrar a saída deste local macabro.&lt;br /&gt;- Mas por que raio é que temos de percorrer estes corredores para encontrar uma saída? Não seria mais fácil abrires uma porta mágica e tirar-nos daqui? - pergunta Lara cansada.&lt;br /&gt;- Seria. - responde Diana. - Mas o problema é que algo, ou alguém, impede-me de criar uma.&lt;br /&gt;- E o pior de tudo, - interrompe Eleanora. - é que ainda não encontrámos nenhuma oposição. Não estou a gostar nada disto, cheira-me a armadilha.&lt;br /&gt;- Isso é porque é uma armadilha, Ela. - diz Lilan. - Isto é tudo obra de Eliantha. É ela que bloqueia os teus feitiços e foi ela que mandou embora todos os guardas. Ela está a brincar connosco, está a usar-nos como se fôssemos peões num tabuleiro e vai conduzir-nos até à sua armadilha para nos sugar a energia e força vital.&lt;br /&gt;- Para fazer isso terá que nos derrotar primeiro, humana, e eu garanto-te que este demónio não será subjugado assim tão facilmente. - afirma Lara confiante esboçando um sorriso.&lt;br /&gt;- Folgo em saber que estás confiante, Lara, mas tu não fazes a mínima ideia de quem estás a lidar. Ela vai brincar contigo e depois, quando estiveres à sua merçê, irá obrigar-te a implorar pela vida, antes de te "devorar".&lt;br /&gt;- Da maneira como falas até parece que não temos hipótese alguma. - diz Diana fitando seriamente os olhos de Lilian.&lt;br /&gt;- E não temos. Estamos todos mortos. - remata Lilian fatidicamente.&lt;br /&gt;- Caramba, mais valia tê-la deixado inconsciente, Diana. Não precisamos de uma segunda Cassandra a berrar aos sete ventos a morte e o infortúnio. - comenta a demónio lançando um olhar de poucos amigos ao ex anjo.&lt;br /&gt;- Se tivermos que morrer, que assim seja, estou preparada. Brighid conduzirá os nossos espíritos através do mundo dos mortos. Mas agora conto com o auxílio de Morrigan para a batalha que se aproxima. Os Deuses estarão connosco e juntas venceremos essa tal de Eliantha! - exclama a elfo cheia de confiança.&lt;br /&gt;Após uma longa caminhada, e graças à experiência de Eleanora como batedora, o grupo encontra finalmente a saída da masmorra e entra num dos ricos e requintados salões do palácio. O contraste é absolutamente evidente: as salas escuras, húmidas e repletas de musgo são substituídas por enormes salões bem iluminados e repletos de belas tapeçarias, tapetes, móveis e espelhos multicoloridos; o odor nauseabundo a podre e a mofo é trocado por um aroma doce e refrescante que envolve todo o interior do palácio.&lt;br /&gt;- Uau, que luxo! Essa Eliantha pode ser uma cabra de primeira ordem, mas ao menos sabe como viver a vida. - comenta Lara fascinada pela riqueza que vê à sua volta.&lt;br /&gt;- A riqueza material não é tudo na vida, demónio. Existem coisas bem mais importantes. - diz a elfo.&lt;br /&gt;- Ai sim? E quais são elas?&lt;br /&gt;- Não vale a pena dizer-tas, demónio, obviamente nunca as entenderias. Mas isso agora não interessa, sigam-me, a saída é por aqui. - Eleanora dirige-se para uma porta de madeira com uma maçaneta em ouro, mas quando a tenta abrir esta mantém-se fechada. - Bolas, está trancada.&lt;br /&gt;- Isso não é problema, deitamo-la abaixo. - diz Lara sorrindo.&lt;br /&gt;- Não te aconselho a fazer isso, Lara. - diz Diana colocando a mão sobre o ombro da demónio detendo-a. - A porta está protegida por um encantamento poderoso, apenas te irias magoar e nada mais. Aliás, todas as portas estão trancadas e protegidas, excepto aquela que nos leva ao primeiro andar.&lt;br /&gt;- Eu disse-vos que ela está a brincar connosco. Espero que estejam preparadas para morrer. - diz Lilian sombriamente.&lt;br /&gt;- Não à dúvida, Lilian, sabes mesmo como levantar o moral do grupo. - diz a demónio sarcasticamente.&lt;br /&gt;- Não sejas assim, Lara, a Lilian ainda não está em si, acabou de passar por uma experiência traumatizante, é natural que diga estas coisa. - responde Diana defendendo a antiga feiticeira.&lt;br /&gt;- Seja como for, a Lilian tem razão. Somos obrigadas a enfrentar Eliantha e como tal temos de encarar a nossa morte como uma possível consequência desse confronto. - diz Eleanora olhando pensativamente para a única porta que resta.&lt;br /&gt;- É verdade, não temos escolha. Seja o que os Deuses quiserem. - suspira Diana.&lt;br /&gt;Sem alternativa o grupo escolhe a única porta disponível e sobe ao encontro do seu destino. A passagem condu-las até um vasto salão decorado com pinturas de diversos rituais bizarros e peculiares; uma passadeira vermelha estende-se desde a porta até à parede oposta a esta onde se encontram duas bandeiras escarlate com um símbolo de um dragão branco estampado a meio; e entre elas um belo trono esculpido a marfim com embutidos de ouro. Sentado nele, encontra-se uma bela mulher de cabelos negros, olhos verdes e vestido azul com uma longa racha nas pernas e um decote bastante generoso.&lt;br /&gt;- Ah, finalmente. - diz ela levantando-se. - Estava à vossa espera.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-6752992324822088209?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/6752992324822088209/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=6752992324822088209' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/6752992324822088209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/6752992324822088209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2007/08/vingana-2-parte.html' title='Vingança (2ª Parte)'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-3651256472152380062</id><published>2007-07-16T21:26:00.000+01:00</published><updated>2007-07-17T17:20:08.844+01:00</updated><title type='text'>Vingança</title><content type='html'>A tempestade torna-se cada vez mais violenta à medida que a noite avança. Negras nuvens cobrem os céus de &lt;em&gt;Briseida&lt;/em&gt; soltando faíscantes relâmpagos capazes de afastar por breves segundos as espessas trevas da noite. Os trovões rugem com uma tal intensidade que são capazes de fazer estremecer os vidros e as loiças e a chuva, pesada e insistente, teima em cair dos céus causando estragos e inundações em algumas ruas e residências. A atmosfera em torno da cidade é electrizante e todos, desde o cidadão mais humilde e inexperiente até ao mais sábio, sente que algo de importante vai acontecer esta noite.&lt;br /&gt;Eliantha observa placidamente o temporal de uma das janelas do palácio, a tempestade traz-lhe à memória recordações há muito esquecidas de uma época perdida no tempo. Um arrepio gelado provocado por uma súbita corrente de ar fá-la estremecer e apertar ainda mais o seu robe de lã azul ricamente bordado.&lt;br /&gt;- Parece que os Deuses estão zangados. - diz ela observando um relâmpago prateado que aparece subitamente no céu iluminando a noite. - Será que tem algo a ver com aquilo que te estou prestes a fazer, anjo? - pergunta Eliantha rodando sobre os calcanhares e fixando os seus olhos esverdeados numa mulher que se encontra de joelhos no meio da sala.&lt;br /&gt;- E o que é que uma louca como tu me quer fazer? - pergunta Lilian tentando levantar-se mas sem sucesso.&lt;br /&gt;- Louca? Eu? Meu caro anjo eu não sou louca, apenas tenho grandes planos para esse poder que emanas. Esse poder tão delicioso que se escapa de cada poro da tua doce e delicada pele. - a feiticeira sorri e aproxima-se da cativa ajoelhando-se em frente dela. - Nunca conheci alguém com um poder tão puro e forte como o teu, acredita que vai ser um prazer sugar-to.&lt;br /&gt;Lilian empalidece ao ouvir estas palavras.&lt;br /&gt;- C-como assim?&lt;br /&gt;- É muito simples, meu anjo, o teu poder, a tua essência divina, irá alimentar-me, irá tornar-me mais forte, mais jovem e bela. - responde Eliantha sorrindo. - Infelizmente, para ti, perderás todas as tuas capacidades e as tuas belas asas. Tornar-te-ás uma simples e reles humana.&lt;br /&gt;- N-não! DE NOVO NÃO!! - grita Lilian tentando debater-se e afastar-se da vil feiticeira.&lt;br /&gt;- Receio que não tenhas escolha, meu doce anjo. O teu poder será meu e não virá nenhum cavaleiro montado num cavalo branco para te salvar. É melhor parares de te debater e renderes-te ao teu Destino.&lt;br /&gt;- Não... - a voz de Lilian é tão fraca que mais parece um gemido. Os seus olhos ainda agora tão verdes e vivos tornam-se baços e desprovidos de vida fitando simplesmente o vazio. Todo o seu corpo e mente ficam sem reacção como que hipnotisados pelo olhar vibrante de Eliantha. A sua pele sente pela primeira vez o toque gelado da mão da feiticeira e vai perdendo o seu calor à medida que a sua energia divina é lentamente sugada. As suas belas asas brancas estremecem como se a pureza da sua concepção estivesse a ser enlameada por algo muito negro e sujo. Lentamente vão apodrecendo perdendo a sua cor e altivez. Tudo o que Lilian fora, é e será é abruptamente apagado transformando-a numa simples casca vazia. - Oh Cav, meu doce Cav...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que é que vocês lhe fizeram? - pergunta Eleanora horas mais tarde segurando o corpo inanimado de Lilian.&lt;br /&gt;- Nada que te diga respeito. - responde-lhe abruptamente um dos guardas. - Mas podes ficar descansada, a tua amiga irá ficar boa, caso chegue a acordar. - Os risos dos guardas ecoam pelo corredor, deixando Eleanora bufando de raiva.&lt;br /&gt;- Lilian, Lilian, por favor acorda. Não deixes que aquela bruxa te leve a melhor, por favor reage. - a elfo dá ligeiras palmadinhas no rosto de Lilian para a tentar despertar. - Oh Blaudewed, por favor ajuda-nos!&lt;br /&gt;Subitamente a porta da cela abre-se dando passagem a Diana.&lt;br /&gt;- Olá, Ela, há quanto tempo. - diz Diana sorrindo.&lt;br /&gt;- Diana? Mas o que é que fazes aqui? Como é que passaste pelos guardas lá fora?&lt;br /&gt;- Estás a perguntar por estes trastes? - pergunta Lara emergindo das sombras transportando duas cabeças numa das mãos e na outra uma espada curta ensanguentada.&lt;br /&gt;- Que raio de pergunta, Ela, vim salvar-te, é claro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-3651256472152380062?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/3651256472152380062/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=3651256472152380062' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/3651256472152380062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/3651256472152380062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2007/07/vingana.html' title='Vingança'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-4105178548719231769</id><published>2007-06-17T21:22:00.000+01:00</published><updated>2007-06-18T00:43:43.640+01:00</updated><title type='text'>Reencontros</title><content type='html'>O intenso calor que emana da lareira contrasta visivelmente com o vento gelado que sopra lá fora. Os grossos troncos de freixo, tratados com uma resina aromática especial, produzem uma chama viva e crepitante que espalha por toda a casa um aroma suave e agradável. Diversas vassouras, espanadores e panos do pó levitam descontraidamente pelo ar limpando calmamente o chão e a mobília assegurando-se de que tudo fica impecavelmente asseado. Na cozinha os sons de um jantar a ser preparado fazem-se ouvir, as facas, movidas por forças invisíveis, cortam a golpes de mestre os legumes e a carne; as panelas e os tachos flutuam na direcção do fogão que se acende automaticamente; e as diversas especiarias e condimentos agrupam-se alegremente para dar um toque final no preparado. Não tardará muito para que um cheirinho agradável a comida acabada de fazer se una ao aroma inebriante que emana da lareira. Num dos locais mais sagrados e restritivos da casa, a biblioteca, encontra-se a dona da casa, uma mulher de vinte sete anos, possuidora de uns longos e encaracolados cabelos dourados e de uns belos e expressivos olhos verde esmeralda. A sua atenção está totalmente centrada num pesado e grosso livro intitulado &lt;em&gt;Magia Manual Avançada: Truques e Dicas&lt;/em&gt;, de um famoso feiticeiro, Kunn Diel. Uma chávena de chá de baunilha jaz na mesinha ao seu lado para a ajudar a descontrair enquanto se concentra nos complicados e minuciosos movimentos das mãos, necessários para produzir as magias indicadas no livro. Para Diana tudo é perfeito e não há nada no Mundo que lhe poderá estragar o momento.&lt;br /&gt;- Já estou farta de estar à espera!! - rosna a demónio em alto e bom som entrando de rompante pela biblioteca adentro e cortando abruptamente a concentração da feiticeira. - Já passaram duas semanas e continuamos sem notícias dele. Mas onde raio é que aquele humano se terá metido? - continua a demónio sem reparar no ar desconcertado e irritado de Diana.&lt;br /&gt;- Lara, caso não tenhas reparado eu estava concentrada a estudar um livro muito interessante. - diz a feiticeira tentando manter um tom de voz calmo.&lt;br /&gt;- Como podes estar aí tão calmamente a ler quando o Cav anda desaparecido? - os olhos dourados de Lara fixam-se nos de Diana tentando colocar no espírito desta um sentimento de culpa.&lt;br /&gt;- O Cavaleiro já é crescido e sabe o que faz, Lara, tenho a certeza que ele está bem. Tenho plena confiança nas suas capacidades e acho que tu também deverias ter. - responde a feiticeira enfrentando o olhar da demónio. - E além do mais, tu não deverias estar no templo do Sol a assistir ao festival?&lt;br /&gt;- Cansei-me. - responde Lara sentando-se numa &lt;em&gt;chaise longue&lt;/em&gt; em frente de Diana. - Estava curiosa para assistir a essas festas do &lt;em&gt;Dies Natalis Solis Invicti&lt;/em&gt;, pois de acordo com os boatos pareciam ser boas, mas afinal não são nada de especial. Imagina que nem uma pequena orgia fazem. - diz a demónio recostando-se e olhando para o tecto. - Nós os demónios preferimos adorar a Lua e as trevas, não o renascimento da luz e do Sol Vitorioso... Eu pensava que todos os humanos celebravam essas festividades, porque é que tu não celebras?&lt;br /&gt;- Eu tenho outras crenças e além do mais sou uma feiticeira, o meu poder não vem dos Deuses, mas sim de um outro local.&lt;br /&gt;- Mesmo assim podias...&lt;br /&gt;- Não, não podia. Eu prefiro ficar aqui em casa a ler e a estudar do que assistir a rituais que não me dizem nada. E afinal de contas desde as Guerras dos Feiticeiros que os sacerdotes nos olham com desdém.&lt;br /&gt;- Parece que somos ambas párias nesta sociedade humana. - diz a demónio sorrindo.&lt;br /&gt;- Sim... Queres um chá?&lt;br /&gt;- Não, mas aceito o que quer que seja que estejas a cozinhar. Pelo cheiro parece ser bom.&lt;br /&gt;- Claro que é, ainda duvidas da minha capacidade como cozinheira?&lt;br /&gt;- Não, de momento só me questiono acerca de uma capacidade tua, Diana.&lt;br /&gt;- Qual?&lt;br /&gt;- Do que tu... - um alarme sonoro corta a frase à demónio e deixa a feiticeira em estado de alerta. - Que som é este, o que se passa?&lt;br /&gt;- Vem das muralhas. Será que a cidade está a ser atacada? Mas isso não pode ser, a guerra terminou. É melhor ir vermos o que se passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da chuva e do vento gélido as pessoas acorrem aos portões para ver o que se passa. Uma coluna de soldados hoplitas encontra-se no local preservando a ordem e a autoridade. As suas pesadas lanças e armaduras e os seus elmos enfeitados com garridos penachos inspiram o medo e admiração a todos os que os vêem. No meio da coluna encontra-se uma mulher acorrentada, os seus longos cabelos ruivos escondem o seu rosto e o seu olhar e pelo aspecto da sua roupa, muitos concordam que deve ter dado uma boa luta antes da sua captura. Uma mulher morena e extremamente bela, vestindo peles de arminho aproxima-se da cativa acompanhada por dois servos que transportam um enorme guarda-chuva.&lt;br /&gt;- Então és tu a fugitiva que o novo Imperador anda à procura. - diz a mulher com um sorriso. - Terei o maior prazer em enviar-te como um presente da leal cidade de &lt;em&gt;Briseida&lt;/em&gt;. Assim que o fizer o teu destino estará traçado e a tua morte garantida. Mas serei gentil, se me beijares os pés e me jurares fidelidade manter-te-ei aqui como minha serva. O que me dizes? Um guerreira como tu faz-me jeito. - a guerreira mantém-se em silêncio fitando desafiadoramente os olhos da mulher. - Eu fiz-te uma pergunta, responde. - a resposta da guerreira é tão desafiadora como o seu olhar, sem mais nem menos cospe na cara da mulher que está à sua frente. - Insolente! - diz esta esbofeteando-a. - Levem-na para os calabouços, vai juntar-se à outra que capturámos há dias atrás.&lt;br /&gt;Dois guardas do palácio obedecem às ordens daquela estranha e poderosa mulher e levam a cativa para fora da vista da multidão.&lt;br /&gt;- Aquela mulher é-me familiar. - diz Lara observando atentamente a cativa. - Já a vi algures, mas não me lembro onde.&lt;br /&gt;- Acho que só a viste uma vez, pelo que o Cavaleiro me contou, seja como for, temos de a salvar. - diz Diana impaciente.&lt;br /&gt;- Conhece-la?&lt;br /&gt;- Sim. Aquela mulher é a Eleanora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-4105178548719231769?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/4105178548719231769/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=4105178548719231769' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/4105178548719231769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/4105178548719231769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2007/06/reencontros.html' title='Reencontros'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-2726989496239243745</id><published>2007-05-06T15:40:00.000+01:00</published><updated>2007-05-07T14:43:51.552+01:00</updated><title type='text'>Um Novo Rumo</title><content type='html'>A capitão permanece em silêncio, os seus olhos penetrantes fixam-se ora em mim, ora no cofre e no diário que resgatei do navio afundado e que comprovam a história que acabei de contar. A tripulação mantém-se também em silêncio esperando para ver a reacção da sua comandante e tentando adivinhar qual o destino que me estará reservado.&lt;br /&gt;- Dizes-me então que este cofre é para ser usado como moeda de troca para descobrir quem de facto governa &lt;em&gt;Briseida&lt;/em&gt;. - diz ela num tom de voz incrédulo. - Dizes-me que para o encontrares tiveste que tomar uma poção que te deu capacidades extraordinárias, como respirar debaixo de água e nadar como uma verdadeira criatura marinha. - continua. - Afirmas que este objecto estava na posse de um grupo de vampiras do mar que te atraíram para o seu covil com o intuito de te matar, mas que por intervenção divina ou por auxílio de uma entidade, a tua espada, a &lt;em&gt;Lua Dançante&lt;/em&gt;, que te foi dada por uma mulher, de nome Elianne, pertencente a uma antiga e poderosa raça, te salvou da morte certa e que de alguma forma te lançou para a superfície. - a capitão faz uma pausa estratégica lançando o seu olhar em torno da sua tripulação. - Diz-me, estranho, por acaso achas que eu tenho escrito na testa a palavra &lt;em&gt;idiota&lt;/em&gt;? Achaste de facto que eu iria acreditar nessa história tão mirambulante?&lt;br /&gt;- É a verdade!! - respondo com serenidade.&lt;br /&gt;- Ah! "É a verdade!!", diz ele! - exclama esboçando um grande sorriso levando toda a tripulação a soltar uma valente gargalhada. - Estes teus dias em alto mar a apanhar este Sol forte fritaram-te os miolos, estranho. Daqui a pouco ainda me vais dizer que já jantaste com o próprio Neptuno.&lt;br /&gt;- Por acaso... - respondo com um ligeiro sorriso.&lt;br /&gt;- Bah! Ou és louco, ou és um mentiroso. E eu não creio que sejas louco, o teu olhar é demasiado firme para padeceres de alguma insanidade, por isso acho que és um mentiroso. - diz ela levantando-se e aproximando-se de mim. - E sabes o que fazemos aos mentirosos? Lançamo-los borda fora com uns cortes profundos para servirem de repasto aos tubarões. - ao dizer isto a tripulação anima-se e agita as suas armas no ar. - Meus senhores, meus senhores, por favor tenham calma, sejamos, por enquanto, civilizados. - diz ela com um sorriso caminhando em meu redor.&lt;br /&gt;- Não sou louco, nem mentiroso. Disse-te a verdade, tens aí o cofre e o diário que confirmam a minha história.&lt;br /&gt;- Sim, é verdade, mas o cofre está vazio e o diário está ilegível.&lt;br /&gt;- Impossível! Mentes, só podes!&lt;br /&gt;- Como te atreves! - grita ela esbofeteando-me. - É melhor controlares as tuas palavras, estranho, chamar mentirosa a quem tem a tua vida nas mãos não é uma atitude muito sensata. Seja como for parece que a Fortuna te sorri. Hoje estou bem disposta e decidi que não te vou mandar borda fora. Vais viajar connosco até &lt;em&gt;Terno&lt;/em&gt;, onde serás vendido como escravo.&lt;br /&gt;- És traficante de escravos? - pergunto surpreso.&lt;br /&gt;- Sou. - responde ela com um sorriso. - E tenho a certeza que me vais fazer ganhar bom dinheiro. Talvez alguma tipa da nobreza te compre para satisfazeres a sua luxúria, ou quem sabe ainda acabas na arena, visto que tens um porte de combatente.&lt;br /&gt;- Mas não me podes fazer isso, eu sou um cidadão da República!&lt;br /&gt;- República!? Pelos Deuses, estranho, o Sol afectou-te mesmo os miolos. - diz ela rindo juntamente com toda a tripulação. - A República já não existe, vivemos numa nova Era, a Era Imperial e é bom que te adaptes a ela.&lt;br /&gt;- N-não pode ser, eu...&lt;br /&gt;- Não te lamentes tanto, todas as coisas têm um fim e verdade seja dita, a República já estava moribunda... Bom, isso também não interessa, não vou discutir política com carga. Está na hora de conheceres o teu novo quarto e os teus novos companheiros. Homens! - com um estalar dos dedos a capitão ordena que dois marinheiros me levem para junto dos restantes escravos. - Ah! só mais uma coisa. Tu agora és meu, por isso é bom que me obedeças sempre, pois eu posso deixar de ser tão simpática e ser obrigada a estragar a tua qualidade. - dizendo isto vira-me as costas e sou levado para baixo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-2726989496239243745?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/2726989496239243745/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=2726989496239243745' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/2726989496239243745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/2726989496239243745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2007/05/um-novo-rumo.html' title='Um Novo Rumo'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-6611250318912377678</id><published>2007-04-27T20:47:00.000+01:00</published><updated>2008-12-10T13:27:01.047Z</updated><title type='text'>1º Aniversário</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_UI_eOoH4Bdk/RjT2uPpJ2iI/AAAAAAAAAAM/UuuWSBz1rDc/s1600-h/royo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5058939555777468962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_UI_eOoH4Bdk/RjT2uPpJ2iI/AAAAAAAAAAM/UuuWSBz1rDc/s320/royo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como os meses passam tão depressa e como mudamos tanto em apenas tão pouco tempo. Faz hoje, dia 27 de Abril, um ano que o &lt;em&gt;Knight's Tale&lt;/em&gt; "acordou" para o Mundo. Tudo começou no blog do MSN e, para não variar, por causa de uma rapariga, de uma &lt;em&gt;hechicera&lt;/em&gt; que me deu a volta à cabeça e que descarregou em mim uma inspiração tal que a posso comparar quase a uma das antigas Musas da Grécia Antiga. No entanto o Destino por vezes prega-nos partidas e fui forçado a abandonar o meu adorado cantinho e mudar-me para aqui, para a blogosfera, deixando para trás bons momentos e principalmente a minha adorada Musa. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como se costuma dizer, há males que vêm por bem, e esta minha mudança fez-me crescer ainda mais como escritor e levou-me a conhecer novos Mundos e novas pessoas, tais como a &lt;a href="http://www.contossecretos.com/"&gt;Sutra&lt;/a&gt;, a &lt;a href="http://apraiadodestino.blogspot.com/"&gt;Lia&lt;/a&gt; e a sempre eterna &lt;a href="http://fantasyadream.blogspot.com/"&gt;Elianne&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Embora tente sempre manter uma certa distância entre a minha pessoa e a personagem do Cavaleiro, a verdade é que há alturas em que isso é praticamente impossível. Sentimentos, emoções, atitudes e expressões são muitas vezes reproduzidas pela própria personagem e muitos dos seus companheiros são baseados em pessoas reais. Isto leva, como no caso da Elianne, a tornar a escrita e a acção mais intensa e emotiva, dependendo do estado de espírito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O mais incrível é que certas personagens parecem ter ganho vida própria, como por ex a Lara, e passam a ocupar um espaço de destaque na trama remetendo a personagem principal, o Cavaleiro, para 2º plano.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo muda e eu também mudei, a minha saúde piorou e agora, volvido um ano, já não sou o mesmo. Custou-me imenso estar afastado deste blog durante um mês, mas agora que estou de volta quero dar uma nova vida a esta história. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Espero que me acompanhem por mais um ano neste fantástico universo do &lt;em&gt;Knight's Tale&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Obrigado a todos,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cavaleiro&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-6611250318912377678?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/6611250318912377678/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=6611250318912377678' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/6611250318912377678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/6611250318912377678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2007/04/1-aniversrio.html' title='1º Aniversário'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_UI_eOoH4Bdk/RjT2uPpJ2iI/AAAAAAAAAAM/UuuWSBz1rDc/s72-c/royo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-117546510034669427</id><published>2007-04-01T22:40:00.000+01:00</published><updated>2007-04-01T23:05:00.366+01:00</updated><title type='text'>Nota</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7267/3435/1600/910870/1134233248_f.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7267/3435/320/677250/1134233248_f.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado como uma simples página da net se pode tornar num pequeno paraíso privado, num Mundo alternativo, onde a fantasia e a ilusão se tornam por momentos numa incrível realidade. Tem-me custado imenso não poder colocar aqui as histórias que tanto gosto de escrever, mas a verdade é que a minha saúde, ou falta dela, impede-me... Uma coisa é certa, as histórias do Cavaleiro, da Lara, e de todos os outros, não terminaram, irão apenas permanecer guardadas no meu livrinho preto até recuperar totalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado a todos os q me lêem,&lt;br /&gt;Cavaleiro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-117546510034669427?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/117546510034669427/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=117546510034669427' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/117546510034669427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/117546510034669427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2007/04/nota.html' title='Nota'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-117399906141241563</id><published>2007-03-15T21:39:00.000Z</published><updated>2007-03-17T23:39:45.093Z</updated><title type='text'>O Cofre (2ª Parte)</title><content type='html'>Assim que mergulho nas águas quentes e límpidas do &lt;em&gt;Oceano Coralino&lt;/em&gt; a poção de Diana começa imediatamente a produzir os seus efeitos. O ar dos meus pulmões é expelido com uma brutalidade inimaginável e todo o meu peito e pescoço parecem inflamar-se causando-me dores indiscritíveis. Espasmos involuntários percorrem o meu corpo e uma agonia tremenda invade as minhas entranhas. O pânico e o medo abatem-se sobre mim, tudo à minha volta torna-se turvo e negro e a água penetra rapidamente pelas minhas narinas e pela minha boca sufocando-me e quase me levando a perder os sentidos. Mas depois, de repente, todo este tormento termina abruptamente e dou por mim a flutuar tão naturalmente como um peixe e a respirar tão casualmente como se estivesse na superfície. Suspiro de alívio e sorrio, a poção funcionou e tal como a Diana disse, posso nadar e respirar como uma criatura aquática, é pena que não me tenha avisado sobre o custo de tal transformação. &lt;br /&gt;Com renovada confiança retiro do bolso o mapa amarelado tratado com resina e traço a minha rota, ao que parece esta irá levar-me até um veleiro, que segundo as lendas, se perdeu e se afundou no meio de uma terrível tempestade. O nome dessa embarcação perdeu-se no tempo, mas o seu conteúdo, ao que parece, ainda permanece enterrado no meio dos destroços. Volto a dobrar o mapa com cuidado e guardo-o no bolso, pela minha mente salpicam imagens de ferozes lutas corpo a corpo em pleno alto mar, de romances impossíveis e de tesouros e cargas tão extraordinárias e exóticas que deixariam um &lt;em&gt;Jinni&lt;/em&gt; de boca aberta. Afasto estas imagens do meu pensamento e concentro-me apenas no que realmente interessa, encontrar o cofre e através dele encontrar as respostas que procuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mares do Sul são ainda mais belos do que eu imaginava: as suas profundezas estão cobertas por uma camada de fina e macia areia branca repleta de pedrinhas e conchas de várias formas e feitios; cardumes de peixes coloridos nadam tranquilamente ao sabor das correntes realizando coreografias complexas e extraordinárias como se dançassem ao som de uma música fantasma; as algas, verdes, vermelhas e azuis, presas às rochas, ondulam suavemente, indiferentes ao que se passa em seu redor; e por fim, os corais, &lt;em&gt;O Grande Recífe&lt;/em&gt;, como lhe chamam os locais, aparece vindo do nada explodindo de cor e vida diante dos meus olhos.&lt;br /&gt;Deixo-me ficar por longos minutos a observar todo este espectáculo, toda esta paisagem aquática de rara beleza, até que por fim, ciente da minha missão, viro a minha atenção para o mapa e procuro no horizonte um vestígio do navio. Sorrio ao ver um enorme pedaço de madeira, provavelmente um mastro, bem perto do local onde o mapa e as lendas assinalam o trágico naufrágio. Alguns metros adiante encontro finalmente o navio, aparentemente bem conservado, mas com grandes rombos no casco. &lt;br /&gt;Entro no navio através do porão e após uma cuidadosa pesquisa deduzo que o cofre não se encontra ali. Tenho pena de deixar vários baús e barris selados para trás, mas a madeira está podre e qualquer impacto pode transformar este pacato navio num túmulo aquático. Não me resta outra alternativa senão explorar o camarote do capitão e tentar a minha sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O camarote parecia ter sido muito bonito, mas agora está completamente arruinado, toda a divisão está repleta de musgo e de pequenos animais que se afastam rapidamente quando me aproximo, no entanto, algo me chama a atenção, os livros e os mapas estão em perfeito estado de conservação, ao que parece o capitão devia ser um experiente lobo do mar e tomou o cuidado de revestir todos os papéis e tomos com uma resina especial que os protege da água. Curioso, dou uma vista de olhos aos mapas, mas sendo o meu conhecimento náutico e de matemática, limitado ou quase nulo, rapidamente os coloco de lado. Viro, então, a minha atenção para os livros, mas cedo descubro que a maioria deles se trata de romances e/ou livros técnicos, o que me deixa ainda mais desapontado, no entanto, encontro no meio da confusão o diário do capitão, o que pode vir a ser bastante valioso, por isso decido levá-lo comigo. No entanto, não encontro sinais do cofre e começo a pensar que toda a minha busca irá terminar num autêntico fracasso.&lt;br /&gt;Abandono o navio bastante desapontado. Sem pistas para me guiar, parece que terei de regressar de mãos vazias.&lt;br /&gt;- Que procuras tu? - pergunta uma voz no interior da minha cabeça. Espantado olho em volta e observo por debaixo de mim algo, ou alguém, com uma forma difusa que se aproxima. Tento falar, mas descubro que perdi tal capacidade. - Não te esforces a tentar falar, criatura da superfície, faz como eu, usa a tua mente. - A forma com voz doce vai-se tornando cada vez mais distinta até tomar a forma de uma bela mulher de longos cabelos verdes, pele azulada e uns olhos negros muitos profundos.&lt;br /&gt;- Quem és? - pergunto.&lt;br /&gt;- Alguém com vontade de saber o que fazes aqui em baixo, criatura da superfície.&lt;br /&gt;- Procuro um objecto.&lt;br /&gt;- Que tipo de objecto, criatura da superfície? - a voz da rapariga torna-se tão doce que deixo escapar um sorriso.&lt;br /&gt;- Um cofre, estava dentro daquele barco. - respondo com a sensação que devo confiar nela.&lt;br /&gt;- Hm, um cofre? Acho que sei do que falas, criatura da superfície. - a rapariga sorri. - Sou eu que o tenho, anda, vem comigo, eu levo-te até ele.&lt;br /&gt;Sem conseguir evitar acedo ao seu pedido e sigo-a.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-117399906141241563?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/117399906141241563/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=117399906141241563' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/117399906141241563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/117399906141241563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2007/03/o-cofre-2-parte.html' title='O Cofre (2ª Parte)'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-117328707815160622</id><published>2007-03-07T15:14:00.000Z</published><updated>2007-03-07T17:04:38.176Z</updated><title type='text'>Interlúdio 2</title><content type='html'>Está a nevar, está outra vez a nevar... Lá fora os meus homens lutam desesperadamente para se manter quentes, para manter viva a chama não só do calor, mas também da esperança. Mas eu consigo ver o medo no seu olhar, o receio e a incerteza nos seus rostos amargurados, e no entanto, cada vez que passo por eles, sorriem-me, sorriem-me como se todas estas provações por que passaram fossem apenas um sonho, um pesadelo... &lt;br /&gt;Estou tão cansada, cansada de toda esta Guerra, de todo este sofrimento, de todo este tormento diário. Batalha após batalha, derrota após derrota, é como se o nosso inimigo conhecesse todos os nossos passos, todas as nossas manobras. Estaria aquela mulher certa? Estará o auto-proclamado Imperador na posse do &lt;em&gt;Olho&lt;/em&gt;? Se assim for então de que serve lutar? O nosso destino está traçado e a nossa derrota iminente... Não! Ela só pode estar a mentir! Sim, só pode. Afinal de contas não é isso que se espera de uma cobarde, de alguém que abandona aquele aparentemente ama por um capricho, por egoísmo? Mas se ela é cobarde então eu também o sou... Afinal de contas não o abandonei também? Sim, mas se o fiz foi por amor, por o amar mais do que a própria vida. Fi-lo para o salvar... E no entanto ele não percebeu isso. Teria eu entendido se estivesse no seu lugar? Não, penso que não... Oh, Cav, fazes-me tanta falta, seria tudo bem mais simples se estivesses aqui ao meu lado. Mas tu não estás, mudaste, continuaste a tua vida sem mim e acabaste por me "enterrar" definitivamente. &lt;br /&gt;Culpo a Lilian de cobardia e egoísmo, mas ela está neste momento no encalço dele, preparada para se redimir do seu deslize, do seu pequeno momento de fraqueza, ao passo que eu me mantenho aqui, neste acampamento esquecido pelos Deuses à espera de uma morte certa, à espera de algo que nem eu mesma sei... Deverei eu largar tudo e fazer o mesmo? Seria muito parva se o fizesse, ele deixou bem claro que não me quer ver, que quer distância. Mas a verdade é que eu preciso dele, preciso de saber mais sobre o tal &lt;em&gt;Olho&lt;/em&gt; e sobre o homem que agora se senta no antigo Senado de &lt;em&gt;Nova Roma&lt;/em&gt;. Preciso de engolir o orgulho, de morder a língua se for preciso, a vida dos meus homens está em risco e eu não me posso dar ao luxo de jogar com isso por uma mera questão sentimental. Mas se ao menos soubesse onde ele está, por onde anda... Espera! Ela deixou-me uma carta antes de partir, um papel em branco que apenas revelaria o seu conteúdo quando eu estivesse preparada. Estarei eu preparada agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num frenesim a elfo procura na secretária e nas estantes pela folha de papel em branco oferecida por Lilian, mas acaba por a encontrar no cesto dos papéis misturada com o resto do lixo.&lt;br /&gt;- Pelos Deuses, num acesso de fúria atirei-a para o lixo, pensei que aquela mulher estivesse a fazer pouco de mim. - diz ela abrindo cuidadosamente o papel amachucado. No entanto, ao contrário das sua espectativas, a folha permanece em branco. - Como sou parva e estúpida, aquela rapariga estava mesmo a fazer pouco de mim, não há nada escrito nesta folha, e no entanto eu sei o que quero, eu quero saber onde está o Cav!!! - Ao dizer estas palavras a folha branca amarelece instantaneamente, uma tinta negra começa a aparecer lentamente formando apenas uma palavra, um nome escrito numa caligrafia perfeita e floreada, &lt;em&gt;BRISEIDA&lt;/em&gt;. - Por Liane e Lisandra, ela estava a dizer a verdade!!! MARCOS!!!! - chama Eleanora excitada.&lt;br /&gt;- Sim, minha senhora? - na tenda entra imediatamente um homem de estatura média, quarenta e poucos anos, cabelo grisalho e com uma profunda cicatriz no olho esquerdo.&lt;br /&gt;- Manda os homens levantar o acampamento, partimos imediatamente.&lt;br /&gt;- Mas só aqui estamos há dois dias, será que...&lt;br /&gt;- Não discutas as minhas ordens, faz o que te digo e já!!&lt;br /&gt;- Sim, minha senhora. Posso ao menos saber para onde vamos?&lt;br /&gt;- Sim. - diz a elfo com um sorriso. - Vamos para o Sul, para &lt;em&gt;Briseida&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-117328707815160622?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/117328707815160622/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=117328707815160622' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/117328707815160622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/117328707815160622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2007/03/interldio-2.html' title='Interlúdio 2'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-117286883707465067</id><published>2007-03-02T19:50:00.000Z</published><updated>2007-03-03T21:16:57.456Z</updated><title type='text'>O Cofre (1ª Parte)</title><content type='html'>Perto do &lt;em&gt;Porto das Nereidas&lt;/em&gt; existe uma pequena baía, é um local tranquilo e isolado, apenas frequentado por casais de namorados e amantes. Reza a lenda que a própria Vénus abençoou este lugar, pois foi aqui que Aquileia e Éwon se encontraram pela primeira vez e, ironicamente, onde soltaram o seu último suspiro. Desde então a plácida angra tomou o nome de, &lt;em&gt;Enseada dos Amantes&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;- Então esta é que é a famosa praia onde Éwon e Aquileia trocaram o seu primeiro beijo? - pergunta Lara um pouco desapontada. - Que pena, pela história pensei que tivesse melhor aspecto.&lt;br /&gt;- E achas que não tem? - responde Diana descalçando as sandálias e caminhando lentamente sobre a areia dourada. - Esta enseada é paradisíaca, tudo nela parece simplesmente perfeito. É um lugar verdadeiramente abençoado.&lt;br /&gt;- Aí está outra coisa que não bate certo, feiticeira, eu e o Cav já fomos alvo da "benção" da Deusa do Amor durante a nossa estadia na &lt;em&gt;Atlântida&lt;/em&gt; e deixa-me que te diga que aquilo que sentimos e fizemos foi bem intenso. - diz Lara sorrindo e lançando-me um olhar rápido.&lt;br /&gt;- Imagino... Mas não queiras comparar aquilo que se passa numa festa dos Deuses, com um simples encantamento numa pequena praia, é totalmente diferente.&lt;br /&gt;A demónio encolhe os ombros terminando abruptamente aquela conversa.&lt;br /&gt;- Tens a certeza que queres ir para a frente com isto, Cav? - pergunta ela virando-se para mim. - Afinal de contas é bem mais simples dar uma tareia ao velho e ele cospe tudo o que sabe.&lt;br /&gt;- Oh sim, depois daquilo que ele te fez não sei se será assim tão simples, minha diabinha. - respondo-lhe com um sorriso. - Infelizmente não temos outra hipótese, ele é o único que parece conhecer o paradeiro da pessoa que procuramos e pelos vistos, sabe demasiado a meu respeito...&lt;br /&gt;- E além do mais - intromete-se a feiticeira. - passei a noite inteira a preparar esta poção, o Cavaleiro vai, nem que eu tenha de lhe puxar as orelhas!!!!&lt;br /&gt;- Também não é preciso chegar a tanto, Diana, eu vou, eu vou. - respondo afastando-me discretamente dela.&lt;br /&gt;- É assim mesmo, feiticeira, temos que mostrar a estes machos que nós é que somos o sexo forte, nem que para isso tenhamos que lhes incutir essa ideia através da força. - diz Lara rindo.&lt;br /&gt;- Ri-te, ri-te, que daqui a pouco eu mostro-te qual de nós é que é o sexo forte.&lt;br /&gt;- Ui, parece que o menino ficou todo chateado comigo. O que se passa, Cav, toquei nalgum ponto fraco, foi? - continua ela picando cada vez mais.&lt;br /&gt;- Oh, vá lá, deixem-se disso. - interrompe Diana. - Temos coisas mais importantes para fazer do que discutir qual de vocês é o sexo forte, não acham?&lt;br /&gt;- Tens razão, Diana, como sempre... - respondo.&lt;br /&gt;Lara sorri maliciosamente e afasta-se para a beira de água lançando pedras contra as ondas.&lt;br /&gt;- Bom, eu já te expliquei o que faz esta poção, mas mesmo assim, por via das dúvidas, explico-te outra vez. - inicia a feiticeira retirando da sacola uma pequena garrafa contendo no seu interior um vivo líquido azul-esverdeado. - Esta poção dar-te-á a capacidade de respirares debaixo de água como um peixe, ou seja, vai transformar os teus pulmões em guelras. Não só fará isso como também aumentará os teus reflexos e as tuas capacidades de te movimentares pela água tão naturalmente como qualquer criatura marinha. Mas lembra-te, meu Cavaleiro, e isto é muito importante, a poção tem apenas um senão, no preciso momento em que vieres à superfície o encantamento desfaz-se e todas estas habilidades desaparecem, por isso certifica-te que estás bem perto da costa, ou poderás ficar perdido no mar sem forças para regressar.&lt;br /&gt;- Está bem, mais alguma coisa?&lt;br /&gt;- Não, é tudo, mas não te esqueças do que te disse. - diz ela com um sorriso.&lt;br /&gt;- Ok, nada de vir à superfície até estar bem perto da costa. - repito.&lt;br /&gt;Dispo a camisa e tiro as botas lançando um longo olhar sobre o mar azul que se estende calmamente à minha frente. Prendo atrás das costas a minha nova espada, &lt;em&gt;Lua Dançante&lt;/em&gt;, oferecida pela última dos &lt;em&gt;Ploensis&lt;/em&gt;, Elianne.&lt;br /&gt;- Toma, vais precisar disto. - Diana entrega-me o mapa amarelado dado pelo velhote no dia anterior. - Foi tratado com uma resina especial, não se irá desfazer na água.&lt;br /&gt;- Obrigado.&lt;br /&gt;- Boa sorte, meu Cavaleiro, que os Deuses te acompanhem. - diz ela dando-me um abraço forte. - Aconteça o que acontecer, quer que saibas que te adoro.&lt;br /&gt;- Eu sei. - respondo beijando-lhe a testa.&lt;br /&gt;- Vê se voltas são e salvo, Cav. - diz a demónio.&lt;br /&gt;- Volto sim, como poderei eu ficar afastado de ti, minha diabinha. - digo afagando-lhe o rosto e contemplando os seus olhos dourados.&lt;br /&gt;- Parvo! - diz ela beijando-me.&lt;br /&gt;E sem olhar para trás mergulho nas águas estranhamente quentes do &lt;em&gt;Oceano Coralino&lt;/em&gt;, confiante do sucesso da minha missão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-117286883707465067?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/117286883707465067/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=117286883707465067' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/117286883707465067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/117286883707465067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2007/03/o-cofre-1-parte.html' title='O Cofre (1ª Parte)'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-117226427113277667</id><published>2007-02-23T20:07:00.000Z</published><updated>2007-02-25T01:42:46.126Z</updated><title type='text'>Um Estranho Encontro (2ª Parte)</title><content type='html'>Entramos cautelosamente dentro da tenda, os nossos olhos demoram um pouco de tempo a adaptarem-se à escuridão na qual o interior está imerso, mas assim que nos habituamos apercebemo-nos de imediato que acabámos de entrar numa pequena e estranha loja. Em nosso redor e seguindo a circunferência da tenda encontram-se seis estantes de madeira, três de cada lado, cada uma contendo um inúmero repertório de livros, todos etiquetados e bem conservados; no centro, formando um enorme U, estão dispostas várias mesas e expositores recheados com os mais diversos objectos, desde armas, amuletos, anéis, varinhas e pequenas pedras de cores e formas estranhas que parecem brilhar e emitir vibrações quando passamos por elas; mesmo à nossa frente, colocada precisamente na ponta oposta à entrada, encontra-se uma bela secretária de mármore, em cima desta podemos ver vários papéis, um mapa já amarelado, uma lupa, dois livros e um pássaro verde que começa a cantarolar assim que nos vê. No entanto não encontramos rastro do velhote que entrou antes de nós. &lt;br /&gt;- Pelos vistos tinha razão, o velhote só pode ser um feiticeiro, esta tenda parece respirar magia. - diz Diana maravilhada inspeccionando um por um os itens da loja.&lt;br /&gt;- Sim, mas por onde andará ele, tenho a certeza que o vi entrar cá para dentro.&lt;br /&gt;- Ora o que é que isso interessa, Cav, vamos é dar uma vista de olhos pela mercadoria e se alguma coisa nos interessar levamo-la connosco. - diz Lara piscando-me o olho.&lt;br /&gt;- Deves estar a brincar.&lt;br /&gt;- Eu concordo com ela, meu Cavaleiro, aquele velhote tem um poder estranho e usou-o para invadir e deturpar a personalidade da Lara, merece ser punido por isso. - responde a feiticeira calmamente.&lt;br /&gt;- Eu não estou a acreditar nisto, esperava isso da Lara, mas agora de ti, Diana. Serei eu o único a acreditar que é errado roubar?&lt;br /&gt;- Ai, Cav, por vezes és tão certinho que até irritas, não há mal nenhum em roubar, o único inconveniente é ser apanhado. - a demónio esboça um ligeiro sorriso e retira de uma das estantes um livro azul com letras estampadas a ouro. - Ora, ora, parece que o nosso velhote tem bons gostos, &lt;em&gt;Kama Sutra &amp; A Arte Da Sedução Com Uma Pitada de Magia&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;- Mas esse livro é raríssimo, tanto quanto sei apenas as sacerdotisas de Ishtar, as prostitutas sagradas, é que têm o previlégio de o ler e estudar. - diz Diana espantada.&lt;br /&gt;- Mas o que é que tem o livro de tão especial, parece-me ser apenas um manual de sexo.&lt;br /&gt;- Apenas um manual de sexo? Pelos Deuses, meu Cavaleiro, este livro foi escrito pela mão da própria Deusa e entregue à primeira das suas sacerdotisas, nele está contido todo o conhecimento de um campo da magia muito particular, a arte da sedução e do prazer. - explica a feiticeira. - O sexo é um dos nossos instintos mais poderosos, ele afecta as nossas escolhas e decisões, por isso, aquele que controlar bem este campo da magia é bem capaz de nos manipular apenas com um sorriso, ou com um olhar, entendes?&lt;br /&gt;- Sim...&lt;br /&gt;- E além do mais este livro vale uma fortuna no mercado negro. - diz Lara sem levantar os olhos do livro.&lt;br /&gt;- Valha o que valer não o vais levar, não seria correcto. - digo arrancando o livro das mãos da demónio e colocando-o no seu lugar.&lt;br /&gt;- Hey, eu estava a ler isso.&lt;br /&gt;- Eu sei, mas fica descansada que não precisas de saber mais, a tua arte já é perfeita. - digo piscando-lhe o olho.&lt;br /&gt;Lara sorri ao ouvir as minhas palavras.&lt;br /&gt;- Tu tens cá uma lábia, mas convenceste-me.&lt;br /&gt;- Sim, esse rapaz é de facto muito especial. - diz uma voz vinda da secretária. Viramo-nos de imediato e lá está o velhote sentado com um ar descontraído observando cada gesto e movimento nosso.&lt;br /&gt;- Mas como, não estava aí quando entrámos, pois não?&lt;br /&gt;- Eu não o vi. - diz Diana.&lt;br /&gt;- Nem eu. - diz Lara.&lt;br /&gt;- Ah, mas por vezes os olhos pregam-nos partidas e apenas vemos aquilo que queremos ver. - diz o velhote com um sorriso. - Estive aqui o tempo todo e ouvi toda a vossa conversa. De facto até achei um pouco desagradável saber que me queriam roubar. - continua ele calmamente lançando um olhar rápido à feiticeira que cora instantaneamente.&lt;br /&gt;- Estavamos apenas a brincar, claro. - diz ela.&lt;br /&gt;- Bom, isso agora não importa, o que interessa é que aqui estão e que me vão ser muito úteis.&lt;br /&gt;- Como assim, "muito úteis", e o que é queres de nós exactamente, velho?&lt;br /&gt;- Calma, demónio, calma, tudo a seu tempo.&lt;br /&gt;- Como sabe que ela é um demónio, quem é você? - pergunto.&lt;br /&gt;- Quem eu sou não interessa e qualquer indivíduo experiente é capaz de reconhecer imediatamente um demónio, a personalidade deles é no minímo única. Mas tu meu rapaz, tu és um caso à parte, um caso muito intrigante.&lt;br /&gt;- Como assim.&lt;br /&gt;- Ora, possuis um encanto peculiar e és portador de uma aura enigmática, certamente que a tua amiga feiticeira também sente isso, afinal já tiveste uma relação muito forte com um elfo e com um anjo, partilhaste a tua alma com um demónio, foste vítima de possessão, tens uma ligação forte com um espírito draconiano, tens a protecção de duas Deusas e... Sim... Uma entidade parece ter-se ligado a ti recentemente... Absolutamente extraordinário!!&lt;br /&gt;- Uma entidade? Que espécie de entidade.&lt;br /&gt;- Não estás à espera que eu te conte tudo pois não? - diz o velhote com um sorriso. - Faz-me um favor e eu dou-te as informações de que precisas, inclusivé a localização da pessoa que procuras actualmente.&lt;br /&gt;- Como sei que não me estás a mentir?&lt;br /&gt;- Não sabes, terás que confiar em mim.&lt;br /&gt;Olho para a Lara e Diana que acenam afirmativamente incitando-me a confiar.&lt;br /&gt;- Muito bem, o que é que precisamos de fazer?&lt;br /&gt;- É simples, perdi um objecto no mar a cerca de 15km do &lt;em&gt;Porto das Nereidas&lt;/em&gt;, um pequeno cofre contendo algo de grande valor para mim, a tua missão é resgatar esse cofre e trazê-lo incólume. Aceitas?&lt;br /&gt;- Pelo que parece é bastante poderoso, porque é que não o resgata você?&lt;br /&gt;- É embaraçoso, mas não gosto muito de água.&lt;br /&gt;- Muito bem, mas...&lt;br /&gt;- Ah, óptimo, tens aqui o mapa da sua localização e estes dois livros que poderão ser bastante úteis: &lt;em&gt;História da Marinha de Briseida: Lendas e Mitos&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Mundo Aquático: Recifes de Coral&lt;/em&gt;. - e sem dizer mais nada conduz-nos para fora da sua tenda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-117226427113277667?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/117226427113277667/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=117226427113277667' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/117226427113277667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/117226427113277667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2007/02/um-estranho-encontro-2-parte.html' title='Um Estranho Encontro (2ª Parte)'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-117133282455738843</id><published>2007-02-12T21:37:00.000Z</published><updated>2007-02-13T10:09:25.433Z</updated><title type='text'>Um Estranho Encontro (1ª Parte)</title><content type='html'>Os pregões dos vendedores e os aromas das iguarias e especiarias exóticas enchem o ar da bela &lt;em&gt;Praça do Sol&lt;/em&gt;, as tendas de pano de cores garridas, as bancadas repletas de objectos raros e misteriosos e sobretudo a aparência peculiar e insinuante dos comerciantes, atraiem os transeuntes que passeiam pelas estreitas, apinhadas e improvisadas "ruas" da praça. Lara, Diana e eu não somos excepção e como tantos outros deixamo-nos levar pelas palavras doces e os sorrisos sedutores dos logistas, as suas mercadorias extraordinárias e únicas levam-nos a soltar involuntarimamente exclamações simples de "Oh!" e "Ah!" que vão deixando os seus donos confiantemente deliciados na perspectiva de obterem um belo lucro.&lt;br /&gt;- Oh, vá lá, meu Cavaleiro, não faças essa cara, até parece que não gostas de fazer compras connosco, até nos temos estado a divertir. - diz Diana com um sorriso sedutor.&lt;br /&gt;- Não é que eu não me esteja a divertir, mas porque é que tenho que ser eu a carregar com isto tudo?&lt;br /&gt;- Ora, porque tu és humano e macho, logo tens boas qualidades para servir de mula. - diz Lara piscando o olho à feiticeira.&lt;br /&gt;- Tens imensa piada, Lara, se continuas com gracinhas dessas serei forçado a dar finalmente um bom uso a esses teus corninhos.&lt;br /&gt;- Ui, adoro quando me ameaças, humano. - diz a demónio num tom doce. - Infelizmente sei que vais ficar apenas por aí, pela ameaça.&lt;br /&gt;- Ai sim?&lt;br /&gt;- Sim...&lt;br /&gt;- Diana, importas-te de segurar os sacos por um momento?&lt;br /&gt;- Mas... - antes de ter tempo de ripostar já os sacos estão na sua mão e eu e Lara saindo do alcance da sua vista correndo um atrás do outro. - Incrível, por vezes comportam-se como autênticos miúdos. - comenta ela abanando a cabeça e esboçando um pequeno sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Persigo a demónio por entre as improvisadas ruas apinhadas de gente, a sua agilidade superior permite-lhe desviar-se dos objectos e das pessoas, mas a sua imensa arrogância e confiança deturpam-lhe os sentidos e por ironia do Destino, ou talvez não, acaba por esbarrar contra um homem de baixa estatura que se encontrava sentado numa cadeira de baloiço saboreando o seu cachimbo de pau de cerejeira.&lt;br /&gt;- O que...? - pergunta a demónio levantando-se e sacudindo o pó da sua capa olhando em volta para tentar perceber o que lhe aconteceu.&lt;br /&gt;- Então, Lara, parece que estás a perder alguns atributos para nem te conseguires desviar do pobre homem. - digo com um sorriso de triunfo nos lábios ajudando o velhote a pôr-se de pé. - Será que estás a ficar velha?&lt;br /&gt;- Velha, eu!? - exclama ela num grito quase inumano. - Como te atreves, seu humano imprestável!!! A culpa foi deste velho, desta coisinha pequenina que se meteu à frente!!&lt;br /&gt;- Lamento, mas eu estava muito bem aqui sentado a fumar o meu cachimbo quando a menina chocou contra mim. - responde o velhote indignado limpando o pó ao seu casaco.&lt;br /&gt;- Ouve lá, abortozinho, é bom que estejas calado ou isto ainda vai sobrar para ti. - diz a demónio num tom ríspido e intimidante.&lt;br /&gt;- Lara, vê lá se te acalmas.&lt;br /&gt;Ela olha para mim e os seus olhos dourados trespassam-me como uma flecha incandescente, mesmo com o seu rosto oculto pelo capuz consigo sentir a fúria e a intensidade do seu olhar.&lt;br /&gt;- O jovem tem razão, é melhor acalmar-se e pedir-me desculpa, está a ser muito mal educada. - diz o velhote num tom calmo colocando a sua mão sobre o joelho da demónio. Esta vira-se para lhe responder.&lt;br /&gt;- Eu... tem razão. Peço-lhe desculpa pelo incómodo que lhe causei, e a ti também, Cav. - diz ela num tom bastante sereno.&lt;br /&gt;- O QUÊ!!! - exclamo surpreso. - O que é que disseste?&lt;br /&gt;- Peço-te desculpa, Cav.&lt;br /&gt;- Lara, estás bem?&lt;br /&gt;Nesse preciso momento chega Diana com os sacos furando por entre a multidão que entretanto se foi aglomerando à nossa volta.&lt;br /&gt;- Cavaleiro, Lara, o que é que se passa, estão bem?&lt;br /&gt;- Pelos vistos não, acho que a Lara deve ter sofrido algum traumatismo craniano, ela acabou de pedir desculpa.&lt;br /&gt;- A sério? Isso é de facto motivo para estarmos preocupados. - responde Diana não conseguindo esconder um sorriso.&lt;br /&gt;- Hm, sabes rapaz, tu tens mesmo uma aptidão para escolher os teus companheiros, talvez sejas a pessoa que eu tenho andado à procura. - interrompe o velhote.&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Se calhar é melhor conversarmos dentro da minha tenda, estamos mais à vontade e estaremos a salvo de todos estes olhares indiscretos. - sugere o velhote entrando de seguida.&lt;br /&gt;- Que tipo estranho. - digo.&lt;br /&gt;- E com um poder peculiar. - responde a feiticeira.&lt;br /&gt;- Feiticeiro?&lt;br /&gt;- Não sei, seja o que for consegue disfarça-lo bem.&lt;br /&gt;- Entramos?&lt;br /&gt;- Claro.&lt;br /&gt;- Lara?&lt;br /&gt;- Dói-me a cabeça.&lt;br /&gt;- Considero isso um sim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-117133282455738843?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/117133282455738843/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=117133282455738843' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/117133282455738843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/117133282455738843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2007/02/um-estranho-encontro-1-parte.html' title='Um Estranho Encontro (1ª Parte)'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-117036846102661254</id><published>2007-02-01T20:20:00.000Z</published><updated>2007-02-01T23:45:48.996Z</updated><title type='text'>O Jantar</title><content type='html'>Três pratos levitam levemente pelo ar, vindos da cozinha, deixando-se cair suavemente sobre uma mesa de madeira ricamente decorada; atrás deles aparecem, tal como um regimento de infantaria, uma série de talheres de prata que se colocam em perfeita formação junto dos primeiros; por último marcham três copos de cristal conduzidos pelos seus "capitães", dois belos, formosos e raríssimos jarros de diamantina, um com água e outro com uma bebida muito peculiar, preparada especialmente para a ocasião.&lt;br /&gt;Momentos depois aparece Diana transportando uma fumegante e deliciosa travessa de arroz de pato cujo apetitoso aroma se espalha imediatamente por todas as divisões da casa funcionando como um aviso para jantar. Lara e eu não resistimos ao chamamento e guiados por aquele cheiro irresistível sentamo-nos à mesa.&lt;br /&gt;- Vá, meu Cavaleiro, prova e diz-me se está como tu gostas. - diz a feiticeira servindo-me. - Eu sei que tu adoras os meus cozinhados, em especial o meu arrozinho de pato.&lt;br /&gt;- Tenho a certeza que está divinal, Diana. - respondo metendo à boca a primeira garfada. - Hm... Delicioso!&lt;br /&gt;- De facto, feiticeira, tu esmeraste-te, isto está uma maravilha. - diz Lara devorando com voracidade o seu prato. Diana nem lhe responde, observando espantada as maneiras, ou falta delas, com que a demónio consome a sua comida. - O que foi? - pergunta finalmente Lara, farta de sentir a feiticeira a olhar para ela.&lt;br /&gt;- Nada, simplesmente não estava à espera de te ver comer como uma...&lt;br /&gt;- ... Como uma quê?&lt;br /&gt;- Como um autêntico demónio! - responde Diana. - As tuas maneiras à mesa podem ser comparadas a um javali selvagem. Até estou admirada como é que o Cavaleiro nunca te disse nada.&lt;br /&gt;- Isso é porque o Cav está mais interessado em outras qualidades minhas do que propriamente nas minhas maneiras à mesa. - responde a demónio com um sorriso matreiro e piscando-me o olho.&lt;br /&gt;- Imagino... - diz Diana servindo-se e ignorando o tom malicioso de Lara. - O que vamos fazer agora, a nossa busca pelo conhecimento perdido dos &lt;em&gt;Ploensis&lt;/em&gt; foi um autêntico fracasso e ao que parece estivemos fora durante um mês.&lt;br /&gt;- Já para não falar que o Deditos desapareceu misteriosamente assim que voltámos. Algo me diz que aquele tipo sabe mais do que nos conta, tenho esse pressentimento.&lt;br /&gt;- A mim não me pareceu um mau rapaz, sim, pode ser inconveniente de vez em quando, mas pareceu-me honesto. Tenho a certeza que esse teu &lt;em&gt;feeling&lt;/em&gt; está errado. - opina Diana bebendo um pouco da sua bebida caseira.&lt;br /&gt;- Não sei, Diana, a Lara tem um sexto sentido muito apurado, se ela diz que há algo de errado é melhor acreditares.&lt;br /&gt;- Já nos bastou a encrenca em &lt;em&gt;Unyard&lt;/em&gt;, não foi Cav? - diz ela bebendo também um pouco da bebida caseira.&lt;br /&gt;- Oh sim, pensei sinceramente que aquela seria a nossa última aventura, nunca agradeci tanto à &lt;em&gt;Bona Dea&lt;/em&gt; o facto de meteres ao bolso aquilo que não te pertence. - respondo com um sorriso.&lt;br /&gt;- E ainda os tenho, os brincos e a gargantilha são para ficar e nunca mais tirar!!! - remata Lara rindo.&lt;br /&gt;- Mas e o que fazemos agora? - pergunta Diana.&lt;br /&gt;- Estou a pensar abandonar &lt;em&gt;Briseida&lt;/em&gt;, já não há nada para fazer aqui.&lt;br /&gt;- Como podes dizer uma coisa dessas, ainda não descobrimos quem matou o nosso homem mistério.&lt;br /&gt;- E eu estou mortinha para ajustar contas com essa pessoa, ninguém passa a perna a um demónio e sai vivo para contar!&lt;br /&gt;- Mas no fundo esse é um problema interno, não há ninguém que nos tenha pedido ajuda, nós nem sabemos em que negócios estava aquele homem envolvido, podemos muito bem estar a perseguir gambuzinos. Além disso, não sei se vocês leram o jornal de hoje mas a guerra está a correr muito mal para os republicanos, o auto-proclamado Imperador está na posse do &lt;em&gt;Olho de Osíris&lt;/em&gt;, lembram-se? Temos que destruir aquela gema de uma vez por todas!!&lt;br /&gt;- Ora Cav, não inventes desculpas, estás mortinho para sair da cidade por causa da Elianne, não é verdade? Queres deixar para trás tudo o que te lembra dela, não é? - responde Lara exaltada. - Pois deixa-me que te diga, mas estás a ser egoísta, onde está aquele Cav bonzinho que até enjoava, aquele humano sempre preparado para lutar até ao fim por uma boa causa?&lt;br /&gt;- Esse Cav está praticamente morto e enterrado, Lara. Esse humano tem o peito completamente dilacerado, primeiro foi a Ela, depois a Meg, a Lilian e agora a Elianne. Começo a ficar farto do destino que os Deuses criaram para mim, por mais forte que um homem seja há sempre um limite e acho q estou prestes a atingir o meu!!&lt;br /&gt;- Não digas essas coisas, meu Cavaleiro. Eu sei que nestes últimos tempos tens passado por muito, mas por favor, não te deixes morrer, não deixes que o teu coração se encha de ódio ou de auto-piedade. Luta!! Eu estou e estarei sempre aqui ao teu lado. - diz Diana levantando-se e abraçando-me.&lt;br /&gt;- E eu também, humano.&lt;br /&gt;- Vês, tens aqui duas mulheres que nunca te irão abandonar, por isso se quiseres partir, diz e eu faço as minhas malas e parto contigo.&lt;br /&gt;Esbocejo um ligeiro sorriso.&lt;br /&gt;- Sou um sortudo por vos ter ao meu lado, mas vocês têm razão, o nosso trabalho aqui ainda não terminou, vamos encontrar a tal pessoa que parece controlar esta cidade e mostrar-lhe que se meteu com o grupo errado.&lt;br /&gt;- Ora aí está algo que merece um brinde. - diz Diana enchendo os copos. - A uma nova aventura!!&lt;br /&gt;- A UMA NOVA AVENTURA!!! - dizemos em uníssono.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-117036846102661254?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/117036846102661254/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=117036846102661254' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/117036846102661254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/117036846102661254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2007/02/o-jantar.html' title='O Jantar'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-116959661232906580</id><published>2007-01-23T21:35:00.000Z</published><updated>2007-01-24T12:03:45.060Z</updated><title type='text'>Recomeçar</title><content type='html'>As ondas investem violentamente contra os rochedos da falésia salpicando-me com a sua espuma branca e espalhando no ar o intenso cheiro a maresia. O Sol de fim de tarde desce no horizonte lançando os seus raios avermelhados sobre as embarcações de pesca que se dirigem para o porto após um longo dia no mar. No céu as gaivotas voam em círculo acompanhando os pescadores e atirando-se de vez em quando para a água para apanhar algumas sobras que estes atiram borda fora. &lt;br /&gt;Observo em silêncio todo este cenário indiferente aos sons distantes de uma cidade fervilhante que o vento teima em transportar consigo. Suspiro e aperto firmemente nas minhas mãos o presente que me foi dado pela última dos &lt;em&gt;Ploensis&lt;/em&gt;, uma soberba espada, a espada de Elianne, a &lt;em&gt;Lua Dançante&lt;/em&gt;. Desembainho-a e exponho a sua lâmina prateada aos últimos raios de luz que percorrem o horizonte, não consigo deixar de sorrir ao sentir a espada vibrar, ao observar os estranhos caracteres marcados no aço brilharem magicamente. Pequenas gotas de água caiem sobre a lâmina e olho instintivamente para o céu procurando as nuvens de onde caíram, mas o céu está limpo e as gotas não são de chuva, mas sim de lágrimas derramadas por mim.&lt;br /&gt;Choro uma vez mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não chores, meu doce Cavaleiro, não chores. - diz Elianne afagando o meu rosto e sorrindo para mim.&lt;br /&gt;- Como posso não chorar, minha doce Elianne, trouxe-te do Mundo da Ilusão, daquele teu Castelo nas Nuvens apenas para te ver desaparecer à minha frente sem poder fazer nada. - respondo apertando-a nos meus braços. - Não é justo...&lt;br /&gt;- Eu sei, mas a Vida por vezes é cruel e no momento em que menos esperamos escapa-se-nos por entre os dedos... Perdoa-me, &lt;em&gt;mon cher&lt;/em&gt;, teria adorado viver novos sonhos e aventuras ao teu lado.&lt;br /&gt;- Não fales como se tivesse tudo acabado, minha sonhadora, por favor luta, reage!! Deixa-me ajudar-te! - olho em volta desesperado procurando por ajuda. - Diana faz qualquer coisa!!&lt;br /&gt;- Eu... Eu lamento, meu Cavaleiro, mas não posso fazer nada... - responde a feiticeira numa voz baixa.&lt;br /&gt;- Lara, dragão, por favor, ajudem-na!! - as lágrimas brotam com cada vez mais intensidade silenciando quase por completo a minha voz.&lt;br /&gt;- Lamento humano, não há nada que eu possa fazer. - responde Lara.&lt;br /&gt;Beremid nada diz.&lt;br /&gt;- Os teus companheiros não podem fazer nada, este é o preço a pagar por ter tentado manipular energias demasiado poderosas. São elas que neste momento me consomem e cobram o favor que lhes exigi.&lt;br /&gt;- Mas...&lt;br /&gt;- Dizem que a espada é a alma de um guerreiro, não sei se é verdade ou não, mas quero acreditar que sim, por isso entrego-te a minha com todo o meu coração. &lt;br /&gt;- Eu não posso aceitar...&lt;br /&gt;- Por favor, aceita, pois estou a entregar-te simbolicamente toda a minha essência. Adoro-te, meu Cavaleiro, adoro-te! - a guerreira puxa-me para si e beija-me sentidamente, sinto o seu corpo contorcer-se uma última vez e desfazer-se em mil e um pontos de luz verde que se desvanecem no ar.&lt;br /&gt;- Eu também te adoro, Elianne... - respondo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embainho a espada e volto a contemplar o pôr-do-Sol enxugando os olhos ainda marejados de lágrimas.&lt;br /&gt;- Nunca te esquecerei, Elianne. - murmuro esboçando um ligeiro sorriso.&lt;br /&gt;- Então estás aqui, meu Cavaleiro, estava preocupada contigo. - diz Diana aparecendo atrás de mim.&lt;br /&gt;- Não precisavas, minha feiticeira, eu estou bem. - respondo virando-me para ela.&lt;br /&gt;- Estiveste a chorar, tens os olhos vermelhos.&lt;br /&gt;- Já passou. - digo. - Sabes, tou com uma fome de lobo, o que fizeste para jantar.&lt;br /&gt;- Tu também? Mas tu e a Lara pensam que lá por ser feiticeira também tenho que ser a cozinheira?&lt;br /&gt;- Vá não sejas assim, diz lá o que fizeste para jantar. - digo com um sorriso abraçando a feiticeira e deixando para trás aquele maravilhoso pôr-do-Sol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-116959661232906580?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/116959661232906580/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=116959661232906580' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116959661232906580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116959661232906580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2007/01/recomear.html' title='Recomeçar'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-116880229865314550</id><published>2007-01-14T18:45:00.000Z</published><updated>2007-01-14T19:18:18.680Z</updated><title type='text'>Com Eterna Saudade</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7267/3435/1600/288066/DreamCatcher.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7267/3435/320/266733/DreamCatcher.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lágrimas teimam em cair pelo meu rosto como um rio inesgotável... Ainda me custa a crer que tenhas partido, minha doce sonhadora, que tenhas abandonado este "paraíso" terrestre e voado com o teu dragão, Beremid, para o teu castelo nas nuvens, aquele construíste na estrela que criaste para mim... Vou sentir tanto a tua falta, falta das nossas conversas, dos teus poemas, do teu sorriso, das tuas adoradas covinhas que teimavam em aparecer quando sorrias, da tua voz, do teu olhar e do nosso chocolate quente... &lt;br /&gt;As lágrimas caiem com maior intensidade e as minhas palavras falham-me... Como romântico que sou acredito que tudo acontece por um motivo e que o nosso "encontro", no Inverno da tua vida, não foi uma simples coincidência. Adoro-te Elianne, adoro-te de verdade, continuarei a sonhar contigo usando a personagem que criei pensando em ti e dando cada vez mais vida à Lara, a demónio que tanto adoravas e que no fundo, e sem eu o saber, é como tu. Afinal, a mulher dos meus sonhos sempre existia...&lt;br /&gt;Deixa as portas do teu castelo bem abertas, pois um dia quando eu partir irei à tua procura. ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijo bem terno e eterno, salpicado com a doçura do nosso chocolate quente e acompanhado por um abraço forte e por um singelo, mas sentido, até já! &lt;br /&gt;Sou e serei sempre o teu Cavaleiro!&lt;br /&gt;João&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-116880229865314550?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/116880229865314550/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=116880229865314550' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116880229865314550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116880229865314550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2007/01/com-eterna-saudade.html' title='Com Eterna Saudade'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-116853456392869590</id><published>2007-01-11T15:53:00.000Z</published><updated>2007-01-11T19:26:18.710Z</updated><title type='text'>O Despertar</title><content type='html'>As fumegantes canecas de chocolate quente acabadinho de fazer espalham o seu doce e sedutor aroma por todas as divisões do vasto castelo flutuante. Um fogo lento e pachorrento arde na lareira da principal sala de estar consumindo dois pesados troncos de madeira, a sua luz intermitente e dançante ilumina os impressionantes sofás de pele de veado andorino. Pelos extensos corredores uma luz pálida da tímida Lua brilha sobre o mármore azulado do pavimento e realça de uma forma assustadora as sombras das armaduras que permanecem em sentido, presas à parede, como se estivessem numa formação. O silêncio é apenas quebrado pela brisa do vento que teima em penetrar por uma das janelas semi-abertas de um destes corredores e bater suavemente num dos espanta-espíritos pendurado sobre a porta do quarto privado de Elianne.&lt;br /&gt;Por detrás desta porta três velas iluminam toda a divisão revelando com a sua fraca luz peças de roupa jogadas no chão de qualquer maneira; nas paredes as sombras de dois corpos movendo-se e tornando-se num só tomam dimensões invulgares, os sons e os gemidos por eles expelidos são abafados pelo Tic-Tac constante de um antigo, mas possante, relógio de pêdulo encostado a uma das paredes.&lt;br /&gt;O soar das doze badaladas mascara de certa forma o culminar do reencontro dos dois amantes, os seus corpos fundidos um no outro e os seus lábios entregues a uma dança de desejo e paixão são o espelho de que aquele momento é único e eterno.&lt;br /&gt;- Como é bom que estejas de novo aqui ao pé de mim. - diz Elianne aninhando-se em meus braços e pousando a sua cabeça sobre o meu peito. - Senti tanto a tua falta, meu doce Cavaleiro.&lt;br /&gt;- Mas eu não vou ficar aqui para sempre, minha guerreira misteriosa, em breve terei de partir de novo. - respondo passando a mão pelos seus cabelos encaracolados.&lt;br /&gt;- Eu sei, eu sei. Sinto um peso enorme no coração por saber que em breve me irás deixar outra vez. - diz ela abraçando-me com força.&lt;br /&gt;- Vem comigo, Elianne, vem comigo para Gaia.&lt;br /&gt;- Eu... Eu não posso... Este lugar é a minha casa, aqui sinto-me bem, tenho o meu espaço, o meu silêncio, as minhas coisas... Eu já não pertenço ao teu mundo, faço parte de algo que já se extinguiu há muito tempo...&lt;br /&gt;- Não digas isso, a tua raça desapareceu, mas tu sobreviveste por alguma razão. Está na hora de pôr o passado de lado e regressar.&lt;br /&gt;- Tu não entendes, meu Cavaleiro, tu não entendes pelo que eu passei, pelo que eu tive de fazer. O meu mundo desmoronou-se à minha volta, pedra por pedra, pilar por pilar, tudo ruíu e eu, de certa forma, caí com ele.&lt;br /&gt;- Eu compreendo que tenhas passado por um grande sofrimento, mas fugir não nos leva a lado nenhum, há alturas na nossa vida que temos que enfrentar o destino que os Deuses nos reservaram.&lt;br /&gt;- Fugir? Mas eu nunca fugi de nada, meu guerreiro, eu enfrentei tudo o que havia para enfrentar. Eu... Tu não compreendes, nunca irias compreender...&lt;br /&gt;- Explica-me então, conta-me o que aconteceu.&lt;br /&gt;Elianne olha para mim e uma lágrima escorre-lhe pelo rosto.&lt;br /&gt;- Não posso, não consigo... Perdoa-me. - diz ela levantando-se e vestindo um robe avermelhado.&lt;br /&gt;- Elianne!&lt;br /&gt;A guerreira apenas olha para mim e sai do quarto. Levanto-me de imediato vestindo as calças e abrindo a porta esperando encontrá-la ainda no corredor, mas ela havia desaparecido, apenas o som dos seus passos céleres permanece ecoando através dos corredores vazios. Lembro-me então daquilo que Beremid disse, que nestas alturas ela se refugiava na torre mais alta do castelo, a torre onde trocámos o primeiro beijo, e sem pensar duas vezes corro para lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesada porta de madeira encontra-se firmemente fechada, encosto o meu ouvido a ela e ouço alguém a soluçar e murmurar palavras.&lt;br /&gt;- Elianne! - chamo em alta voz. - Abre a porta, por favor! - Lá dentro os soluços param e um silêncio enorme toma conta da sala. - Elianne, por favor, abre a porta! - repito. Os meus pedidos ficam sem resposta e da varanda nem um som se escapa.&lt;br /&gt;Sem grande alternativa viro-me para as escadas e preparo-me para voltar para o quarto, mas algo me impede, uma sensação estranha, talvez, ou um pensamento maluco que me passa pela cabeça avisando-me que se me for embora poderei nunca mais a ver. Dominado por esse pressentimento volto a bater de novo à porta e a chamar pelo seu nome, o seu silêncio leva-me a bater com mais força aumentando a vontade de deitar a porta abaixo e descobrir o que se passa, inconscientemente é isso que faço e sem dar-me conta começo a bater com o ombro tentando arrombá-la. A pesada porta vai cedendo e ignorando a dor e o sangue quente que me vai escorrendo pelo braço atinjo o meu objectivo, com uma última e forte pancada ela cede totalmente e abre-se atirando-me com força para o chão gelado da varanda. Levanto-me a grande custo tentando estancar a hemorragia e olhando em volta procurando por ela, Elianne encontra-se no ponto mais afastado, rodeada por estrelas e luzes estranhas.&lt;br /&gt;- Meu Cavaleiro, o que fizeste? - pergunta ela olhando para mim com o rosto encharcado.&lt;br /&gt;- Uma loucura, pelos vistos. - respondo fazendo uma careta de dor e encostando-me à parede ofegante. - Desculpa-me, eu sei que este é o teu espaço, mas eu não podia ir-me embora assim. Tive um pressentimento esquisito.&lt;br /&gt;- Que tipo de pressentimento?&lt;br /&gt;- Que nunca mais te voltaria a ver. - cambaleio até ela.&lt;br /&gt;- Estás ferido... - diz ela olhando para o meu ombro. - Deixa-me tratar disso. - Com uma simples passagem da sua mão sobre a minha ferida o sangue pára de escorrer e a pele fecha-se num ápice. - Já está!&lt;br /&gt;- Elianne, vem comigo. - peço.&lt;br /&gt;- Eu não posso...&lt;br /&gt;- Podes sim, basta apenas confiares em mim. - respondo com um sorriso. - Eu estarei sempre contigo, sempre ao teu lado.&lt;br /&gt;- Mas...&lt;br /&gt;- Isto é tudo uma ilusão, Elianne, - digo descrevendo um arco com a mão. - nada disto é real, é apenas um sonho, um sonho monótono e repetido. Está na altura de viveres um novo sonho, um sonho inesquecível e excitante, recheado de novas aventuras e salpicado com pessoas novas e interessantes. Vem e sonha comigo, juntos poderemos transformar Gaia num mundo melhor, basta apenas confiares em mim.&lt;br /&gt;- Eu não sei o que dizer, é tu...&lt;br /&gt;- Diz apenas que sim. - interrompo estendendo-lhe a mão. - Confia...&lt;br /&gt;- Eu confio! - diz ela pegando na minha mão e abraçando-me. - Confio com todas as forças do meu ser.&lt;br /&gt;Com um beijo a imagem da varanda e do cenário fantástico começa a desvanecer-se até desaparecer por completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abro lentamente os olhos e olho em redor procurando por um sinal de Elianne, esta encontra-se ainda adormecida sobre os membros fortes de Beremid, Diana acaricia gentilmente o meu cabelo e beija a minha testa, enquanto que Lara observa-me de longe.&lt;br /&gt;- Voltaste! - diz Diana com um sorriso.&lt;br /&gt;- Sim, e voltou com a Elianne. - diz o dragão com orgulho afagando o cabelo desta e observando com ternura o seu despertar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-116853456392869590?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/116853456392869590/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=116853456392869590' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116853456392869590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116853456392869590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2007/01/o-despertar.html' title='O Despertar'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-116821464958076960</id><published>2007-01-07T20:52:00.000Z</published><updated>2007-01-08T00:04:11.060Z</updated><title type='text'>De Volta ao Castelo</title><content type='html'>Uma espessa nuvem de fumo branco paira sobre os nossos joelhos ocultando o piso húmido e escorregadio da câmara circular. O caixão jaz sobre um altar de pedra intensamente iluminado por raios de luz amarela provenientes de vários cristais presos no tecto. A luz é habilmente reflectida pelo âmbar incidindo em certos pontos da parede e fazendo aparecer na pedra nua textos e imagens de tempos há muito esquecidos e distantes.&lt;br /&gt;- Uau! Que bonito! - exclama Diana maravilhada observando encantada cada imagem que vai aparecendo à sua frente. - O que significam?&lt;br /&gt;- São histórias muito antigas, lendas, contos infantis, poemas... Coisas que a Elianne adorava escrever e descrever. - responde Beremid. - Infelizmente estão escritos numa língua que só ela conhecia, uma língua ancestral que acabou por se perder.&lt;br /&gt;- Que pena, adoraria ler tudo isto.&lt;br /&gt;- Não desesperes, feiticeira, a Elianne em breve acordará e eu tenho a certeza que terá o maior prazer em partilhar connosco todos estes seus textos. - sossega o dragão admirando com curiosidade e orgulho os desenhos perfeitos e a caligrafia tão estranha, mas ao mesmo tempo tão bem feita.&lt;br /&gt;Enquanto Beremid e Diana se deleitam ao observar as imagens e os escritos, Lara e eu aproximamo-nos do caixão para ver de perto aquela que sobreviveu à, suposta, Grande Catástrofe.&lt;br /&gt;- Hm, com que então esta é que é a famosa Elianne. - diz Lara admirando-a de cima a baixo. - É bonita e bastante atraente, agora compreendo porque é que demoraste tanto tempo para acordar. - a demónio olha para mim de soslaio com um sorriso malandro nos lábios.&lt;br /&gt;- Infelizmente uma certa desmancha prazeres acordou-me na melhor altura, não foi, Lara?&lt;br /&gt;- Ai sim? E posso saber que altura era essa? - pergunta ela endireitando-se e cravando os seus olhos dourados nos meus.&lt;br /&gt;- Não tens nada com isso. - respondo ignorando por completo o seu olhar.&lt;br /&gt;- Não precisas de responder, sei exactamente o que aconteceu entre vocês.&lt;br /&gt;- Ai sim? E o que é que aconteceu entre nós?&lt;br /&gt;- Não é óbvio? A rapariguinha estava sem homem há tanto tempo que assim que te viu saltou-te para cima, não foi?&lt;br /&gt;- Lara...&lt;br /&gt;- Ou se calhar já estava farta de "brincar" com o seu dragão e decidiu experimentar sangue novo.&lt;br /&gt;- Lara...&lt;br /&gt;- Ou talvez até te tenha convidado para entrar na brincadeira com ela e o dragão, sim afinal tu nessas coisas não és lá muito esquisito, nã...&lt;br /&gt;- Lara!!! - grito irritado. Beremid e Diana calam-se e olham para nós, Lara simplesmente sorri deliciada por me ver exaltado. - Mas será que tu só pensas nisso? Estou a começar a ficar farto desses teus ciúmes!!&lt;br /&gt;- Ciúmes!? Eu!? Deves estar a ficar parvo, humano, achas que alguma vez iria ter ciúmes teus, ciúmes de uma criatura tão baixa que nem para me lamber as botas é digna? - explode a demónio extremamente ofendida. - Sou uma demónio de puro sangue e como tal, sentimentos como esse não me afectam, humano.&lt;br /&gt;- Ai sim, tens a certeza? É que em certas alturas, pela maneira como falas e ages, até parece que estás completamente apaixonad... - a demónio dá-me uma estalada com toda a força impedindo-me de terminar a frase.&lt;br /&gt;- Não te atrevas a terminar essa frase, Cav! - grita ela enraivecida. - Eu sou um demónio, ouviste? Um demónio!! Eu sou superior a esses sentimentos reles e ordinários. O amor e a paixão é própria de vocês, humanos, criaturas baixas e mesquinhas. Mete de uma vez por todas nessa cabeça de serradura que os motivos que me movem não são iguais aos teus, pouco me importa o destino dessa tipa, por mim vendia-a a um comerciante de escravos por um bom preço, ou enviava-a para os Infernos onde me serviria como serva e concubina.&lt;br /&gt;- Sempre o mesmo discurso, não é Lara? - respondo afagando o rosto dorido. - Quantas vezes me pergunto se de facto isso é tão verdade como tu dizes, ou se simplesmente o usas para fugir ao que verdadeiramente sentes.&lt;br /&gt;Uma vez mais a demónio tenta bater-me, mas desta vez bloqueio-lhe o golpe e apanho-lhe o pulso.&lt;br /&gt;- Eu não sinto nada por ti, humano, nada! és apenas alguém que eu permito que partilhe a minha cama. - responde ela mostrando os caninos.&lt;br /&gt;- Serei? - respondo cravando os meus olhos nos dela. &lt;br /&gt;A demónio debate-se libertando o seu pulso e sem dizer uma palavra afasta-se enfrentando sempre o meu olhar.&lt;br /&gt;- Estás bem, meu Cavaleiro? - pergunta Diana aproximando-se e examinando o meu rosto.&lt;br /&gt;- Estou sim, foi apenas mais uma das nossas muitas discussões, não te preocupes. - respondo sorrindo.&lt;br /&gt;- Não sabia que vocês costumavam discutir muito. - diz ela olhando para a demónio.&lt;br /&gt;- Nem imaginas. - digo sorrindo. - Mas felizmente acabamos sempre por fazer as pazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os ânimos mais calmos, Beremid aproxima-se do caixão de âmbar e com extremo cuidado e carinho retira o corpo adormecido de Elianne lá de dentro. O seu olhar é quente e terno e reflecte bem a amizade e ternura que o une àquela guerreira enigmática.&lt;br /&gt;- Mas ela ainda dorme, o que é preciso para a acordar? - pergunta Diana olhando com extrema curiosidade para a última dos &lt;em&gt;Ploensis&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;- Um de vós terá que entrar no "Mundo dos sonhos" e trazê-la consigo, é a única maneira. - responde ele sem tirar os olhos da sua protegida.&lt;br /&gt;- E porque é que não fazes tu isso, dragão? - pergunta Lara desconfiada.&lt;br /&gt;- Porque alguém tem de os guiar de volta e o único capaz disso sou eu.&lt;br /&gt;- E quem irá? - pergunto.&lt;br /&gt;- Tu, humano, ela já te conhece e confia em ti, serás o enviado perfeito. Aceitas?&lt;br /&gt;- Sim, eu acei...&lt;br /&gt;Antes de terminar a frase sinto uma tontura enorme e tudo à minha volta torna-se turvo antes de desaparecer por completo.&lt;br /&gt;- Cavaleiro, estás bem? - pergunta uma voz doce e terna. Umas gotas de água fria escorrem pela minha testa refrescando-me e despertando-me daquilo que parecia um sonho. Abro os olhos e vejo-a de novo, sorrindo para mim com duas covinhas no rosto e com o seu olhar meigo preso no meu.&lt;br /&gt;- Elianne!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-116821464958076960?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/116821464958076960/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=116821464958076960' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116821464958076960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116821464958076960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2007/01/de-volta-ao-castelo.html' title='De Volta ao Castelo'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-116794954857973884</id><published>2007-01-04T20:55:00.000Z</published><updated>2007-01-04T22:25:49.246Z</updated><title type='text'>O Dragão Cinzento (3ª Parte)</title><content type='html'>- O QUÊ!!?? - exclama Lara ao ouvir aquela revelação. - Estás a querer dizer que o grande legado dos &lt;em&gt;Ploensis&lt;/em&gt; é uma mulher!?&lt;br /&gt;- Sim, demónio. - responde Beremid calmamente. - Não estou a perceber qual é o teu espanto, o conhecimento de toda uma raça pode estar contido num livro, num artefacto, ou até mesmo no último membro da sua espécie.&lt;br /&gt;- Sim, sim, eu sei, mas as lendas...&lt;br /&gt;- ... As lendas baseiam-se em factos reais, mas contêm muita fantasia, só um tolo é que acredita nelas piamente.&lt;br /&gt;A demónio lança um olhar fulminante ao dragão ao ouvir aquelas palavras.&lt;br /&gt;- E perdemos nós este tempo todo só para nos encontrarmos com uma velha gágá que certamente nem se lembra do próprio nome! - rosna a demónio virando-nos as costas e dando um pontapé na sólida porta de ferro.&lt;br /&gt;- Acalma-te, Lara, tenho a certeza que essa tal de Elianne é muito dotada, senão não a teriam escolhido para ficar neste Mundo. - intervém Diana.&lt;br /&gt;- Mas ninguém a escolheu, ela foi a única que sobreviveu à Grande Catástrofe. - diz Beremid sem perceber o que queria Diana dizer com aquilo.&lt;br /&gt;- Que catástrofe? - perguntamos os três em uníssono olhando uns para os outros.&lt;br /&gt;- Aquela que dizimou todos os &lt;em&gt;Ploensis&lt;/em&gt;, vocês não estudaram isso na escola? - pergunta Beremid surpreendido.&lt;br /&gt;- Mas toda a gente sabe que os &lt;em&gt;Ploensis&lt;/em&gt; se cansaram deste Mundo e partiram para outro, esse período da nossa História está definido como a Terceira Grande Migração. - respondo.&lt;br /&gt;- Eu não sei que dizer. - responde o dragão. - Mas vocês estão todos enganados, foram ludibriados, os &lt;em&gt;Ploensis&lt;/em&gt; não partiram para outras terras, extinguiram-se, foram consumidos pela sua sede de poder.&lt;br /&gt;- Não pode ser, dragão, deves ter batido com a cabeça em qualquer lado, temos provas da sua partida e a palavra de honra de cada um dos membros do antigo Conselho dos Onze. - contrapõe Lara.&lt;br /&gt;- E o testemunho vivo de alguns dragões que presenciaram o momento em primeira mão. - diz Diana.&lt;br /&gt;- Não, não, não! Estão todos a mentir, eu estive lá, eu assisti a tudo! - diz Beremid abanando a sua cabeça e olhando para o vazio como se estivesse a relembrar algo. - Eu lembro-me de tudo como se tivesse acontecido ontem, observei grandes actos de coragem, presenciei intrigas mesquinhas e cobardes, assisti às traições mais infames e ri e chorei conforme o desenrolar da trama... - o dragão cala-se por uns instantes e uma pesada lágrima escorre pelo seu focinho cinzento. - Eu... Eu compreendo porque quiseram esquecer, porque tentaram mudar o passado... Foi uma época de grande sofrimento, dor e mágoa... Teria sido o fim de tudo se Elianne e o seu amado Johan não tivessem intervido...&lt;br /&gt;- Será que nos podes contar o que aconteceu? - pede Diana sentindo uma profunda simpatia pelo dragão.&lt;br /&gt;- Talvez noutra altura, não agora, não me sinto em condições para contar toda essa história.&lt;br /&gt;- Mas podes ao menos contar-nos porque é que a Elianne foi a única sobrevivente? - pergunto com curiosidade.&lt;br /&gt;- Sinceramente não te sei responder a isso, humano, também eu anseio em sabê-lo, mas ela fecha-se em copas quando lhe pergunto e tranca-se na varanda mais alta do seu castelo.&lt;br /&gt;- Castelo!? Mas que castelo!? Encontramo-nos num lugar esquecido pelos próprios Deuses, tu estás é louco dragão e alguém devia acabar com o teu sofrimento de uma vez por todas. - diz Lara sem acreditar numa só palavra.&lt;br /&gt;- Demónio! - diz Beremid arfando irritado. - Estou a começar a ficar farto de ti.&lt;br /&gt;- Mas desculpa que te diga, mas ela tem uma certa razão, falas de algo que para nós nunca aconteceu e afirmas que existe por aqui um castelo quando a única coisa que vemos é esta horrível porta de ferro. Por favor, tenta compreender o nosso cepticismo. - diz Diana defendendo a sua companheira.&lt;br /&gt;Beremid solta um pesado suspiro.&lt;br /&gt;- Eu compreendo... O castelo de que falo não se encontra nesta realidade, situa-se noutra onde apenas os nossos espíritos podem entrar, numa espécie de "mundo dos sonhos", digamos assim.&lt;br /&gt;- E o que está por detrás desta porta? - pergunto.&lt;br /&gt;- Vê por ti mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As paredes dos corredor tremem ligeiramente e um agudo som metálico de um trinco propaga-se pelo ar. A pesada porta de ferro range e geme ensurdecedoramente e lentamente começa a abrir-se. Um espesso fumo branco é libertado do seu interior e um gelo insuportável espalha-se à nossa volta fazendo-nos estremecer involuntariamente. Uma luz amarelada acende-se imediatamente focando-se sobre um belo e ornamentado caixão de âmbar. No seu interior encontra-se uma mulher muito bela que aparentemente dorme profundamente.&lt;br /&gt;- Prepara-te, ó príncipe, pois a tua Bela Adormecida espera pelo teu beijo. - diz Lara num tom jocoso e dando-me um empurrão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-116794954857973884?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/116794954857973884/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=116794954857973884' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116794954857973884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116794954857973884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2007/01/o-drago-cinzento-3-parte.html' title='O Dragão Cinzento (3ª Parte)'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-116734599563647044</id><published>2006-12-28T20:22:00.000Z</published><updated>2006-12-28T22:46:35.846Z</updated><title type='text'>O Dragão Cinzento (2ª Parte)</title><content type='html'>Ao ouvir o seu nome o dragão endireita-se e lança-me um olhar mais intenso e perscrutador como se estivesse a ler a minha alma. Lara e Diana fitam-me surpreendidas tentando perceber como poderia eu conhecer tão curiosa criatura enquanto que Léon aproveita a distracção de todos para investigar a toca de Beremid e apoderar-se de algum ouro ou objecto valioso.&lt;br /&gt;- Esse é o meu nome, humano, mas poderei saber de onde me conheces? - pergunta o dragão com a sua voz forte.&lt;br /&gt;- Sim Cav, diz-nos de onde o conheces, eu também estou curiosa. - intromete-se a demónio.&lt;br /&gt;- Eu não sei, de repente esse nome veio-me à cabeça como se já nos tivéssemos cruzado antes. - respondo. - Mas de alguma forma sinto que falta alguém...&lt;br /&gt;- E quem é esse alguém, humano? - pergunta o dragão ocultando um sorriso como se soubesse a resposta.&lt;br /&gt;- Sim, quem? - volta a perguntar a demónio com uma crescente curiosidade na voz.&lt;br /&gt;Diana nada diz, limita-se a olhar para mim esperando paciente ou impacientemente pela resposta.&lt;br /&gt;- Uma mulher... - respondo absorvido em rasgos de recordações soltas e incertas. - Elia... Não me recordo do seu nome, apenas dos seus olhos... - esboço um pequeno sorriso ao lembrar-me do seu perfume e do beijo trocado sob o olhar do Universo.&lt;br /&gt;- Elianne! - diz Beremid. - O seu nome é Elianne, humano. Eu lembro-me de ti, és o guerreiro que apareceu misteriosamente no seu jardim ainda há pouco. Não sei o que lhe fizeste, mas deixaste-a radiante e mereces o meu respeito por isso.&lt;br /&gt;- Espera um pouco. - interrompe Diana. - Como assim ainda há pouco, ele esteve sempre connosco, não foi a jardim algum.&lt;br /&gt;- Existem tantos mundos e tantas realidades em que apenas o espírito pode viajar...&lt;br /&gt;- Isso quer dizer que...&lt;br /&gt;- ... Que enquanto nós nos preocupávamos com o Cav, estava ele a fazer não sei o quê com a tal de Elianne. - termina a demónio olhando para mim.&lt;br /&gt;- Eu não acredito! Eu a pensar no pior e tu a divertires-te! - exclama a feiticeira indignada.&lt;br /&gt;- Mas eu...&lt;br /&gt;Lara aproxima-se de mim beijando o meu pescoço e murmurando ao meu ouvido:&lt;br /&gt;- Não sejas tão modesto Cav, partilha comigo o que lhe fizeste ou o que ela te fez. - diz ela num tom de voz doce e sedutor. - É melhor que eu na cama? Será que te dá mais prazer do que eu? Satisfaz todas as tuas fantasias?&lt;br /&gt;- Lara, pára! - afasto-a irritado. - Não estou com disposição para os teus ciúmes, especialmente quando não me consigo lembrar muito bem do que aconteceu.&lt;br /&gt;- Do que te lembras, então? - pergunta Diana.&lt;br /&gt;- Eu não quero falar sobre isso! - respondo. - Beremid, onde está ela, porque é que não está contigo?&lt;br /&gt;- Mas é por ela que vocês aqui estão, vocês querem o que está atrás desta porta, estarei certo?&lt;br /&gt;- Sim, nós queremos todo o conhecimento dos &lt;em&gt;Ploensis&lt;/em&gt;. - responde Lara.&lt;br /&gt;- Mas o que queres dizer com isso do "é por ela que vocês aqui estão"? - pergunto.&lt;br /&gt;- Simples, a Elianne é a última dessa antiga e poderosa raça!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-116734599563647044?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/116734599563647044/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=116734599563647044' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116734599563647044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116734599563647044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/12/o-drago-cinzento-2-parte.html' title='O Dragão Cinzento (2ª Parte)'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-116691969908132371</id><published>2006-12-23T23:15:00.000Z</published><updated>2006-12-24T01:11:25.783Z</updated><title type='text'>O Dragão Cinzento</title><content type='html'>A pequena bola de luz criada por Diana serpenteia à nossa volta afastando as trevas e iluminando o sinistro corredor. Lara segue na frente lendo o mapa, seguida de perto por Léon, eu e a feiticeira caminhamos um pouco mais atrás silenciosos e expectantes.&lt;br /&gt;- Deves estar desiludido comigo, meu Cavaleiro, deves estar a pensar que sou uma medricas. - diz Diana sem olhar para mim.&lt;br /&gt;- Por que haveria de pensar isso, por causa da maneira como reagiste ainda agora? - pergunto encarando-a surpreendido.&lt;br /&gt;- Sim...&lt;br /&gt;- Afasta esses pensamentos parvos, minha feiticeira, tu sabes bem que eu nunca iria pensar uma coisa dessas de ti. - respondo tentando animá-la. - Somos humanos, carregamos dentro de nós medos que não conseguimos entender nem controlar.&lt;br /&gt;- Eu sei, mas eu sou uma feiticeira, ora bolas! eu fui treinada desde pequena para controlar os meus medos, para me manter calma quando tudo à minha volta se desmorona. - diz ela fitando-me com os seus olhos verde esmeralda. - Eu falhei, meu Cavaleiro, eu falhei!!&lt;br /&gt;Páro e envolvo-a nos meus braços beijando a sua testa.&lt;br /&gt;- Não sejas tão dura contigo mesma, tu não falhaste, tu salvaste-nos. Por mais poderosa que sejas, por mais disciplina que tenhas, tu nunca vais deixar de ser humana, vais ter sempre que conviver com as fraquezas que acompanham a nossa espécie.&lt;br /&gt;Uma lágrima escapa-se dos seus olhos escorrendo pelo seu belo rosto.&lt;br /&gt;- Eu sei, eu sei... - diz ela pousando a sua cabeça sobre o meu ombro. - Mas a imagem e o medo de te ver morto deixou-me desesperada e descontrolada... Pregaste-me um grande susto ainda agora, sabias? Ao ver-te inconsciente daquela maneira e durante tanto tempo, ai, tive tanto...&lt;br /&gt;Coloco ternamente um dedo sobre os seu lábios impedindo-a de terminar a frase.&lt;br /&gt;- Shh, não digas mais nada. - sorrio passando a mão sobre o seu cabelo. - Continuas precisamente na mesma, sempre preocupada comigo e a pensar no pior. &lt;br /&gt;- Não consigo evitar, tu és como um irmão mais novo para mim, sinto uma profunda necessidade de te proteger. - diz ela sorrindo. - Acho que já é hábito, quando éramos mais novos estava sempre pronta para te salvar dos sarilhos em que te metias.&lt;br /&gt;- Ai sim? - respondo eu surpreendido. - Mas se eu bem me lembro quem andava sempre metida em sarilhos eras tu...&lt;br /&gt;- Detalhes, detalhes!! - diz ela rindo e abraçando-me com força. - Eu adoro-te, meu Cavaleiro, promete-me que nunca mais nos vamos separar.&lt;br /&gt;- Eu prometo! - digo sorrindo e abraçando-a com a mesma intensidade.&lt;br /&gt;- Por Lukthar! - interrompe Lara aparecendo subitamente. - Mas vocês humanos além de serem uns medricas passam a vida aos abraços e aos beijinhos?&lt;br /&gt;- O que se passa, Lara, estás com ciúmes?&lt;br /&gt;- Se calhar ela também quer um beijinho e um abraço. - diz Diana picando-a.&lt;br /&gt;- Agora não, quem sabe mais logo, mas aí vou querer bem mais do que um simples beijo ou abraço de ambos. - diz ela sorrindo maliciosamente. - Mas de momento temos um prémio para resgatar, por isso menos lamechice e mais acção!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escuridão vai desaparecendo lentamente e o corredor vai-se tornando cada vez mais luminoso. Chegamos por fim a uma pesada e impressionante porta de ferro, o seu aspecto é simplesmente assustador, caveiras esculpidas no metal parecem gritar num sofrimento eterno, enormes espigões avermelhados apontam na nossa direcção mostrando orgulhosamente o sangue seco que os cobre.&lt;br /&gt;- Chegámos finalmente! - exclama Lara eufórica. - Agora só temos que encontrar uma maneira de abrir isto.&lt;br /&gt;- O papiro o que é que diz? - pergunto mirando com desdém a aparência da porta.&lt;br /&gt;- Nada, desde as sete portas que estamos a caminhar em terreno desconhecido. - diz Diana.&lt;br /&gt;- Vocês já repararam nesta estátua? Parece um dragão... - diz Léon aproximando-se dela para a ver melhor.&lt;br /&gt;- Um dragão!? - exclamamos os três em uníssono guiando o olhar para o local onde Léon se encontra.&lt;br /&gt;- Deditos, se eu fosse a ti recuava muito lentamente.&lt;br /&gt;O ladrão vira-se para a demónio irritado.&lt;br /&gt;- Lara, pela milésima vez peço-te que não me voltes a tratar assim. Além do mais, porque é que deveria recuar, esta estátua pode ser a chave que procuramos.&lt;br /&gt;- Pois pode... Mas já viste alguma estátua respirar, Léon? - diz a feiticeira calmamente.&lt;br /&gt;- Respirar? Claro que não, as estátuas não respiram, apenas as criaturas vivas o faz... - O ladrão apercebe-se então de que a "estátua" o fita com olhos de poucos amigos e segue o conselho da demónio começando a recuar muito lentamente.&lt;br /&gt;O dragão abre a sua enorme boca e solta um urro assustador propagando saliva e baba em todas as direcções.&lt;br /&gt;- Esta porta está guardada por mim, criaturas inferiores, e se querem o que está lá dentro terão de me provar que são dignos.&lt;br /&gt;- Bolas, mas será que aguentar este fedor e levar com um banho de baba não é razão suficiente? - murmura Lara limpando o rosto.&lt;br /&gt;- Tento na língua, demónio, ou o próximo odor que irás sentir será o do meu estômago. - rosna o dragão cinzento. - Como disse, terão de me provar que são di... O que se passa humano, será que nunca viste um dragão antes?&lt;br /&gt;O dragão olha para mim com curiosidade e eu não consigo deixar de pensar que já o vi em qualquer lado, a ele e a mais alguém.&lt;br /&gt;- Beremid, és tu? - pergunto sem saber de onde me surgiu o nome.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-116691969908132371?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/116691969908132371/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=116691969908132371' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116691969908132371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116691969908132371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/12/o-drago-cinzento.html' title='O Dragão Cinzento'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-116689550842491431</id><published>2006-12-23T15:27:00.000Z</published><updated>2006-12-23T17:38:28.616Z</updated><title type='text'>Medos</title><content type='html'>Um espesso manto negro abate-se sobre nós à medida que nos embrenhamos cada vez mais pelo novo corredor, a luz das nossas tochas vai-se esmorecendo, sugada pelas trevas esfaimadas, até desaparecer por completo e lançar-nos na mais sombria escuridão. Tentamos a todo o custo reacender as nossas lanternas, mas nem uma faísca conseguimos produzir, as sombras parecem ser donas e senhoras deste local impedindo a formação da mais pequena porção de luz. As trevas começam então lentamente a mexer na nossa mente, o silêncio absoluto e o medo primário da ausência de luz forçam-nos a imaginar sons, barulhos estranhos e a ver coisas que simplesmente não existem. Tento lutar contra este temor irracional, mas é mais forte que eu, o instinto de sobrevivência obriga-me a levar a mão à espada e defender-me dos "perigos" que me cercam. Imagens e sons de monstros horrendos, de demónios sanguinários e outras criaturas, que a minha mente fértil insiste criar em questões de segundos, fitam-me por entre a escuridão, esperando apenas o momento certo para me atacar. Subitamente uns olhos dourados emergem das sombras e avançam na minha direcção, com um movimento rápido desembainho a minha espada e preparo-me para os atacar, um grito de uma mulher ecoa então pelo ar e uma forte luz branca afugenta as trevas que nos cercam.&lt;br /&gt;Estremeço ao ver o rosto de Lara diante de mim, a lâmina da minha espada parou a escassos milimetros do seu pescoço.&lt;br /&gt;- É melhor guardares isso, Cav, ou ainda magoas alguém. - diz ela esboçando um sorriso mas não conseguindo esconder a profunda surpresa estampada no seu olhar.&lt;br /&gt;- Eu... Desculpa-me... Eu não queria...&lt;br /&gt;- Eu sei, não precisas de pedir desculpa.&lt;br /&gt;Sorrio para ela e olho em volta, ao que parece não fui o único a sucumbir ao medo do escuro, Léon encontra-se a poucos metros de mim olhando igualmente em volta sem saber o que lhe aconteceu, e Diana jaz no chão cercada de uma luz branca muito intensa murmurando palavras incompreensíveis e limpando os olhos mergulhados em lágrimas.&lt;br /&gt;- Humanos... - comenta a demónio abanando a cabeça e sorrindo desdenhosamente ao ver-nos assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-116689550842491431?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/116689550842491431/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=116689550842491431' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116689550842491431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116689550842491431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/12/medos.html' title='Medos'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-116630085400505950</id><published>2006-12-16T19:32:00.000Z</published><updated>2006-12-16T21:24:52.546Z</updated><title type='text'>Um Sonho?</title><content type='html'>A misteriosa mulher senta-se à minha frente fitando-me com os seus olhos curiosos, os seus lábios comprimem-se sedutoramente soprando sobre a fumegante caneca de chocolate quente que segura com ambas as mãos. Observo-a encantado sem saber o que dizer ou fazer preso àquele olhar tão doce e terno e no entanto tão misterioso.&lt;br /&gt;- O que se passa - pergunta ela cortando o silêncio. - não estás com vontade de provar o chocolate que te ofereci?&lt;br /&gt;As suas palavras despertam-me do seu encantamento fascinante e dou-me conta que o calor da caneca que seguro com ambas as mãos se começa a tornar insuportável.&lt;br /&gt;- S-sim... Eu... Desculpa. - gaguejo atrapalhadamente. - Mas estou simplesmente encantado e fascinado com tudo o que me mostraste. Este teu castelo é... único...&lt;br /&gt;- Sim... - responde ela com um sorriso. - Foi feito com amor e carinho, isso torna-o muito especial e único. Mas coloquemos o meu castelo de lado, fala-me de ti, há tanto tempo que não tenho uma visita.&lt;br /&gt;- Mas como é isso possível, este lugar é extraordinário e tu és uma mulher fantástica, como podes viver assim em quase total isolamento?&lt;br /&gt;- Uma mulher fantástica? Como podes afirmar uma coisa dessas se só me conheces há poucas horas? - pergunta ela pousando a caneca na mesa e tentando esconder um ligeiro rubor.&lt;br /&gt;- Pelo teu olhar e pelo teu sorriso. E, desculpa por te dizer isto, mas quanto mais tempo estou contigo, mais me vem à cabeça a ideia de que te conheço de alguma forma.&lt;br /&gt;- Deve ser impressão tua, guerreiro, nós nunca nos cruzámos antes...&lt;br /&gt;- Eu sei... Esquece, não ligues ao que digo, deve ser da excelente hospitalidade a que estou a ser sujeito. - digo piscando-lhe o olho e provando um pouco da sua bebida. - Sou apenas um homem que gosta de viajar e viver aventuras, ajudar e conhecer pessoas novas e interessantes.&lt;br /&gt;- E o que te traz aqui, alguma aventura?&lt;br /&gt;- Sim... Eu, a Lara, a Diana e um outro chamado León estávamos à procura de uma câmara que supostamente guarda um conhecimento fabuloso, todo o conhecimento de uma raça chamada &lt;em&gt;Ploensis&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;- E para que queres tu tal conhecimento, segundo as lendas, ele é deveras poderoso e mortal, queres tornar-te senhor do Mundo? - pergunta ela enterrando o seu olhar no meu esperando impacientemente pela resposta.&lt;br /&gt;Solto uma gargalhada ao ouvir tal pergunta.&lt;br /&gt;- Eu, senhor do Mundo? Pelos Deuses, claro que não!! Eu já fui um senador da República e acredita, a política não é para mim, demasiada burocracia. Eu quero é viver a vida, um dia de cada vez e quem sabe viver um ou dois sonhos.&lt;br /&gt;- Poderei saber com que sonhas?&lt;br /&gt;- Com o amor, amar e ser amado... Por uns tempos esse sonho concretizou-se, mas depois... Depois o sonho tornou-se um pesadelo, perdi-a, perdi-me... Mas o sonho, esse, ainda se mantém, mais forte que nunca. - Volto a beber um golo do delicioso chocolate e evito o seu olhar.&lt;br /&gt;- Desculpa, eu não sabia que estas minhas perguntas te fariam relembrar coisas tão dolorosas.&lt;br /&gt;- Não faz mal...&lt;br /&gt;- Faz sim. - ela levanta-se e pega-me pelo braço. - Anda, quero mostrar-te o meu sítio favorito, aquele para onde vou quando estou em baixo.&lt;br /&gt;- Mas...&lt;br /&gt;- Não há mas, nem meio mas, tu vens comigo, Cavaleiro sonhador! - diz ela com um sorriso tão doce e terno que não sou capaz de recusar. A guerreira conduz-me por várias salas e salões, por vários lances de escada até que se detém por fim diante de uma porta de madeira. - Vou pedir-te que feches os olhos, quero que fiques surpreendido quando os abrires. Confias em mim?&lt;br /&gt;- Sim!&lt;br /&gt;- Ainda bem. Dá-me a tua mão. - fecho os olhos e ouço a porta a abrir-se muito lentamente, logo de seguida sinto-me a ser conduzido para uma sala cujo o ar leve e fresco me dá a impressão de estar a levitar. - Podes abrir os olhos. - diz ela.&lt;br /&gt;Abro-os lentamente e o cenário que se revela diante de mim faz-me estremecer e por pouco não caio no chão, tal é a fraqueza que sinto nas pernas. Encontro-me na varanda da torre mais alta do castelo, à minha frente parecem estar concentrados todos os planetas e estrelas do Universo, as constelações que tanto fazem sonhar e os cometas que viajam através do espaço sideral indiferentes ao olhar de criaturas tão pequenas e insignificantes.&lt;br /&gt;- Pelos Deuses, eu só posso estar a sonhar. Eu adoro olhar para o céu de noite, de contemplar as estrelas ao longe, mas vê-las assim de tão perto são ainda mais espectaculares e mágicas do que me atrevia a imaginar...&lt;br /&gt;- São sim, este cenário tão belo deixa-me sempre maravilhada e encantada.&lt;br /&gt;- Sim... Compreendo-te perfeitamente...&lt;br /&gt;- Cavaleiro?&lt;br /&gt;- Sim?&lt;br /&gt;- Ainda agora, quando me disseste que tinhas a sensação de que me conhecias de qualquer lado o meu coração disparou, a verdade é que eu também senti o mesmo.&lt;br /&gt;- Sentiste?&lt;br /&gt;- Sim... Por isso é que te quis mostrar este meu pequeno reino privado. Eu sinto que posso confiar em ti, sinto que já estive contigo há muito tempo...&lt;br /&gt;- E no entanto nunca nos vimos antes. Como pode ser isto possível? - pergunto afagando carinhosamente o seu cabelo.&lt;br /&gt;- Não sei, sinceramente não sei... - responde ela colocando os seus braços à volta do meu pescoço e aproximando os seus lábios dos meus. - Tudo o que sei é que desde que te vi que te quero fazer isto...&lt;br /&gt;Diante daquela visão extraordinária trocamos um forte e demorado beijo.&lt;br /&gt;- Que loucura, eu nem sei como te chamas, guerreira misteriosa.&lt;br /&gt;- Não seja por isso, bravo guerreiro, o meu nome é Elia... - um grito indistinto vindo de não sei de onde impede-me de ouvir o seu nome.&lt;br /&gt;- Não percebi, guerreira, repete-mo. - peço imerso num encantamento profundo.&lt;br /&gt;- Elia...&lt;br /&gt;- Cav!!! - volto a ouvir gritar.&lt;br /&gt;- C-como?&lt;br /&gt;- CAV, ACORDA!!!!&lt;br /&gt;Os gritos vão se tornando mais intensos e distintos e tudo à minha volta se começa a desfazer. A guerreira tenta segurar-me, manter-me perto de si, mas uma força maior puxa-me não sei para onde, estendo o braço tentando tocar-lhe, mas ela já está longe, fora do meu alcance. As imagens vão-se desmoronando uma a uma e a última coisa que vejo são os seus olhos grandes e curiosos agora tristes e saudosos por me perder uma vez mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cav!! Cav!!! - grita a voz. Sinto uma dor aguda no rosto e depois vejo os olhos dourados de Lara diante de mim. - Humano estúpido! O que te deu para desmaiares dessa maneira?&lt;br /&gt;- Desmaiei? - pergunto confuso.&lt;br /&gt;- Sim, seu idiota. - continua a demónio. - Ia ficando rouca de tanto chamar por ti.&lt;br /&gt;- Rouca e com a mão dorida com tantas estaladas que lhe deste. - diz Diana sorrindo.&lt;br /&gt;- Está calada, feiticeira! - rosna a demónio. - O que é que te aconteceu, parvalhão?&lt;br /&gt;- N-não sei... Não me lembro... - respondo confuso. - Mas obrigado por estares tão preocupada comigo. - A demónio volta a dar-me uma estalada no meu rosto já dorido. - Hey, para que é que foi isso?&lt;br /&gt;- Ainda estás a dizer parvoíces, por isso foi para te acordar de vez!! - responde ela levantando-se.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-116630085400505950?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/116630085400505950/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=116630085400505950' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116630085400505950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116630085400505950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/12/um-sonho.html' title='Um Sonho?'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-116570448518019908</id><published>2006-12-09T21:42:00.000Z</published><updated>2006-12-10T15:44:45.263Z</updated><title type='text'>O Castelo nas Nuvens</title><content type='html'>O dragão ajoelha-se na erva alta permitindo à mulher que desmonte com suavidade, no olhar de ambos está estampado um profundo respeito e carinho como se uma forte amizade e amor os unisse. A guerreira deixa-se ficar perto do seu companheiro afagando o seu dorso e observando-me com viva curiosidade e atenção.&lt;br /&gt;- Posso saber como vieste parar aos jardins do meu castelo, guerreiro? Neste pequeno espaço a que tenho orgulho de chamar meu, só entra quem eu quero, e se a memória não me falha, não te enviei nenhum convite...&lt;br /&gt;- Peço desculpa se invadi os teus jardins, não foi por minha culpa, foi uma porta mágica que me guiou até aqui, a mim e aos meus companheiros.&lt;br /&gt;- Companheiros? - pergunta o dragão na sua voz forte e poderosa. - A que companheiros te referes, humano?&lt;br /&gt;- Refiro-me a mais três parceiros de viagem, dragão, uma feiticeira de nome Diana, um ladrão de nome Léon e um demónio de nome Lara.&lt;br /&gt;- Um demónio!? - exclama a mulher levando a mão a uma espada até então oculta. - Pelo teu ar e pelo teu olhar imaginava-te um guerreiro do bem e da justiça, não um mercenário das hostes infernais. - O dragão imita o gesto da sua parceira colocando-se em posição de combate e abrindo a boca mostrando os seus dentes enormes.&lt;br /&gt;Como que por instinto, &lt;em&gt;Aragoth&lt;/em&gt; activa-se cobrindo todo o meu corpo com uma armadura mágica preparada para me defender do perigo.&lt;br /&gt;- Eu já pensei como tu, guerreira, mas depois conheci a Lara e tudo aquilo que eu pensava conhecer sobre os demónios se desfez em pó. Baseias os teus conhecimentos em preconceitos e em meras superstições, nem todos os demónios são maus e nem todos os anjos são bons. - respondo levando por precaução a mão à espada.&lt;br /&gt;- Mesmo assim, um demónio é sempre um demónio. - responde ela teimosa.&lt;br /&gt;- E um dragão é sempre um dragão. - respondo encarando sem medo o olhar da besta. - Sou um Cavaleiro que já viu e passou por muita coisa, a verdade é que nem tudo é o que parece, o medo do desconhecido faz-nos temer as coisas, por vezes sem razão. - desembainho lentamente a espada e atiro-a para o chão. - Sou amigo e amante de uma demónio, sim, e não me arrependo disso! mas se na tua óptica a minha mera amizade para com ela me transforma num ser desprezível e odioso, então tenho pena de ti, pois és pobre de espírito e um poço de preconceitos.&lt;br /&gt;A mulher olha para mim incrédula e depois sorri com doçura.&lt;br /&gt;- És um homem corajoso, guerreiro, e ao que parece um sonhador inveterado, como eu... Peço desculpa se te ofendi de algum modo, mas nos tempos que correm todo o cuidado é pouco. És bem-vindo ao meu jardim e ao meu castelo, por favor segue-me, és meu convidado. - a guerreira volta a montar o seu dragão e no céu um castelo suspenso sobre uma gigantesca e fofa nuvem branca, aparece como que por magia.&lt;br /&gt;- Espera! E os meus amigos, onde estão eles? - pergunto.&lt;br /&gt;- Sinceramente não te posso responder a isso, bravo guerreiro, pois apenas tu apareceste no meu jardim. Confia em mim e segue-me, talvez as respostas que procures estejam mesmo à tua frente.&lt;br /&gt;Monto no dorso do enorme dragão cinzento abraçando firmemente a cintura daquela misteriosa guerreira para não cair. O solo afasta-se rapidamente e um vento frio bate-me no rosto transportando consigo o delicioso aroma da pele suave desta mulher enigmática, fecho os olhos e por momentos esqueço-me da minha missão e do destino dos meus companheiros, em especial do da Lara, e simplesmente deixo-me guiar pela mão invisível da &lt;em&gt;Fortuna&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-116570448518019908?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/116570448518019908/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=116570448518019908' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116570448518019908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116570448518019908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/12/o-castelo-nas-nuvens.html' title='O Castelo nas Nuvens'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-116525644444105868</id><published>2006-12-04T16:56:00.001Z</published><updated>2006-12-04T21:23:55.680Z</updated><title type='text'>A Câmara do Conhecimento (3ª Parte)</title><content type='html'>As portas levitam levemente soltando suaves faíscas de pura luz branca, tentamos em cada uma delas encontrar uma pista que nos indique o caminho correcto, mas tal não é possível, entre este lado e o outro encontra-se um véu de luz brilhante que nos impede de ver e ouvir o que se encontra do outro lado. Apenas nos restam as inscrições, sete pequenas frases que espalham ainda mais a confusão e a indecisão.&lt;br /&gt;- Ora bem, estamos aqui há horas e ainda não chegámos a uma conclusão, qual é para vocês o caminho correcto? - pergunta uma vez mais Diana cansada de tanto ler e reler as frases.&lt;br /&gt;- Outra vez essa pergunta, feiticeira? Cada um de nós tem uma interpretação diferente, por isso acabamos sempre por escolher portas diferentes. - responde Lara sem paciência.&lt;br /&gt;- Eu sei, Lara, eu sei, mas temos que escolher uma, por isso esta é a pergunta mais lógica, qual delas?&lt;br /&gt;- Não é a única pergunta lógica. - respondo. - Se estamos com dificuldades em escolher a verdadeira podemos ao menos marcar desde já as erradas, isto simplificaria um pouco mais as coisas, não concordam?&lt;br /&gt;- Sim, simplificaria e muito. - responde a feiticeira com um sorriso. - Podemos então concluir sem sombra de dúvida que a segunda porta é falsa, certo?&lt;br /&gt;- Certo! - respondemos os três em uníssono.&lt;br /&gt;- Óptimo, uma já está, faltam seis.&lt;br /&gt;- Por essa ordem de ideias a sexta porta também é falsa, concordam? - pergunta Lara.&lt;br /&gt;- Sim! - voltamos a responder em uníssono.&lt;br /&gt;- A primeira e a quarta não me cheiram, soam-me a armadilhas. - afirma Léon.&lt;br /&gt;- Sim, especialmente essa do sorriso e da voz, parece uma conversa daquelas criaturas que atraiem os viajantes para uma morte horrorosa. - diz a demónio.&lt;br /&gt;- Muito bem, outras duas eliminadas. - digo sorrindo. - Agora só faltam três... Esta do Midas é tentadora, mas estamos à procura de conhecimento e não de ouro, por isso não é lógico seguir por aqui.&lt;br /&gt;- Mas nós não sabemos o que podemos encontrar, até pode haver bastante ouro guardado. - diz rapidamente Léon com um brilho no olhar.&lt;br /&gt;- Pode haver, mas concordo com o Cav, não é de ouro que estamos à procura, por isso para mim a porta é falsa. - argumenta Diana.&lt;br /&gt;- Detesto dizer isto, mas eles têm razão, Léon, não viemos atrás de ouro, viemos atrás de algo bem mais poderoso e influente. - responde Lara. - Além disso, esta última parte cheira-me a armadilha, eu também acho q a porta é falsa.&lt;br /&gt;- Mas...&lt;br /&gt;- São três votos contra um, a terceira porta foi descartada, meu caro. - corta a feiticeira.&lt;br /&gt;- Já viram, só nos faltam duas! - exclama Lara confiante. - Hm... Para mim a verdadeira é a sétima.&lt;br /&gt;- Tem alguma lógica, o que é que está sempre connosco, não é a aprendizagem, o conhecimento, a experiência que vamos adquirindo desde o nascimento até à morte? - responde Diana.&lt;br /&gt;- Sim, é de facto uma inscrição tentadora, mas soa-me a algo bem diferente. - opina Léon.&lt;br /&gt;- Também acho, vendo por outro prisma esta companheira ideal parece ser a Morte... - respondo.&lt;br /&gt;- Mas a outra porta fala em pesadelos, n...&lt;br /&gt;- Mas também fala em sonhos, Lara, e o conhecimento não pode ser uma faca de dois gumes, um sonho e um pesadelo? - respondo.&lt;br /&gt;- Talvez, mas...&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;"... ou de nada ficarás ciente..."&lt;/em&gt;, para mim é a porta verdadeira.&lt;br /&gt;- Mas...&lt;br /&gt;- Começo a concordar com o Cavaleiro, Lara, a quinta porta parece ser a verdadeira.&lt;br /&gt;A demónio olha para cada um de nós visivelmente irritada por ser contrariada, mas acaba por se render às evidências.&lt;br /&gt;- Está bem, eu aceito as vossas opiniões, a verdadeira é a porta nº 5, mas pelo sim pelo não mandamos o Léon primeiro, se lhe acontecer alguma coisa seguimos pela "minha" porta. - diz ela olhando para o ladrão com um sorriso malicioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cheiro desagradável dos esgotos e o irritante zumbido das portas dão lugar a um aroma perfumado de flores do campo e ao som de água a cair. Diante de mim encontra-se um belo jardim salpicado de flores e árvores esplendorosas que emanam cheiros e odores vários, todos eles maravilhosos; uma magnífica cascata de águas cristalinas parece gritar de vida mesmo ali ao lado, dando origem a um pequeno lago soberbo e cheio de vida.&lt;br /&gt;- Pelos Deuses, estarei eu no paraíso?! - exclamo ante este cenário divino.&lt;br /&gt;- Claro que não, guerreiro, estás no "meu" jardim!&lt;br /&gt;Viro-me na direcção da voz e encontro uma bela mulher de olhos grandes e curiosos envergando um vestido vermelho e montando um enorme dragão cinzento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-116525644444105868?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/116525644444105868/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=116525644444105868' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116525644444105868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116525644444105868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/12/cmara-do-conhecimento-3-parte.html' title='A Câmara do Conhecimento (3ª Parte)'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-116467584983101921</id><published>2006-11-27T23:49:00.000Z</published><updated>2006-11-28T01:13:21.416Z</updated><title type='text'>A Câmara do Conhecimento (2ª Parte)</title><content type='html'>A sete portas mágicas parecem flutuar em pleno ar libertando uma luz branca muito viva, delas emana um leve zumbido e uma ténue vibração que faz ondular as águas estagnadas e extremamente poluídas dos esgotos. A surpresa está estampada nos rostos de cada um de nós, isto não devia ter acontecido, segundo o pergaminho apenas uma porta se devia ter aberto, a porta que conduziria ao conhecimento supremo.&lt;br /&gt;- Sete portas?! Mas que brincadeira vem a ser esta!? Diana, mas o que é que tu fizeste? - pergunta Lara incrédula.&lt;br /&gt;- Eu limitei-me a seguir as palavras mágicas como ensaiamos ontem, demónio, não me venhas atirar as culpas. - defende-se a feiticeira.&lt;br /&gt;- Alguém tem que ser reponsável por isto, se não foste tu então quem foi? - pergunta Lara olhando desconfiadamente para Léon.&lt;br /&gt;- Hey, não me venhas pôr as culpas em mim, miúda, não tenho nada a ver com isto, vocês é que percebem destas coisas, não eu. - apressa-se Léon a justificar.&lt;br /&gt;A demónio rosna irritada olhando para cada uma das portas sem saber qual escolher.&lt;br /&gt;- É melhor acalmares-te, Lara, de cabeça quente não vamos a lado nenhum. - digo serenamente. - Aliás, eu nem sei qual é o vosso espanto, eu estava a achar isto tudo muito fácil, para mim até é uma sorte que esses tais &lt;em&gt;Ploensis&lt;/em&gt; não tenham posto um desafio mais perigoso.&lt;br /&gt;- O que queres dizer com isso? - pergunta a demónio fixando o seu olhar dourado em mim.&lt;br /&gt;- Tu achas que eles iriam deixar qualquer um ter acesso aos seus conhecimentos, às suas magias, aos seus segredos, sem ter que provar que se é merecedor? Sabes tão bem quanto eu que uma raça tão orgulhosa, como tu dizes que eles eram, teriam que colocar vários testes e puzzles.&lt;br /&gt;- Tens razão, tens toda a razão. - diz Diana pensativamente. - Para cada teste tem de haver uma solução, mas onde estará ela, perdida nalgum outro pergaminho longe daqui?&lt;br /&gt;- Pode estar no nosso pergaminho, talvez escondida por alguma magia poderosa. - opina Léon.&lt;br /&gt;- Ou talvez aqui mesmo. - diz Lara com um sorriso nos lábios. - Lembras-te de quando ficámos presos naquele templo maldito rodeados de mortos vivos que saíam do chão? A chave estava no tecto, logo a resposta pode estar também por aqui. &lt;br /&gt;Avivados por esta nova hipótese começamos a procurar nas paredes e no tecto por inscrições ou pistas que nos possam ajudar a formular uma solução, o que encontramos deixa-nos ainda mais perplexos. Ao lado de cada porta existe uma pequena frase, uma frase que supostamente traduz o que iremos encontrar, eis as incrições:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1ª Porta: &lt;em&gt;Terras de Fogo, Terras de Mar, a verdade é que nunca ninguém sabe onde irá parar...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;2ª Porta: &lt;em&gt;Um passo para a frente, Um passo para trás, por mais que se tente daqui nunca mais sairás...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;3ª Porta: &lt;em&gt;Ouro queres, Ouro terás, mas não sejas muito avarento ou como Midas acabarás...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;4ª Porta: &lt;em&gt;A voz é doce e o Sorriso é quente, Segue-me e encontrarás um belo presente...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;5ª Porta: &lt;em&gt;Sonhos e Pesadelos estão mesmo à tua frente, sê célere a decidir ou de nada ficarás ciente...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;6ª Porta: &lt;em&gt;A Vida é uma flor, tens de a tratar com Amor, pois se a desprezas por caminhos tortuosos te enveredas...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;7ª Porta: &lt;em&gt;Estou contigo quando nasces, estou contigo quando cresces e envelheces, estou contigo no principio e estou contigo no final, admite, eu sou a tua companheira ideal...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pelos Deuses, ainda estou mais confusa que antes. - diz Lara olhando para as incrições. - E agora, qual delas indica o caminho correcto?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-116467584983101921?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/116467584983101921/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=116467584983101921' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116467584983101921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116467584983101921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/11/cmara-do-conhecimento-2-parte.html' title='A Câmara do Conhecimento (2ª Parte)'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-116441388356839551</id><published>2006-11-24T20:23:00.000Z</published><updated>2006-11-25T00:47:46.280Z</updated><title type='text'>A Câmara do Conhecimento (1ª Parte)</title><content type='html'>O saboroso aroma de bolinhos e café acabadinhos de fazer invade o quarto despertando-me do meu sono leve e revigorante; uma voz doce e melodiosa propaga-se pelo ar entoando uma canção élfica muito antiga e bela anunciando a aurora que está prestes a nascer. Lara ainda dorme profundamente, o seu sorriso de satisfação reflecte o prazer de uma noite exaustiva em que a loucura e o desejo se fundiram num só sentimento e nos levaram, quase literalmente, ao paraíso. Beijo-lhe a testa e levanto-me seguindo o delicioso aroma e o som encantador.&lt;br /&gt;- Não mudaste nada, Diana, ainda continuas com o velho hábito de te levantares cedinho e fazeres o pequeno almoço. - digo sorrindo observando a feiticeira que segura uma travessa de bolinhos de côco ainda quentes.&lt;br /&gt;- Posso ter muitos defeitos, meu Cavaleiro, mas ainda me lembro de receber bem os meus convidados e hóspedes. - responde ela limpando as mãos no seu avental amarelo. - Vem sentar-te e provar os meus bolinhos antes que comeces aí a salivar.&lt;br /&gt;Sentamo-nos em frente um do outro degustando os biscoitos e o delicioso café exótico.&lt;br /&gt;- Dormiste bem, minha feiticeira?&lt;br /&gt;- Podia ter dormido melhor se não fossem os gemidos e os gritos do quarto ao lado. - responde ela calmamente sorvendo a sua bebida e observando a minha reacção.&lt;br /&gt;A sua resposta apanha-me completamente de surpresa e engasgo-me com o café.&lt;br /&gt;- Pois... Eu peço desculpa... - digo aflito atropelando-me nas palavras.&lt;br /&gt;- Não há problema, ao menos há alguém que tem um pouco de acção nesta casa. - continua ela calmamente com os seus olhos verdes esmeralda fixos em mim.&lt;br /&gt;- Sua safada, tu estás a adorar ver-me assim, não estás?&lt;br /&gt;- Claro que estou, lembra-me os nossos tempos de juventude, em que eu te apanhava ou em que tu me apanhavas fazendo o que não devíamos. - responde ela com um sorriso pousando a chávena.&lt;br /&gt;- Bons velhos tempos, não tínhamos preocupações nem responsabilidades... - digo bebendo mais um pouco do meu café.&lt;br /&gt;- Sim... Olha lá, que história era aquela de me quererem levar para a cama? - pergunta ela com o seu tom de voz calmo e pausado voltando a fixar os seus olhos em mim.&lt;br /&gt;Engasgo-me de novo derramando o que resta do café sobre a toalha.&lt;br /&gt;- Bolas, mas tu hoje queres matar-me!? - exclamo aflito e muito corado. - Estavas a ouvir-nos!?&lt;br /&gt;- Eu sou uma feiticeira, meu Cavaleiro, eu sei de tudo o que se passa aqui dentro da minha casa, tudo! - Diana volta a esboçar o seu sorriso de satisfação e de triunfo por me ter deixado completamente envergonhado como fazia quando éramos mais novos.&lt;br /&gt;- Tu não és uma feiticeira, tu és é uma grande pervertida e uma &lt;em&gt;voyeur&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;- Olha quem fala! - diz ela rindo. - Mas está bem, eu páro, acho q já te embaracei o suficiente por hoje.&lt;br /&gt;- Porque é que eu tenho o pressentimento que isso não é verdade? - respondo sorrindo.&lt;br /&gt;- Parece q vais ter simplesmente que confiar em mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cheiro a podre invade as minhas narinas assim que a tampa da sarjeta é aberta, esta é, infelizmente, a única maneira de chegar à câmara onde todo o conhecimento dos &lt;em&gt;Ploensis&lt;/em&gt; está armazenado.&lt;br /&gt;- As coisas que somos obrigados a fazer para alcançar o conhecimento supremo... - comenta Diana tapando o nariz e iniciando a sua descida.&lt;br /&gt;Os corredores escuros e sujos parecem estender-se por quilómetros sem fim como um labirinto traiçoeiro, os ratos e as serpentes fogem de nós assim que a luz das tochas e o brilho do bastão de Diana os ilumina; Lara segue na frente, lendo o mapa, seguida de muito perto por Léon, a feiticeira e eu seguimos um pouco mais atrás procurando acompanhar o passo ligeiro da assassina e do ladrão. Chegamos finalmente ao local indicado, uma encruzilhada de túneis que se prolongam pelas trevas adentro como se fossem gargantas de um monstro de várias cabeças.&lt;br /&gt;- Segundo o mapa estamos no sítio certo. - afirma Lara com um sorriso no rosto. - Agora só temos que usar o artefacto e uma porta abrir-se-á para nós.&lt;br /&gt;Diana avança para o centro segurando firmemente o objecto na sua mão direita, na noite anterior ela e Lara ensaiaram as palavras mágicas que o iriam activar, palavras essas que embora uma criatura de pura magia, como um demónio, compreendesse perfeitamente não as podia entoar, só alguém que tivesse domado a arte arcana.&lt;br /&gt;As palavras são então ditas em alto e bom som, mas nada parece acontecer, Diana volta a repeti-las, mas sem sucesso, algo não está a funcionar.&lt;br /&gt;- Cav, tu disseste-me que ela era uma boa feiticeira, isto deveria funcionar. - comenta a demónio impaciente.&lt;br /&gt;- Eu SOU uma boa feiticeira, demónio, não é por minha culpa que o objecto não esteja a funcionar, se calhar foste tu que nos trouxeste para o sítio errado! - responde a feiticeira num tom imperial.&lt;br /&gt;Lara prepara-se para responder, mas subitamente o artefacto solta um brilho estranho e começa a levitar libertando-se da mão da feiticeira, o chão estremece com uma vibração constante e um zumbido estridente vindo de não se sabe de onde ecoa pelo ar. Todos os olhos se fixam no objecto esperando pela abertura da porta, mas para grande supresa de todos, 7 portas abrem-se nas desembocaduras dos corredores.&lt;br /&gt;- E agora? - pergunto. - Por qual delas devemos seguir?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-116441388356839551?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/116441388356839551/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=116441388356839551' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116441388356839551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116441388356839551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/11/cmara-do-conhecimento-1-parte.html' title='A Câmara do Conhecimento (1ª Parte)'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-116433244815987465</id><published>2006-11-23T20:59:00.000Z</published><updated>2006-11-24T01:40:48.350Z</updated><title type='text'>Anjos e Demónios</title><content type='html'>Lara deixa-se cair sobre mim exausta soltando os últimos gemidos de um orgasmo louco e carregado de desejo; os seus longos cabelos pretos cobrem o meu rosto e a sua boca insaciável beija e mordisca o meu peito sorvendo as gotículas de suor que escorrem sobre a minha pele; a sua cauda agita-se levemente como se pedisse por mais, os seus dedos brincam com o meu pêlo e os seus olhos dourados fixam-se nos meus brilhando com a chama do desejo. Eu apenas sorrio, um sorriso de puro deleite e satisfação.&lt;br /&gt;- Hm, se eu soubesse que o mero facto de passarmos a noite no quarto de hóspedes da Diana te deixaria assim tão louca, teria feito as pazes com ela logo que chegámos à cidade.&lt;br /&gt;- Não há dúvida que a feiticeira mexe comigo, será que não podias colocar a vossa amizade de lado e convidá-la para a nossa cama, como fizemos tantas vezes com a Lilian? - diz ela com uma voz sedutora e irresistível.&lt;br /&gt;- Tu e a Diana juntas na mesma cama, hm, isso parece-me uma combinação explosiva, minha diabinha, mas muito, muito excitante.&lt;br /&gt;- Sim, dá para notar que gostas da ideia. - responde ela com um sorriso olhando para o meu sexo que se animou ante esta fantasia. - Temos mesmo que a pôr em prática. - a demónio volta a beijar-me e a sua mão escorrega pela minha cintura abaixo.&lt;br /&gt;- Por onde achas que anda a Lilian? - pergunto subitamente.&lt;br /&gt;- A Lilian!? Não sei, nem me interessa, meu querido, ela abandonou-te quando mais precisaste, porque é que ainda pensas nela?&lt;br /&gt;- Gostava de a ter visto como anjo, aposto que deve estar fantástica.&lt;br /&gt;- Está sim, mas se queres que te diga, eu preferia a Lilian feiticeira, sempre era mais humilde e prestável.&lt;br /&gt;- Qual a razão desse ódio entre anjos e demónios? Porque é que não convivem em paz?&lt;br /&gt;- Queres falar sobre isso agora!? Logo agora!? Não podias ter escolhido um momento mais oportuno para termos essa conversa? - a demónio solta um suspiro e deixa-se cair de costas sobre o colchão macio. - Está bem, eu conto-te... Como já te disse anteriormente, os anjos e os demónios são duas faces de uma mesma moeda, mas nunca te expliquei o porquê. Existe uma lenda muito antiga, uma lenda que remonta aos primórdios do Universo, uma era em que raças poderosas viajavam livremente pelos planetas, criando vida ou extinguindo-a. Hoje em dia podemos chamar a essas entidades de Deuses, mas se virmos bem, os Deuses actuais são meros aprendizes quando comparados com tais criaturas... Enfim, passando à frente, um desses Deuses, uma entidade chamada Kuan, conseguiu reunir em si um poder fenomenal, um poder que lhe dava a autoridade de tornar os seus pares em seus servos. Este era um conceito completamente novo, nunca ninguém conseguira armazenar tal poder e influência, todos eram iguais, não havia nem mais nem menos, aquilo que era a neutralidade perfeita deixou de o ser e a sociedade entrou em declínio.&lt;br /&gt;Kuan conseguira o que queria, o poder sem limites, mas o preço a pagar foi alto demais, a sua arrogância e a sua ambição conduziram à desgraça e à extinção da sua raça. Chegou então a altura em que ele ficou só, não havia mais ninguém para conversar, alguém para mandar, alguém para rebaixar, é aqui que as lendas mudam e divergem, umas dizem que ele enlouqueceu, outras dizem que atingiu um estado de pura perfeição, outras chegam a referir ambas as opções, a verdade ninguém sabe, tudo o que se sabe é que após a extinção do seu povo algo aconteceu, algo que o levou até ao lugar mais sagrado de todos, &lt;em&gt;A Fonte da Magia&lt;/em&gt;, e aí o seu corpo transformou-se em luz e dividiu-se em dois, de um lado formou-se o primeiro anjo, do outro o primeiro demónio.&lt;br /&gt;- Mas porque é que se odeiam tanto? - pergunto afagando o cabelo de Lara.&lt;br /&gt;- Porque ambos herdámos a arrogância e a ambição de Kuan e isso leva-nos a acreditar que aquele que vencer o conflito é sua verdadeira essência. Por isso não usamos escrúpulos, apoiamo-nos em raças inferiores para combater por nós, raças que se deixam iludir pelas nossas palavras e promessas, especialmente as dos anjos, porque nós demónios não precisamos de falinhas mansas, as nossas atitudes falam por si.&lt;br /&gt;- Sabes, minha diabinha, tens jeito para contar histórias.&lt;br /&gt;- Pois tenho, mas eu prefiro ter jeito para outra coisa, meu querido. - a demónio sorri maliciosamente e acaricia o meu falo. - Ainda temos umas horitas até o Sol nascer, que tal aproveitarmos?&lt;br /&gt;Não respondo, apenas lhe lanço um olhar provocador enquanto encaminho a minha língua em direcção ao seu sexo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-116433244815987465?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/116433244815987465/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=116433244815987465' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116433244815987465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116433244815987465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/11/anjos-e-demnios.html' title='Anjos e Demónios'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-116415108921909582</id><published>2006-11-21T20:52:00.000Z</published><updated>2006-11-21T23:18:09.253Z</updated><title type='text'>O Artefacto (2ª Parte)</title><content type='html'>Um bater insistente na porta da frente arranca a feiticeira de um sono profundo e estranho, sobre a mesa encontra-se um objecto pequeno e acastanhado cuja funcionalidade é-lhe desconhecida mas cujo poder é assustadoramente grande. O som de pancadas sucessivas e cada vez mais fortes levam Diana a erguer-se sonolenta e quase mecanicamente da cadeira e dirigir-se para a porta.&lt;br /&gt;- Bolas, feiticeira, demoraste, estou aqui há quase 10 minutos a bater, o que é que estavas a fazer? - pergunta Lara assim que a porta se abre.&lt;br /&gt;- L-Lara!? Mas o que é que fazes aqui, está tudo bem? - pergunta a feiticeira esfregando os olhos e olhando em redor procurando por mim.&lt;br /&gt;- Está tudo óptimo! - responde a demónio entrando imediatamente aproveitando a passividade e a sonolência de Diana. - Mas ainda não me respondeste, o que é que estavas a fazer?&lt;br /&gt;- A dormir, claro, o que é que tu querias que eu estivesse a fazer a uma hora destas? - diz ela fechando a porta e colocando-se apressadamente entre o &lt;em&gt;hall&lt;/em&gt; e a sala de estar.&lt;br /&gt;A demónio olha para a feiticeira de alto a baixo, esta enverga um fofo robe laranja e umas confortáveis pantufas da mesma cor, pelos contornos do tecido na sua pele Lara apercebe-se que Diana nada mais usa por debaixo e sorri sedutoramente.&lt;br /&gt;- Não te faças de sonsa, Diana, sei muito bem que estiveste a estudar o artefacto que o Deditos te colocou no bolso.&lt;br /&gt;A feiticeira cora mordiscando o lábio inferior e lançando um olhar de soslaio para a mesinha da sala.&lt;br /&gt;- Eu estive a dormir, a sério.&lt;br /&gt;- Eu não duvido, consigo ver a sonolência no teu olhar e nos teus movimentos, mas não te esqueças que sou um demónio, minha querida, uma criatura criada a partir da magia primordial, e eu consigo cheirar o poder do objecto em ti, consigo sentir o pulsar da sua energia e da sua força ali na mesa. - os olhos dourados da demónio fixam-se no objecto e um sorriso enigmático desenha-se nos seus lábios. - Ai Diana, aposto que nem imaginas aquilo que tens à tua frente.&lt;br /&gt;- Tu sabes o que é? - os olhos verdes da feiticeira fixam-se igualmente no artefacto que parece subitamente ganhar um estranho brilho.&lt;br /&gt;- Claro. Toma, lê isto e toma consciência da preciosidade que temos diante de nós. - diz Lara oferecendo o velho papiro à feiticeira.&lt;br /&gt;- Sagrada Atena! M-mas isto é...&lt;br /&gt;- ... o sonho de qualquer feiticeiro, minha querida. A chave e o mapa de todo o conhecimento dos &lt;em&gt;Ploensis&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;- E não só, Lara, há uma outra informação escondida neste documento.&lt;br /&gt;- Que informação? - pergunta Lara surpreendida.&lt;br /&gt;- Uma referência a um lugar que todos pensávamos ser uma lenda, &lt;em&gt;A Fonte da Magia&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;A demónio estremece e deixa-se cair pesadamente sobre a cadeira.&lt;br /&gt;- O lugar onde tudo começou?&lt;br /&gt;- Sim, o local onde a Vida foi criada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E-eu não estou a acreditar no que estou a ouvir, vocês devem estar a brincar comigo, só podem! - exclamo incrédulo bebendo um chá de camomila.&lt;br /&gt;- E nós íamos brincar com uma coisa destas, meu querido? - diz Lara quase ronronando, abraçando-me por trás e mordiscando a minha orelha.&lt;br /&gt;- Meu Cavaleiro, devias acreditar em nós, a Fonte existe e nós temos uma referência a ela. - diz a feiticeira sorrindo com o seu ar sedutor.&lt;br /&gt;- Tudo bem, ela existe, mas ao menos sabem onde está? - pergunta Léon com um ar sério.&lt;br /&gt;- Ainda não. - respondem ambas ao mesmo tempo. - Mas a localização deve estar guardada no lugar onde se encontra todo o conhecimento arcano dos &lt;em&gt;Ploensis&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;- "Deve" estar, vocês não sabem com toda a certeza. - continua o ladrão.&lt;br /&gt;- Mesmo que não esteja, Léon, estamos prestes a fazer uma descoberta estrondosa. - respondo. - Já agora, já sabem como usar o artefacto, ou melhor, sabem onde o devem usar?&lt;br /&gt;- Claro, meu querido, ao contrário de vocês machos, nós fêmeas colocamos toda a nossa energia no único cérebro que interessa.&lt;br /&gt;- Ai sim, Lara? E o teu está situado onde, já agora, porque por vezes fico com a impressão que não está na tua cabeça.&lt;br /&gt;A demónio sorri e beija o meu pescoço.&lt;br /&gt;- Tu sabes onde está. - sussurra ela ao meu ouvido.&lt;br /&gt;- Mas pegando na pergunta do Cavaleiro, onde é que se encontra guardado todo esse conhecimento? - pergunta Léon.&lt;br /&gt;- Aqui na cidade, mais concretamente, debaixo da estátua de Aquileia e Éwon. - responde Diana com um sorriso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-116415108921909582?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/116415108921909582/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=116415108921909582' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116415108921909582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116415108921909582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/11/o-artefacto-2-parte.html' title='O Artefacto (2ª Parte)'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-116363998335229337</id><published>2006-11-15T22:46:00.000Z</published><updated>2006-11-16T01:19:43.586Z</updated><title type='text'>Interlúdio</title><content type='html'>Eu deveria estar radiante por me encontrar de novo junto dos meus, deveria sentir-me livre e invencível por ter novamente este poder divino a fervilhar nas minhas veias e a percorrer todo o meu corpo, deveria estar eufórica por carregar uma vez mais as minhas asas, as minhas belas e orgulhosas asas brancas... Mas não estou, não consigo estar, as imagens daquele dia ainda atormentam a minha mente, como pude ser tão insensível, tão egoísta? Aqui estou eu, uma pária entre os meus, isolada, envergonhada e enojada de mim própria... Será que alguma vez ele me irá perdoar? Será que EU alguma vez me irei perdoar? Claro que não, como me poderia perdoar depois de uma escolha tão egoísta, depois de um abandono tão injusto... E agora, por ironia, as minhas asas já não são o meu orgulho, a minha liberdade, tornaram-se numa prisão constante, num tormento sem palavras e num peso indescrítivel. Como estou arrependida, durante anos sonhei com elas e agora que as tenho considero-as uma maldição e uma tortura, uma lembrança constante do meu egoísmo e da minha arrogância...&lt;br /&gt;Dizem que crescemos consoante as escolhas que fazemos, é bem verdade, parece que envelheci séculos nestas últimas semanas... Eu regressei a casa para tentar encontrar-me, para tentar encontrar algo que mitigasse a minha dor e justificasse a minha escolha, mas isto já nada me diz, eu já não pertenço aqui, já não me sinto bem. Está na hora de partir e traçar um novo rumo na minha vida, de cortar com o passado e escrever um novo futuro, mas para isso preciso de o ver pela última vez e enterrar a mágoa que me consome o peito, talvez assim possa finalmente erguer o rosto para o céu e sorrir gritando: "Lilian és livre de novo!!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-116363998335229337?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/116363998335229337/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=116363998335229337' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116363998335229337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116363998335229337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/11/interldio.html' title='Interlúdio'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-116354939335198402</id><published>2006-11-14T19:47:00.000Z</published><updated>2006-11-15T21:56:10.880Z</updated><title type='text'>O Artefacto (1ª Parte)</title><content type='html'>A Lua brilha no céu espalhando a sua luz prateada sobre as ruas e vielas sombrias de &lt;em&gt;Briseida&lt;/em&gt;. Um encantamento inquietante parece dominar a cidade lançando os seus habitantes numa letargia profunda e mergulhando a metrópole num silêncio assustador. Alheios a toda esta aura de sonolência e apatia três personagens envolvem-se num breve conflito num dos becos desertos deste local lendário.&lt;br /&gt;- Muito bem, Deditos, é bom que tenhas uma boa explicação para nos estares a espiar ou garanto-te que quando acabar de tratar de ti mudarás o teu nome para, Léon OlhosRápidos. - diz a demónio ameaçadoramente atirando o pobre ladrão contra a parede.&lt;br /&gt;- E-eu peço desculpa, está bem miúda? - gagueja ele massajando o maxilar dorido.&lt;br /&gt;- Miúda!? Miúda!? - grita a demónio exaltada esbofeteando o desgraçado. - Tento na língua, ladrão, diriges-te a um ser superior e eu exijo-te respeito ou arranco-to à força.&lt;br /&gt;Léon olha para mim na esperança que eu interceda a favor dele, mas as suas esperanças caiem por terra ao ver o meu olhar irritado.&lt;br /&gt;- Não olhes para mim à espera de beneces, Léon, é melhor que comeces a inventar uma boa desculpa ou nem OlhosRápidos serás!&lt;br /&gt;- Ok, ok, vocês também não me dão muitas hipóteses, né?&lt;br /&gt;- Ora, ora, parece que afinal o pervertido sempre tem miolos. - a demónio olha para mim sorrindo. - Vá conta lá o que é te levou a espiar-nos.&lt;br /&gt;- Primeiro que tudo eu não sou um pervertido, eu...&lt;br /&gt;As suas palavras terminam abruptamente com outra estalada da demónio.&lt;br /&gt;- Aconselho-te a ires directo ao assunto, já deu para ver que não estou de bom humor.&lt;br /&gt;- Não só estou a ver, como também estou a sentir, miú... hm... demónio. - diz ele voltando a massajar o rosto que tomara um tom avermelhado. - Quando nos separámos tão repentinamente no porto fui forçado a deixar para trás, mais concretamente num dos bolsos da vossa companheira, um pequeno artefacto. Preciso de o resgatar, por isso espiava-os na esperança que me dessem uma pista sobre o seu paradeiro.&lt;br /&gt;- Mas que tem esse artefacto de tão especial?&lt;br /&gt;- Alguma vez ouviram falar de uma raça chamada &lt;em&gt;Ploensis&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;- Não...&lt;br /&gt;- Mas eu sim! - responde Lara entusiasmada. - Esse artefacto pertence-lhes?&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- Esperem lá, mas quem são esses plo-não-sei-quantos?&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Ploensis&lt;/em&gt;, meu querido, eram uma raça muito poderosa que deixou o nosso plano de existência. Eles já eram considerados Antigos quando &lt;em&gt;Gaia&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Terra&lt;/em&gt; eram apenas uma só, a sua habilidade na magia era de tal forma grande que um dos seus feitiços mais simples só pode ser lançado por feiticeiros experientes e poderosos com o risco da própria vida. Um simples artefacto deles pode valer milhões, é o sonho de qualquer praticante de magia. - os olhos de Lara brilham de excitação.&lt;br /&gt;- Isso quer dizer que a Diana leva no bolso uma fortuna e nem o sabe?&lt;br /&gt;- Olha que não sei, Cav, agora que penso bem, aquela desculpa do "estou muito cansada" foi um pouco forçada. Eu acho que ela nos quis despachar.&lt;br /&gt;- Não me acredito nisso. - respondo lançando um ar de reprovação à demónio. - Mas já agora, o que faz aquele artefacto?&lt;br /&gt;- Não sei, encontrei-o juntamente com este papel, mas está escrito numa língua que eu não conheço. - Léon retira de uma pequena bolsa de veludo um rolo de papiro já muito gasto e parcialmente consumido.&lt;br /&gt;A demónio solta um gemido ao ver o selo ainda bem impresso numa das partes do manuscrito e automaticamente arranca-o das mãos do ladrão.&lt;br /&gt;- O que foi? - pergunto ao ver um sorriso a desenhar-se nos seus lábios enquanto o lê.&lt;br /&gt;- Cav, meu querido, saíu-nos a sorte grande!! - grita ela excitada dando-me um beijo e correndo em direcção à casa da feiticeira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-116354939335198402?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/116354939335198402/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=116354939335198402' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116354939335198402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116354939335198402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/11/o-artefacto-1-parte.html' title='O Artefacto (1ª Parte)'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-116321199931817572</id><published>2006-11-10T22:12:00.000Z</published><updated>2006-11-11T02:26:39.500Z</updated><title type='text'>Criaturas da Noite</title><content type='html'>Diana, ainda surpreendida com a súbita aparição desta nova personagem, abre a boca para responder, mas uns gritos furiosos vindos da viela para onde ainda há pouco os três marinheiros irritados se dirigiam cortam-lhe a palavra.&lt;br /&gt;- Ora bolas! - diz Léon apressadamente olhando para trás. - Lamento ter que me despedir assim tão depressa, bonitona, mas o amor à pele fala mais alto. &lt;br /&gt;- Bonitona!? - repete a feiticeira.&lt;br /&gt;- Eu nunca me esquecerei de um rosto tão belo e tenho a certeza que nos voltaremos a encontrar. - diz ele saltando do barril e sorrindo encantadoramente para ela. - Afinal de contas ainda não me disseste o teu nome. - ao terminar de dizer isto Léon puxa a feiticeira para si e dá-lhe um valente beijo na boca antes de se esgueirar rapidamente pelo cais e desaparecer nas sombras.&lt;br /&gt;- Que tipo tão estranho e atrevido! - diz Diana ligeiramente irritada passando os dedos sobre os lábios.&lt;br /&gt;- Sim, e aposto que aquele beijo deve ter sido detestável. - diz Lara sarcasticamente.&lt;br /&gt;- Então não se nota que foi? Já viste como ela ficou "vermelha de raiva". - digo sorrindo.&lt;br /&gt;- Vocês devem ter a mania que têm piada, não é? Pois eu não gostei nem um pouco, achei aquele "miúdo" insolente e muito atrevido e se porventura o voltar a ver e ele me tentar beijar de novo, eu juro que lhe lanço um feitiço. - a feiticeira olha para nós com cara de poucos amigos e com um brilho estranho no olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigado pela tua ajuda hoje de manhã, minha amiga, sem ti nunca teríamos encontrado o nosso homem mistério, infelizmente as coisas não correram tão bem como esperávamos. - digo assim que chegamos a casa da feiticeira.&lt;br /&gt;- É verdade, mas amanhã é outro dia e quem sabe se a &lt;em&gt;Fortuna&lt;/em&gt; não nos sorri. Aliás, pressinto que algo vai acontecer a esta cidade e o facto de hoje termos visto Aquileia chorar é uma prova disso.&lt;br /&gt;- Isso é apenas uma lenda, Diana, nada mais.&lt;br /&gt;- As lendas têm sempre um fundo de verdade, meu Cavaleiro, por vezes para as entendermos não podemos pensar com o cérebro mas sim com o coração. - a feiticeira sorri e abre a porta de casa. - Convidar-vos-ia para tomar um chá, mas peço que me perdoem, é que estou muito cansada, preciso mesmo de descansar.&lt;br /&gt;- Não há problema, Diana, foi um longo dia e todos nós merecemos um pouco de descanso. - sorrio para ela e beijo-lhe a testa. - Até amanhã e dorme bem.&lt;br /&gt;- Até amanhã, feiticeira, e sonha com o deditos. - diz Lara sorrindo maliciosamente.&lt;br /&gt;A feiticeira sorri e olha para mim.&lt;br /&gt;- Não desistas do sonho, pois uma pessoa que não sonha, nada é nesta vida.&lt;br /&gt;- Eu sei, Diana, eu sei.&lt;br /&gt;A feiticeira fecha a porta deixando-nos sozinhos numa rua deserta.&lt;br /&gt;- Sabes, bem que lhe podias ter perguntado se podíamos dormir aqui hoje, estou farta daquele cubículo a que chamas quarto. - começa Lara.&lt;br /&gt;- Pois vais ter que te habituar, minha cornuda, a não ser que queiras dormir na rua.&lt;br /&gt;- Se só tenho essas duas hipóteses então escolho a primeira, humano, mas exijo-te algo em troca.&lt;br /&gt;- Claro e já estou mesmo a ver o que é.&lt;br /&gt;- Serei assim tão óbvia?&lt;br /&gt;- Muito! - digo beijando os seus lábios e encostando-a a um pequeno muro.&lt;br /&gt;- Aqui? No meio da rua? - pergunta a demónio retribuindo os beijos e mordiscando o meu pescoço.&lt;br /&gt;- E porque não? Os cidadãos desta cidade têm medo do escuro, por isso não seremos interrompidos. - as minhas mãos percorrem o seu corpo desapertando as fivelas da sua armadura de couro.&lt;br /&gt;- Adoro quando ficas assim, humano, tens a certeza que não tens sangue de demónio a correr nessas veias? - diz ela arrancando-me a camisa e mordendo vorazmente o meu peito.&lt;br /&gt;- Absoluta! - a minha resposta é abafada pelos gemidos de Lara que vai ficando cada vez mais fora de si.&lt;br /&gt;- Espera! - a demónio pára subitamente, os seus olhos movem-se em todas as direcções procurando algo que parece não existir. - Não estamos sós, Cav, algo nos observa.&lt;br /&gt;- Tens a certeza? - pergundo puxando as calças para cima.&lt;br /&gt;- Achas que iria parar de fazer o que eu mais gosto se não tivesse a certeza, humano? - responde ela com um sorriso malandro. - Deixa-me apenas concentrar que eu já apanho o voyeur. - o seu olhar volta a mover-se em todas as direcções detendo-se de repente num canto escuro e sujo da rua. - Ali!&lt;br /&gt;A demónio desaparece subitamente nas sombras e volta a aparecer quase instantaneamente no local onde o seu olhar se deteve. Uma breve rixa foi tudo o que bastou para se desembaraçar do nosso espião pervertido.&lt;br /&gt;- Já viste quem eu apanhei, meu querido, o nosso beijoqueiro de serviço, Léon DedosRápidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-116321199931817572?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/116321199931817572/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=116321199931817572' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116321199931817572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116321199931817572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/11/criaturas-da-noite.html' title='Criaturas da Noite'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-116293951929852265</id><published>2006-11-07T20:29:00.000Z</published><updated>2006-11-07T22:45:19.510Z</updated><title type='text'>Anoitecer em Briseida</title><content type='html'>O pôr do Sol em &lt;em&gt;Briseida&lt;/em&gt; é um evento no mínimo avassalador, o grande astro afunda-se majestosa e lentamente sobre as águas azuis e cristalinas que banham o &lt;em&gt;Porto das Nereidas&lt;/em&gt; lançando sobre elas mil e uma cores antes de desaparecer por completo no horizonte.&lt;br /&gt;- Uau, que espectáculo! - exclamo de boca aberta perante este cenário quase divino.&lt;br /&gt;- Eu disse-te que ias gostar. - diz a feiticeira sorrindo. - Quando o dia não me corre bem, venho para aqui e contemplo este momento maravilhoso e, por breves minutos, esqueço tudo e sorrio.&lt;br /&gt;- Mas qual é a piada disto? - interrompe Lara extremamente aborrecida e reprimindo um bocejo. - Não vai ser um pôr do Sol que irá criar um clima em volta de um casal, são os olhares, os movimentos corporais e o tom de voz usado que irão despertar o desejo e a luxúria. Mas vocês humanos têm de encontrar sempre algo mais, têm de encontrar algo mágico e maravilhoso para mostrar e transmitir os vossos sentimentos, que lamechas!&lt;br /&gt;- Como podes dizer uma coisa dessas? - pergunta Diana escandalizada. - Como podes resumir tão insensivelmente sentimentos e momentos tão mágicos para nós, humanos? Nem tudo gira à volta do sexo, existe algo mais do que isso, algo bem mais interessante e satisfatório. Se não consegues ver isso, então tenho pena de ti, demónio, pois és pobre de espírito.&lt;br /&gt;- Pena de mim? Pobre de espírito? Como te atreves a dizer-me isso, humana, esqueces-te que falas com um ser superior? - diz a demónio endireitando-se e lançando à feiticeira um olhar fulminante de poucos amigos.&lt;br /&gt;- Um ser superior? Como te podes declarar superior a mim quando te reges por instintos primordiais, quando te deixas levar cegamente pelas vontades do teu corpo? Superior? Talvez apenas em termos de físico e agilidade, porque em termos de mentalidade és bastante inferior a mim, uma humana. - diz a feiticeira calmamente, mas com uma força na voz, encarando o olhar fatal da demónio.&lt;br /&gt;Lara observa incrédula a feiticeira, aquela sua calma deixou-a completamente desarmada.&lt;br /&gt;- Ou és louca, ou incrivelmente corajosa, para falares assim a um demónio. - diz ela.&lt;br /&gt;- A loucura e a coragem andam de mãos dadas, Lara, e além disso, não sou engraxadora ou hipócrita, digo o que penso e o que sinto, sou muito honesta nesse sentido, um defeito que me tem isolado profundamente.&lt;br /&gt;- És corajosa, humana, e gosto disso. - diz a demónio esboçando um sorriso que me deixa surpreendido. - Diana, acho que nos vamos dar lindamente.&lt;br /&gt;Sorrio e deito-me sobre a areia observando as estrelas que começam timidamente a aparecer no céu, esta demónio não pára de me surpreender, quem diria que ela iria reagir desta forma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhamos os três de regresso à cidade tomando como rota o &lt;em&gt;Porto das Nereidas&lt;/em&gt; quando subitamente os sons de uma violenta discussão fazem-se ouvir vindos de uma taberna chamada &lt;em&gt;Barbas de Poseídon&lt;/em&gt;. Três marinheiros com caras de poucos amigos irrompem então de dentro da taberna e correm para uma viela preparados para uma luta.&lt;br /&gt;- Eles já se foram? - pergunta uma voz vinda de um barril assim que o som dos passos se dissipa.&lt;br /&gt;- Sim, já. - responde a feiticeira.&lt;br /&gt;- Óptimo! - de dentro do barril sai um jovem de 20 anos, muito sorridente e bem disposto. - Obrigado pela dica, miúda, tava a ver que ia desta para melhor.&lt;br /&gt;- Miúda!? - repete a feiticeira surpreendida.&lt;br /&gt;- Já agora, sou o Léon DedosRápidos. - continua ele. - E tu quem és?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-116293951929852265?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/116293951929852265/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=116293951929852265' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116293951929852265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116293951929852265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/11/anoitecer-em-briseida.html' title='Anoitecer em Briseida'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-116259898671445743</id><published>2006-11-03T22:58:00.000Z</published><updated>2006-11-04T00:09:46.736Z</updated><title type='text'>O Jornal</title><content type='html'>A praça central é o principal afluente da cidade, todos os dias passam por ali milhares de pessoas que com um passo geralmente apressado se dirigem para os seus empregos ou para os seus compromissos. Aqui encontra-se um dos mais belos jardins de toda a região e a célebre estátua dos dois amantes que muitos juram que está encantada, à volta desta esplêndida praça podemos encontrar bancas de comerciantes ambulantes e várias casas de convívio que servem uma bebida exótica com um estranho nome, &lt;em&gt;café&lt;/em&gt;. Completamente desiludidos com o desfecho da nossa investigação sentamo-nos numa das esplanadas e pedimos três destas bebidas tão esquisitas.&lt;br /&gt;- Estamos num beco sem saída, quem quer que tenha morto o outro tipo, matou também o nosso homem mistério. - diz Lara desapontada bebendo um golinho deste líquido misterioso.&lt;br /&gt;- Vocês têm a certeza que querem continuar esta investigação, é que se estão a meter com alguém muito poderoso. - pergunta Diana bebendo com mais à vontade o seu &lt;em&gt;café&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;- Claro! - responde Lara apressadamente. - Eu não gosto de ser manipulada e vou exigir explicações a quem quer que esteja por detrás de tudo isto.&lt;br /&gt;A feiticeira vira-se para mim para tentar saber qual é a minha opinião.&lt;br /&gt;- Faço minhas as palavras da Lara, Diana.&lt;br /&gt;Ficamos por uns momentos em silêncio saboreando o &lt;em&gt;café&lt;/em&gt; e uns bolinhos caseiros bastante apetitosos.&lt;br /&gt;- Extra! Extra! Guerra cívil na República! Extra! - apregoa um vendedor de jornais.&lt;br /&gt;Lara e eu olhamos um para o outro.&lt;br /&gt;- Cav, tu não achas que...&lt;br /&gt;- Tenho quase a certeza, Lara. Rapaz, um jornal.&lt;br /&gt;- Tens a certeza do quê? - pergunta Diana sem perceber nada da conversa.&lt;br /&gt;- É uma longa história. - respondo abrindo o jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Parece incrível, mas após quase 2000 anos de paz a velha República entrou em guerra cívil. As notícias que nos chegam da capital são escassas e muito contraditórias, ao que parece tudo começou quando um homem tomou conta do Senado há alguns meses, desde então uma enorme instabilidade política tomou conta da República. Deram-se várias tentativas para depor este indivíduo misterioso que se auto-intitula de Iulius Caesar Magnus, mas todas falharam, ao que parece este homem possui um estranho sexto sentido que lhe permite reconhecer armadilhas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sexto sentido uma ova, ele possui é o Olho! - diz Lara zangada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Iniciou-se então um período bastante sangrento, uma era de prescrições como as realizadas pelo antigo Ditador romano Lucius Cornelius Sulla. Aqueles que não juravam fidelidade incondicional ao novo Imperador eram julgados e condenados à morte em plena praça pública. Os que conseguiram escapar criaram a facção republicana e reuniram um exército para destruir este vil homem.&lt;br /&gt;O Mundo está dividido em dois e espera impaciente pelo resultado final. Será este o fim do mundo que conhecemos? Que consequências trará esta guerra para as cidades estado independentes como Briseida? Este jornalista não tem respostas para estas perguntas e muitas outras, só espera que todo este conflito termine rapidamente e que Gaia respire paz uma vez mais.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- És senador, não és, Cav? O que vais fazer, vais juntar-te à facção republicana? - pergunta a feiticeira.&lt;br /&gt;- Desde a morte da Ela que esse mundo ficou para trás, sou um sonhador e acredito piamente em Roma e tudo o que representa, mas esta já não é a minha luta...&lt;br /&gt;- Mas a Ela não morreu, está viva.&lt;br /&gt;- Para mim continua morta, o que ela fez não tem perdão, pelo menos não ainda.&lt;br /&gt;A feiticeira coloca a sua mão sobre a minha e sorri.&lt;br /&gt;- Tás tão diferente, tão diferente.&lt;br /&gt;Sorrio e coloco a minha outra mão sobre a dela.&lt;br /&gt;- Como tu disseste, já não temos 15 anos.&lt;br /&gt;- Vocês já olharam bem para o rosto da Aquileia? - interrompe Lara. - Ela está a chorar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-116259898671445743?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/116259898671445743/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=116259898671445743' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116259898671445743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116259898671445743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/11/o-jornal.html' title='O Jornal'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-116251140652957105</id><published>2006-11-02T21:21:00.000Z</published><updated>2006-11-02T23:50:06.726Z</updated><title type='text'>O Homem Mistério</title><content type='html'>As investigações de Diana levam-nos à parte mais rica da cidade, uma zona composta por jardins magníficos e exuberantes e por luxuosas vivendas e &lt;em&gt;villas&lt;/em&gt;. De acordo com as informações da feiticeira a casa que procuramos fica mesmo em frente ao &lt;em&gt;Jardim dos Descobrimentos&lt;/em&gt;, um parque muito belo repleto de flores e árvores exóticas erigido em homenagem às descobertas de Aquileia e Éwon.&lt;br /&gt;- Então é aqui que se esconde o nosso homem mistério? - pergunta Lara admirando o desenho e a arquitectura da &lt;em&gt;villa&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;- Sim. - responde Diana. - Mas como já vos disse não creio que este homem seja um feiticeiro, não senti magia na sua aura.&lt;br /&gt;- Tens a certeza? Olha que a magia que matou o homem que recebeu o pacote parecia ser muito poderosa. - digo desconfiado.&lt;br /&gt;- E era, mas de uma coisa tenho a certeza, não foi este homem que a criou.&lt;br /&gt;- Então existe alguém por detrás de tudo isto? Alguém a quem este homem muito certamente serve? - pergunta Lara fitando a feiticeira.&lt;br /&gt;- Sem dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A porta abre-se e um criado muito velho e curvado aparece no interior.&lt;br /&gt;- O que desejam? - pergunta ele numa voz estranhamente forte.&lt;br /&gt;- Falar com o teu senhor. - responde Lara altivamente entrando sem cerimónia.&lt;br /&gt;- O que está a fazer? Retire-se imediatamente, não recebeu nenhuma autorização para entrar!&lt;br /&gt;- Eu tenho assuntos sérios para tratar com o teu senhor, velho, por isso faz-te útil e vai chamá-lo, ok? - diz a demónio num tom que não tolera contestação.&lt;br /&gt;- Como se atreve! - o velho servo agarra a demónio pelo manto e puxa-o com uma força surpreendente revelando o seu rosto. - Um demónio! - exclama ele assustado.&lt;br /&gt;- Faz o que te mando! - remata Lara aproveitando a sua reacção. O servo afasta-se rapidamente indo cumprir as ordens desta visita inesperada. - Aqui está uma criatura inferior que conhece o seu lugar, se ao menos todos fossem assim...&lt;br /&gt;- Ainda bem que não somos. - digo sorrindo.&lt;br /&gt;A feiticeira aproxima-se de mim e sem que a demónio note sussurra-me ao ouvido.&lt;br /&gt;- Ela é sempre assim?&lt;br /&gt;- Nem por isso, ela hoje até está bem disposta.&lt;br /&gt;Momentos depois surge o nosso homem mistério acompanhado pelo seu fiel servo, ao ver-nos fica ligeiramente nervoso.&lt;br /&gt;- O que desejam? - pergunta ele numa voz bem mais frágil do que a do seu velho servo.&lt;br /&gt;A demónio sem pensar duas vezes lança-se a ele agarrando-o pelo pescoço e encosta-o à parede.&lt;br /&gt;- Sabes bem o que é que nós desejamos. - diz ela com uma voz autoritária.&lt;br /&gt;- Bem disposta? - pergunta-me a feiticeira.&lt;br /&gt;- Sim...&lt;br /&gt;- Hm, imagino então como será ela maldisposta.&lt;br /&gt;- E-eu, e-eu não tive a culpa, foram as ordens que recebi, por favor tentem entender, eu até vos paguei muito bem.&lt;br /&gt;- Tu pagaste para entregar um pacote, não para matar um tipo. Diz-nos para quem trabalhas!&lt;br /&gt;- E-eu n-não posso, se o fizer sou um homem morto. - o homem começa a suar em bica e a tremer desenfreadamente.&lt;br /&gt;- Se não o fizeres também és um homem morto. - diz Lara sacando um punhal e apontando-o à barriga dele. - Sabias que sou uma assassina? Conheço muito bem a anatomia de todas as raças de Gaia, por exemplo, se te cravar o punhal aqui morres em questões de segundos, mas se por acaso to cravar aqui morres bem lentamente e com muitas dores. Por isso meu caro, é bom que cuspas o que sabes.&lt;br /&gt;- V-vocês vão deixar que ela me mate? N-não têm piedade? - grita o homem para mim e para a Diana quase a perder os sentidos.&lt;br /&gt;- Cav, tens a certeza que não é melhor intervires? - pergunta a feiticeira preocupada.&lt;br /&gt;- Tenho, é tudo bluff, acredita.&lt;br /&gt;- Cospe o que sabes. - rosna Lara pressionando o pescoço do homem já exasperada.&lt;br /&gt;- Está bem, eu conto.&lt;br /&gt;Lara sorri triunfantemente e liberta-o afastando-se uns passos. O homem massaja o seu pescoço dorido e olha para nós com um misto de raiva e de medo.&lt;br /&gt;- Eu não tenho escolha, pois não? Pois bem, não fui eu o causador da morte daquele homem, eu fui apenas um intermediário.&lt;br /&gt;- Quem era ele? - pergunto.&lt;br /&gt;- Eu não sei bem, sei apenas que andou a meter o nariz onde não era chamado, a fazer muitas perguntas e a criar instabilidade na cidade.&lt;br /&gt;- Quem o matou? - pergunta Lara impaciente.&lt;br /&gt;O homem abre a boca para responder mas nenhum som se escapa da sua boca, ao principio parece que se sente com falta de ar, mas pouco depois a sua cara começa a ficar muito vermelha e o homem cai de joelhos no chão agarrando-se ao pescoço e tentando a todo o custo respirar.&lt;br /&gt;- Magia! - grita Lara.&lt;br /&gt;- E poderosa! - diz Diana.&lt;br /&gt;Assim que tentamos fazer algo para o ajudar um som distinto de um pescoço a quebrar-se propaga-se pelo o ar e o homem cai no chão morto fitando o vazio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-116251140652957105?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/116251140652957105/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=116251140652957105' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116251140652957105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116251140652957105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/11/o-homem-mistrio.html' title='O Homem Mistério'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-116233289432814767</id><published>2006-10-31T19:52:00.000Z</published><updated>2006-10-31T22:14:54.716Z</updated><title type='text'>Um Novo Membro</title><content type='html'>O suave crepitar da lareira misturado com o doce aroma das ervas aromáticas tornavam o ar da salinha de estar simplesmente irresistível e acolhedor. Fecho os olhos e deixo-me enterrar profundamente na confortável poltrona de pele enquanto espero pacientemente pela anfitriã.&lt;br /&gt;- Vejo que não fizeste cerimónia e já estás bem instalado. - diz ela entrando na salinha segurando um tabuleiro com duas xícaras de chá, um bule com água a ferver e uns bolinhos de manteiga.&lt;br /&gt;- Sim, isto recorda-me os velhos tempos, parece que nada mudou. - digo sorrindo servindo-me de chá e bolinhos.&lt;br /&gt;- Estás a iludir-te, muita coisa mudou, já não temos 15 anos, estamos mais maduros, mais experientes. - diz ela sentando-se à minha frente observando-me por entre a leve névoa que se elevava da sua xícara.&lt;br /&gt;- Tens razão...&lt;br /&gt;A conversa morre repentinamente dando origem a um silêncio desconfortável que nenhum dos dois ousa quebrar.&lt;br /&gt;- Tive saudades tuas. - digo repentinamente. - Saudades do teu olhar, da tua voz, do teu perfume, da tua presença. Agora que olho para trás, aquela discussão parece-me tão estúpida.&lt;br /&gt;- E foi, mas como se costuma dizer, a verdadeira amizade não morre tão facilmente e também eu tive saudades tuas. - diz ela com um sorriso bebendo um pouco mais do seu chá de baunilha. - Como está a tua mulher?&lt;br /&gt;- Estamos separados, ai Diana, aconteceu tanta coisa na minha vida que não sei como é que continuo são.&lt;br /&gt;- Conta-me, afinal de contas sempre fomos confidentes.&lt;br /&gt;- Eu sei, mas eu nem sei por onde começar e nem te quero maçar com os meus problemas.&lt;br /&gt;- Não digas parvoíces, tu não me vais maçar, bem pelo contrário, essa tua voz é um bálsamo para os meus ouvidos. - os seus olhos verdes brilham ao dizer estas palavras e eu coro ligeiramente.&lt;br /&gt;- Com tais argumentos quem é que pode resistir, está bem, eu conto. - início então o meu relato desde a nossa separação até ao nosso reencontro. - E foi assim...&lt;br /&gt;- Eu nem sei o que dizer, até me fazes sentir um bocadinho culpada por não estar presente quando mais precisaste.&lt;br /&gt;- Não fiques assim, estávamos separados. - digo sorrindo. - E tu, o que tens feito?&lt;br /&gt;A feiticeira suspira, bebe mais um golo do seu chá e olha para mim intensamente.&lt;br /&gt;- Prefiro não dizer nada por agora, numa outra altura eu conto-te, se não te importas é claro.&lt;br /&gt;- Não, eu não me importo, mas tu não te escapas, minha feiticeira, vais ter de me contar. - digo sorrindo deliciando-me com os seus bolinhos de manteiga.&lt;br /&gt;- Suponho então que a tal ajuda que me pediste ainda há pouco refere-se a esse suposto feiticeiro, certo?&lt;br /&gt;- Certo! Segundo sei, para encontrar um feiticeiro, só um outro feiticeiro, por isso vim ter contigo.&lt;br /&gt;- Tens alguma coisa dele? Um pedaço de roupa, um cabelo ou simplesmente algo que ele tenha tocado?&lt;br /&gt;- Sim, os restos do tal pacote que te falei, toma. - entrego-lhe o que resta do embrulho. - Só mais uma coisa, como é que consegues viver nesta cidade, é tão diferente das lendas, as pessoas são intolerantes e xenófobas e parece que vivem com medo de algo, especialmente à noite onde ninguém anda nas ruas.&lt;br /&gt;- Eu depois conto-te, Cav, agora preciso de me concentrar para te dar as informações de que precisas. - a feiticeira levanta-se e dirige-se para a porta. - Antes de ires, tenho que te avisar de uma coisa, não confies em ninguém nesta cidade pois nada é o que parece.&lt;br /&gt;- Por essa ordem de ideias nem em ti devia confiar, Diana. - digo piscando o olho e beijando-lhe o rosto. - Já sabes onde me encontrar, até logo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bolas, já não era sem tempo, Cav, por onde é que tu andaste? - pergunta a demónio assim que abro a porta.&lt;br /&gt;- Estive com a minha amiga como te tinha dito, estavas preocupada?&lt;br /&gt;- Com a tua amiga? Este tempo todo? De certeza que estiveram a "matar" saudades, não foi? - continua ela.&lt;br /&gt;- Não foi esse tipo de saudades, sua pervertida, mas sim, estivemos a pôr a conversa em dia.&lt;br /&gt;- Pois... - diz ela desconfiada.&lt;br /&gt;- Acaso estás com ciúmes?&lt;br /&gt;- Ciúmes, eu? Claro que não, apenas estou curiosa. Quero saber se ela é bonita, interessante e acima de tudo se gosta de demónios.&lt;br /&gt;- Não sei, vais ter de lhe perguntar isso.&lt;br /&gt;- Oh, vá lá, diz-me quais são as suas fantasias, com o que é que se excita, que posições gosta e com que sexos é que gosta de ter prazer.&lt;br /&gt;- Tu és incrível, estamos a tentar resolver o nosso problema e tu só pensas em levá-la para a cama! - exclamo atirando-me para cima do colchão.&lt;br /&gt;- Hey, a vida não são só problemas, temos de descontrair de vez em quando e para mim não há nada como uma boa queca. - diz ela deitando-se ao meu lado beijando o meu pescoço.&lt;br /&gt;- Tu não mudas, pois não? - digo sorrindo.&lt;br /&gt;- Nunca, meu querido, nunca! - diz ela lambendo o meu queixo.&lt;br /&gt;- Já agora, ela aceitou em ajudar-nos.&lt;br /&gt;- Isso é bom, mas agora faz o favor de estar calado, está bem? - e sem mais palavras beija-me.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-116233289432814767?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/116233289432814767/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=116233289432814767' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116233289432814767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116233289432814767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/10/um-novo-membro.html' title='Um Novo Membro'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-116224755127253183</id><published>2006-10-30T20:55:00.000Z</published><updated>2006-10-30T22:32:31.443Z</updated><title type='text'>Reencontro</title><content type='html'>A porta abre-se violentamente e uma demónio furiosa entra de rompante.&lt;br /&gt;- Eu vou matá-lo! Eu vou esganá-lo! - grita ela atirando-se para cima da cama e agarrando-se à almofada.&lt;br /&gt;- Tem calma, primeiro temos de o encontrar. - respondo fechando a porta atrás de mim.&lt;br /&gt;- Como queres que tenha calma, ele usou-nos, Cav, usou-nos para fazer o seu trabalho sujo.&lt;br /&gt;- Eu sei, mas não podes agir assim, tens de ter calma e pensar bem antes de tomar uma decisão precipitada. - sento-me ao lado dela massajando-lhe os ombros tensos. - É óbvio que a pessoa que nos abordou não é um indivíduo qualquer, é alguém ligado ao oculto e às artes arcanas, pois ninguém na estalagem se lembra de o ter visto e isso é muito estranho.&lt;br /&gt;- Hmmm... - exclama ela deliciada. - Feiticeiro ou não quando eu o encontrar bem pode rezar a todos os seus Deuses e invocar todas as suas magias, isso não vai servir de nada, vai sentir na pele o preço de enganar um demónio.&lt;br /&gt;- És sempre a mesma, Lara, tu não mudas. - respondo sorrindo e beijando-lhe a nuca.&lt;br /&gt;A demónio vira-se para mim e beija-me nos lábios.&lt;br /&gt;- Esta cidade é muito estranha, reparaste que mesmo depois do estrondo ninguém veio ver o que se passava? As ruas continuavam desertas, os estores fechados e nem sinal da guarda... Cav, estou a ter o mesmo pressentimento que tive em &lt;em&gt;Unyard&lt;/em&gt;, algo não está bem e receio que o nosso homem mistério é apenas a ponta do icebergue.&lt;br /&gt;- Eu penso o mesmo, Lara, eu penso o mesmo... - digo levantando-me e dirigindo-me para a porta.&lt;br /&gt;- Onde vais? - Pergunta Lara levantando-se também.&lt;br /&gt;- Ter com uma amiga.&lt;br /&gt;- Uma amiga? Mas tu conheces alguém nesta cidade?&lt;br /&gt;- Sim...&lt;br /&gt;A demónio olha para mim desconfiada.&lt;br /&gt;- Então andámos este tempo todo à procura de um quarto para nada, podíamos ter ido para casa dessa tua "amiga".&lt;br /&gt;- A verdade é que eu não estava à espera de a voltar a ver, estamos de relações cortadas por uma idiotice, mas parece que vou ter de engolir o meu orgulho e dar o braço a torcer.&lt;br /&gt;- Eu vou contigo. - diz a demónio colocando o manto.&lt;br /&gt;- Não! Eu prefiro tratar disto sozinho. Até já.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu coração bate de ansiedade quando encontro finalmente a casa dela, as memórias há muito esquecidas das nossas aventuras percorrem uma vez mais a minha mente, entre elas está aquela discussão estúpida que nos separou durante todos este anos. O Destino tem destas coisas, afasta-nos de certos caminhos para depois nos lançar de volta para eles.&lt;br /&gt;Ouço passos no interior caminhando na minha direcção e a porta abre-se lentamente momentos depois. Os nossos olhares cruzam-se pela primeira vez desde a nossa separação e o meu coração explode de emoção.&lt;br /&gt;- Cav!? - Exclama ela surpreendida.&lt;br /&gt;- Olá Diana. - Respondo meio embaraçado.&lt;br /&gt;- Não estava à espera de te ver. - diz ela nervosamente ajeitando o cabelo. - O que fazes por aqui?&lt;br /&gt;- Preciso de ajuda, será que podes ajudar um velho amigo?&lt;br /&gt;A feiticeira sorri e abre a porta de par em par.&lt;br /&gt;- É claro que te ajudo, entra. Já agora, queres um chá?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-116224755127253183?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/116224755127253183/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=116224755127253183' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116224755127253183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116224755127253183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/10/reencontro.html' title='Reencontro'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-116163549374043167</id><published>2006-10-23T20:31:00.000+01:00</published><updated>2006-10-23T22:12:59.266+01:00</updated><title type='text'>O Pacote (2ª Parte)</title><content type='html'>Os candeeiros a óleo iluminam as ruas e vielas sombrias de &lt;em&gt;Briseida&lt;/em&gt;, por onde quer que olhemos não encontramos vivalma, como se o turbilhão de pessoas que se movimentam pelas ruas durante o dia tivesse simplesmente desaparecido sem deixar rasto. &lt;br /&gt;- Que esquisito, seria de esperar ver alguém nas ruas, assim como vemos em &lt;em&gt;Roma&lt;/em&gt; e noutras grandes metrópoles, afinal de contas, ainda não é assim tão tarde e há sempre quem goste do ar da noite... - Comento olhando em volta.&lt;br /&gt;- Sei lá, estes tipos são umas aberrações autênticas, se calhar têm medo do papão. - responde Lara sorrindo. - Ao menos lá arranjámos um trabalhinho, 30 moedas só para entregar este pacote, uff, o tipo devia estar desesperado.&lt;br /&gt;- Pois devia, é muito dinheiro para uma tarefa assim tão simples. O que achas que está aí dentro?&lt;br /&gt;- Não sei, mas aposto que deve ser algum presente para a amante. Machos, são sempre os mesmos, a esta hora deve estar com a sua mulher a dar uma festa importante, enquanto a sua rameira cuida dos bastardos.&lt;br /&gt;- Não generalizes, não somos todos assim.&lt;br /&gt;- Não? Meu querido, lá por tu não seres assim não quer dizer que os outros não sejam, vocês só pensam com o que têm entre as pernas e quem disser o contrário é um hipócrita e um mentiroso.&lt;br /&gt;- Olha quem fala, tu és fêmea e ages exactamente da mesma maneira.&lt;br /&gt;- Mas eu sou diferente! - diz a demónio arrogantemente.&lt;br /&gt;- Claro, és diferente... Não existe um ditado que diz, "pela boca morre o peixe"?&lt;br /&gt;- Cav, tu não me queiras comparar a seres inferiores, eu sou um demónio, tenho um apetite voraz e ninguém tem nada a ver com aquilo que eu faço ou deixo de fazer. Aliás, quando eu gosto de alguém eu sou... como é que vocês dizem, fiel?&lt;br /&gt;Desmancho-me a rir ao ouvir a demónio a dizer aquilo.&lt;br /&gt;- Tu, fiel? Oh Lara, só tu para me fazeres rir. Quem não te conheça que te compre, és demais!&lt;br /&gt;- É a verdade, o problema é que eu ainda não encontrei alguém que goste. - responde ela com um sorriso enigmático nos lábios.&lt;br /&gt;- Como assim que gostes, vocês demónios não amam, pelo menos é isso que me estás sempre a dizer.&lt;br /&gt;- Mas quem é que falou de amor? Refiro-me a outro tipo de gosto.&lt;br /&gt;- Não existe outro tipo de gosto, a não ser é claro o desejo sexual.&lt;br /&gt;- Pois...&lt;br /&gt;- Ui, essa doeu, isso quer dizer então que não estás muito satisfeita comigo.&lt;br /&gt;- Eu não disse isso...&lt;br /&gt;- Mas tu não me és "fiel", logo deduzo que não te satisfaça.&lt;br /&gt;- De certa forma até sou, mas à minha maneira.&lt;br /&gt;- À tua maneira, claro... - respondo sorrindo.&lt;br /&gt;- E com esta conversa da treta lá chegámos nós ao nosso destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A porta abre-se e um homem rude e de mau aspecto aparece diante de nós.&lt;br /&gt;- Trouxeram-no? - pergunta ele com maus modos.&lt;br /&gt;- Sim, aqui está.&lt;br /&gt;O pacote é-nos arrancado das mãos e a porta fecha-se num estrondo.&lt;br /&gt;- Uma vez mais fomos alvo da "simpatia" das pessoas desta cidade. - diz Lara sarcasticamente.&lt;br /&gt;- Sim, mas como vês o pacote não era para amante alguma, era para aquele tipo.&lt;br /&gt;- Se calhar era "o" amante.&lt;br /&gt;Começamo-nos a rir, mas de repente os nossos risos são abafados por um enorme estrondo que vem de dentro da casa onde acabámos de entregar o misterioso pacote.&lt;br /&gt;Corremos o mais depressa que podemos de volta ao local, arrombamos a porta e deparamo-nos com um espectáculo horrível, todo o interior estava carbonizado como se tivesse deflagrado um grande incêndio, no chão jaz um corpo carbonizado segurando ainda o pequeno pacote que lhe havíamos entregue minutos antes e nas paredes, marcado a letras vivas cor de sangue encontra-se a seguinte mensagem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Este é o preço a pagar a quem ousa desafiar-me!&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-116163549374043167?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/116163549374043167/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=116163549374043167' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116163549374043167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116163549374043167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/10/o-pacote-2-parte.html' title='O Pacote (2ª Parte)'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-116146597052583032</id><published>2006-10-21T21:40:00.000+01:00</published><updated>2006-10-21T23:08:43.883+01:00</updated><title type='text'>O Pacote (1ª Parte)</title><content type='html'>As horas passam e a nossa busca por uma estalagem que aceite demónios parece estar condenada ao fracasso, é incrível, mas numa cidade onde segundo a lenda todas as raças deveriam ser bem vindas só encontramos é racismo e uma profunda intolerância. Em quase todas as estalagens, bares, bordeis e alguns templos, encontramos afixados nas janelas ou nas portas avisos de interdição para uma determinada raça, infelizmente todos estes avisos, embora sejam diferentes em alguns aspectos, parecem concordar num ponto: "não atendemos demónios!".&lt;br /&gt;- Estou a começar a ficar farta disto! - grita Lara batendo com a porta da estalagem &lt;em&gt;Crescente Vermelho&lt;/em&gt; após ter quase esganado o dono depois de a sua entrada ter sido recusada.&lt;br /&gt;- Estás tu e estou eu, mas que cidade tão intolerante.&lt;br /&gt;- Percorremos todas as estalagens e hotéis, não há nenhum que me aceite! Como se atrevem eles a negar a entrada a demónios, afinal de contas, nem todas estas raças juntas chegam aos meus calcanhares.&lt;br /&gt;- Eles lá têm as suas razões e de certa forma até os compreendo, os demónios no passado causaram muita destruição nesta zona e nem todos eles são de fiar.&lt;br /&gt;- Pelos vistos não foi suficiente, devíamos ter arrasado esta cidade!&lt;br /&gt;- Bom, vamos continuar à procura, mas o melhor é usares este manto e tapares as tuas feições.&lt;br /&gt;- Estás a propor que eu me esconda? Que me cubra como uma fugitiva só para arranjar um quarto? Insultas-me, Cav!&lt;br /&gt;- Olha, Lara, põe de parte esse teu orgulho estúpido que já irrita e faz o que te peço, assim não dás muito nas vistas e talvez consigamos o que queremos. Afinal de contas, tu que és uma Assassina, sabes bem que em certas alturas convém estar disfarçado.&lt;br /&gt;A demónio resmunga qualquer coisa, mas lá acaba por aceitar o manto.&lt;br /&gt;- Desculpem. - diz uma figura que aparece subitamente das sombras. - Eu sem querer ouvi a vossa conversa e creio que vos posso ajudar. Conheço um local onde poderão ficar, vai custar-vos um pouco mais caro que o normal e os quartos não serão grande coisa, mas terão comida e calor.&lt;br /&gt;- E porque razão nos queres ajudar quando todos os outros nos fecham as portas? - pergunto desconfiado.&lt;br /&gt;- Porque &lt;em&gt;Briseida&lt;/em&gt; foi erigida para ser um porto de abrigo para todas as raças, e como podem ver tornou-se tudo menos isso.&lt;br /&gt;Lara e eu olhamos um para o outro para decidir o que fazer.&lt;br /&gt;- Aceitamos! - dizemos em conjunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem não se tinha enganado, o local para onde nos levou deixa muito a desejar, mas ao menos temos um quarto e comida à nossa disposição. Após um bom banho e um jantar delicioso decidimos descer até à sala comum, esta está impregnada de odores vários e de um ambiente simplesmente fantástico. Todos parecem divertir-se ao som de um bardo que conta uma história cómica, Lara e eu não nos fazemos esquisitos e sentamo-nos numa das mesas e juntamo-nos à diversão.&lt;br /&gt;- Desculpem incomodar-vos. - diz uma voz momentos depois. - Mas vocês parecem ser aventureiros com alguma experiência, será que estariam interessados num trabalhinho?&lt;br /&gt;Lara e eu viramo-nos para confrontar a voz, é um homem de meia idade, cabelo azul e olhos roxos, pelas suas roupas parece viver bem e pelo sinete que trás num dos dedos parece ser alguém de poder.&lt;br /&gt;- Depende do teor do trabalho. - responde Lara bebendo um trago de cerveja caseira.&lt;br /&gt;- É simples, preciso apenas que se dirijam à Rua das Amoras e entreguem este pequeno pacote no nº35.&lt;br /&gt;- Se é assim tão simples porque é que não o entrega pessoalmente?&lt;br /&gt;- Sou um homem de posses e detenho algum poder nesta cidade, como vocês já devem ter reparado, e há coisas que uma pessoa como eu deve evitar fazer pessoalmente para não criar conversas e boatos indesejáveis. - o homem tira de uma das mangas uma pequena bolsa. - Aqui estão 30 moedas de ouro, penso que é o suficiente para uma tarefa tão simples.&lt;br /&gt;- Está bem! - diz Lara pegando na bolsinha e sentindo-lhe o peso. - E para quando é a entrega?&lt;br /&gt;- Para esta noite. - diz o homem aliviado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-116146597052583032?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/116146597052583032/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=116146597052583032' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116146597052583032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116146597052583032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/10/o-pacote-1-parte.html' title='O Pacote (1ª Parte)'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-116129255990502220</id><published>2006-10-19T21:37:00.000+01:00</published><updated>2006-10-20T00:04:36.126+01:00</updated><title type='text'>Briseida</title><content type='html'>Após longos dias de viagem chegamos finalmente à bela cidade de &lt;em&gt;Briseida&lt;/em&gt;. A cidade é basicamente uma ilha enorme, muito bem fortificada e criada de modo a garantir aos seus habitantes uma defesa inexpugnável. Existem apenas dois pontos de entrada e/ou saída da cidade, o primeiro é através da entrada a Norte, cujos viandantes terão que atravessar a &lt;em&gt;Ponte de Cristal&lt;/em&gt;, a única entrada via terrestre, o segundo é através do &lt;em&gt;Porto das Nereidas&lt;/em&gt; no Sul, onde navios de todos os cantos de Gaia atracam diariamente trazendo consigo viajantes e mercadorias mirabolantes. &lt;br /&gt;Por ironia, ou talvez não, &lt;em&gt;Briseida&lt;/em&gt; pode ser considerada como uma cidade-estado, como aquelas da Grécia Antiga, possui um exército muito bem armado e disciplinado e uma marinha forte que controla os mares em redor. De acordo com a lenda, todas as criaturas são bem vindas, tanto as terrestres como as aquáticas ou qualquer outro tipo, pois sobre toda a cidade paira uma magia muito forte que permite a sobrevivência de todo o tipo de espécies. &lt;br /&gt;Mesmo no centro da cidade encontra-se uma estátua de pedra muito bem conservada, a estátua representa Aquileia emergindo do mar com o seu amor, já sem vida, nos braços. A imagem daquele momento tão dramático está tão bem reproduzida que por vezes muitos observadores afirmam a pés juntos que lágrimas de dor rolam do rosto de pedra daquela jovem mulher. Verdade ou não, isso não se sabe, talvez a fé em demasia faça ver coisas que não existam, mas muitos acreditam que quando Aquileia chora é sinal de grandes mudanças na cidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após atravessar a &lt;em&gt;Ponte de Cristal&lt;/em&gt;, Lara e eu dirigimo-nos para a estalagem mais próxima, estamos fartos de dormir sob as estrelas e depois de &lt;em&gt;Unyard&lt;/em&gt; decidimos nunca mais arriscar a parar em aldeias isoladas. Entramos numa que parece ser boa e acessível, &lt;em&gt;O Tritão de Ouro&lt;/em&gt;, o seu aspecto exterior chama a atenção e o bafo quente que vem de dentro recheado de um aroma divinal, convencem-nos de imediato. Assim que entramos a música e as conversas animadas cessam por completo e todos os olhares convergem para nós.&lt;br /&gt;- Cav, trata do pagamento que eu vou já para o quarto, preciso de um banho, estou imunda. - diz Lara indiferente aos espectadores e tomando a direcção das escadas.&lt;br /&gt;- Lamento, mas estamos cheios! - diz o estalajadeiro imediatamente, bloqueando o acesso aos quartos.&lt;br /&gt;- Está a brincar, a estalagem é grande e pelo que me parece só tem pelo menos meia dúzia de hóspedes. - digo.&lt;br /&gt;- Pois... Mas está a ver, é que...&lt;br /&gt;- É que nós não queremos essa laia na nossa cidade! - diz um dos hóspedes levantando-se e cuspindo para o chão enquanto fita desprezivelmente a demónio.&lt;br /&gt;- Laia!? LAIA!? Ouve lá, ó amostra de criatura, quem és tu para me falares dessa maneira!? - rosna Lara furiosa.&lt;br /&gt;- Eu sou um cidadão de &lt;em&gt;Briseida&lt;/em&gt; e não quero ter de aguentar o cheiro de demónios nojentos nos locais que frequento.&lt;br /&gt;Lara fica vermelha de cólera, seus olhos dourados parecem libertar chispas de raiva.&lt;br /&gt;- Como te atreves a falar-me dessa maneira, é melhor que retires o que acabaste de dizer ou daqui a poucos minutos irás é aguentar a longa fila de espera no Mundo dos Mortos.&lt;br /&gt;Dito isto mais quatro individuos se levantam preparados para auxiliar o seu amigo em caso de luta. O estalajadeiro desaparece na direcção das cozinhas e pouco tempo depois reaparece com um facalhão na mão.&lt;br /&gt;- Se eu fosse a ti pensava duas vezes antes de avançar mais um passo. - digo-lhe desembainhando a espada e colocando a lâmina bem perto do seu pescoço gordo.&lt;br /&gt;O homem recua e foge de volta para as cozinhas.&lt;br /&gt;- Metes-me nojo, como podes defender uma coisa destas. - diz o hóspede fitando-me com desdém.&lt;br /&gt;- Para já, a coisa tem nome, chama-se Lara, e depois, confio mais nela do que em qualquer humano deste Mundo.&lt;br /&gt;- Mas...&lt;br /&gt;- Caluda! O teu problema é comigo, por isso diriges-te só a mim, entendido? - diz a demónio sacando um pequeno punhal da bota.&lt;br /&gt;O hóspede sorri desdenhosamente confiante nos seus quatro companheiros, mas antes de ter tempo de dizer alguma coisa já o punhal de Lara voa pelos ares indo cravar-se a poucos milimetros dos seus genitais. O homem fica pálido como cal e o som de gases a serem expelidos faz-se ouvir ruidosamente no salão.&lt;br /&gt;- Como eu pensava, não passas de um cobardolas que nem sequer sabe controlar os seus intestinos. - diz Lara sorrindo desdenhosamente. - Dá-te por muito feliz por eu hoje estar demasiado cansada, ou obrigava-te a comer aquilo que acabaste de expelir. Ah, podes ficar com o punhal, é um presente meu. - e rindo a bandeiras despregadas vira-lhe as costas e sai calmamente da estalagem.&lt;br /&gt;- Só mais uma coisa - digo tapando o nariz. - queixavas-te do cheiro dela, mas olha que o teu é bem pior...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estás bem? - pergunto assim que abandono a estalagem.&lt;br /&gt;- Estou exausta e sem paciência alguma para estas criaturinhas que pensam que são gente só porque se governam a si mesmos. Preciso de um quarto para dormir e para tomar um bom banho! - suspira Lara.&lt;br /&gt;- O que não falta por aí são estalagens, tenho a certeza que encontraremos uma que aceite demónios.&lt;br /&gt;- Espero bem, senão &lt;em&gt;Briseida&lt;/em&gt; vai tremer ante a minha fúria. - diz ela sorrindo e piscando-me o olho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-116129255990502220?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/116129255990502220/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=116129255990502220' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116129255990502220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116129255990502220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/10/briseida.html' title='Briseida'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-116094433567877393</id><published>2006-10-15T21:08:00.000+01:00</published><updated>2006-10-15T23:53:09.513+01:00</updated><title type='text'>Aquileia e Éwon (3ª Parte)</title><content type='html'>"A feiticeira da ilha de &lt;em&gt;Lum&lt;/em&gt; era uma bela mulher, aparentava ter apenas 26/27 anos, a sua pele era macia e estava impregnada num adocicado aroma que deixava qualquer homem, ou mulher, loucos de paixão e desejo, os seus cabelos negros com vários rasgos de azul caíam pelas suas costas dando-lhe um aspecto místico, os seus olhos verdes como uma esmeralda eram simplesmente irresistíveis mas escondiam na sua íris uma alma perversa, fria, calculista e desprovida de qualquer sentimento. Era uma mulher poderosa que passava a maior parte dos seus dias criando novos feitiços e poções, lançando encantamentos e maldições e traçando e elaborando planos para aumentar a sua esfera de influência.&lt;br /&gt;Ninguém sabe quais eram os seus planos para Éwon, mas todos puderam constatar a sua raiva e a sua fúria no dia a seguir à sua fuga com Aquileia. Um grito enorme varreu a aldeia e pouco depois seguiu-se uma gigantesca onda que a engoliu, destruindo-a por completo e matando todos os seus habitantes. A partir daquele momento a feiticeira jurou vingança e transformou Aquileia em sua inimiga mortal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos passaram e tanto Éwon como Aquileia viviam imersos numa felicidade sem limites desconhecendo o destino da aldeia e da inimiga que haviam adquirido. Éwon mudara um pouco, tornara-se mais maduro e deixara crescer a barba, no seu ombro direito encontrava-se agora uma tatuagem de uma mulher cavalgando um golfinho e no seu peito uma profunda cicatriz marcava-lhe a pele dourada. Aquileia, essa, em nada mudara, continuava bela como sempre, talvez até ainda mais encantadora, apenas tinha olhos para o seu amado e em especial para aquela tatuagem e cicatriz. &lt;br /&gt;- O vento do Norte traz-me notícias de mudanças, meu amor. - diz Aquileia subitamente.&lt;br /&gt;- Como assim? - pergunta Éwon abraçando com mais força a sua mulher.&lt;br /&gt;- Não sei, é um pressentimento que tenho, algo vai acontecer...&lt;br /&gt;- Algo de bom, espero eu.&lt;br /&gt;- Não, sinto um gelo nos meus ossos, não é bom o que está para vir.&lt;br /&gt;Éwon olha preocupado para Aquileia e beija a sua testa.&lt;br /&gt;- Seja o que for enfrentá-lo-emos juntos, como sempre o fizemos.&lt;br /&gt;- Eu sei, meu amor, eu sei... - diz ela sorrindo e enroscando-se ainda mais nos braços fortes dos seu amado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pressentimento de Aquileia não podia estar mais correcto, poucos dias após aquela conversa uma temível tempestade abate-se sobre eles. Raios e trovões tomam conta dos céus negros, ventos fortíssimos arrancam os mastros e rasgam as velas e ondas enormes engolem o navio levando tudo à sua passagem. Aquileia e Éwon tentam combater a fúria da tempestade, mas os seus esforços são em vão, por mais que tentem o navio parece estar a ser conduzido pelos caprichos do mar. Subitamente dois raios atingem o barco, um cai sobre um dos mastros partidos e o outro sobre uma das velas rasgadas, originando um terrível incêndio. Éwon olha para Aquileia sem saber o que fazer, esta apenas sorri e dá a mão ao seu amado dizendo-lhe, «Segue-me», ele não hesita e sem pensar duas vezes e sem largar a mão dela atiram-se para as águas furiosas do oceano.&lt;br /&gt;Debaixo de água tudo é calmo, o barulho da tempestade cessa e as ondas enormes deixam de espalhar o seu terror, ao seu lado sempre sorridente está Aquileia que nem por um segundo lhe larga a mão, de tempos a tempos ela aproxima-se dele e beija-o dando-lhe o ar que ele tanto necessita para sobreviver neste mundo estranho. Por momentos tudo parece bem, tudo parece tranquilo e seguro, mas de repente algo acontece, uma força inexplicável prende-lhe o calcanhar e começa a puxá-lo para baixo, nervoso Éwon tenta escapar, mas a força é demasiado poderosa. Aquileia tenta ajudá-lo, mas os seus esforços são em vão, o que prende o seu amado não pode ser destruído, é uma magia demasiado poderosa para ela, tão poderosa que começa a puxá-la para longe, Aquileia tenta resistir, tenta manter-se presa à mão do seu amor com todas as forças do seu corpo, mas mesmo sendo filha de Aquiles, mesmo sendo bisneta de um titã, as forças falham-lhe e é levada para longe. Apenas se pode imaginar a dor que ambos sentiram naquele momento decisivo em que as suas peles deixaram de se tocar e ambos se separaram para sempre."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calo-me subitamente lembrando-me do momento em que Eleanora morria nos meus braços e eu nada podia fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Assim que se sentiu livre daquela força misteriosa, Aquileia nadou a toda a velocidade para junto do seu amor, mas já era tarde, Éwon estava morto. Desesperada a jovem pegou no corpo do seu amado e transportou-o de volta à superfície, para sua surpresa descobriu que se encontrava precisamento no mesmo local onde anos antes o tinha visto pela primeira vez. Aquileia tentou de tudo para resgatar o seu amor das garras da morte, mas de nada lhe valeu, Éwon partira para sempre e não havia nada a fazer. As lágrimas jorravam dos seus olhos como um rio imparável, as suas mãos trémulas acariciavam o corpo imóvel do seu amado e os seus lábios beijavam a sua pele salgada e a sua boca que outrora os recebeu com tanto amor e carinho.&lt;br /&gt;- Éwon, Éwon, que irei eu agora fazer sem ti? Como poderei continuar a viver sem o teu sorriso, sem o teu olhar confiante e sem a tua voz maravilhosa, como irei eu aguentar sem tornar a sentir o doce aroma da tua pele e o teu abraço forte nas noites sem luar? - Aquileia pousa a sua cabeça no peito dourado do seu amado. - Jurámos um ao outro que enfrentaríamos tudo juntos, não foi? Então o que faço eu aqui? Como posso eu deixar-te caminhar sozinho no mundo dos mortos? - sem pensar duas vezes, a jovem desembainha o pequeno punhal q se encontra no cinto do seu amado e crava-o directamente no coração.&lt;br /&gt;No alto da sua torre a feiticeira apenas sorri ante o final destes dois desafortunados amantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Deuses assistiram a tudo, Vénus abençoou aquela praia e Nereu, bisavô de Aquileia ergueu em sua honra uma cidade encantada, uma cidade onde criaturas marinhas e criaturas terrestres pudessem conviver juntas. Essa cidade recebeu o nome de &lt;em&gt;Briseida&lt;/em&gt;, pois era este o nome da filha que iria nascer do amor entre Aquileia e Éwon."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o que aconteceu à feiticeira? - pergunta Lara.&lt;br /&gt;- Ninguém sabe, alguns dizem que os Deuses a castigaram, outros dizem que ainda se encontra viva perpetuando os seus planos maquiavélicos.&lt;br /&gt;- Temos de descobrir, gostava de a conhecer.&lt;br /&gt;- Ai sim? E porquê, posso saber?&lt;br /&gt;- Gosto de desafios, meu querido, e ela parece-me ser um belo desafio. - Lara sorri e fita-me com os seus olhos dourados. - Farias o mesmo por mim?&lt;br /&gt;- Fazer o quê? - pergunto-lhe confuso.&lt;br /&gt;- Se eu morresse irias aos Infernos resgatar-me como fizeste com a Ela?&lt;br /&gt;- Isso não vai acontecer, minha demónio, eu nunca te deixaria morrer. - digo sorrindo.&lt;br /&gt;- Não me respondeste, Cav.&lt;br /&gt;- Iria sim, Lara, sem hesitar.&lt;br /&gt;A demónio sorri maliciosamente, mas sinto um estranho brilho no seu olhar que me deixa a pensar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-116094433567877393?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/116094433567877393/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=116094433567877393' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116094433567877393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116094433567877393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/10/aquileia-e-won-3-parte.html' title='Aquileia e Éwon (3ª Parte)'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-116085786511070345</id><published>2006-10-14T20:39:00.000+01:00</published><updated>2006-10-14T22:27:47.073+01:00</updated><title type='text'>Aquileia e Éwon (2ª Parte)</title><content type='html'>"Tanto Aquileia como Éwon estavam felizes, ambos haviam encontrado aquilo que muito poucos encontram, um amor verdadeiro, cada hora, cada minuto, cada segundo que passavam sem estar perto um do outro era uma tortura sem fim, uma dor que não tinha explicação. Éwon descuidava-se nos seus deveres, muitas vezes encontravam-no a olhar para o vazio ou sorrindo para as ondas, ninguém percebia o porquê deste seu comportamento e a pouco e pouco começavam a desconfiar se o rapaz não fora alvo de um feitiço ou se simplesmente enlouquecera. Assim, os seus pais observando o estranho comportamento do seu filho e vendo-o desaparecer durante largas horas todos os dias decidiram segui-lo, o que viram deixou-os surpreendidos. Ali sobre o extenso areal dourado encontrava-se Éwon, mas este não estava sozinho, ao seu lado estava Aquileia, nua como sempre e usando na cabeça uma coroa de flores feita pelo seu amado. Ambos trocavam beijos e palavras de amor eterno, ambos sorriam um para o outro e por vezes assim ficavam, sem dizer uma só palavra, comunicando apenas com o olhar e com o desejo das suas mãos. No final, e após um longo e demorado beijo, ambos se separam, Aquileia regressa ao mar e Éwon prepara-se uma vez mais para ir para casa, nos seus olhos estava estampada a angústia e o sofrimento da separação, mal sabia ele aquilo que o esperava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não vais voltar àquele sítio, meu rapaz! - Gritava o pai furioso.&lt;br /&gt;- Mas porquê, o que fiz eu de mal? - Éwon tentava a todo o custo perceber o que se passava, sentia-se como se lhe tivessem cravado um punhal no peito e só de pensar que podia nunca mais ver Aquileia empalidecia mortalmente.&lt;br /&gt;- Ainda perguntas? Foste enfeitiçado por aquela coisa, por aquela criatura em forma de mulher que te vai levar para a perdição.&lt;br /&gt;- Como podem dizer uma coisa dessas, a Aquileia é uma rapariga tão meiga, tão doce, ela nunca me faria mal, estamos apaixonados.&lt;br /&gt;- Não voltas para lá e acabou-se, meu menino! Amanhã vamos levar-te à feiticeira que vive na ilha de &lt;em&gt;Lum&lt;/em&gt; e ela levantará esse feitiço de cima de ti.&lt;br /&gt;- Mas... - Éwon cala-se, sabe que os seus pais já estão decididos e não há nada a fazer, apenas tem duas hipóteses, ou foge, ou nunca mais volta a ver Aquileia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coração fala sempre mais alto e Éwon nunca conseguiria viver sem ter Aquileia do seu lado, por isso pela calada da noite faz a sua trouxa e foge para a enseada. Ali encontra a sua amada sentada numa pedra observando a Lua e esperando ansiosamente pelo nascer do dia para uma vez mais encontrar o seu amor.&lt;br /&gt;- Aquileia! - grita Éwon ao vê-la. - Meu amor, estás aqui!&lt;br /&gt;A rapariga vira-se surpreendida e um sorriso com um misto de preocupação e de alegria sem fim desenha-se nos seus lábios.&lt;br /&gt;- O que fazes aqui a estas horas, está tudo bem? - Pergunta ela atirando-se nos seus braços.&lt;br /&gt;- Não, não está, meu amor, os meus pais seguiram-me ontem e pensam que tu me enfeitiçaste e me queres fazer mal, querem separar-nos para sempre.&lt;br /&gt;- Eu nunca te faria mal, eu amo-te mais que a minha própria vida. Queres que fale com eles?&lt;br /&gt;- Não vai valer a pena, eles são casmurros, se te apanham ainda são capazes de te matar. Eu não quero que isso aconteça, quero-te para sempre, meu amor, para sempre. - Ele abraça-a com força ao dizer estas palavras. - Queres fugir comigo?&lt;br /&gt;- Quero sim! - diz ela radiante. - Mas não irás sentir falta da tua cidade, dos teus pais e amigos?&lt;br /&gt;- Aquileia, eu prefiro a morte do que estar separado um segundo sequer de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A jovem convoca dois cavalos marinhos e juntos partem para bem longe iniciando assim as suas aventuras. Percorrem toda a Gaia conhecendo gente nova, fazendo inúmeras descobertas, enfrentando criaturas desconhecidas e dando origem a uma lenda. Infelizmente ambos desconheciam o que os esperava, a feiticeira da ilha de &lt;em&gt;Lum&lt;/em&gt;, a tal a que os pais de Éwon queriam levar, tinha planeado um final bem diferente para este romance, pois afinal de contas Éwon tinha-lhe sido prometido em casamento mesmo antes de nascer como paga por ter curado a infertilidade dos seus pais..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E depois? - Pergunta Lara fitando-me com os seus olhos dourados completamente perdida na história.&lt;br /&gt;- Amanhã, amanhã conto-te o final. - digo sorrindo.&lt;br /&gt;- Mas isso foi o que disseste ontem! Vá, conta lá o final, adoro estas tuas histórias se bem que tenham pouco sangue e sexo, mas mesmo assim estão bem contadas...&lt;br /&gt;- E depois eu é que sou pervertido, não é?&lt;br /&gt;A demónio sorri e atira-se para cima de mim.&lt;br /&gt;- Claro que és, queres ver a prova? - diz sorrindo e começando a desapertar-me o cinto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-116085786511070345?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/116085786511070345/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=116085786511070345' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116085786511070345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116085786511070345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/10/aquileia-e-won-2-parte.html' title='Aquileia e Éwon (2ª Parte)'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-116052023939310069</id><published>2006-10-10T20:28:00.000+01:00</published><updated>2006-10-12T16:12:16.126+01:00</updated><title type='text'>Aquileia e Éwon (1ª Parte)</title><content type='html'>"Reza a lenda que do amor entre Aquiles e Briseida nasceu uma bela rapariga de nome Aquileia, a sua beleza e o seu espírito guerreiro tornaram-se numa lenda e todos na Grécia Antiga desejavam desposar esta jovem provocante e irreverente. Infelizmente a sua beleza que cativava tanto Homens como Deuses criou-lhe inimigas inesperadas e poderosas, Afrodite que se sentia repudiada pelo seu amante, Ares, e até pelo seu marido, Hefesto, resolveu lançar sobre a pobre jovem toda a sua fúria e ciúme. Assim, num dia de calor enquanto Aquileia nadava nas águas calmas de um rio perto da sua casa, Afrodite prepara-se para lançar sobre ela uma terrível maldição, mas Hera ao aperceber-se do triste destino que esperava a neta da sua querida amiga Tétis, a nereida, decide intervir e envia-a para Gaia.&lt;br /&gt;Talvez Aquileia tenha sido a primeira humana a pisar o solo de Gaia, mas devido à sua ascendência divina, à sua beleza sem igual e aos seus poderes marinhos, a maioria das pessoas considerou-a uma semi-deusa ou até mesmo uma nova Deusa. Ninguém lhe ficava indiferente, era do estilo de pessoa que ou se adora sem limites ou se detesta com todas as forças do nosso ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns anos após ter chegado a Gaia, Aquileia abandonou quase por completo a terra firme, passava a maior parte dos dias dentro de água nadando livremente e conversando alegremente com as criaturas marinhas. Um dia estava ela sentada num extenso areal completamente nua e penteando os seus longos cabelos castanhos e enfeitando-os com fios de pérolas quando subitamente aparece num carreiro há muito abandonado um jovem rapaz. Aquileia envergonhada atira-se imediatamente para a água, mas talvez por mera curiosidade não conseguiu partir e ficou ali escondida, atrás de uma rocha observando em segredo o jovem. &lt;br /&gt;O rapaz de nome Éwon era um simples marinheiro que desde criança fugia para aquela enseada secreta com o intuito de passar algum tempo a sós e fazer aquilo que mais gostava, cantar. Mas Aquileia ainda não se tinha apercebido da voz do rapaz, os seus olhos estavam presos no seu rosto doce e firme e no seu tronco nú bem esculpido. Pela primeira vez em toda a sua vida a jovem sentiu-se erubescer, o seu coração disparou e da sua boca saiu um tímido "uau". &lt;br /&gt;Éwon era de facto um rapaz muito belo, a sua farta cabeleira loira cobria os seus olhos doces e perspicazes de uma forma quase indomável, a sua pele dourada pelo Sol brilhava de saúde e sensualidade e os seus músculos e peitorais firmes e bem delineados davam-lhe um ar quase divino. Sem saber que estava a ser observado, Éwon sentou-se na areia e começa a cantar, a sua voz melodiosa funciona como ingrediente final na paixão que começava a nascer dentro do peito de Aquileia, durante horas ela ali fica, observando-o e ouvindo as suas músicas, rindo e chorando conforme o teor da letra. O dia começa a entardecer e sem que ela se dê conta já as estrelas brilham no céu e a Lua dá o ar da sua graça, finalmente as melodias acabam e Éwon regressa acasa sem nunca ter percebido que estava a ser vigiado.&lt;br /&gt;Nos  dias seguintes, Aquileia regressa à enseada procurando e esperando pacientemente por aquele jovem, mas ele não aparece, durante 6 dias e 6 noites ela o espera, mas nem sinal dele, até que por fim, no sétimo dia ele aparece uma vez mais vindo do carreiro abandonado, senta-se precisamente no mesmo local e volta a cantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que belo rapaz! - diz ela suspirando envolvida naquela música tão acolhedora e quente sem se aperceber que falara em alta voz.&lt;br /&gt;Éwon ouve-a e pára imediatamente de cantar, levanta-se num salto e olha em todas as direcções perguntando naquela voz doce e sensual:&lt;br /&gt;- Quem está aí?&lt;br /&gt;Aquileia acorda abruptamente daquele sonho mágico e apercebe-se do que fez, o seu coração dispara e pela primeira vez na sua vida não sabe o que fazer ou o que dizer.&lt;br /&gt;- Quem está aí? - pergunta de novo Éwon. - Eu ouvi-te, é melhor mostrares-te!&lt;br /&gt;Coberta de vergonha Aquileia emerge das águas nua e extremamente embaraçada.&lt;br /&gt;- Fui eu quem falei, por favor perdoa-me, mas a tua voz é tão bela que eu não pude deixar de me levar por ela.&lt;br /&gt;Éwon esperava tudo menos aquela rapariga tão bela que acabava de sair das águas, o seu coração dispara ao ver o seu olhar e as suas formas sensuais e naquele momento recebe a fatal seta do Cupido no seu coração. Pode parecer incrível, mas ambos se apaixonaram um pelo outro no preciso momento em que se viram e embora nunca se tenham visto parecia que se conheciam à séculos. Éwon balbucia algo sem sentido, sorrindo e coçando o seu cabelo, Aquileia fixa o seu olhar num pedaço de madeira que jaz na areia e mordisca o seu lábio inferior. Sem que ambos se apercebam, depressa se encontram bem pertos um do outro, tão perto que até sentem a respiração pesada um do outro, mas por vergonha ou medo as coisas terminam por aqui e ambos correm como dois miúdos de volta para o seu mundo..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deito-me sobre o meu saco cama e fito as estrelas.&lt;br /&gt;- Ai, Cav, não páres agora, continua. - diz Lara beliscando-me o ombro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Embora tenham fugido a este primeiro encontro, a verdade é que a curiosidade e a atracção tomou conta deles e no dia seguinte lá estavam os dois de novo naquele areal maravilhoso. Desta vez nenhum deles fugiu, embora nervosos, ambos fecharam os olhos e trocaram o seu primeiro beijo, um beijo cheio de ternura e de descoberta, aquele que fica na nossa memória até ao resto dos nossos dias por nos sentirmos tão parvos na altura em que o demos. Esse seria o primeiro de muitos e o início de uma grande e bela história de amor." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Amanhã conto-te o final da história da fundação de &lt;em&gt;Briseida&lt;/em&gt;, mas agora estou muito cansado e quero é dormir. - digo beijando os lábios da demónio.&lt;br /&gt;- Humanos, sempre cansados... Mas conta-me, essa enseada ainda existe?&lt;br /&gt;- Sim, tomou o nome de &lt;em&gt;Enseada dos Amantes&lt;/em&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-116052023939310069?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/116052023939310069/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=116052023939310069' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116052023939310069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116052023939310069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/10/aquileia-e-won-1-parte.html' title='Aquileia e Éwon (1ª Parte)'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-116042617121966828</id><published>2006-10-09T20:33:00.000+01:00</published><updated>2006-10-09T21:36:11.486+01:00</updated><title type='text'>Rescaldo</title><content type='html'>Deixo-me ficar sentado numa pedra observando a demónio que mergulha despreocupadamente nas águas convidativas do lago. Contemplo os seus movimentos, as suas formas extremamente sedutoras e o seu sorriso de satisfação por saber que está a ser vista. Sinto uma vontade enorme de me juntar a ela, de beijar os seus lábios doces e de a possuir ali mesmo naquele lago, mas as memórias do que aconteceu ainda há pouco no vale voltam a assolar-me e esse desejo desaparece.&lt;br /&gt;- Porque não te juntaste a mim, a água estava óptima. - diz Lara sorrindo minutos depois ao sair do lago.&lt;br /&gt;- Precisamos de falar. - respondo.&lt;br /&gt;- Diz. - a demónio senta-se nua ao meu lado e coloca o seu braço em volta do meu pescoço enquanto me mordisca a orelha.&lt;br /&gt;- Como foste capaz de fazer aquilo? - pergunto indiferente aos seus avanços e carícias.&lt;br /&gt;A demónio pára o que está a fazer e fita-me intensamente com os seus olhos dourados.&lt;br /&gt;- Ela ousou tocar-me, ousou tentar transformar-me numa daquelas aberrações, ela mereceu totalmente aquilo que lhe fiz, mereceu cada grito que expeliu daquele corpo moribundo e decadente. No meu ponto de vista até acho que fui demasiado branda.&lt;br /&gt;- Demasiado branda!? Demasiado branda!? Lara, os seus gritos ainda ecoam nos meus ouvidos, fiquei enojado com aquela cena. - respondo exaltado levantando-me num pulo. - Eu não quero que voltes a fazer uma coisa daquelas, ouviste, não quero!&lt;br /&gt;- Não queres!? Não queres!? - grita a demónio irritada levantando-se também. - Mas quem és tu, humano, para me dizeres o que devo ou não fazer? Eu faço o que quero e o que me apetece e não serás tu que me vai dizer como agir.&lt;br /&gt;- Vou sim, Lara, vou sim! &lt;br /&gt;- Cav, eu já não sou a tua serva nem tu o meu senhor, sou livre, por isso vai dar ordens a outra!&lt;br /&gt;- Lara, se queres torturar e fazer o que te apetece, então fá-lo, mas sozinha! Recuso-me a ser parceiro de alguém tão vil e baixo.&lt;br /&gt;- Baixo!? Como te atreves, reles humano, eu sou uma demónio de pu...&lt;br /&gt;- Eu sei bem o que tu és, Lara, já estás farta de mo dizer. - grito extremamente irritado em plenos pulmões. - Mas eu digo-te uma coisa, pouco me importa o teu sangue ou a tua classe, pouco me importam os teus feitos extraordinários e as tuas habilidades sem par, neste momento olho para ti e sinto nojo, percebes, nojo!&lt;br /&gt;A demónio fita-me surpreendida sem saber o que dizer.&lt;br /&gt;- Eu...&lt;br /&gt;- Não digas nada! Queres fazer o que te apetece, não é? Pois então as nossas aventuras em conjunto terminam aqui, não quero pactuar contigo nestas coisas. - grito tirando a sua espada da bainha e atirando-a para o chão. - Agradeço esta tua oferta, mas já não vou precisar mais dela.&lt;br /&gt;- Estás a ser precipitado e a criar uma tempestade num copo de água, pensa melhor, não é caso para nos separarmos.&lt;br /&gt;- Lara, durante toda a minha vida combati criaturas como aquela em que te tornaste hoje de manhã e não será agora que irei ser companheiro de uma delas. - pego nas minhas coisas e coloco-as no dorso do meu cavalo.&lt;br /&gt;- Espera, em nome da nossa velha amizade.&lt;br /&gt;- É em nome da nossa velha amizade que eu estou a agir desta forma, senão as coisas seriam bem diferentes. - dito isto monto e preparo-me para partir.&lt;br /&gt;- Não vás, eu mudo se for preciso, mas não vás...&lt;br /&gt;Aquelas palavras caiem sobre mim como um balde de água gelada acalmando a minha ira e deixando-me confuso.&lt;br /&gt;- Como?&lt;br /&gt;A demónio não responde limitando-se a olhar para mim.&lt;br /&gt;- Não te estou a perceber, explica-te!&lt;br /&gt;- Eu não quero que vás, não quero que me vejas como um dos montros que combateste no passado, estou disposta a refrear os meus instintos mais animalescos, se for preciso.&lt;br /&gt;- Continuo sem perceber, Lara, estás disposta a mudar por um reles humano?&lt;br /&gt;- Estou disposta a mudar por ti e não por um reles humano.&lt;br /&gt;Desmonto e sorrio para ela.&lt;br /&gt;- Lara, Lara, estarás mesmo apaixonada?&lt;br /&gt;A demónio olha-me de uma maneira tal que por pouco não me arrependo do que disse.&lt;br /&gt;- Como te atreves! Eu não te amo apenas gosto de ti e nada mais, acho-te digno de partilhares a minha companhia e a minha cama, só isso!&lt;br /&gt;- Sentirias a minha falta se porventura tivesse partido?&lt;br /&gt;A demónio morde o lábio e desvia o seu olhar.&lt;br /&gt;- Sim...&lt;br /&gt;- Não digas mais, eu entendi. - digo sorrindo e aproximando-me dela.&lt;br /&gt;- Como assim, percebeste?&lt;br /&gt;- És um poço de contradições, sabias minha diabinha? Será por isso que te adoro tanto? - digo beijando os seus lábios e afagando os seus longos cabelos negros.&lt;br /&gt;- Não sei, meu humano pervertido, mas algo me diz que não é só por isso. - diz ela sorrindo e tirando a minha camisa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-116042617121966828?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/116042617121966828/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=116042617121966828' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116042617121966828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116042617121966828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/10/rescaldo.html' title='Rescaldo'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-116008814611423977</id><published>2006-10-05T23:34:00.000+01:00</published><updated>2006-10-05T23:42:26.176+01:00</updated><title type='text'>Unyard (4ª Parte)</title><content type='html'>Entro na câmara ansiando encontrar uma vez mais o espírito do feiticeiro, mas este não está lá, talvez tenha sido mesmo uma alucinação. Procuramos durante horas por uma saída ou por algo que nos possa ajudar, mas não encontramos nada de útil, apenas jóias e ouro, muito ouro, algumas armas encantadas mas que estão protegidas contra o roubo e muitos pergaminhos e livros repletos de feitiços.&lt;br /&gt;- Caramba! - digo finalmente. - A Lilian iria adorar isto.&lt;br /&gt;- Iria sim se ainda fosse uma feiticeira, mas ela agora é um anjo, já não faz magia. - diz Lara de costas para mim admirando as armas encantadas.&lt;br /&gt;- A Lilian um anjo, hm, como gostaria de a ter visto nessa forma. - uma nuvem de pó grosso liberta-se quando fecho um livro de capa azul. - Bom, sem uma feiticeira estes livros e pergaminhos não nos irão ser úteis.&lt;br /&gt;- Não há nada aqui que nos possa ser útil. - rosna Lara exasperada. - Armas encantadas que não podemos usar, magias que não sabemos controlar e ouro que nunca iremos poder gastar. Estamos aqui presos, Cav, presos!&lt;br /&gt;- Calma, Lara, calma, ainda não vimos o sarcófago.&lt;br /&gt;- Esse também não deve ter nada, apenas a gema que entregámos à Ursula. &lt;br /&gt;- Não custa nada tentar, aliás, eu não te contei, mas quando resgatámos a gema eu vi-o.&lt;br /&gt;- Viste o quê? O espírito do velho? - pergunta a demónio incrédula.&lt;br /&gt;- Sim, por momentos vi-o, mas depois desapareceu. Estava a querer dizer-me algo, mas eu não percebi.&lt;br /&gt;- E só agora é que mo dizes? Devias ter-me dito isso logo no início, Cav, não teríamos perdido este tempo todo.&lt;br /&gt;- Como assim? Não me digas que consegues invocar e conversar com espíritos. - digo sorrindo.&lt;br /&gt;- Hm, hm. - diz ela anuindo com a cabeça e aproximando-se do cadáver.&lt;br /&gt;- Mas tu és um demónio e não um anjo, pensei que só os anjos tinham essa capacidade.&lt;br /&gt;- Cav, os anjos e os demónios são feitos da mesma matéria, são como dois lados opostos da mesma moeda. Nós demónios fazemos o queremos, vivemos a vida de uma maneira egoísta, digamos assim, enquanto eles vivem para zelar pelo bem estar de todos, ou assim o dizem, pois no meu entender são uma cambada de orgulhosos que no fundo, no fundo querem é ser venerados. Basicamente temos os mesmos poderes, por isso é que as nossas guerras acabam sempre empatadas.&lt;br /&gt;- Sim...&lt;br /&gt;- Enfim, confia em mim humano, se eu te digo que sei falar com os mortos é porque o sei. Mais tarde conversaremos melhor, falar-te-ei de certas coisas sobre eles que vocês não sabem, vais ficar surpreendido e no final verás que eles não são assim tão bonzinhos como dizem ser. - a demónio pisca-me o olho e coloca a sua mão sobre o crâneo o feiticeiro começando a murmurar palavras incompreensíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sala fica gelada e um arrepio de frio percorre a minha espinha, a iluminação da câmara parece baixar consideravelmente e a sensação de um milhão de olhos a observarem-me de todos os lados invade-me. No canto da sala uma sombra começa a mexer-se, a princípio parece ser provocada pelo suave tremelicar da tocha, mas depois ganha forma e move-se na direcção da demónio.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Quem me ousa acordar do meu sono eterno?&lt;/em&gt; - pergunta com uma voz sobrenatural.&lt;br /&gt;A demónio morde o lábio e olha para mim antes de começar a falar.&lt;br /&gt;- Uma demónio que precisa de ajuda. - diz ela num tom de voz quase imperceptível.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Ajuda!? Um demónio? E porque haveria eu de ajudar uma criatura tão desprezível?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Noto um brilho de raiva no olhar de Lara que depressa desaparece.&lt;br /&gt;- Porque os mortos-vivos que estavam presos neste vale foram libertados.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Como? E quem foi que os libertou? Isto nunca deveria ter acontecido, nunca! Aquela bruxa não pode ficar à solta, tem de ser detida!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Nós sabemos disso, mas precisamos de saber como é que a "matamos", se é que se pode matar algo que já está morto?&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Nós? Quem está aí contigo?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Um humano. - diz Lara apontando na minha direcção.&lt;br /&gt;Sem saber o que fazer, esboço um sorriso e cumprimento-o.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;E-eu conheço-te, t-tu devias estar morto.&lt;/em&gt; - diz ele numa voz trémula.&lt;br /&gt;Lara e eu olhamos um para o outro.&lt;br /&gt;- Mas garanto-lhe que estou bem vivo. Precisamos da sua ajuda, a gema branca foi destruída e agora não sabemos como deter esta ameaça.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;A gema... Sim, sim, temos de a impedir. Mas o preço vai ser alto de mais para mim.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Como assim? - pergunta Lara.&lt;br /&gt;A voz do velho feiticeiro torna-se fraca e cansada como se todo o peso do mundo fizesse pressão sobre ela.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Terão de usar o diamante preto, uma jóia muito poderosa, mas que irá destruir todo este vale encantador. Quando digo tudo, digo mesmo tudo, vivos, mortos e almas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- A Ursula e os seus esbirros afastaram-se quando o viram, parece que pressentiam o seu poder.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Sim, ela sabe o que a pedra faz, mas desconhecia a sua presença. Aquela rameira, aquela traidora roubou-me tudo o que eu tinha de mais sagrado, por isso é que a amaldiçoei, a ela e a todos os seus seguidores. Infelizmente cresci nesta zona, este vale foi a minha casa durante longos anos, anos muito felizes, e por causa disso não fui capaz de o destruir. Mas esse era o meu destino, devia tê-lo cumprido, só os Deuses sabem quantos vivos foram corrompidos por ela...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Como é que activamos o seu poder? - pergunta Lara pouco interessada na história do feiticeira.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Hã? Paciência, minha filha, paciência. Eu sei que a minha história te aborrece, mas é tudo o que me resta.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Não devemos ficar agarrados ao mundo dos vivos, feiticeiro, devemos aceitar a morte e partir.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;É fácil para ti dizê-lo, demónio, não conheces a morte nem a dor da separação de pessoas que amamos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Dizes tu, feiticeiro, dizes tu...&lt;br /&gt;Olho para Lara intrigado, o que quererá ela dizer com aquilo?&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Mas tens razão, tudo não passa agora de memórias vãs, memórias de um espírito que já nem devia existir. Para activar a pedra terás de a colocar na mão de uma estatueta de ouro que se encontra na villa. A Ursula sempre desconheceu o propósito dessa estatueta e ainda bem, pois se soubesse o que ela faz muito certamente que já a tinha destruído.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- E como é que reconheço a estatueta?&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Simples, é uma réplica da Ursula. Irónico não acham?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Muito. - digo sorrindo.&lt;br /&gt;- E como é que saímos daqui, a entrada principal está guardada.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Por debaixo do sarcófago existe uma passagem que irá dar directamente à villa, uma vez lá dentro procurem pela estatueta, que, tendo em conta o narcisismo da Ursula, deve estar no seu quarto.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Obrigado. - diz Lara sorrindo.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Uma vez activada a pedra esta ficará branca e terão apenas quinze minutos para fugir da aldeia, se não conseguirem serão totalmente destruídos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O espírito desaparece momentos depois e seguindo as suas instruções afastamos o sarcófago e deparamo-nos com uma nova saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;em&gt;villa&lt;/em&gt; parece estar desabitada, todos os cidadãos da cidade encontram-se à porta do templo esperando por nós. Não perdemos muito tempo a encontrar o quarto, este está logo ao lado daquele por onde entrámos, infelizmente, embora os seus esbirros estejam à nossa espera junto do templo, Ursula encontra-se no quarto admirando-se ao espelho. &lt;br /&gt;- Ali está a estatueta. - sussurra Lara.&lt;br /&gt;- Sim, mas como é que vamos passar pela feiticeira?&lt;br /&gt;- Não te preocupes, eu trato disso, aquela cabra vai arrepender-se do dia em que ousou tocar-me. &lt;br /&gt;Lara e eu entramos no quarto sem cerimónia, Ursula ao ver-nos lança um grito de espanto.&lt;br /&gt;- Vocês? Mas como é que passaram pelos meus servos?&lt;br /&gt;- Isso é uma longa história, mas se eu fosse a ti preocupava-me com o meu bem estar. - diz Lara desembainhando a espada.&lt;br /&gt;Ursula sorri.&lt;br /&gt;- És uma idiota se pensas que podes ferir-me com essa espada.&lt;br /&gt;- Com esta espada? Não, só com ela não consigo, mas com a ajuda disto sim, aliás, com isto até te posso destruir. - a demónio sorri ao tirar de entre o seios o diamante negro.&lt;br /&gt;A feiticeira solta um grito de terror ao vê-lo e recua tapando os olhos.&lt;br /&gt;- Parece que o teu sorriso se desvaneceu, tu sabes bem que isto te pode matar, mas mais importante torna-te sensível aos meus golpes.&lt;br /&gt;Ursula murmura um feitiço mas Lara desfere-lhe um golpe no braço descarnado quebrando a sua concentração e fazendo-a urrar de dor.&lt;br /&gt;- Dói, não dói? - o olhar dourado de Lara parece deliciar-se com cada golpe e com cada grito de dor que é expelido do corpo moribundo da feiticeira. - Como te atreveste a tocar-me e a tentar matar-me? - grita a demónio deleitando-se com a tortura que inflingia na pobre mulher.&lt;br /&gt;- Pára, pára, por favor pára. - implorava Ursula chorando copiosamente e encolhendo-se a um canto com as mãos protegendo o rosto, numa tentativa infrutífera de fazer parar a dor.&lt;br /&gt;- Lara! - grito revoltado colocando a mão por cima do seu ombro. - Pára com isso, viemos aqui para a destruir, não para a torturar.&lt;br /&gt;A demónio olha para mim, nos seus olhos dourados está estampado um brilho louco e nos seus lábios um sorriso de puro prazer.&lt;br /&gt;- Ela merece, Cav, ela merece. - diz ela calmamente.&lt;br /&gt;- Não, ninguém merece ser torturado, ninguém! - grito furioso arrancando-lhe das mãos o diamante.&lt;br /&gt;A demónio não reage, observa-me sorrindo como se a minha fúria ainda a divertisse mais. Assim que coloco a pedra na estatueta esta torna-se branca e uma ligeira vibração faz tremer o candelabro.&lt;br /&gt;- Pronto, agora é melhor fugirmos, não temos muito tempo.&lt;br /&gt;- Antes de irmos há mais uma coisa que eu quero fazer. - diz a demónio olhando novamente para a Ursula. - Não a vamos deixar à solta, vamos acabar com ela.&lt;br /&gt;Lara pega na feiticeira e sussurra-lhe algo ao ouvido, algo que não consigo ouvir mas que é dito com um sorriso nos lábios. Ursula geme e treme, mas antes que possa fazer algo a demónio aproxima-a da estatueta e encosta o seu rosto ao diamante. A feiticeira solta um grito pavoroso e eu sou obrigado a desviar o olhar enquanto o seu corpo é consumido por chamas brancas. Sorrindo maliciosamente Lara corre dali para fora na direcção da estalagem e dos nossos cavalos, sigo-a e minutos depois estamos fora da aldeia e do vale. Com um brilho intenso tudo é destruído e o vale outrora verde e cheio de vida torna-se agora negro e estéril.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-116008814611423977?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/116008814611423977/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=116008814611423977' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116008814611423977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/116008814611423977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/10/unyard-4-parte.html' title='Unyard (4ª Parte)'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-115956904917360128</id><published>2006-09-29T21:49:00.000+01:00</published><updated>2006-09-29T23:36:10.176+01:00</updated><title type='text'>Unyard (3ª Parte)</title><content type='html'>As gargalhadas gélidas fazem-se ouvir novamente assim que eu e Lara desembainhamos as nossas espadas.&lt;br /&gt;- Vocês são de facto uns autênticos heróis, mesmo sabendo que estão em inferioridade numérica não se dão por vencidos. Louvo a vossa atitude, mas o vosso destino está traçado. - Ursula sorri novamente e com um gesto ordena aos seus esbirros para nos cercarem e prenderem.&lt;br /&gt;Lara e eu tentamos defender-nos mas eles são demasiados e acabamos por ser dominados. Ursula aproxima-se de nós com um sorriso triunfante e diabólico nos lábios - se é que se pode chamar àqueles pedaços de carne decomposta, de lábios -, com um movimento ligeiro coloca as suas mãos esqueléticas sobre as nossas cabeças e começa a murmurar palavras desconhecidas. Lara e eu debatemo-nos desesperadamente mas os nossos pulsos e as nossas pernas estão firmemente presas pelos restantes mortos-vivos que nos cercam. Um arrepio gelado percorre a minha espinha, começo a sentir a minha força a esvair-se, a minha energia vital a ser sugada por aquelas garras descarnadas; olho para a demónio e vejo que também ela está a sentir o mesmo que eu, os seus olhos dourados estão baços e a sua pele prateada está mais pálida do que é costume. Por momentos os nossos olhares cruzam-se e ambos sorrimos um para o outro como se nos estivéssemos a despedir, um sorriso sem malícia, sem desejo e sem segundas intenções, apenas um sorriso puro de amizade entre dois companheiros, amigos e amantes. Lara volta a debater-se num último acto de resistência e no processo a sua bolsa solta-se do seu cinto e cai no chão atirando cá para fora a gargantilha com o diamante negro. Ao vê-lo todos os mortos-vivos soltam um grito de pavor e recuam, a própria Ursula liberta-nos das suas garras medonhas e cambaleia para trás tapando os olhos com o braço.&lt;br /&gt;Lara e eu aproveitamos a oportunidade para reagir, pegamos nas nossas espadas que jazem no chão e na bolsa com o diamante e corremos o mais depressa que podemos para o interior do templo fechando as pesadas portas atrás de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exaustos, sentamo-nos no chão ofegantes.&lt;br /&gt;- Bolas, isto é que foi sorte. - diz Lara limpando o suor da testa.&lt;br /&gt;- Sim, os Deuses estavam do nosso lado. - respondo tentando sorrir.&lt;br /&gt;- Para a próxima, Cav, confia no meu instinto, eu bem te disse que estes tipos não eram o que pareciam, o meu faro nunca me engana.&lt;br /&gt;- Ai, Lara, está bem, não me batas mais com esse assunto.&lt;br /&gt;- É para ver se entra nessa cabeça dura. &lt;br /&gt;Olhamos um para o outro e começamos a rir.&lt;br /&gt;- Temos de encontrar uma maneira de sair daqui e de deter estes mortos-vivos. - digo momentos depois com uma expressão séria.&lt;br /&gt;- Bom, ao menos sabemos que este diamante os assusta e isso já é bom. - diz Lara contemplando a pedra.&lt;br /&gt;- Foi uma sorte teres roubado isso, se tivesses feito o que eu te tinha dito a esta hora éramos uns autênticos zombies.&lt;br /&gt;- Vês, eu tenho sempre razão, meu querido, sempre. - Lara sorri para mim e beija-me na boca.&lt;br /&gt;- Tu tens é um ego enorme, minha demónio, e uma sorte tremenda. - murmuro afagando-lhe o cabelo e retribuindo o beijo. - Temos de voltar à câmara, certamente que encontraremos algo lá que nos possa ser útil.&lt;br /&gt;- E se encontrarmos o espírito do velho?&lt;br /&gt;- Pedimos-lhe ajuda. - respondo levantando-me. - Depois do que passámos, estou por tudo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-115956904917360128?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/115956904917360128/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=115956904917360128' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115956904917360128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115956904917360128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/09/unyard-3-parte.html' title='Unyard (3ª Parte)'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-115922103167858134</id><published>2006-09-25T20:47:00.000+01:00</published><updated>2006-09-25T22:50:44.450+01:00</updated><title type='text'>Unyard (2ª Parte)</title><content type='html'>No dia seguinte Ursula guia-nos até ao templo, tanto eu como Lara ficamos um pouco admirados por este se encontrar em tão más condições, geralmente um templo é um dos edifícios mais importantes de uma cidade, vila, ou aldeia, é um local de culto e uma moradia temporária do Deus, ou Deuses, da região. Os seus jardins estão em péssimas condições, repletos de ervas daninhas e de árvores mortas; as colunas jónicas, outrora brancas, encontram-se partidas e negras; as telhas alaranjadas estão quebradas e cobertas de musgo e as colossais portas desta casa de culto estão seladas, intocáveis, e em seu redor podem ler-se uns caracteres estranhos, alguns consumidos pelo tempo, tornando impossível a leitura correcta da mensagem.&lt;br /&gt;- Mandámos selar as portas logo depois do incidente. - começa Ursula como se tivesse lido o nosso pensamento. - Com medo deste espírito inquieto acabámos por evitar este local tão adorado para nós.&lt;br /&gt;- Hm, o que diziam estas inscrições? - pergunta Lara passando os dedos sobre os caracteres firmemente marcados na parede.&lt;br /&gt;- Eu não sei, este templo já aqui se encontrava quando o meu tetra-avô mandou construir a &lt;em&gt;villa&lt;/em&gt;. - Ursula olha para mim tentando evitar o olhar de Lara. - Aqui está a chave que irá abrir as portas, segundo a lenda, a força do feiticeiro provinha de uma gema branca, se a destruirem, ou se ma entregarem, tenho a certeza que nos iremos livrar desta maldição. - Ursula sorri sedutoramente para mim e entrega-me a chave. - Serão bem recompensados se conseguirem salvar-nos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As portas fecham-se atrás de nós, o estado interior do templo está bem pior do que o exterior, estátuas dedicadas a Deuses estão espalhadas pelo chão irremediavelmente quebradas e desfiguradas, nas paredes pouco se reconhece dos ricos frescos que as enfeitavam e por todo o lado estão depositadas camadas e camadas de pó.&lt;br /&gt;- Viste a reacção dela quando lhe perguntei sobre a inscrição? - pergunta Lara virando-se para mim minutos depois de entrarmos. - Ela sabia muito bem o que estava ali escrito.&lt;br /&gt;- Sim, eu reparei, e reparei também que este lugar está abandonado há muito mais do que um ano. Tinhas razão, Lara, há algo que não bate certo nisto tudo.&lt;br /&gt;- Finalmente, Cav, começaste a pensar com o teu cérebro.&lt;br /&gt;- Mais vale tarde que nunca, como se costuma dizer. - digo sorrindo. - Bom, o melhor é continuarmos, mas com cuidado.&lt;br /&gt;Vamos penetrando cada vez mais no interior do templo, não encontramos nada de interesse, a maioria das coisas estão partidas ou simplesmente desfeitas pelo tempo. Passado uma hora sem encontrar nada de relevante, chegamos a uma abertura na rocha, à volta dela encontram-se novamente os caracteres que rodeavam a entrada deste edifício, mas infelizmente também estes se encontram ilegíveis. Após investigar por armadilhas ocultas, Lara dá-me o sinal de que podemos avançar, o que encontramos, deixa-nos sem palavras: uma sala forrada a ouro, repleta dos tesouros mais incríveis que podemos imaginar, no centro, encontra-se um enorme sarcófago de ouro, muito provavelmente a última residência do tal feiticeiro.&lt;br /&gt;- Olha para isto! - diz Lara mergulhando as mãos nos caixotes recheados de moedas e jóias. - Estamos ricos!&lt;br /&gt;- Não estamos aqui para roubar, Lara, estamos aqui para resgatar a tal gema.&lt;br /&gt;- Fala por ti, Cav, eu vou levar tudo o que me apetecer. - diz Lara admirando uns brincos de ouro e prata com esmeraldas incrustadas e uma bela gargantilha com um enorme diamante negro pendurado. - Que tal, achas que me ficam bem?&lt;br /&gt;- Lara, pára com isso e ajuda-me aqui a abrir o sarcófago.&lt;br /&gt;A demónio coloca os seus novos pertences na sua bolsa e juntos empurramos a pesada tampa. Lá dentro está um esqueleto segurando uma gema branca.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Eureka&lt;/em&gt;, encontrámo-la. - digo tirando a gema das garras do esqueleto.&lt;br /&gt;Assim que o faço um vulto negro aparece à nossa frente, os seus olhos estão tristes e os seus lábios movem-se, mas nenhum som se propaga.&lt;br /&gt;- O que é que se passa? - pergunta Lara batendo-me no ombro.&lt;br /&gt;- Não estás a vê-lo?&lt;br /&gt;- A ver o quê? Estou é a ver-te a ti com uma cara de parvo a olhar para o vazio.&lt;br /&gt;- Ali! Não o estás a ver? Está mesmo à nossa frente.&lt;br /&gt;- Cav, estás a começar a preocupar-me, explica-te!&lt;br /&gt;Esfrego os meus olhos e volto a olhar para o local onde se encontra o vulto, mas ele já lá não está, terá sido impressão minha? Talvez fruto da minha imaginação devido àquelas histórias do espírito do velho feiticeiro.&lt;br /&gt;- N-não é nada, Lara, vamos embora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ursula e todos os outros habitantes da pequena povoação esperam por nós cá fora, ao verem a gema nas minhas mãos soltam gritos e uivos de alegria.&lt;br /&gt;- Vocês são uns heróis, salvaram-nos. - diz Ursula não tirando os olhos da gema. - Agora por favor dêem-ma, para que a possa destruir e libertar finalmente o vale da maldição.&lt;br /&gt;Lara olha para mim e de certa forma compreendo-a, mas sorrio para ela tentando tranquiliza-la.&lt;br /&gt;- Aqui tem! - digo entregando-lhe a gema.&lt;br /&gt;No preciso momento em que o faço o céu escurece e aquela mão pálida e bela transforma-se rapidamente numa garra esquelética com pedaços de carne agarrada.&lt;br /&gt;- Finalmente! - grita Ursula. - Finalmente estamos livres! - e com uma palavra a gema desfaz-se. À nossa frente já não se encontra uma bela mulher, mas sim um morto vivo cujo olhar esverdeado se deleita com a nossa presença. - Agora vamos tratar de negócios, prometi-vos uma recompensa e tê-la-ão, o que pensam da vida eterna? - Uma gargalhada gélida é expelida do seu corpo sem vida e imitada por todos os outros habitantes, também estes mortos-vivos.&lt;br /&gt;- Vês, Cav, vês? Eu bem te dizia que havia algo de errado aqui! - grita a demónio sacando a espada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-115922103167858134?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/115922103167858134/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=115922103167858134' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115922103167858134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115922103167858134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/09/unyard-2-parte.html' title='Unyard (2ª Parte)'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-115914651465271840</id><published>2006-09-25T00:02:00.000+01:00</published><updated>2006-09-25T02:16:15.216+01:00</updated><title type='text'>Unyard (1ª Parte)</title><content type='html'>A pequena povoação de &lt;em&gt;Unyard&lt;/em&gt; está situada num belo e fértil vale, é um local pacato com meia dúzia de casas, uma estalagem, um templo e um modesto bordel. Toda a vida da localidade centra-se à volta de uma enorme &lt;em&gt;villa&lt;/em&gt; que funciona como uma espécie de câmara municipal e é a residência da dona das terras, a Dama Ursula Justa. Decididos a comprar mantimentos frescos e dormir, nem que seja por uma noite, numa cama macia e confortável, Lara e eu saímos da estrada para &lt;em&gt;Briseida&lt;/em&gt; e tomámos o rumo desta povoação.&lt;br /&gt;- Ai, que bom que é voltar a dormir numa estalagem. - digo atirando-me sem cerimónia sobre a cama.&lt;br /&gt;- Sim, também já estava com saudades, mas... - a demónio olha para mim com um semblante carregado.&lt;br /&gt;- ... Mas ainda estás com aquele pressentimento, não é?&lt;br /&gt;- É! Cav, há algo de errado aqui, eu não sei o que é mas consigo senti-lo.&lt;br /&gt;- Isso deve ser cansaço, as pessoas pareceram-me bastante simpáticas, até aquela tal de Ursula.&lt;br /&gt;- Oh sim, essa então foi simpaticíssima, não parava de te lançar olhares e sorrisinhos. Bolas, Cav, será que não te importas de pensar com a cabeça de cima para variar?&lt;br /&gt;Solto uma gargalhada&lt;br /&gt;- Olha quem fala, tu que estás sempre a pensar em perversões a dar-me lições de moral.&lt;br /&gt;Lara lança-me um olhar fulminante carregado de irritação.&lt;br /&gt;- Isto é sério, há algo neste local que me dá arrepios.&lt;br /&gt;- Hm, quem te vai dar arrepios sou eu, minha demónio, mas de prazer. - levanto-me e abraço-a por trás beijando maliciosamente a sua nuca e sussurrando-lhe ao ouvido. - Esquece isso e concentra-te noutra coisa.&lt;br /&gt;A demónio sorri e nada mais diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As roupas voam pelo ar enquanto as nossas línguas dançam ao ritmo do desejo, os nossos corpos anseiam um pelo outro de uma forma louca e incontrolável. A demónio atira-me sobre a cama e com um sorriso que só ela consegue fazer começa a lamber e a chupar o meu falo duro. Eu deixo-me levar pelas ondas de prazer que percorrem o meu corpo obrigando-me a soltar espasmos de incontrolável deleite, as minhas mãos afagam e puxam o seu cabelo acompanhando os movimentos ascendentes e descendentes e controlando de certa forma o ritmo e a intensidade. &lt;br /&gt;Subitamente ouve-se um bater na porta.&lt;br /&gt;- Que merda! - diz Lara irritada. - Não podiam ter escolhido uma melhor altura?&lt;br /&gt;- Ignora... - digo olhando para ela completamente rendido.&lt;br /&gt;As pancadas tornam-se mais fortes e insistentes e acabamos por ter de interromper o que começámos.&lt;br /&gt;- Mas o que é que se passa! - grita Lara abrindo a porta furiosa.&lt;br /&gt;Do outro lado encontra-se um rapaz de quinze anos que fica quase sem palavras ao ver uma demónio nua e furiosa à sua frente.&lt;br /&gt;- E-eu, v-venho entregar uma m-mensagem u-urgente. - diz o rapaz gaguejante e mais vermelho que um tomate. - A Senhora U-Ursula precisa de v-vos falar, pede para que v-venham imediatamente a c-casa dela.&lt;br /&gt;Lara bufa de raiva e o rapaz aproveita a deixa para fugir dali para fora.&lt;br /&gt;- Bom, é melhor irmos. - digo começando a vestir-me.&lt;br /&gt;- Ainda não. - diz Lara fechando a porta e sorrindo maliciosamente. - Temos algo para acabar.&lt;br /&gt;- Concordo, acho que o que quer que ela queira de nós poderá esperar mais uns quinze minutos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ursula Justa é uma mulher que gosta de conforto, a sua &lt;em&gt;villa&lt;/em&gt; é um exemplo disso, recheada com as melhores tapeçarias, quadros, móveis e tudo o mais que uma pessoa abastada possa querer. É uma mulher de 35 anos, muito bela e atraente, os seus olhos azuis reflectem uma personalidade forte e a sua roupa e jóias exibem a sua condição e classe. &lt;br /&gt;Somos recebidos com toda a cortesia, Ursula não poupa a esforços para nos agradar e para nos fazer sentir confortáveis, ao nosso dispor são colocados vários vinhos e iguarias. Ao ver que recusamos delicadamente tudo o que nos oferece expõe imediatamente o assunto.&lt;br /&gt;- Primeiro que tudo - começa ela com uma voz doce e agradável. - quero pedir-vos desculpa por vos ter interrompido, mas o assunto que vos traz aqui é deveras urgente. - faz uma pausa para bebericar um pouco da sua bebida e depois continua. - Esta pequena povoação está em perigo e eu não sei o que fazer, estou desesperada. Há um ano um dos meus empregados encontrou um túmulo muito antigo por debaixo do templo, levado pela cobiça e não lendo as inscrições nas paredes, decidiu abri-lo; pobre coitado, foi a última coisa que fez. Segundo a lenda, um temível feiticeiro foi ali enterrado e agora que foi acordado do seu sono eterno decidiu lançar uma maldição sobre todo o vale. Somos obrigados a ficar aqui, não podemos sair e se o tentarmos morremos. E-eu já não sei o que fazer - diz ela levando as mãos à cara e começando a chorar. -, as nossas colheitas estão a definhar, o nosso gado está a morrer, a caça e o peixe fugiram e os poços estão a secar, se isto continuar acabamos por morrer à fome e à sede. Mandei chamar-vos porque vocês parecem o estilo de pessoas que está habituado a este tipo de coisas, por isso eu peço-vos, não, eu imploro-vos, ajudem-nos!&lt;br /&gt;- Ora aí está porque é que pressentias algo de errado - digo baixinho virando-me para a demónio. -, o vale está amaldiçoado.&lt;br /&gt;- Sim, deve ser isso... - diz ela fitando intensamente a mulher. - Seja como for, devemos investigar.&lt;br /&gt;- Óptimo! Cara Senhora Ursula Justa, não se preocupe que nós vamos ajudá-la.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-115914651465271840?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/115914651465271840/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=115914651465271840' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115914651465271840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115914651465271840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/09/unyard-1-parte.html' title='Unyard (1ª Parte)'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-115887431135435533</id><published>2006-09-21T22:26:00.000+01:00</published><updated>2006-09-21T22:31:51.383+01:00</updated><title type='text'>Uma Noite de Lua Cheia</title><content type='html'>O suave crepitar de uma fogueira e o saboroso aroma de um guisado acabadinho de fazer espalham-se pelo ar fresco da noite. Uma figura solitária mantém-se sentada perto do lume envergando um prático manto de viagem e segurando um prato de guisado quentinho, o seu olhar perde-se no céu estrelado e na enorme Lua cheia como se tivesse sido privado de uma tal visão durante um longo período de tempo. &lt;br /&gt;- É linda, não é? - pergunta uma voz.&lt;br /&gt;A figura vira-se imediatamente deixando cair o prato, instintivamente leva a mão direita à cintura como se procurasse o punho de uma espada, mas essa já lá não se encontra, foi, contra todas as expectativas, quebrada por uma magia muito forte. &lt;br /&gt;- Quem está aí?&lt;br /&gt;Uns olhos dourados emergem subitamente das sombras fitando com um prazer indescritível a figura que agora se coloca de pé.&lt;br /&gt;- Ora, ora, mas será que já não reconheces a minha voz, Cav? - Uma mulher muito bela materializa-se à minha frente, os seus olhos cor de âmbar continuam presos nos meus, os seus lábios negros muito bem delineados exibem um sorriso sedutor mostrando os seus caninos afiados e uma língua marota, dos seus longos e lisos cabelos pretos emergem dois cornos retorcidos e a sua pele prateada parece reagir com a luz do luar dando-lhe um ar sobrenatural. Veste uma armadura de couro preto reforçado com metais, na cintura estão presas duas espadas curtas e nas botas acham-se escondidos dois punhais.&lt;br /&gt;- Lara?&lt;br /&gt;Ela avança para mim e lança-se nos meus braços dando-me um beijo na boca.&lt;br /&gt;- Sentiste saudades minhas, humano? - pergunta ela lançando um olhar esfaimado para o guisado.&lt;br /&gt;- O que estás aqui a fazer? Pensei que te tivesses ido embora para nunca mais voltar.&lt;br /&gt;- E era isso que eu queria fazer, mas depois encontrei a Melissa e o Orfeu e eles disseram-me que agora estavas sozinho, por isso decidi juntar-me a ti. - diz ela piscando-me o olho e servindo-se de um pouco de comida.&lt;br /&gt;- Mas como é que me encontraste, já não estamos ligados um ao outro.&lt;br /&gt;- Que pergunta parva, Cav, sou uma assassina, sei muito bem como encontrar os meus alvos. E devo dizer que vocês humanos sempre foram fáceis de encontrar, basta seguir o vosso cheiro fedorento.&lt;br /&gt;Sorrio para ela, não mudou nada, continua tão "adorável" como sempre.&lt;br /&gt;- Se "cheiro" assim tão mal, então porque é que gostas da minha companhia? - sento-me ao seu lado servindo-me também de um pouco mais de guisado.&lt;br /&gt;Ela limita-se a sorrir, mas não responde.&lt;br /&gt;- Olha lá, - pergunta ela momentos depois. - o que é que aconteceu entre ti e a Ela? Pensei que por esta altura estivessem bem instalados num quarto a matar saudades.&lt;br /&gt;- É uma longa história, depois eu conto-te. - bebo um pouco de água e depois olho para ela. - Porque é que o fizeste?&lt;br /&gt;- Fazer o quê? - pergunta a demónio fitando-me intensamente como se soubesse perfeitamente do que eu estava a falar.&lt;br /&gt;- Tu sabes, não te faças de parva, porque é que tu me salvaste? Não é teu costume teres estes rompantes de altruísmo.&lt;br /&gt;- Eu era a tua serva e tu o meu senhor, fiz apenas a minha obrigação.&lt;br /&gt;A demónio cala-se e percebo pelo seu olhar que não vale a pena insistir.&lt;br /&gt;- Ainda bem que aqui estás, tive saudades tuas.&lt;br /&gt;- Claro que tiveste, humano, serias louco se não sentisses a minha falta.&lt;br /&gt;- Quanta modéstia, quanta modéstia...&lt;br /&gt;- Já sabes o que vais fazer? - pergunta ela colocando o prato de lado e deitando-se na erva observando-me.&lt;br /&gt;- Vou para &lt;em&gt;Briseida&lt;/em&gt;, talvez lá arrange algum trabalho.&lt;br /&gt;- Óptimo, vamos tornar-nos uma dupla temível. - diz ela sorrindo. - Ainda agora percebi que ainda não te habituaste à ausência da &lt;em&gt;Elektra&lt;/em&gt;, levaste a mão à espada mas ela não estava lá.&lt;br /&gt;- É verdade, sinto-me nú sem ela, mas quando chegarmos à cidade irei comprar uma nova.&lt;br /&gt;- Até lá, podes ficar com uma das minhas. - diz ela pondo-se em pé e tirando uma das suas espadas curtas da cintura.&lt;br /&gt;- Lara, eu não posso aceitar, elas são tuas e sei como as estimas.&lt;br /&gt;- Cav, aceita, eu sei que contigo estará em boas mãos.&lt;br /&gt;- Ai, Lara, salvas-me da morte, corres para te juntar a mim e agora ofereces-me aquilo que mais prezas nesta vida, se não te conhecesse tão bem até diria que estavas apaixonada por mim. - digo piscando-lhe o olho.&lt;br /&gt;- Ah! deliras, só podes. Deves estar com sono, por isso toca a dormir que amanhã partimos cedo.&lt;br /&gt;A demónio volta a deitar-se e prepara-se para dormir, eu imito-a.&lt;br /&gt;- Lara, ainda bem que voltaste. - olho para ela ao dizer estas palavras e apesar de tudo iria jurar que um ligeiro sorriso se desenha nos seus lábios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-115887431135435533?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/115887431135435533/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=115887431135435533' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115887431135435533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115887431135435533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/09/uma-noite-de-lua-cheia.html' title='Uma Noite de Lua Cheia'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-115827529555079461</id><published>2006-09-14T23:59:00.000+01:00</published><updated>2006-09-15T00:08:15.640+01:00</updated><title type='text'>O Grupo Separa-se</title><content type='html'>Os primeiros raios de Sol penetram no quarto despertando-me do meu sono inquieto, os lençóis amarrotados e a almofada completamente empapada reflectem o meu estado de espírito durante aquela que considero a pior noite da minha vida. Felizmente a vida também tem coisas boas e não há nada como um bom banho quente para relaxar e colocar as ideias em ordem, deixo-me por isso ficar uma boa meia hora deitado na banheira inalando o vapor de água misturado com o cheirinho de sais de frutos. O meu coração ainda bate depressa quando penso na Ela, por minha vontade deixava tudo e entrava de rompante pelo seu quarto adentro colando os meus lábios aos dela e gritando bem alto o quanto a amava e que lhe perdoaria tudo, mas não posso, não consigo, algo dentro de mim impede-me de o fazer, o meu orgulho quiçá... Deixo-me afundar soltando poderosos suspiros dentro de água.&lt;br /&gt;Momentos depois desço para o salão, a falta da Elektra faz-me sentir nú e incompleto, durante estes anos habituei-me a tê-la sempre ao meu lado e agora, sem ela, é como se tivesse perdido um braço ou outra parte de mim. Encontro Melissa e Orfeu sentados numa mesa ao pé de uma janela, é incrível, ainda ontem isto parecia um campo de batalha com mesas viradas e corpos por todo o lado, e agora é como se o que aconteceu ontem nunca tivesse acontecido, as pesadas mesas de madeira estão bem pregadas ao chão e muito bem tratadas, os candelabros e candeeiros encontram-se bem firmes nos tectos e nas paredes, as janelas e as portas permanecem intactas e o piso de madeira lustroso e reluzente. Sento-me ao lado deles com um sorriso, eles retribuem-no, mas apenas por delicadeza e não por gosto.&lt;br /&gt;- Será que me podiam pôr a par de tudo o que aconteceu desde que defrontámos Gorath no deserto? - Pergunto calmamente enquanto devoro as torradas com manteiga e bebo o leite morno.&lt;br /&gt;Eles olham um para o outro incrédulos.&lt;br /&gt;- Não te lembras? - perguntam em conjunto.&lt;br /&gt;- Não... &lt;br /&gt;- De nada? - pergunta Melissa desconfiada.&lt;br /&gt;- Já te disse que não, e aliás, tu és uma sacerdotisa, devias saber que as vitimas de possessão raramente se lembram de alguma coisa. - atiro-lhe um bocadinho irritado com a desconfiança.&lt;br /&gt;Respirando fundo, Orfeu inicia o seu relato.&lt;br /&gt;- ... E foi basicamente isto que aconteceu.&lt;br /&gt;- Sim, muito resumidamente. - Diz Melissa sorrindo.&lt;br /&gt;- Hm, então a Lilian foi-se embora, a minha espada está partida e esta tatuagem é na realidade uma armadura? Bonito, bonito... E a Lara, onde está?&lt;br /&gt;- A Lara foi-se embora. - Diz Melissa bebendo o seu sumo.&lt;br /&gt;- Como assim, foi-se embora?&lt;br /&gt;- Ela não se despediu de ti? - Pergunta Orfeu.&lt;br /&gt;- Não, não me disse nada.&lt;br /&gt;- Esquisito...&lt;br /&gt;- Ela disse para onde ia?&lt;br /&gt;- Não, simplesmente disse que ia embora e hoje de manhã o seu quarto já estava vago.&lt;br /&gt;Acabo de beber o meu leite quando a Ela se senta mesmo à minha frente, os seus olhos estavam vermelhos, provavelmente de ter estado a chorar durante a noite, tal como eu. O seu cumprimento é quente e um sorriso tímido forma-se nos seus lábios, no seu dedo anelar encontro as alianças que lhe atirei, ao vê-las o meu coração dispara e coro involuntariamente.&lt;br /&gt;- Dormiste bem? - Pergunta ela lendo a resposta nos meus olhos.&lt;br /&gt;- Na medida do possível... E tu?&lt;br /&gt;- Também... Ouve, será que podemos falar um pouco melhor sobre a conversa de ontem?&lt;br /&gt;- Não há mais nada para falar, está tudo dito.&lt;br /&gt;- Está bem. - diz ela visivelmente entristecida.&lt;br /&gt;Um silêncio profundo instala-se na nossa mesa, por fim, Melissa diz qualquer coisa.&lt;br /&gt;- Cav, eu e o Orfeu decidimos partir, vamos para Luthein, existe lá um templo e quem sabe talvez precisem dos serviços de uma sacerdotisa e das histórias de um bardo.&lt;br /&gt;Tendo em conta o estado das coisas, esta declaração não me surpreendeu.&lt;br /&gt;- Eu compreendo, espero sinceramente que consigam arranjar alguma coisa por lá. Quando partem?&lt;br /&gt;- Daqui a uma hora. Bom, agora vamos preparar as nossas coisas, até já!&lt;br /&gt;E sem dizerem mais nada levantam-se e seguem para o quarto.&lt;br /&gt;- Bom, parece que ficámos só nós os dois, como antigamente. - diz Eleanora piscando-me o olho.&lt;br /&gt;- Eu também tomei uma decisão, Ela, vou partir, procurar aventuras por esse mundo fora.&lt;br /&gt;- Eu posso ir contigo, éramos e podemos voltar a ser uma dupla. Ainda te lembras das nossas aventuras?&lt;br /&gt;- Como me poderia esquecer, está tudo gravado na minha mente, tintim por tintim, mas tudo isso passou, tu morreste e eu tive de continuar sem ti.&lt;br /&gt;- Mas estou aqui agora, à tua frente, eu amo-te Cav e eu consigo ler nos teus olhos que tu também me amas, nós...&lt;br /&gt;- Por favor, Ela! Não dificultes ainda mais as coisas. Eu, ainda sinto algo por ti, mas isso vai mudar, tem de mudar. Tudo o que quero agora é recomeçar do zero, viver cada momento como se fosse a primeira vez e depois, só muito depois, se tu ainda ocupares o meu coração então eu procurar-te-ei e retomaremos de onde acabámos, até lá, deixa-me sozinho e em paz.&lt;br /&gt;Levanto-me e dirijo-me para as escadas.&lt;br /&gt;- Só mais uma coisa, vou acompanhá-los até saírmos do Mundo Inferior, se quiseres vir connosco não colocarei objecções, mas depois cada um seguirá o seu caminho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-115827529555079461?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/115827529555079461/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=115827529555079461' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115827529555079461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115827529555079461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/09/o-grupo-separa-se.html' title='O Grupo Separa-se'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-115818925008752151</id><published>2006-09-14T00:09:00.000+01:00</published><updated>2006-09-14T00:14:10.106+01:00</updated><title type='text'>Ilusões Desfeitas</title><content type='html'>A Eleanora abriu-me a porta com um grande sorriso nos lábios, seus olhos verdes miravam-me de alto a baixo brilhando com puro deleite. Ela está ainda mais magnífica do que aquilo que me lembrava, os seus cabelos cor de fogo estão apanhados com um gancho de madrepérola em forma de cisne, seus lábios bem delineados conservam ainda um pouco daquele batôn tão gostoso que tantas vezes saboreei nos nossos demorados e molhados beijos, a sua pele macia e sedosa ainda exala o seu perfume característico, o odor de orquídeas selvagens e aquela voz, aquela voz tão deliciosa que nos encanta e nos prende logo na primeira sílaba, faz-me simplesmente estremecer. O meu coração parece que vai explodir, parece que me vai saltar pela boca e por uns momentos esqueço-me do pergaminho e do que lhe venho perguntar, apenas anseio, não, desejo, beijá-la e possuí-la ali mesmo, ao pé da porta, e retomar as loucuras que fizemos num passado agora tão distante. &lt;br /&gt;A elfo ajeita o seu fino robe de seda vermelha e convida-me para entrar, dois pauzinhos de incenso queimam lentamente ao pé da cama impregnando o ar com o seu odor curioso. Eleanora senta-se calmamente sobre a cama e pede para que me sente num pequeno sofá de verga, suspiro pesadamente e olho em volta admirando o seu quarto, dou por mim, por diversas vezes, a olhar por entre as abertas do seu robe, contemplando o seu corpo nú e as suas formas quase divinas, ela sorri ao apanhar-me num desses olhares mas nada faz para se cobrir um pouco melhor. Coro e decido finalmente inciar a conversa.&lt;br /&gt;- Ela, eu estive a ler a carta que a Tela te pediu para me entregares e...&lt;br /&gt;- ... e queres saber aquilo que ela escreveu é verdade, queres saber se a minha morte foi apenas uma encenação. - Finaliza ela.&lt;br /&gt;- Sim, é isso mesmo. Caramba, mesmo depois deste tempo todo ainda consegues prever as minhas acções. - Digo sorrindo enquanto me coloco mais confortável.&lt;br /&gt;Ela sorri e de seguida olha para mim com uma expressão muito séria.&lt;br /&gt;- Nunca te menti, e agora não iria ser a primeira vez, por isso, é tudo verdade, eu ajudei-a e a minha morte foi apenas uma encenação.&lt;br /&gt;Fico estarrecido ao ouvir aquilo, é como se um balde de água gelada tivesse acabado de ser despejado em cima de mim.&lt;br /&gt;- Eu... eu não posso crer...&lt;br /&gt;- Por favor, tenta entender a minha posição. - diz ela afagando a minha mão. - Eu sempre pensei que tudo iria acabar bem, que dentro de uns dias o tal Geon estaria morto e eu regressaria de novo ao mundo dos vivos. Eu apenas fiz aquilo que julguei melhor para ti.&lt;br /&gt;- Durante todo este tempo... - murmuro olhando o vazio - durante todo este tempo sempre me culpei pela tua morte e afinal de contas tudo isto não passou de uma ilusão!?&lt;br /&gt;- Por favor, tenta compreender, tu tinhas um espírito maléfico dentro de ti, eu própria conseguia senti-lo.&lt;br /&gt;- Eu abandonei tudo por tua causa, abandonei os meus homens, a minha carreira no Senado, o meu estilo de vida...&lt;br /&gt;- Cav, por favor, olha para mim e tenta entender-me, diz-me que me perdoas, que podemos começar tudo de novo.&lt;br /&gt;- Perdoar-te? Perdoar-te por durante dois anos ter praticamente morrido para o mundo? Por praticamente durante dois anos ter ficado com um enorme buraco no peito? Por descobrir que afinal de contas a mulher que eu mais amava nesta vida me traiu desta forma, que me causou tanta dor e desgosto? Diz-me, Ela, haverá perdão possível?&lt;br /&gt;A elfo deixa-se cair de joelhos fitando-me com os olhos marejados de lágrimas.&lt;br /&gt;- Não, não há perdão possível. O que te fiz não se faz, mas por favor, tenta entender, foi para te ajudar, foi por amor.&lt;br /&gt;- Por amor!? - Levanto-me irado - Por AMOR!? Pelos Deuses, Ela, como eu sofri ao ter que te enterrar, como eu sofri ao entrar na nossa casa, no nosso quarto e sentir o teu cheiro em cada divisão, em cada peça de roupa. Como podes ousar dizer que o que fizeste foi por amor, COMO?&lt;br /&gt;Ela fita-me em silêncio sem saber o que responder.&lt;br /&gt;- Tudo na minha vida foi uma ilusão, até tu, aquela que eu considerava uma âncora, um porto de abrigo, não passaste de uma ilusão!&lt;br /&gt;- Não, não...&lt;br /&gt;- Pois bem, tudo termina hoje! Se foi para me torturar desta forma que regressaste mais valia teres continuado morta, "meu amor"! - Dirijo-me para a porta em passadas grandes e furiosas.&lt;br /&gt;- Espera, por favor... - a sua voz é tão frágil que mal se pode ouvir.&lt;br /&gt;- Está tudo acabado, Eleanora, tudo! Toma, já não quero mais estas porcarias, já não significam nada. - Com os olhos cravejados de lágrimas atiro-lhe as duas alianças que mantive sempre com tanto carinho no meu dedo anelar.&lt;br /&gt;Fecho a porta com um estrondo e corro para o meu quarto sem saber o que fazer. Diz o ditado que a noite é boa conselheira, pois bem, esperarei pelo seu conselho, mas tudo o que mais anseio agora é chorar, chorar por ter sido um enorme idiota e ter sofrido tanto por alguém que não merecia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-115818925008752151?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/115818925008752151/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=115818925008752151' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115818925008752151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115818925008752151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/09/iluses-desfeitas.html' title='Ilusões Desfeitas'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-115792320790782417</id><published>2006-09-10T22:19:00.000+01:00</published><updated>2006-09-12T13:37:03.423+01:00</updated><title type='text'>Revelações</title><content type='html'>Acordo num pequeno quarto parcamente mobilado, em cima de uma mesa está o velho pergaminho, ainda por abrir, que Tela pediu a Ela para me entregar. Sorrio pensando na alegria que tive ao ver a elfo uma vez mais, parecia um sonho encontrar de novo aqueles olhos verdes tão expressivos e inteligentes, sentir outra vez o perfume doce da sua pele e ouvir aquela inesquecível voz que só de me lembrar causa um nó no meu coração. Por estar fraco e debilitado, não percebi muito bem como é que ela regressou, ou o que teve Tela haver com tudo isto, apenas outra imagem assombra o meu espírito, os olhos de Lara, tristes e distantes.&lt;br /&gt;Afasto o seu rosto da minha mente e levanto-me da cama, lá fora a tempestade continua a mostrar a sua força, e pelo que me parece, não se vai dissipar tão cedo. O som dos trovões e o flash dos relâmpagos são tão fortes e intensos que uma pessoa parece que vai ficar surda e cega ao mesmo tempo, a chuva, essa, cai sem piedade, com uma força e violência tal que os telhados mais fracos e os tecidos mais frágeis se desfazem ante a sua fúria. Abro a torneira da banheira e indiferente a este lamento da Natureza preparo um banho quente e relaxante. Antes de o saborear olho-me ao espelho, para satisfazer muito certamente aquele lado narcisista que existe em todos nós, o que vejo deixa-me espantado: no meu peito encontra-se uma tatuagem negra com a forma de um dragão e logo por baixo dela a cicatriz recente de uma ferida de flecha. Mal posso acreditar, mas verdade seja dita, não me lembro de nada, lembro-me apenas de ver Lilian a cair inconsciente sobre a areia escaldante do deserto e depois a ser ajudado pela minha amada Eleanora sob o atento olhar de Lara. Instigado pela curiosidade fecho a torneira e marcho para o quarto na esperança que aquele pergaminho me dê as respostas. &lt;br /&gt;O pergaminho é velho, o seu papel está amarelado e em algumas partes parece ter sido queimado, o seu selo é bem peculiar, impresso na cera vermelha está um brasão de armas em forma de dragão segurando com a boca a letra T e com a cauda a letra L. Assim que lhe toco com o propósito de o quebrar uma faísca vermelha é libertada e como por magia o pergaminho abre-se sozinho e umas letras igualmente vermelhas aparecem vindas do nada. Eis o seu conteúdo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Bravo guerreiro,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se estás a ler esta carta é porque o meu tempo de vida no teu mundo esgotou-se e a minha triste missão chegou finalmente ao fim. Quero primeiro que tudo pedir-te perdão pelo que te fiz e pela mágoa e dor que te causei, mas quero também que saibas, que se fiz o que fiz foi em nome de um Bem maior.&lt;br /&gt;Chamo-me Tela Leon e pertenço a uma raça muito antiga e poderosa cujo nome perdeu-se nas areias do tempo. Sou aquilo a que podes chamar de Vigilante, a minha missão é vigiar e eliminar possíveis ameaças ao bem estar dos habitantes de Gaia, tanto mortais como imortais.&lt;br /&gt;Infelizmente para ti os nossos caminhos cruzaram-se, e não, não foi em Kin que nos encontrámos pela primeira vez, embora essa tenha sido a primeira vez que me viste sob a forma humana. Tenho acompanhado os teus passos desde o teu nascimento, desde o momento em que abriste os olhos e contemplaste com profunda curiosidade o novo mundo que agora se deparava diante de ti.&lt;br /&gt;Imagino-te a perguntar o porquê de seres alvo da minha atenção, a resposta, meu caro, é simples, não era a ti que eu observava mas sim uma outra entidade que se escondeu dentro do teu corpo para fugir ao julgamento que o esperava. O seu nome era Geon, o meu grande amor, e foi precisamente graças à minha fraqueza que o deixei escapar e esconder-se dentro de uma criatura inferior, tu! Ai, como fui tola, como pensei que dando-lhe esta oportunidade ele redimir-se-ia de todos os males que fez, mas tudo o que fiz foi torná-lo mais forte e o seu espírito mais perverso e maléfico.&lt;br /&gt;Fui julgada pelo que fiz e como castigo fui forçada a caçar e destruir aquele que eu amava mais que a própria vida. A única maneira de o eliminar e cumprir a minha missão era enfraquecer o teu espírito de forma a que Geon tomasse o controlo. Uma tarefa dura, pois provaste quase sempre ser senhor de uma vontade inabalável e de uma força espiritual bastante forte. Finalmente consegui-o a 2 de Júlio de 2004DR, mas precisei da ajuda da tua amada Eleanora que na noite anterior concordou em auxiliar-me.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leio e releio vezes sem conta esta última parte, mal posso acreditar, a Ela nunca faria uma coisa destas, simplesmente não o faria. Inspiro profundamente e continuo a ler o que resta da mensagem.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;A sua "morte" possibilitou a libertação de Geon, mas não da maneira que eu esperava, o seu controlo era apenas parcial, no fundo eras tu que continuavas a controlar grande parte das acções, mesmo as mais desagradáveis, o teu objectivo era descer aos Infernos e libertar a tua amada, como tantos anos antes fizera Orfeu. Ela estava sob a minha influência e apesar de todos os meus esforços Geon não se libertou e tu recuperaste o total controlo das tuas capacidades, embora o meu amor começasse a ganhar forças. &lt;br /&gt;Decidi apresentar-me e oferecer-me a ti na pequena cidade de Kin, precisava de descobrir o estado de Geon, se estava ou não preparado para se libertar, vi que sim e uma vez mais usei uma outra amiga tua, a Meg, para desferir um novo golpe no teu espírito. O teu controlo ia caindo dia após dia, Geon ganhava força e a minha missão iria estar finalmente completa. Guiei-te até à pequena cabana de Lilian, um anjo orgulhoso que perdera as suas asas de uma maneira traumatizante, outra coisa de que não me orgulho de ter feito... Deixei que ambos se apaixonassem um pelo outro e na altura certa, usei-a como instrumento para libertar o meu amado.&lt;br /&gt;Finalmente obtive sucesso e Geon libertou-se apoderando-se completamente do teu corpo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preparo-me agora para o combate final, pressinto que vai ser uma luta difícil pois cometi um erro ao esconder Geon dentro de ti, o teu sangue é antigo e poderoso e este meu descuido pode custar-me a vida e selar o destino de Gaia. Mais não digo a teu respeito, em boa hora o saberás...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela última vez te peço perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cordialmente,&lt;br /&gt;Tela Leon&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som dos trovões havia parado e a chuva e vento pareciam agora mais calmos, infelizmente dentro de mim um turbilhão de sentimentos assolava-me causando mais estragos do que a violenta tempestade que ainda há poucas horas se abatia sobre a cidade. Levanto-me e rasgo aquele infame pergaminho, recuso-me a acreditar nele, especialmente na parte em que se refere à morte da Ela. Visto um robe e saio pela porta procurando pelo quarto da elfo em busca de explicações.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-115792320790782417?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/115792320790782417/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=115792320790782417' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115792320790782417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115792320790782417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/09/revelaes.html' title='Revelações'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-115775826120933984</id><published>2006-09-09T00:13:00.000+01:00</published><updated>2006-09-09T00:31:01.240+01:00</updated><title type='text'>Instantes Finais</title><content type='html'>O Cavaleiro encara a nova adversária com um olhar de puro espanto esquecendo-se por completo de Lilian que jaz à sua frente ainda inconsciente. Tela, aproveitando o impacto que provocou no espírito dele, avança temerariamente na sua direcção, completamente encharcada, devido à chuva que cai incessantemente lá fora, o seu aspecto em nada se assemelha a uma criatura deste mundo, o seu rosto outrora terno enfeitado com deliciosas sardas, encontra-se agora desfigurado pela pintura que se desfaz em contacto com as gotas de água, seus cabelos negros encaracolados, anteriormente bem arranjados, caiem agora pesadamente sobre os seus ombros e sobre o seu rosto e seus olhos castanhos, tão belos e puros que pareciam pulsar de vida, são agora frios e carregados de dor e ódio. Atrás dela entra uma segunda personagem que se mantém silenciosa e é praticamente ignorada por todos, excepto por Lara.&lt;br /&gt;- Tudo termina hoje, meu caro! - diz Tela secamente - Garanto-te que desta vez acabarei contigo!&lt;br /&gt;O Cavaleiro recompõe-se e sorri encantadoramente.&lt;br /&gt;- Duvido, meu amor, da última vez não foste capaz, o que te leva a pensar que irás conseguir agora? Aceita o facto que ainda me amas! - ele cala-se fazendo uma pausa estratégica para observar a reacção da sua rival, esta estremece involuntariamente dando a conhecer que o golpe fora certeiro. - Ah, o amor, que sentimento chato esse. Sofremos tanto em nome dele, cometemos loucuras em nome dele e perdoamos tudo em nome dele. E o pior de tudo, é que por vezes a distância e a ausência ainda o tornam mais forte. Somos de facto criaturas patéticas...&lt;br /&gt;Tela pára, esquecendo-se momentaneamente do que viera fazer e rende-se àquela voz tão cativante.&lt;br /&gt;- Junta-te a mim, meu amor, juntos poderemos conquistar o Universo, reinar para sempre como amantes que nunca deixámos de ser e tomar o lugar que é nosso por direito, o Trono Celestial!&lt;br /&gt;Ele aproxima-se dela tocando-lhe no rosto e afagando os seus cabelos, ante este toque quente e suave, sentindo o seu perfume, ela simplesmente fecha os olhos e sorri docemente como fez tantas vezes ao seu lado. Os seus lábios tocam-se trocando um beijo carregado de paixão e ternura, libertando toda a saudade genuína que os seus corações mantinham cativa. Mas desta vez é diferente, e Tela sabe-o, no meio do beijo uma pequena lágrima de dor escapa-se traindo-a e trazendo de volta as razões que a levaram até ele.&lt;br /&gt;- Pára! - diz ela quebrando a magia daquele beijo. - Por favor, pára! Só os Deuses sabem o quanto eu te amo, fomos feitos um para o outro e mesmo nesta hora tão amarga para mim eu não consigo deixar de sentir outra coisa senão amor. Mas tu tens de pagar pelos teus crimes e por um cruel destino, serei eu que terei de os expiar. Eu lamento imenso, mas tenho que cumprir a minha missão! - O seu rosto estava transfigurado pela dor, as lágrimas corriam como uma cascata pela sua face ante a ironia deste destino tão cruel.&lt;br /&gt;- Eu também lamento - diz ele limpando-lhe em vão as lágrimas. -, acabemos então com isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O combate travado por estas duas personagens é intenso, durante algumas horas nenhum dos dois parecia ter ganho vantagem, a sua destreza e habilidade na magia era inigualável, nem mesmo alguns dos mais poderosos e lendários feiticeiros do mundo conseguiria aguentar-se por tanto tempo lançando magias tão poderosas que abalavam as fundações do prédio e até da própria cidade. Um espectacular e alucinante efeito de cores, fumos e sons é expelido por toda a cidade até que por fim, tudo acaba tão depressa como começou. Tela, está de joelhos ofegante e o seu rival, embora exausto, sorri mostrando a sua superioridade.&lt;br /&gt;- Meu amor, eu disse-te que n irias conseguir, mas de uma coisa eu estou realmente espantado, não te contiveste, desta vez quiseste mesmo acabar comigo.&lt;br /&gt;- Eu... disse-te... isso... - diz Tela arfando e limpando as pesadas gotas de suor que lhe cobriam o rosto.&lt;br /&gt;- Tenho muita pena, sinceramente, mas vou acabar contigo.&lt;br /&gt;O Cavaleiro avança para ela soltando as garras dos seus punhos.&lt;br /&gt;- Espera... antes de me matares, eu quero saber como é que aumentaste e dominaste tão rapidamente este poder.&lt;br /&gt;- Foi a minha armadura, uma maravilha, feita de escamas de dragão, os verdadeiros mestres de magia.&lt;br /&gt;- Como eu suspeitava. - Tela fixa o seu olhar no dele e sorri. - Ela, faz o que tens a fazer.&lt;br /&gt;A figura silenciosa obedece imediatamente e colocando uma flecha no seu arco, aponta-a directamente ao peito do Cavaleiro.&lt;br /&gt;- Uma flecha? Tela, sinceramente esperava mais de ti! As armaduras de dragão são as mais poderosas do mundo, nada as afecta, nada! - diz ele sorrindo.&lt;br /&gt;- Errado! - diz Tela tão confiante que espalha a dúvida no seu adversário. - Existe algo que afecta uma armadura de dragão, uma flecha criada a partir de um dente deles.&lt;br /&gt;A flecha parte imediatamente, certeira em direcção ao peito do Cavaleiro. Este mal tem tempo de reagir, apenas de ouvir o som da sua armadura quebrar-se e de sentir a sua ponta penetrar a sua carne. Sem ter plena consciência do que aconteceu ele recua uns passos e leva a mão à ferida que acabara de sofrer. As suas pernas ficam bambas e sem se poder aguentar por mais tempo em pé cai no chão sentindo o sangue quente escorrendo pelo seu corpo.&lt;br /&gt;Satine que assistia a tudo deleitada, solta um grito de dor e corre na direcção do seu adorado amante, suas mãos nervosas arrancam a flecha do seu peito libertando ainda mais o fluxo da hemorragia.&lt;br /&gt;- Cabra! - grita ela chorando copiosamente. - Vais pagar!&lt;br /&gt;E sem pensar duas vezes atira-se a Tela com o intuito de acabar com a sua vida. Uma outra seta é disparada e crava-se no pescoço da vampira detendo o seu avanço e cortando-lhe a voz.&lt;br /&gt;- Tenho pena de ti, criatura das trevas, pois tal como eu, és prisioneira do amor. - diz Tela levantando a mão e conjurando um feitiço. - Espero que encontres a paz no local para onde te vou mandar.&lt;br /&gt;Uma luz azul é libertada da sua mão cobrindo por completo a vampira. O seu corpo contorce-se convulsivamente e depois desaparece deixando no seu lugar cinzas, a flecha e um pequeno anel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tela levanta-se e aproxima-se do corpo de Cavaleiro que ainda respira mas com dificuldade. &lt;br /&gt;- Agora nós, meu amor. - diz ela beijando carinhosamente a fronte dele.&lt;br /&gt;Colocando a mão por cima do peito dele, Tela invoca mais uma vez o seu poder, dos seus dedos uma luz lilás é expelida e cobre por completo tanto o seu corpo como o do Cavaleiro. Ele estremece e um vulto negro levita no ar olhando em volta tristemente.&lt;br /&gt;- Aqui estás tu, meu amor. - diz Tela com amargura. - Como te prometi, irei cumprir a minha missão até ao fim.&lt;br /&gt;Os seus lábios movem-se mas nenhuma palavra é expelida.&lt;br /&gt;- Lilian - diz esta mulher poderosa virando-se para o anjo já desperto e assistindo a tudo isto fascinado. -, vou precisar da tua ajuda. Lembras-te do que te disse sobre as tuas asas? Pois bem, chegou a altura de o provares, o teu amado está neste momento entre a vida e a morte e não há feitiço no mundo capaz de o retirar do limbo, apenas tu o poderás salvar, mas para isso terás que abdicar da tua condição de anjo para o trazer de volta. &lt;br /&gt;Lilian olha para ela receosa, desde que a deixara que temia aquela escolha.&lt;br /&gt;- Eu... Eu não sei... - diz a anjo hesitante.&lt;br /&gt;- O tempo urge, Lilian, tens que te decidir, vais abdicar ou não!&lt;br /&gt;- Mas isto é tudo tão repentino, as minhas asas voltaram e agora tenho que as perder de novo?&lt;br /&gt;- Sim ou não! - repete impacientemente Tela.&lt;br /&gt;- NÂO! - responde Lilian nervosamente e libertando lágrimas de dor. - Não, não e não, eu amo-o, mas não sou capaz de me separar das minhas asas de novo, simplesmente não consigo.&lt;br /&gt;E dizendo isto sai do salão e afasta-se daquela estalagem voando para parte incerta.&lt;br /&gt;- E agora? - Pergunta Lara.&lt;br /&gt;- Agora, querida demónio, o Cavaleiro está perdido.&lt;br /&gt;- Mas não há nada que possamos fazer? - Pergunta Eleanora.&lt;br /&gt;- Não, o anjo era a única opção, sem ele, o vosso amigo está perdido. Para o trazer de volta é preciso uma força bem poderosa.&lt;br /&gt;- E eu? - Pergunta Lara aproximando-se e ajoelhando-se junto do Cavaleiro.&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Eu e o Cav estamos ligados através de magia, eu sou a escrava dele e ele é o meu senhor, não poderá ser essa uma opção?&lt;br /&gt;- Talvez... Não tinha pensado nisso, essas magias são bem poderosas e são capazes de unir duas pessoas para o resto da vida. - diz Tela pensativamente. - Estarás disposta a cortar o teu elo com ele? É a única forma...&lt;br /&gt;A demónio estremece ao ouvir isto e fixa o seu olhar no rosto quase puro do seu amante.&lt;br /&gt;- Sim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usando a ligação que une os dois, Tela consegue puxar de volta o espírito perdido do Cavaleiro. A magia que liga a demónio ao seu amante desfaz-se imediatamente e uma sensação estranha invade o corpo de Lara. É livre finalmente e deveria estar contente, mas então porque razão sente um profundo pesar e mágoa? Porque se sente como se um buraco acabara de se abrir no peito? Estas e outras perguntas e sensações são rapidamente afastadas quando o seu companheiro volta a respirar livremente e a sua ferida fecha-se como por magia.&lt;br /&gt;- O meu trabalho está concluído. - diz Tela. - Ela, entrega isto ao Cavaleiro. Agora tenho de partir.&lt;br /&gt;A elfo recebe um pergaminho muito velho e observa o desenlace do triste destino da sua amiga. Envolta ainda numa luz lilás, Tela termina a sua magia, o espírito do seu amor dissolve-se por completo libertando um medonho grito. Deixando cair a cabeça e abrindo as portas do seu coração, a feiticeira deixa-se consumir pela sua própria magia.&lt;br /&gt;- Triste destino, o meu... - Diz ela antes de se suicidar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-115775826120933984?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/115775826120933984/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=115775826120933984' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115775826120933984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115775826120933984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/09/instantes-finais.html' title='Instantes Finais'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-115765584500006171</id><published>2006-09-07T19:54:00.000+01:00</published><updated>2006-09-07T20:04:05.063+01:00</updated><title type='text'>O Prenúncio do Fim</title><content type='html'>O homem caminha calmamente para o centro da sala detendo-se logo a seguir junto do corpo inanimado de Lilian, pouco se pode ver do seu rosto à excepção de um brilho sinistro no seu olhar. Atrás dele, uma segunda figura aparece vinda do nada, uma bela mulher com uma rude cicatriz, ainda recente, no rosto. A sala permance no mais profundo silêncio, assistindo com um misto de interesse e medo a estas duas novas personagens. O Cavaleiro agacha-se descobrindo o seu rosto e fitando o anjo inconsciente com um ligeiro sorriso nos lábios, seus dedos desapertam os botões da camisa de linho da doce Lilian, expondo à vista de todos os seus seios e a pérfida cicatriz que ele próprio criou.&lt;br /&gt;- Pára de lhe tocar! - grita Melissa que não mais podia conter o seu ódio por tal pessoa. - Tira essas tuas patas sujas de cima dela, seu nojento!&lt;br /&gt;Os olhos dele fixam-se na direcção da voz, são frios e calculistas, desprovidos de qualquer sentimento.&lt;br /&gt;- Ora, ora, se não é a sacerdotisa de Juno. - diz ele afectando um sorriso. - Descansa, minha cara, eu já vou tratar de ti, deixa-me apenas enviar esta mulher para o local de onde nunca deveria ter saído.&lt;br /&gt;Dizendo isto, a espada que se mantinha imóvel a pairar no ar, estremece e move-se lentamente.&lt;br /&gt;- Serás assim tão cobarde, Cav? Matar uma criatura inconsciente é desprezível, até mesmo para um demónio. - diz Lara.&lt;br /&gt;- Os fins justificam os meios, minha querida. - diz ele forçando a espada a colocar-se numa posição capaz de desferir um golpe mortal.&lt;br /&gt;- E vocês idiotas que estão a ver, vão deixá-lo matar o anjo? Não terão vocês a primazia de lhe tirar a vida? Irão deixar que este reles humano vos retire esse prazer? - continua a demónio incitando os seus irmãos de raça.&lt;br /&gt;O silêncio é quebrado e mais uma vez um burburinho inquietante faz-se ouvir, os demónios fixam os seus olhares irados no Cavaleiro e na sua concubina.&lt;br /&gt;- Ela tem razão! Afasta-te humano, a anja é nossa! - grita um deles.&lt;br /&gt;Todos os outros emitem gritos de apoio e sacam das suas armas para mostrar que os seus intentos são sérios. O Cavaleiro olha para cada um deles e ergue-se sem mostrar receio, calmamente despe o seu manto e revela a sua armadura esverdeada que o cobre por inteiro.&lt;br /&gt;- Se a querem - diz ele calmamente e com um ligeiro sorriso nos lábios. -, venham então buscá-la! &lt;br /&gt;O salão enche-se de gritos de guerra e desta vez todos se lançam contra o seu inimigo. Melissa, Lara e Orfeu vendo-se livres dos seus carcereiros temporários apressam-se a puxar Lilian para si enquanto todos se concentram naquele humano insolente. Assim q o anjo é posto a salvo a demónio vira-se para observar o combate, o seu coração bate forte ao ver o seu antigo amante defrontando com uma calma inexplicável aquela turba louca e furiosa que se atira para cima dele como ondas num mar tempestuoso. Os seus punhos cerram-se involuntariamente ante o desejo de o ajudar, de lutar sem medo ao seu lado e sentir, nem que por um segundo, a sua respiração ofegante, o toque da sua pele e a sua voz decidida bramindo ordens e inquirindo indirectamente se estava bem. Mas tudo isso é agora apenas uma memória vã, uma lembrança longinqua que pode ser remetida até àquele infame dia no deserto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subitamente tudo termina tão rápido como começou, o vencedor ergue-se no meio daquela pilha de cadáveres que se amontoa no enorme salão da famosa estalagem. O Cavaleiro, coberto de sangue e de cinzas demoníacas, mantém a sua calma recolhendo as garras que lhe apareceram como por magia dos punhos, os seus olhos frios perscrutam primeiro pela sua concubina, achando-a num canto deleitando-se com o sangue de um demónio ainda vivo, a seguir procuram incessantemente por Lilian, encontrando-a no outro lado da sala protegida pelos seus companheiros. Ele sorri maldosamente e caminha na sua direcção preparado para acabar o serviço.&lt;br /&gt;- Não te vou deixar matar a anjo! - grita Lara atirando-se a ele.&lt;br /&gt;Um acto inútil, pois assim como afastamos com apenas um gesto uma mosca, assim fez ele com a demónio, atirando-a para cima das escadas e abrindo de novo a ferida no seu ombro. Melissa e Orfeu tentam igualmente detê-lo, mas com igual sorte. Lilian acha-se assim desprotegida e o nosso Cavaleiro, lambendo os lábios com uma satisfação tremenda, prepara-se para desferir o golpe final.&lt;br /&gt;- Ainda não! - grita uma voz conhecida. - Primeiro terás de nos enfrentar!&lt;br /&gt;Arrepiado, ele vira-se na direcção da voz.&lt;br /&gt;- Tu! - diz ele num tom quase inumano. - Não pode ser, tu estás morta!&lt;br /&gt;- Tu também deverias estar - diz Tela aproximando-se. -, talvez tenha sido por isso que eu tenha voltado a este Mundo, para acabar contigo de uma vez por todas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-115765584500006171?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/115765584500006171/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=115765584500006171' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115765584500006171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115765584500006171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/09/o-prenncio-do-fim.html' title='O Prenúncio do Fim'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-115756730956679265</id><published>2006-09-06T19:18:00.000+01:00</published><updated>2006-09-06T19:53:11.800+01:00</updated><title type='text'>Uma Ajuda Inesperada</title><content type='html'>O salão fica silencioso e todos os olhares convergem para aquela imponente figura alada que se mantém em cima da mesa empunhando vitoriosamente a sua espada. Lara não é excepção, mesmo ferida gravemente no ombro não deixa de soltar um grito de espanto ao ver, no seu ponto de vista, a completa burrice da sua companheira e outrora amante.&lt;br /&gt;- Mas tu estás LOUCA!? - grita a demónio pondo-se em pé mantendo a todo o custo a pressão sobre a sua ferida.&lt;br /&gt;- Não. - diz calmamente o anjo. - Ouvimos os teus gritos e pensámos que precisavas de ajuda, e não nos enganámos, mas, querida Lara, escusas de agradecer. - diz ela sorrindo.&lt;br /&gt;Estas palavras ferem de morte o orgulho da demónio.&lt;br /&gt;- Agradecer pelo quê? Pela morte te ter deixado apenas um neurónio nessa cabecinha? - diz Lara sarcasticamente e vermelha de raiva.&lt;br /&gt;Lilian prepara-se para responder, mas Melissa intromete-se evitando assim uma discussão entre as duas. &lt;br /&gt;Pela sala um burburinho inquietante faz-se ouvir, embora as tréguas entre demónios e anjos tenham sido assinadas, o ódio secular ainda perdura e muitos demónios não iriam perder a oportunidade de ceifar a vida a um destes guerreiros alados. Lilian, indiferente ao barulho de fundo, dirige-se para as escadas na esperança de poder finalmente entrar no seu quarto e dormir, mas tal tarefa revela-se impossível pois dois demónios colocam-se entre ela e a escada cortando a sua passagem, lá em cima, como que lendo os pensamentos do anjo, outros dois montam guarda no corredor lançando olhares de poucos amigos na sua direcção.&lt;br /&gt;- Dão-me licença? - Pede calmamente o anjo aos demónios que se colocam intencionalmente no seu caminho.&lt;br /&gt;- Não queremos anjos na nossa estalagem! - diz um deles.&lt;br /&gt;- É melhor saíres, queridinha, porque se deres mais um passo, darás o último. - diz o outro.&lt;br /&gt;Lilian estremece ao ouvi-los e um ligeiro rubor de irritação afloresce no seu rosto.&lt;br /&gt;- Hey, Lila, será que é demasiado tarde para te dizer «Eu avisei-te»? - grita a demónio triunfantemente.&lt;br /&gt;Lilian fita Lara com uma irritação crescente e volta-se de novo para os dois demónios.&lt;br /&gt;- Deixem-me passar! - diz ela dando um passo em frente.&lt;br /&gt;- Vais passar sim, mas para o outro Mundo. - diz um deles desembainhando a sua espada e lançando-se na sua direcção.&lt;br /&gt;O salão enche-se de gritos e de assobios, como se de uma arena se tratasse, ninguém se move mas todos se ajeitam para assistir ao espectáculo. O demónio ataca freneticamente o seu oponente, seus olhos injectados de sangue reflectem o seu ódio por tal criatura. Lilian, pouco mais faz do que defender-se e aparar os golpes, cada vez mais rápidos e precisos, embora tenha regressado à sua forma anterior o seu conhecimento no manejo da espada ainda não está bem assente na sua mente nem nos seus músculos destreinados. Cercados, Melissa e Orfeu assistem desesperados ao combate desigual enquanto que Lara assiste com deleite os erros básicos de Lilian.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, e sem surpresa, o anjo é desarmado e deitado ao chão.&lt;br /&gt;- Agora, minha querida, é hora de implorares pela tua vida. - Diz sorrindo o demónio erguendo bem alto a sua lâmina.&lt;br /&gt;- NUNCA! - Grita Lilian dando um pontapé nas partes baixas do demónio.&lt;br /&gt;O sorriso de triunfo desaparece-lhe imediatamente do rosto e é substituído por uma expressão mista de dor e confusão. Aproveitando estes segundos, Lilian apanha a sua espada e crava a lâmina no coração do demónio. Um som de choque e surpresa ecoa pela sala enquanto o este se desfaz em chamas. O segundo demónio vendo o triste destino do seu companheiro atira-se a Lilian esmurrando-a no rosto e deixando-a inconsciente com o seu impacto levando a sala a uivar de alegria. Gritando palavras incompreensíveis e cuspindo para cima do anjo, o demónio apanha a espada do seu amigo e prepara-se para desferir um golpe mortal.&lt;br /&gt;A lâmina cai tomando a direcção do pescoço de Lilian, mas subitamente pára a escassos centímetros do alvo. O demónio sem perceber o que se passa, tenta com toda a sua força movê-la e desferir o seu golpe, mas a espada, presa por uma força invisível, recusa-se a mover.&lt;br /&gt;Uma vez mais um burburinho ecoa pelo salão, todos olham para a lâmina que se encontra de pé em pleno ar, presa muito certamente por uma magia poderosa.&lt;br /&gt;- O... O que se passa? - pergunta o demónio assustado olhando à sua volta. &lt;br /&gt;- Magia! - grita alguém.&lt;br /&gt;- E poderosa. - grita outro.&lt;br /&gt;- A culpa deve ser dos amigos do anjo! - afirma ainda outro.&lt;br /&gt;Todos os olhares se viram na direcção de Melissa, Orfeu e Lara.&lt;br /&gt;Subitamente, uma voz forte faz-se ouvir vinda da porta, os olhares são desviados na sua direcção e detêm-se numa figura coberta por um manto negro.&lt;br /&gt;- A culpa, meus caros, é minha! Esse "anjo" será morto por mim e por mais ninguém, e se algum de vocês tiver um problema com isso, então que avance!&lt;br /&gt;- Quem és, estranho? - Pergunta o demónio que ainda há pouco lutava com Lilian.&lt;br /&gt;- Tenho muitos nomes, mas podes tratar-me por Cavaleiro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-115756730956679265?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/115756730956679265/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=115756730956679265' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115756730956679265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115756730956679265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/09/uma-ajuda-inesperada.html' title='Uma Ajuda Inesperada'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-115706261756599301</id><published>2006-08-31T23:15:00.000+01:00</published><updated>2006-09-01T15:18:55.840+01:00</updated><title type='text'>Minutos Antes</title><content type='html'>Lara abandonou o quarto furiosa batendo violentamente com a porta, a sua fúria não era dirigida a Lilian, mas sim a si mesma. Durante toda a sua vida sempre fez o que quis, nunca se importando com o prazer ou a felicidade dos outros excepto a sua, todos os seus amantes, tanto machos como fêmeas, eram apenas objectos temporários de prazer em que por escassas horas, ou dias, se entregava totalmente a prazeres indescritíveis. Mas agora, sem saber como ou porquê, começava a sentir, a ter sentimentos pelos seus parceiros, a vê-los como realmente são e não apenas como objectos. E tudo começou com o Cavaleiro, um humano que a libertou das garras do seu antigo mestre e a tomou para si, desde esse dia que algo dentro do seu peito mudou e agora a velha Lara é apenas uma memória distante.&lt;br /&gt;- Ai, deves estar a ficar velha, Lara, onde já se viu uma demónio de puro sangue a preocupar-se com reles humanos!? - murmura a ela encostando-se à parede e baixando a cabeça de tal forma que os seus cabelos negros lhe cobriam o rosto - Humanos, reles humanos, deixam-se influenciar por sentimentos inúteis e ainda se gabam disso. Incrível, os seus machos que passam o tempo todo a pensar com a cabeça que têm entre as pernas dominam a arte da guerra e as suas fêmeas, muitas vezes mais inteligentes que eles, entregam-se a intrigas sem fim. Que raça estúpida! - A demónio levanta a cabeça e fita o vazio - Mas se é assim tão estúpida então porque é que eu estou a sentir isto por este grupo de falhados? Especialmente pelo Cav... Ai, Lara, Lara, talvez esteja na altura de partires, de o esqueceres e voltar a colocar essa raça parva onde ela merece, debaixo da tua bota, como escravos. - Um ligeiro sorriso desenha-se em seus lábios e um brilho intenso ilumina os seus olhos dourados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorrindo aliviada por ter chegado a uma decisão, a demónio desce as escadas e dirige-se para o salão com o intuito de tomar um bom pequeno almoço e iniciar os preparativos para a sua partida. Escolhe uma mesa grande e bem iluminada e nela abre um mapa da região onde se entretem a traçar rotas e caminhos enquanto bebe um café e devora vagarosamente o seu prato de carnes frias. Lara, que se encontra totalmente concentrada nesta tarefa, excitada por iniciar uma vez mais uma viagem a solo, nem se dá conta de que por detrás dela se aproxima uma figura envolta num manto negro.&lt;br /&gt;- Parece que vais viajar. - diz a figura com uma voz doce colocando as mãos sobre os ombros da demónio - É pena que não vivas o tempo suficiente para a fazer.&lt;br /&gt;Um arrepio gelado percorre a espinha de Lara ao reconhecer a voz.&lt;br /&gt;- Satine!? - Diz ela semi-espantada virando-se na direcção da vampira.&lt;br /&gt;- Sim! Tenho um presente do teu querido Cavaleiro, espero que gostes.&lt;br /&gt;Os olhos cinzentos da vampira cintilam com um brilho estranho prendendo a sua vítima num transe momentâneo. A lâmina de um pequeno punhal revela-se sob o pesado manto negro e prepara-se para desferir um golpe mortal no coração da demónio. Lara, resistindo à influência mental da sua oponente, apercebe-se a tempo do vil presente que está prestes a receber e desvia bruscamente o alvo. A lâmina enterra-se no ombro esquerdo obrigando a demónio a soltar um grito de dor pavoroso, Satine, admirada por ter falhado um alvo tão fácil, deixa-se ficar por uns segundos sem reacção, dando tempo a Lara a oportunidade necessária para se afastar dela.&lt;br /&gt;- É impossível!!! Nunca ninguém escapou ao meu olhar!! - Rosna a vampira bem alto.&lt;br /&gt;- Agora percebo porque é que nunca conseguiste ser algo mais que prostituta, Satine, és estúpida demais!!!! - grita Lara arrancando o punhal do seu ombro e atirando-o ao chão - Não sabes que os demónios são imunes ao charme mental?&lt;br /&gt;Satine fica vermelha de cólera por ignorar tal coisa.&lt;br /&gt;- Não interessa, vou acabar contigo à maneira antiga, e depois vou deleitar-me com o teu sangue!! - A vampira desfaz-se do seu pesado manto e coloca-se em posição de combate soltando as suas garras letais e aumentando os seus caninos aguçados e mortíferos.&lt;br /&gt;- Minha querida, não sabes há quanto tempo espero por este momento, - diz Lara sorrindo - vou mostrar-te aquilo que um demónio é capaz!!&lt;br /&gt;Lara e Satine atiram-se uma à outra iniciando uma luta intensa corpo a corpo. Embora o seu braço esteja ferido, a agilidade e destreza de Lara são muito superiores às de Satine, que é perita na luta de emboscada e não numa luta aberta. Rapidamente o salão se torna num campo de batalha entre estas duas mulheres, ninguém se mete, todos ficam a ver, alguns até apostando na possível vencedora, observando atentamente cada golpe e cada movimento. Embora a demónio leve a melhor nos primeiros minutos, a verdade é que a perda de sangue começa a fazer os seus efeitos e os seus movimentos tornam-se mais lentos e menos eficazes, a vampira vai-se apercebendo deste facto e usa-o a seu favor, aparando os golpes e esperando pacientemente pelo final.&lt;br /&gt;Subitamente, e no preciso momento em que Lara cai no chão e em que Satine se prepara para lhe dar um golpe final, um anjo sobrevoa o salão e desfere um golpe no rosto da vampira, pousando imediatamente sobre uma mesa e apontando-lhe a sua espada preparando-se para um novo ataque. Satine grita de dor e vira-se na direcção do seu novo inimigo. No alto da escada uma voz forte entoa uns encantamentos e a vampira percebe que é melhor retirar e lutar num outro dia. Assim, e quando Lilian se prepara desferir um novo golpe, Satine desaparece misteriosamente, como fez da última vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-115706261756599301?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/115706261756599301/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=115706261756599301' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115706261756599301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115706261756599301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/08/minutos-antes.html' title='Minutos Antes'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-115680343245831107</id><published>2006-08-28T23:12:00.000+01:00</published><updated>2006-08-28T23:17:12.496+01:00</updated><title type='text'>Relatos</title><content type='html'>Melissa mal podia acreditar em seus olhos, durante tantos anos ouvira, nos templos, histórias sobre guerreiros alados que em nome da justiça e do bem lutavam, arriscando as próprias vidas, contra as forças das trevas, mas nunca chegou a ver um com os seus próprios olhos. O simples facto de Lilian pertencer a essa classe tão restrita fazia crescer no seu peito um sentimento de orgulho e ao mesmo tempo uma pontinha de inveja. Orfeu, sentindo esta dicotomia de sentimentos na sua amada, dá-lhe a mão e aperta-a carinhosamente levando Melissa a afastar aquele ciúme parvo que sentia pela sua amiga.&lt;br /&gt;- E então minha amiga, o que achas do meu novo "look"? - Pergunta Lilian sorrindo como uma criança.&lt;br /&gt;- Lilian, eu estou sem palavras, tu estás simplesmente fantástica. - a sacerdotisa lança-se nos braços da sua amiga apertando-a cheia de saudades - Ai, tu não sabes como me deixaste preocupada. Eu odeio admitir, mas a Lara tem razão, a voar sobre uma cidade de demónios, ai, Lil, onde estavas tu com a cabeça?&lt;br /&gt;- Mel, tu não compreendes, foi superior a mim, senti-me completa uma vez mais e tinha que voar, saborear o vento fresco na minha pele, sentir o leve bater das minhas asas... - Lilian cala-se por uns momentos comovida - Foi fantástico, minha amiga, simplesmente fantástico!&lt;br /&gt;- Para onde foste? Porque demoraste tanto? Aconteceu alguma coisa?&lt;br /&gt;Lilian sorri e olha para a chuva que começava a cair.&lt;br /&gt;- Sim, eu conheci-a.&lt;br /&gt;- Quem? Conheceste quem?&lt;br /&gt;- A Eleanora, aquela que eu vi quando estive morta.&lt;br /&gt;Melissa olha para Orfeu sem querer acreditar.&lt;br /&gt;- Mas como é isso possível, conta-me tudo, tintim por tintim.&lt;br /&gt;- Esta bem. - Lilian senta-se na cama e fita as negras nuvens e a chuva que cai com cada vez mais intensidade - Enquanto voava algo me chamou a atenção, uma mulher muito bonita estava sentada numa nuvem observando-me. Achei aquilo muito estranho e aproximei-me dela. Com a sua voz doce disse-me que se chamava Tela e que era amiga do Cav, ficámos a conversar durante algum tempo, até que ela me disse que a mulher que eu salvara da árvore queria falar comigo, mas eu teria que confiar nela para me levar até ela. Eu disse que sim, não sei porquê mas aquela mulher transmitia-me confiança e, colocando apenas a sua mão sobre a minha, transportou-me até um belo bosque e aí, perto de uma grande árvore, eu encontrei a Eleanora. - Lilian pára por uns momentos e volta a sorrir docemente - Ai, Mel, mas que mulher fenomenal, tão confiante e cheia de vida... Falámos durante horas, sobre tantos assuntos e em especial sobre ele, claro. Por fim, a Tela disse-me que estava na altura de regressar e assim o fiz, despedi-me da Ela e voltei.&lt;br /&gt;- Hm, que interessante... - Diz a sacerdotisa pensativa.&lt;br /&gt;- Antes de me abandonar a Tela perguntou-me, "Amas assim tanto as tuas asas? Mais do que o amor que sentes por ele?", eu olhei para ela sem compreender o significado daquelas perguntas, mas ela simplesmente sorriu e desapareceu. O que achas que ela queria dizer com isto?&lt;br /&gt;- Será que terás que escolher entre elas e o Cav? - Responde Orfeu dando voz ao pensamento das duas mulheres.&lt;br /&gt;Um grito feminino arranca os três amigos das suas reflexões, é um grito de dor e de fúria que provoca arrepios por ser tão familiar. Logo a seguir o som de um aceso combate faz-se ouvir e sentir por toda a estalagem.&lt;br /&gt;- Mas, não é a Lara que está a gritar? - Pergunta Melissa.&lt;br /&gt;- É... - Diz Lilian correndo para a porta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-115680343245831107?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/115680343245831107/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=115680343245831107' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115680343245831107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115680343245831107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/08/relatos.html' title='Relatos'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-115659809031312359</id><published>2006-08-26T14:12:00.000+01:00</published><updated>2006-08-26T14:14:50.336+01:00</updated><title type='text'>O Regresso</title><content type='html'>O dia amanhece cinzento e sombrio com pesadas e negras nuvens vagueando lentamente pelo céu trazendo consigo um prenúncio de uma violenta tempestade. Um vento húmido oriundo do Oeste sopra moderadamente fazendo com que os cortinados escarlates do pequeno quarto de Lilian se agitem levemente e provocando um ligeiro tiritar de frio em Melissa e Orfeu que haviam adormecido sobre a cama após uma longa noite de vigília. Lara, envolta nas sombras, mantém-se desperta, seus olhos dourados fitam atentamente a janela aberta e a sua cauda agita-se levemente numa tentativa de fazer escoar a irritação crescente que lhe vai no peito.&lt;br /&gt;Um som, um som que deixa a demónio com os sentidos alerta, aproxima-se da janela. Um leve bater de asas de uma criatura alada, mas tão característico que uma sensação de inquietude invade o espírito de Lara. É um anjo que se aproxima, o inimigo natural de um demónio e, mesmo agora em tempo de paz, ela não consegue deixar de sentir um profundo ódio e desprezo por tal criatura, mas ao mesmo tempo, um certo receio.&lt;br /&gt;Um vulto penetra suavemente no quarto, suas asas brancas encolhem-se de forma a permitir a sua entrada através da janela, seus longos cabelos castanhos encaracolados completamente desalinhados, caiem pelas suas costas como uma cascata e seus olhos verdes esmeralda, muito intensos e vivos, perscrutam o quarto detendo-se sobre a cama e observando com visível deleite os dois amantes adormecidos.&lt;br /&gt;- Tu deves ser é louca! - sussurra Lara atrás dela -, onde é que já se viu, um anjo a sobrevoar calma e livremente uma cidade de demónios. Tu queres morrer!?&lt;br /&gt;Lilian vira-se soltando um grito surdo de espanto ao ver dois olhos dourados fitando-a das trevas.&lt;br /&gt;- Lara!? Eu...&lt;br /&gt;- Sim, já deu para ver que viraste anjinha de novo, mas parece que ao receber umas asas perdeste parte dos teus miolos!! Como podes ser tão estúpida!?&lt;br /&gt;Lilian abre a boca para responder, mas a demónio continua o seu discurso.&lt;br /&gt;- Desapareces assim, sem mais nem menos, deixando-nos preocupados. Melissa passou a noite de pé, imaginando o que te poderia ter acontecido, estava tão nervosa quem nem o Orfeu a conseguiu acalmar. Para onde foste? O que é que se passou pela tua cabeça?&lt;br /&gt;- "Deixando-nos preocupados"? - repete a feiticeira com um sorriso nos lábios - Acaso, cara Lara, estavas preocupada comigo? Eu sempre pensei que vocês demónios não se preocupassem com ninguém, excepto com vocês mesmos, é claro.&lt;br /&gt;Lara morde o lábio ante esta resposta, sua cauda enervada bate violentamente contra uma mesinha quebrando um pote com água fresca e despertando a sacerdotisa e o bardo. &lt;br /&gt;- Deves estar a imaginar coisas!! - grita Lara irritada - Eu não disse isso, ou pelo menos não quis dizer isso, eu... AH, mas porque é que estou a dar conversa a uma rapariga parva e tonta como tu!?&lt;br /&gt;E dizendo isto, vira-lhe as costas e sai do quarto batendo a porta com violência.&lt;br /&gt;- Vocês viram isto? A Lara estava mesmo preocupada comigo. - Diz Lilian sorrindo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-115659809031312359?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/115659809031312359/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=115659809031312359' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115659809031312359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115659809031312359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/08/o-regresso.html' title='O Regresso'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-115636711541028021</id><published>2006-08-23T22:04:00.000+01:00</published><updated>2006-08-24T16:36:40.576+01:00</updated><title type='text'>Recompensa</title><content type='html'>Satine deixa-se ficar nas sombras mordiscando o lábio inferior enquanto assiste à fusão entre o seu amante e a armadura. Seus olhos vivos observam atentamente aquela mancha negra que percorre o braço dele e se aloja no peito formando uma tatuagem invulgar. Seu coração palpita ao vê-lo cambalear, ao ouvi-lo soltar um gemido fraco e senti-lo quase a perder os sentidos. Num acto inconsciente ela salta das trevas e abraça-o sentindo o calor do seu peito e o doce perfume da sua pele. Como uma mãe que protege a sua cria e como uma amante que anseia pelo seu amor, ela deixa-se cair para trás, suavemente, sentando-se num tapete fofo e agradável, levando-o consigo e colocando a sua cabeça sobre o seu ventre quente e acolhedor. Seus dedos brincam com os cabelos do seu amado, entrelaçando-se neles e acariciando-os gentil e ternamente dando-lhe uma sensação de segurança. Por longos minutos deixa-se ficar assim, em silêncio, trocando com ele sorrisos e olhares sedutores e pequenas carícias no rosto e no pescoço.&lt;br /&gt;- Como te sentes? - Pergunta ela com uma voz doce e suave como o mel.&lt;br /&gt;Ele sorri e fecha os olhos, apreciando as carícias da sua amante.&lt;br /&gt;- Parece que morri e fui para o &lt;em&gt;Hades&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;- Folgo em ouvir isso, meu guerreiro - diz ela beijando os seus lábios -, mas diz-me, o que achas do meu presente?&lt;br /&gt;Ele abre os olhos e fita intensamente os dela.&lt;br /&gt;- Adorei-o! Sinto uma força, uma energia dentro de mim, que não consigo explicar, é simplesmente maravilhoso.&lt;br /&gt;Ela sorri e passa os seus dedos sobre a nova tatuagem do seu amante.&lt;br /&gt;- Eu sabia que irias conseguir, eu sabia...&lt;br /&gt;- Obrigado, Satine, obrigado por ficares do meu lado e me ajudares. - Diz ele segurando a mão dela e levando-a aos seus lábios beijando-a.&lt;br /&gt;- Não precisas de agradecer, apenas fiz o que o meu coração me disse para fazer. Eu... eu amo-te, Cav, amo-te desde o momento em que te vi, desde o momento em que me escolheste, de entre todas as outras prostitutas, para ser tua.&lt;br /&gt;Ela beija-o intensamente, despejando tudo o que sente naquele toque, naquela dança ardente de duas línguas.&lt;br /&gt;- Mas eu não te amo, Satine, nunca te amei. Adoro-te, és uma mulher extraordinária, uma louca na cama, mas nunca senti algo mais por ti do que desejo carnal.&lt;br /&gt;- Eu sei... Eu faria qualquer coisa por ti, Cav, daria a minha vida se fosse preciso, só para ter um sorriso ou um beijo teu. É engraçado, só nos apaixonamos por pessoas que não nos querem...&lt;br /&gt;Ele levanta-se levando-a consigo e abraça-a sentidamente, beijando em seguida os seus lábios e afagando o seu cabelo.&lt;br /&gt;- Eu nunca te disse que não te queria, Sat, apenas te disse que não te amo. Tu és das poucas fêmeas que me deixam louco. - Diz ele beijando e mordiscando o seu pescoço e desapertando o fino robe de seda transparente. - E eu quero-te, quero-te muito.&lt;br /&gt;Ele volta a beijá-la, desta vez com uma intensidade e desejo crescentes, suas mãos percorrem o corpo da vampira com uma volúpia e luxúria indescritíveis ansiando ardentemente o toque suave da sua pele na dele. O robe cai no chão sem barulho e ambos soltam um gemido de vitória sem no entanto descolarem a boca uma da outra. As suas mãos voltam a percorrer o corpo de Satine como se tivessem vida própria, detendo-se nos seus seios e no seu sexo já húmido e preparado para o receber. Ela sorri ao sentir os dedos dele brincando com o seu clitóris e forçando a entrada e geme ao sentir o seu falo duro roçando em sua pele ansioso por a penetrar. Sem controlar o desejo ele leva-a para uma zona da sala onde várias peles de urso estão dispostas e, sem o mínimo de cerimónia, atira-a para o chão com violência. Ela deixa-se cair sem resistência, esboçando um sorriso sedutor na sua direcção e fitando com prazer aquele falo erecto que avança sobre ela. Ele ajoelha-se diante dela retribuindo o sorriso e beija e lambe o seu sexo provocando em Satine gemidos incontroláveis de pura luxúria. Vendo que está preparada para o receber ele abandona o seu sexo e percorre com a língua um tortuoso caminho até aos seios e por fim ao até aos lábios sensuais da vampira, deixando para trás um rasto quente de saliva. Beijando os seus lábios, ele penetra-a forçando-a a soltar um gemido de puro deleite, um gemido que ecoa por entre os corredores das sombrias catacumbas e que até ao raiar do Sol na superfície seria apenas o primeiros de muitos outros...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-115636711541028021?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/115636711541028021/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=115636711541028021' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115636711541028021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115636711541028021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/08/recompensa.html' title='Recompensa'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-115620070407617361</id><published>2006-08-21T23:45:00.000+01:00</published><updated>2006-08-21T23:51:44.113+01:00</updated><title type='text'>Aragoth</title><content type='html'>O seu sono é agitado e por diversas vezes ela o ouve gritar coisas sem nexo. Com extremo cuidado ela afaga o seu cabelo coberto de suor e tenta esfriar com um pouco de água a sua pele quente e escaldante. Ela não entende o que se está a passar, desde que o viu a manejar aquela força invisível, a libertar aquele poder extraordinário, que ela está confusa e indecisa, apenas segue o seu instinto e os seus sentimentos e reza aos seus Deuses para que tudo termine bem. De alguma forma a sua presença e o seu cuidado trazem-lhe a paz de que ele precisa e, a pouco e pouco, ele acalma-se até voltar a dormir delicadamente como se nada tivesse acontecido. Ela sorri, de seus lábios sai um agradecimento timido, dirigido não se sabe a quem ou ao quê, ternamente acaricia-lhe o rosto e pousa gentilmente a sua cabeça sobre o seu peito sentindo o leve bater do seu coração. Ao compasso desta música ela adormece esperando que ao acordar o veja bem e revigorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um arrepio de frio percorre o seu corpo e Satine procura em vão o corpo quente do seu amante, seus dedos tacteantes perscrutam instintivamente a cama mas tudo o que encontram é uma almofada já fria. Intrigada ela desperta e confirma com os seus olhos aquilo que os seus dedos já lhe haviam dito. Ela levanta-se vestindo um leve robe de seda transparente e procura-o curiosa.&lt;br /&gt;- Estás à minha procura?&lt;br /&gt;Ela vira-se e encontra-o atrás de si, nú e molhado.&lt;br /&gt;- Fui tomar um banho, o treino de ontem deixou-me exausto e com um cheiro pouco agradável.&lt;br /&gt;- Nós vampiras gostamos do cheiro a suor de um macho, é simplesmente irresistível. - Diz ela aproximando-se dele sorrindo.&lt;br /&gt;- Hm, não sabia, nesse caso é melhor ter cuidado, não vás tu chupar-me o sangue enquanto estiver a dormir.&lt;br /&gt;- E logo o teu que é tão delicioso e suave, hm, seria um banquete divinal. - Ela beija-lhe o pescoço mordiscando-o ao de leve.&lt;br /&gt;- Talvez mais logo o faças, agora tenho que voltar aos treinos. - Diz ele afastando-a.&lt;br /&gt;- Eu vi o que fizeste ontem, não sabia que eras capaz de fazer aquilo.&lt;br /&gt;- Há muita coisa sobre mim que não sabes, cara Satine.&lt;br /&gt;- Mas conheço o principal, sei o que te excita e sei o que te dá prazer.&lt;br /&gt;Ela volta a aproximar-se dele e beija-o no canto da boca. Ele sorri dando-lhe razão.&lt;br /&gt;- Talvez os treinos possam esperar. - Diz ele agarrando-a violentamente e beijando-lhe o pescoço.&lt;br /&gt;- Podem sim e isto também. - ela empurra-o para trás e sorri-lhe - tenho algo para te mostrar, algo que vais gostar muito. Segue-me.&lt;br /&gt;Ele faz uma careta como se fosse uma criança a quem tiram um brinquedo, mas a curiosidade fala mais alto e encolhendo os ombros segue-a. Ela leva-o até um beco sem saída.&lt;br /&gt;- É aqui, segue-me.&lt;br /&gt;- Aqui!? Mas isto não tem saída.&lt;br /&gt;Ela sorri.&lt;br /&gt;- Ai, meu querido, tens de aprender que nesta vida nem tudo é o que parece. - Ela pisca-lhe o olho e atravessa como por magia a parede de tijolos. - Vês, é uma ilusão, agora vem, há muito que te quero mostrar isto.&lt;br /&gt;Ele segue-a e atravessa com facilidade aquela parede ilusória. O que está escondido por detrás daquela parede deixa-o sem palavras, pilhas enormes de ouro, baús cheios de pedras preciosas, finas armas espalhadas pelo chão e diversas peças de protecção corporal espalhadas igualmente pela sala.&lt;br /&gt;- Pelos Deuses, mas para onde me trouxeste, para a casa de um dragão? - Diz ele atónito.&lt;br /&gt;- Mais ou menos, mas eu trouxe-te aqui para te oferecer isto. - Ela aponta para um dos cantos da sala.&lt;br /&gt;- Mas isto é...&lt;br /&gt;- Uma armadura completa feita de escamas de dragão, é uma armadura mágica, ela funde-se à tua própria pele criando uma marca, uma tatuagem e quando tu a invocares ou quando ela sentir que estás em perigo activa-se e cobre-te totalmente, desde a cabeça aos pés.&lt;br /&gt;- Eu não sei o que dizer...&lt;br /&gt;- Existe outra coisa, se por acaso durante um combate ficares privado da tua arma, a armadura resolve o teu problema, basta fechares e comprimires os teus punhos um contra o outro e um par de garras de vinte centímetros aparece como por magia.&lt;br /&gt;- É maravilhosa. Mas se é assim tão boa, porque é que tu ou outro demónio não a reclamaram?&lt;br /&gt;- Houve muitos que tentaram, mas a armadura escolhe o seu dono. Queres experimentar?&lt;br /&gt;- O que aconteceu aos que tentaram?&lt;br /&gt;- Ninguém sabe, simplesmente desapareceram.&lt;br /&gt;- Hm, então se lhe tocar corro o risco de desaparecer também... - Ele hesita. - Bom, ninguém vive para sempre.&lt;br /&gt;Ele aproxima-se da fabulosa armadura e estica o braço na sua direcção. O seu dedo toca no metal quente e imediatamente um arrepio estranho percorre o seu braço. A sala parece andar à roda e o seu corpo parece-lhe estar em chamas, imagens de eras passadas percorrem a sua mente como se algo se estivesse a fundir com ele. Subitamente tudo o pára e regressa ao normal, a armadura desapareceu e no seu local encontra-se agora uma frase marcada a fogo vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Aragoth serve-te&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-115620070407617361?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/115620070407617361/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=115620070407617361' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115620070407617361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115620070407617361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/08/aragoth.html' title='Aragoth'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-115611528888213605</id><published>2006-08-21T00:07:00.000+01:00</published><updated>2006-08-21T16:03:46.070+01:00</updated><title type='text'>Asas</title><content type='html'>Deixo-me levar pela brisa quente da manhã, como é bom poder saborear uma vez mais esta sensação maravilhosa, esta liberdade magnífica que tão poucos podem experimentar. Sempre me convenci que nunca mais voltaria a senti-las, que ficaria para todo o sempre presa ao chão, incompleta e infeliz, mas, após acordar de novo para a vida, eu senti algo, algo que me foi retirado naquele dia fatídico, ao princípio pensei que se tratava da minha imaginação, apenas uma memória de um passado orgulhoso, mas depois, depois de me ver diante daquele espelho vi que não estava a sonhar, vi que a sensação era real e que uma vez mais estava completa. As minhas asas, as minhas belas, brancas e orgulhosas asas, voltaram.&lt;br /&gt;Deixo que o vento de Leste me abrace e me envolva com o seu toque fresco e delicado, deixo que ele me guie e me leve para onde ele quiser, hoje não me pertenço, hoje não quero ser de ninguém, quero apenas apreciar o momento e... voar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como assim, ela desapareceu!? - Pergunta Melissa entrando de rompante no quarto. - Ainda há pouco aqui estava, ia só demorar uns minutos para se vestir.&lt;br /&gt;- Pode ser que aqui tenha estado ainda há pouco, mas agora já não está e, pela maneira como o quarto estava, deve ter saído à pressa. - Responde Lara calmamente.&lt;br /&gt;- Saído? Cara Lara, pela porta da rua é que não foi, senão nós tê-la-iamos visto. Ela deve estar algures ainda na estalagem, vamos procurá-la.&lt;br /&gt;- Vais perder o teu tempo, já procurei, ela desapareceu.&lt;br /&gt;- Como? Evaporou-se, ou será que ganhou asas e voou pela janela? - Ironiza a sacerdotisa.&lt;br /&gt;- É isso mesmo que eu acho. - Responde a demónio fitando intensamente Melissa com os seus olhos dourados. - Encontrei esta pena no quarto de banho e detectei um cheiro que já não sentia há muito tempo, um cheiro de anjo, cara Melissa, um cheiro de anjo misturado com o cheiro dela.&lt;br /&gt;- Terá ela sido raptada?&lt;br /&gt;- Ai, Deuses, ajudem-me, será que os humanos são assim tão idiotas? Melissa, tu lançaste um feitiço poderoso, será que tu não conheces as lendas antigas? As histórias dos antigos e poderosos feiticeiros que caminharam este mundo séculos antes de nós?&lt;br /&gt;Melissa cora ante a sua ignorância.&lt;br /&gt;- Não, não sei...&lt;br /&gt;- Segundo a lenda, - interrompe Orfeu, indo em auxílio da sua amada - existia sempre um senão cada vez que poderosas magias eram libertadas. Por exemplo, segundo a lenda de Kilian, um sacerdote de Juba muito poderoso, quando ele tentou trazer de volta a sua mulher e os seus filhos, algo correu mal, ao princípio o feitiço funcionara, Kilian vencera a Morte e deu vida aos seus entes queridos, mas nos dias seguintes aconteceu algo que ele não estava à espera, as suas formas mudaram e eles voltaram a ser o que eram numa vida anterior. É como se a Morte tivesse sempre a última palavra, eles regressavam, é certo, mas não da forma como nós queríamos.&lt;br /&gt;- Então, a Lilian vai transformar-se de novo em Serafim? - Pergunta Melissa deixando-se cair na cama.&lt;br /&gt;- Não sei. Se bem te lembras, a Lilian não morreu quando era um anjo, os Deuses tiveram pena dela, do seu sofrimento e dor e tornaram-na humana. Eu não faço ideia do que poderá acontecer. - Responde Lara olhando para a janela aberta.&lt;br /&gt;- Pobre Lilian, espero que nada de mal lhe aconteça ou eu nunca me perdoarei.&lt;br /&gt;Orfeu senta-se ao lado de Melissa e abraça-a ternamente tentando confortá-la.&lt;br /&gt;- Uma coisa é certa, - diz Lara debruçando-se sobre o parapeito - aquela rapariga é muito estúpida, imaginem, a voar como um anjo sobre uma cidade de demónios... Ou é muito corajosa ou é muito parva ao tentar a Morte desta maneira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-115611528888213605?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/115611528888213605/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=115611528888213605' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115611528888213605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115611528888213605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/08/asas.html' title='Asas'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-115576825853457130</id><published>2006-08-16T23:42:00.000+01:00</published><updated>2006-08-16T23:44:18.543+01:00</updated><title type='text'>O Treino</title><content type='html'>Enquanto Lara se interroga sobre a estranha pena que acabara de encontrar no quarto de Lilian, um homem treina intensamente vários metros abaixo dela, num local em que nem mesmo o mais corajoso dos heróis se aventuraria a entrar, as catacumbas de Herfin. As feridas sararam por completo graças aos cuidados da sua amante e agora, a pouco e pouco, ele tenta recuperar a sua forma treinando durante horas a fio até que a exaustão lhe leve a melhor. Ela vigia-o de perto, cada golpe, cada movimento e cada suspiro, nada lhe escapa. Sentada no escuro apenas o observa, contemplando o seu corpo nú, a sua forma graciosa e as suas múltiplas cicatrizes honrosamente merecidas em diversas e numerosas batalhas e confrontos. Finalmente, ele pára, a sua respiração é pesada e a sua pele coberta de suor reluz ante a estranha luz dos candelabros, por longos minutos ele deixa-se apenas ficar de pé fitando algo que a vampira não consegue discernir. De repente e sem que ela o espere, ele solta um grito enorme, quase animalesco, e dos seus olhos farpas de energia branca são expelidas em todas as direcções, Satine nem consegue acreditar no que vê, já o conhece há algum tempo e nunca imaginou que ele tivesse este tipo de poder e, tal como um espectador que assiste a um espectáculo de circo em que o artista faz uma manobra perigosa, ela observa quieta e em silêncio. A sala treme um pouco e impelidos por uma força invisível os objectos que não estão fixos começam a rodopiar à volta dele, espadas, armaduras, copos e jarros, todos parecem ter ganho vida própria e giram em torno de um eixo oculto. Subitamente ele geme e vencido pelo cansaço perde os sentidos levando a que todos os objectos que até então voavam pela sala alegremente caiam no chão causando uma barulheira enorme.&lt;br /&gt;Satine corre na sua direcção, preocupada que este esforço sobrenatural tenha de alguma forma afectado o seu processo de cura. Vendo-o não só como um amante, mas também como uma cria, ela leva-o para o quarto onde o deita delicadamente sobre a cama e deita-se ao seu lado brincando com os seus pêlos do peito esperando pacientemente que ele volte a acordar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-115576825853457130?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/115576825853457130/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=115576825853457130' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115576825853457130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115576825853457130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/08/o-treino.html' title='O Treino'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-115568515137534567</id><published>2006-08-16T00:38:00.000+01:00</published><updated>2006-08-16T22:28:29.900+01:00</updated><title type='text'>O Amor Está No Ar</title><content type='html'>O cheirinho de pão acabado de fazer enche o enorme salão de convívio deixando todos os que nele se encontram de água na boca, bom, todos excepto uma demónio que se encontra imersa nos seus pensamentos e apenas desperta de vez em quando para esvaziar o seu copo de vinho. Ocupa a mesa mais recôndita de toda a sala aproveitando a fraca luminosidade aí existente para se fundir com as sombras, seus olhos dourados parecem brilhar como lanternas, fitando somente o vazio, sua pele pálida e prateada toma um tom fantasmagórico ante aquela parca luz e o seu rosnar de cada vez que um demónio macho tenta a sua sorte é tão intimidante que muitos deles preferem ignorá-la do que enfrentar o que quer que se encontre ali escondido. Desde que Lilian acordara que Lara ali se encontra, sozinha, meditando e bebendo sem se dar conta que lá fora amanhece.&lt;br /&gt;- Ora, ora, o que fazes aqui sentada no escuro? Anda para uma mesa com mais claridade. - Convida Orfeu que acabara de se sentar mesmo em frente de Lara.&lt;br /&gt;- Desaparece... - Responde a demónio com maus modos esvaziando mais um copo de vinho.&lt;br /&gt;- Olha lá. - Continua Orfeu ignorando a sua resposta. - Quem é a tal Eleanora?&lt;br /&gt;Lara pousa o copo e fita-o com uns olhos de poucos amigos e rosna ameaçadoramente.&lt;br /&gt;- Ouve lá, humano, qual foi a parte do "desaparece" que não percebeste?&lt;br /&gt;- Pronto, pronto eu calo-me. - Diz o bardo baixando os olhos e pegando num copo e no jarro para se servir também de um pouco de vinho.&lt;br /&gt;O som de uma lâmina cortando o ar faz-se sentir e o jarro sai disparado das mãos de Orfeu indo cair no chão partindo-se em mil pedaços e derramando o vinho pelo soalho de madeira. Todos os olhos se viram para o bardo que se encontra pálido e trémulo com a reacção da demónio.&lt;br /&gt;- Quando eu digo "desaparece", tu desapareces, não te calas, percebes-te? - Rosna Lara. - Quero estar só, por isso vai procurar uma outra mesa ou a próxima lâmina vai direitinha ao teu coração, rapazinho!&lt;br /&gt;Vendo que a demónio não brinca o bardo levanta-se e vai sentar-se na mesa mais afastada que consegue encontrar.&lt;br /&gt;- Eleanora... Espero que tenha sido um sonho, pois se essa mulher voltar a feiticeira irá perdê-lo... e eu também... - Comenta Lara enchendo de novo o copo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Momentos depois desce Melissa, que vendo Orfeu tomando o pequeno almoço sozinho decide imediatamente juntar-se-lhe para continuar a conversa interrompida.&lt;br /&gt;- O que tens? - Pergunta ela. - Estás pálido.&lt;br /&gt;- Não foi nada, tive uma pequena desavença com a Lara.&lt;br /&gt;- E estás bem?&lt;br /&gt;- Sim, não foi nada. Como está a Lilian?&lt;br /&gt;- Tendo em conta que esteve morta e sofreu uma experiência extra-corporal, eu diria que até está muito bem. - Diz Melissa sorrindo. - Está apenas a vestir-se e já vem ter connosco.&lt;br /&gt;- Espero que se demore. - Diz Orfeu segurando-lhe a mão.&lt;br /&gt;A sacerdotisa fica sem palavras ante este gesto inesperado e apenas sorri nervosamente.&lt;br /&gt;- És muito bonita, sabias?&lt;br /&gt;Muda, Melissa cora visivelmente.&lt;br /&gt;- Conheço tantas histórias de amor, romance e aventura. Histórias que contam feitos extraordinários realizados a pedido ou para salvar mulheres de rara beleza e carácter, mas, estando aqui à tua frente, olhando para esses olhos tão belos e sentindo o toque quente da tua mão, só consigo pensar que nenhuma delas te chega aos calcanhares e, se porventura, os heróis das minhas histórias tivessem que realizar os feitos heróicos em teu nome, de certeza que o fariam com muito mais vigor e coragem.&lt;br /&gt;- E-eu não sei o que dizer... O que acabaste de me dizer foi tão bonito que me deixaste sem palavras.&lt;br /&gt;- Não precisas de dizer nada, o teu olhar diz tudo.&lt;br /&gt;Orfeu sorri para Melissa e afaga o seu cabelo.&lt;br /&gt;- Eu amo-te. - Diz ele por fim. - Desde o momento em que te vi, que te amo.&lt;br /&gt;Melissa suspira e sorri de contentamento.&lt;br /&gt;- Eu também te amo. - Diz ela aproximando os seus lábios dos dele.&lt;br /&gt;Os seus rostos aproximam-se e conseguem sentir as respirações ofegantes um do outro, o bater dos seus corações dispara de tal forma que parece que lhes vai sair pela boca. Ambos fecham os olhos e preparam-se para saborear o gosto um do outro, preparam-se para o primeiro toque e para o primeiro choque carregado de magia que é um primeiro beijo.&lt;br /&gt;- Lamento interromper. - Diz Lara aproximando-se e quebrando a magia. - Mas preciso de falar com a feiticeira.&lt;br /&gt;Agora é a vez de Orfeu fitar Lara com cara de poucos amigos.&lt;br /&gt;- Não podias ter escolhido altura melhor? - Diz ele irritado.&lt;br /&gt;- A Lilian está no quarto, é só subires. - Diz Melissa secamente.&lt;br /&gt;- Ui, voltem lá à vossa vidinha, mas pelo jeito que estão as coisa o melhor é arranjarem um quarto.&lt;br /&gt;A demónio afasta-se deixando para trás o casal que a observa sem palavras e sem saber o que lhe responder.&lt;br /&gt;O quarto de Lilian continua na mesma, à excepção da coluna de vapor de água que se escapa pelas frinchas da porta do quarto de banho, Lara sorri pensando na noite de loucura em que os três passaram juntos durante festa dos Deuses. Esperando surpreender a feiticeira, a demónio abre a porta de rompante e entra sem cerimónia, mas para seu desgosto encontra a banheira vazia e com a torneira ainda aberta, no chão encontra também uma toalha e a poucos centímetros desta um objecto estranho.&lt;br /&gt;- O que é isto? - Pergunta a si mesma enquanto apanha aquele estranho objecto. - Uma pena!?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-115568515137534567?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/115568515137534567/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=115568515137534567' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115568515137534567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115568515137534567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/08/o-amor-est-no-ar.html' title='O Amor Está No Ar'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-115556197568645886</id><published>2006-08-14T14:19:00.000+01:00</published><updated>2006-08-14T14:26:15.696+01:00</updated><title type='text'>Mudanças</title><content type='html'>A luz fresca da manhã penetra no quarto despertando Melissa do seu sono agitado. O seu primeiro olhar é direccionado para a cama onde Lilian se encontra deitada, pela cor do seu rosto e pelos movimentos sonolentos do seu peito tudo indica que o feitiço resultou. A sacerdotisa deixa-se afundar na cadeira libertando um sonoro suspiro e soltando um sorriso de felicidade, ao seu lado consegue sentir outra presença, a do jovem bardo que adormecera ao seu lado e que lhe segura ternamente a mão como que para lhe dar confiança. Ela sorri e beija a sua fronte passando a sua mão livre pelos cabelos dele. Por largos minutos deixa-se ficar a olhar para ele esquecendo-se por completo tudo o que a rodeia, desde a fuga da Atlântida que Orfeu tem estado ao seu lado, tendo sempre um sorriso e uma palavra amiga, talvez seja por isso que algo cresceu dentro do seu coração, um carinho especial por ele.&lt;br /&gt;Orfeu desperta suavemente ao sabor das carícias de Melissa, um sorriso desenha-se em seus lábios ao sentir a pele suave e fresca dos dedos da sua companheira, seus olhos ainda sonolentos fitam-na com uma doçura indescritível retribuindo totalmente o carinho que a sacerdotisa nutre pelo jovem bardo.&lt;br /&gt;- Despertaste finalmente. - Diz Orfeu sorrindo e acariciando gentilmente a mão dela. - Estava preocupado contigo, o feitiço deixou-te inconsciente.&lt;br /&gt;- Sim... - O rosto da sacerdotisa ruboriza-se. - É uma magia muito poderosa, e já esquecida, felizmente encontrei-a enquanto pesquisava um livro que trouxemos da Atlântida.&lt;br /&gt;- E funcionou, és de facto uma grande sacerdotisa e uma mulher fantástica! - Exclama Orfeu ruborizando-se também.&lt;br /&gt;Um silêncio agradável instala-se entre os dois como se uma conversa sem palavras estivesse a ser conduzida, apenas certos gestos e olhares cúmplices revelam o que realmente se passa.&lt;br /&gt;- Uau, parece que tenho que "morrer" mais vezes... - Diz Lilian quebrando o silêncio.&lt;br /&gt;- Lilian!! - Exclamam surpresos os dois ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;A feiticeira sorri.&lt;br /&gt;- Estou a brincar, não se incomodem por minha causa.&lt;br /&gt;- Não digas essas coisas, Lilian. - Diz Orfeu envergonhado e levanta-se pensando numa desculpa para sair. - Vou lá abaixo comer qualquer coisa e deixo-vos a sós.&lt;br /&gt;O bardo retira-se lançando um último olhar a Melissa antes de fechar a porta.&lt;br /&gt;- Minha amiga. - Diz Melissa lançando-se nos braços dela. - Estava tão preocupada contigo, felizmente aquele feitiço atlante funcionou e eis-te aqui junto de nós.&lt;br /&gt;- Funcionou sim e tu nem vais acreditar no que me aconteceu.&lt;br /&gt;Pegando nas mãos da sacerdotisa a jovem feiticeira relata a experiência extra-corporal que teve sem omitir facto algum.&lt;br /&gt;- E tu achas que essa mulher é aquela que o Cavaleiro ainda ama?&lt;br /&gt;- Tenho a certeza. - Diz Lilian baixando o olhar. - Ai, Mel, ela é tão bonita, tão serena e confiante, senti-me como uma criança ao seu lado. Entendo agora como é que ele se apaixonou perdidamente por ela.&lt;br /&gt;- Parece ser de facto uma mulher notável... - Diz Melissa pensativa.&lt;br /&gt;- Diz-me, minha amiga, tens tido notícias dele?&lt;br /&gt;- Não, uma mulher levou-o, segundo a Lara é uma vampira e conhece muito bem esta cidade... Mas ainda pensas nele mesmo depois do que te fez?&lt;br /&gt;- Não foi ele, foi... o outro... - Lilian leva a mão ao peito como se ainda sentisse a dor causada pelo punhal.&lt;br /&gt;- Lilian, mesmo que o consigas salvar, mesmo que consigas trazer o Cavaleiro que conhecemos de volta, o que irás fazer quanto à Eleanora? Ele ama-a e muito certamente que a vai escolher de entre vocês as duas.&lt;br /&gt;- Eu não sei, sinceramente eu não sei, mas tenho medo que isso aconteça, eu amo-o muito. - Lilian desvia o olhar e contempla o dia maravilhoso que penetra pela janela semi-aberta. O seu rosto suaviza-se e com os olhos muito brilhantes e vivos volta a encarar a sacerdotisa. - Mas diz-me, Mel, que olhares foram aqueles que lançavas ao Orfeu?&lt;br /&gt;Melissa fica muito vermelha e sorri envergonhadamente para Lilian.&lt;br /&gt;- Eu... gosto dele...&lt;br /&gt;- E ele gosta de ti, e muito. - Diz Lilian sorrindo. - Ai, minha amiga, que pelo menos uma das duas seja feliz.&lt;br /&gt;- Não digas essas coisas, tu também vais ser feliz. - Responde Melissa abraçando uma vez mais a sua amiga. - Vou ter com o Orfeu para tomar o pequeno almoço, queres vir ou preferes que te traga alguma coisa?&lt;br /&gt;- Não, eu vou, dá-me só uns minutos para me vestir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a sacerdotisa abandona finalmente o quarto Lilian salta da cama e dirige-se para o quarto de banho. Detém-se em frente do espelho e despe o seu vestido ainda manchado de vermelho negro. Seus olhos prendem-se na cicatriz que agora enfeita o seu peito, seus dedos trémulos percorrem-na dando-lhe a conhecer a nova textura da sua pele.&lt;br /&gt;A água quente beija a sua pele cansada e dorida, há muito que não tomava um bom banho, o último fora na Atlântida, naquela banheira enorme em que juntamente com o Cavaleiro e a Lara se deixaram levar pelas loucuras e desejos que Vénus lançara sobre todos os convidados. A feiticeira sorri e fecha os olhos saboreando as recordações. O tempo passa sem que ela se dê conta e o vapor de água invade por completo todo o quarto de banho. Uma sensação há muito esquecida desperta-a, algo que ela não sentia desde... desde aquele dia tão triste naquele circo ambulante... Lilian levanta-se rapidamente e tenta ver-se ao espelho, mas tudo o que vê é uma neblina espessa que mascara a sua silhueta, pegando numa toalha limpa freneticamente a superficie do espelho e volta a tentar observar-se. A toalha cai no chão e um pequeno grito de espanto é abafado pela água que corre da banheira...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-115556197568645886?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/115556197568645886/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=115556197568645886' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115556197568645886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115556197568645886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/08/mudanas.html' title='Mudanças'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-115533374598906926</id><published>2006-08-11T23:00:00.000+01:00</published><updated>2006-08-11T23:02:26.000+01:00</updated><title type='text'>Ressurreição</title><content type='html'>O pequeno quarto situado no segundo andar da famosa estalagem &lt;em&gt;Rosa Negra&lt;/em&gt; explode subitamente de uma luz branca muito intensa que assusta os transeuntes que passam na rua. No seu interior uma sacerdotisa exausta deixa-se cair sobre uma cadeira lançando um último olhar, antes de desfalecer, para a rapariga que se encontra deitada sobre a cama. Esta rapariga parece dormir docemente sobre os lençóis de linho branco, seu rosto sereno e muito belo consegue enternecer até o coração mais gélido que possa existir, infelizmente para ela o homem que a colocou neste sono tão profundo não possui coração, ao invés, possui um enorme vazio no seu local. No quarto, além da sacerdotisa e desta bela adormecida, encontram-se mais quatro personagens que observam impacientemente o ritual, o primeiro é um jovem rapaz de cabelo curto e uns olhos castanhos quentes que segura uma pequena lira de ouro e se encontra encostado à parede exactamente atrás da sacerdotisa; a segunda é uma demónio, esta está encostada na ombreira da porta observando toda aquela cena com os seus olhos dourados muito perspicazes, embora esteja fisicamente presente o seu espírito encontra-se a milhas de distância, indagando-se onde possa estar o causador de tudo isto; as duas últimas personagens são nada mais nada menos que os donos da estalagem, Kashmir e Verónica, que se encontram sentados perto da cama segurando a mão da doce jovem.&lt;br /&gt;A noite vai alta e uma estrela cadente rasga o céu negro originando algures neste mundo um desejo há muito esperado. As velas ardem lentamente exalando o seu odor curioso de baunilha e iluminando debilmente o rosto da rapariga. Um gemido sobrenatural invade o quarto e a mão da jovem feiticeira agita-se freneticamente, o seu ferimento no peito fecha-se imediatamente e logo de seguida levanta-se como se uma força oculta a puxasse. Todos na sala recuam ante esta reacção, não se trata de medo mas sim de um susto inesperado.&lt;br /&gt;- O que aconteceu? Onde estou? - Pergunta Lilian confusa e pálida levando uma mão à cabeça e a outra ao peito.&lt;br /&gt;- Estás na estalagem &lt;em&gt;Rosa Negra&lt;/em&gt;. - Responde Orfeu regressando ao seu lugar ao lado de Melissa. - Tu morreste, mas a Melissa trouxe-te de volta.&lt;br /&gt;- Eu? Morta? N-não pode ser... Não, eu estava viva, apenas estive fora do meu corpo, fui... chamada...&lt;br /&gt;- Chamada por quem? - Pergunta Lara saindo das sombras e tentando ler os pensamentos da feiticeira.&lt;br /&gt;- Um lago... uma árvore que falava... uma mulher... uma mulher muito bela...&lt;br /&gt;- É melhor descansar, minha querida, ainda não está bem, deve ter sido apenas um sonho. - Diz Verónica.&lt;br /&gt;A feiticeira olha para ela sorrindo, seu rosto estava branco e alagado de suor.&lt;br /&gt;- Tem razão, preciso de descansar, mas não foi um sonho, foi bem real...&lt;br /&gt;- E como se chamava essa mulher? - Pergunta Lara levando a sério as palavras de Lilian.&lt;br /&gt;- Leo... Não... Ele... Elea... Ai... Eleanora!! - Exclama a feiticeira deixando-se cair profundamente sobre a almofada adormecendo instantaneamente.&lt;br /&gt;O nome desta mulher tem um impacto tremendo na demónio que se desequilibra e por pouco não cai no chão.&lt;br /&gt;- O que se passa? - Pergunta Orfeu fitando Lara sem entender coisa alguma. - Quem é essa Eleanora?&lt;br /&gt;- Um fantasma... Um fantasma. - Responde Lara virando-lhe as costas e saindo do quarto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-115533374598906926?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/115533374598906926/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=115533374598906926' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115533374598906926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115533374598906926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/08/ressurreio.html' title='Ressurreição'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-115524518175884716</id><published>2006-08-10T22:21:00.000+01:00</published><updated>2006-08-10T22:26:21.786+01:00</updated><title type='text'>Ódios</title><content type='html'>A vela arde lentamente inundando o pequeno compartimento com o seu perfume agradável e despejando a sua fraca luz sobre o meu corpo cansado e dorido. Deixo que a água quente da banheira me relaxe e que a fragrância dos sais exóticos de Satine eleve o meu espírito e apazigue a minha alma. Inclino-me para trás encostando-me de encontro ao corpo sedoso e voluptuoso da vampira que se encontra sentada atrás de mim acariciando a minha nuca e beijando os meus ombros.&lt;br /&gt;- Estás muito tenso, meu amor, o que se passa contigo?&lt;br /&gt;Pego no cálice que se encontra numa mesinha de bronze ao lado da banheira e encho-o uma vez mais de vinho.&lt;br /&gt;- A minha espada... A &lt;em&gt;Elektra&lt;/em&gt; está desfeita... - Respondo-lhe tragando de uma só vez o delicioso e embriagante vinho de &lt;em&gt;Bulon&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;- Eu sei, eu sei, mas pressinto que há algo mais que te preocupa. - Diz Satine abraçando-me e beijando o meu pescoço de uma forma muito sensual.&lt;br /&gt;- E o que haveria de me preocupar? - Pergunto irritado voltando a encher o cálice.&lt;br /&gt;- Durante a noite ouço-te gritar pela tal feiticeira, como é que ela se chama...? Lilian?&lt;br /&gt;- Pela Lilian!? Porque haveria de gritar por ela, está morta e é graças a ela que a &lt;em&gt;Elektra&lt;/em&gt; não passa de uma recordação.&lt;br /&gt;- Acalma-te, ainda não te podes enervar ou fazer movimentos bruscos, queres que as tuas feridas se abram novamente?&lt;br /&gt;- As minhas feridas que se lixem!! - Respondo atirando com toda a força o cálice contra a parede mais próxima. - Eu apenas quero vingança, todos eles, desde o bardo até à traidora da Lara, irão pagar caro pela minha humilhação!!!&lt;br /&gt;- Vão sim, mas agora relaxa, deixa-me tratar de ti, deixa-me ser a tua enfermeira. - A voz da vampira é tão doce que não tem resposta possível. - Vês, voltaste a abrir a cicatriz do teu ombro.&lt;br /&gt;Sorrio compreendendo que Satine tem razão e fecho os meus olhos enquanto a sinto lamber e chupar o sangue quente que escorre da cicatriz aberta.&lt;br /&gt;- Sou um sortudo por te ter encontrado, minha senhora das trevas. - Digo virando-me para ela beijando os seus seios.&lt;br /&gt;- Vai com calma, meu guerreiro, olha as tuas feridas.&lt;br /&gt;Olho para os seus olhos cinza de uma maneira intensa e sorrio.&lt;br /&gt;- As minhas feridas que se lixem. - Respondo-lhe enquanto a tomo pela primeira vez naquela noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-115524518175884716?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/115524518175884716/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=115524518175884716' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115524518175884716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115524518175884716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/08/dios.html' title='Ódios'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-115516052270097365</id><published>2006-08-09T22:54:00.000+01:00</published><updated>2006-08-09T22:55:22.710+01:00</updated><title type='text'>A Viagem (2ª Parte)</title><content type='html'>As trevas envolvem-me como um manto pesado e frio, mas já não tenho medo ou receio, sei que este é o meu destino e devo enfrentá-lo de cabeça erguida como sempre fiz. Espero serenamente pela figura misteriosa portadora daquela voz tão doce e melodiosa, "Quem será?", pergunto-me, "Será algum Deus ou Deusa que me irá guiar até ao meu repouso final?", "Como será estar morta, será o fim ou apenas o início de algo?". Perguntas e mais perguntas assolam a minha mente sem que no entanto surja uma resposta concreta, deixo-me navegar em pensamentos sem nexo ou absolutamente fantásticos que simplesmente não têm qualquer lógica possível. Subitamente ouço de novo a tal voz, mais forte e mais distinta, é uma voz feminina mas não consigo determinar de onde vem, apenas sei que a devo escutar pois sei que tem algo para me dizer, para me pedir.&lt;br /&gt;Um ponto, um ponto de luz branca aparece de repente no véu escuro e indica-me o caminho como um farol guia um barco através da noite, sou uma vez mais arremessada na sua direcção por uma brisa suave e no entanto forte. As trevas dissipam-se e em breve tudo à minha volta vibra de luz e cor, desço suavemente sobre um manto de erva fofa e ouço o som característico de uma floresta. "Por aqui!", ouço. É a voz, está mais firme e finalmente percebo o que diz. Um caminho abre-se por entre as arvores e um enorme tapete de flores estende-se à minha frente exalando perfumes deliciosos, exóticos e simplesmente irresistíveis. Dou-me conta de que estou descalça e que consigo sentir o doce beijo da terra e o vibrante abraço das pétalas macias e sedosas, os meus passos receosos e lentos transformam-se rapidamente numa corrda confiante e rápida e sigo sorrindo, apreciando cada momento mágico, o tapete que se estende a meus pés.&lt;br /&gt;Vou dar a um enorme lago cristalino, que bonito que é, cheio de cor e de vida. Ouço os peixes brincando e as rãs e os sapos conversando alegremente. "Não páres, continua!", diz a voz de novo. Ajoelho-me diante do lago e observo o meu reflexo, nele está estampado um rosto que não conheço, parecido com a rapariga morta que vi antes de vir para aqui. "Seria eu?", penso assustada. Levo a mão à água na tentativa de tentar desfazer aquele rosto, não compreendo porquê, mas sinto uma enorme tristeza quando o vejo. "Continua!", diz de novo a voz, desta vez um pouco mais impaciente. Levanto-me e sigo em frente, caminho sobre o lago e sinto-o lambendo os meus pés, refrescando-os e massajando-os.&lt;br /&gt;A minha viagem termina diante de uma árvore enorme, tão grande que até as nuvens se rasgam ao passarem pelos seus ramos.&lt;br /&gt;- Chegaste finalmente. - Diz a voz.&lt;br /&gt;- Quem és? - Pergunto tentando descobrir de onde vem. - Onde estás?&lt;br /&gt;- Aqui, mesmo à tua frente.&lt;br /&gt;Movo o meu olhar na direcção da voz e apenas vejo a gigantesca árvore.&lt;br /&gt;- Apenas vejo uma árvore, por favor diz-me, onde estás e quem és.&lt;br /&gt;- Tu estás a olhar para mim, eu sou esta "árvore" que se encontra à tua frente. - Diz a voz alegremente.&lt;br /&gt;- Então eu morri para vir descansar eternamente ao lado de uma árvore?&lt;br /&gt;- Quem disse que morreste?&lt;br /&gt;- Digo eu, afinal de contas eu vi-me estendida no chão com uma enorme mancha vermelha no peito. - Findas estas palavras sinto uma enorme dor no peito e flashes de imagens percorrem a minha mente.&lt;br /&gt;- Então lamento desapontar-te mas não estás morta, estás aqui porque eu pedi que viesses e sendo tu quem és não poderias recusar.&lt;br /&gt;- E quem sou eu? - Pergunto confusa.&lt;br /&gt;- Procura dentro de ti e logo o saberás.&lt;br /&gt;- Um Serafim? - Pergunto e volto a sentir uma nova dor no peito, desta vez mais forte.&lt;br /&gt;- Sim. - Diz a voz calmamente. - Mas voltando ao que interessa, eu chamei-te aqui, nobre Serafim, para que me ajudes a sair desta casca em que me encontro.&lt;br /&gt;Olho para a árvore confusa.&lt;br /&gt;- Eu já não sou um Serafim, sou uma feiticeira, uma humana.&lt;br /&gt;- Podes mudar a tua forma, mas a tua essência permanece constante. Agora queres fazer o favor de me ajudar? - Diz a voz ligeiramente impaciente.&lt;br /&gt;- Como te posso ajudar?&lt;br /&gt;- É fácil, basta estenderes a tua mão e puxar.&lt;br /&gt;Faço o que a voz me pede sem nunca hesitar, não sei porquê mas confio nela.&lt;br /&gt;A madeira estala e abre-se diante de mim, um líquido amarelo jorra do seu interior e uma mulher em posição fetal é expelida cá para fora.&lt;br /&gt;- Por Lorosthar, estou livre finalmente. - Diz ela enquanto se levanta apoiada em mim.&lt;br /&gt;- Quem és e como é que foste parar dentro de uma árvore? - Pergunto.&lt;br /&gt;- É um antigo costume do meu povo, mas dá-me só um segundo, preciso de um banho. - E dizendo estas palavras salta para dentro do lago.&lt;br /&gt;Observo-a nadando, seus olhos verdes explodem de felicidade e seu cabelo cor de fogo parece arder de contentamento. Depois de nadar livremente fita-me com os seus olhos e volta a sair da água mostrando o seu corpo sem pudor algum.&lt;br /&gt;- Agradeço-te uma vez mais. - Diz ela.&lt;br /&gt;- Por favor tens de me explicar, como foi que foste parar dentro de uma árvore?&lt;br /&gt;- Sou um elfo. - Responde ela pacientemente. - Depois da morte rejuvenescemos desta forma, dando continuídade ao ciclo da vida, mas algo não correu bem, embora eu estivesse morta não consegui rejuvenescer e fiquei presa durante estes dois anos nesta árvore.&lt;br /&gt;- Um elfo... Eu enterrei um, uma vez, com a ajuda do meu amor. O seu nome era Meg e era tão bonita.&lt;br /&gt;- Disseste Meg?&lt;br /&gt;- Sim, conhece-la?&lt;br /&gt;- Tenho uma irmão com esse nome mas... Estás bem?&lt;br /&gt;Uma nova dor faz-se sentir no meu peito, desta vez tão forte que me falta o ar. Deixo-me cair de joelhos tentando respirar, mas não consigo, a dor é demasiado forte. Algo me puxa de volta, consigo sentir, consigo ouvir um cântico estranho de uma voz familiar... Melissa...&lt;br /&gt;- Ai, algo me puxa de volta. - Digo a muito custo. - Por favor, diz-me quem és.&lt;br /&gt;- Eleanora. - Responde ela sorrindo para mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-115516052270097365?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/115516052270097365/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=115516052270097365' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115516052270097365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115516052270097365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/08/viagem-2-parte.html' title='A Viagem (2ª Parte)'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-115505909271041978</id><published>2006-08-08T18:42:00.000+01:00</published><updated>2006-08-08T18:44:52.720+01:00</updated><title type='text'>A Viagem (1ª Parte)</title><content type='html'>Sinto uma dor lancinante no peito, uma lâmina fria penetrando a minha carne e desfazendo o fino tecido da ilusão que tem sido a minha vida. Ouço as palavras do meu amor, mas não as compreendo, soam-me difusas e estranhas como se fosse uma língua desconhecida. Deixo-me cair suavemente sobre a calçada quente, eu sei que devia sentir frio, muito frio, mas sinto precisamente o oposto, um calor delicioso que me abraça, que me afaga a pele e me faz sentir segura. Ouço, indiferente, o grito da Melissa e sinto os seus passos correndo na minha direcção, mas já não me interessa, já nada me interessa, apenas me deixo ficar deitada contemplando o céu vermelho do Submundo, como é belo, parece um quadro, cheio de luz e cor, tão vivo e tão... tão... Fecho os olhos e sinto o sangue escorrendo sobre o meu peito, sinto o calor desvanecendo-se do meu corpo, a minha força a esvair-se lentamente como a areia numa ampulheta.&lt;br /&gt;Gritos acompanhados por espessas gotas de água que tocam no meu rosto forçam-me a abrir de novo os olhos. "Será chuva?", pergunto-me. Sou uma tola, uma parva, como disse o meu amor, é apenas Melissa que tenta desesperadamente salvar-me...&lt;br /&gt;Uma dor lancinante atinge-me uma vez mais, é como se acabasse de ser apunhalada outra vez, mas agora com mais força e com mais violência. O céu vermelho vai escurecendo e os gritos da minha amiga vão-se desvanecendo, pela minha mente revejo toda a minha vida, a cabana, a minha avó, o meu jardim e o teu sorriso tão terno e tão doce, o perfume da tua pele e o doce sabor da tua boca. Sinto os meus olhos humedecerem-se de saudades, o meu coração apertando-se de tristeza, mas é tarde, os sons desapareceram e o tão belo céu vermelho é agora um manto preto, tão negro que me cega por completo. A minha respiração vai-se tornando cada vez mais difícil, mais pesada e o frio, ai, o frio gela os meus ossos e impede-me de pensar, de raciocinar, seria tudo mais fácil se eu simplesmente parasse de respirar, sim, é isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escuridão desvanece-se e posso ver uma vez mais o céu vermelho, sinto-me leve, muito leve como uma pena que se agita ao sabor do vento. Abaixo de mim ouço o choro de alguém familiar, mas não me recordo de quem, por curiosidade viro o meu olhar na sua direcção e vejo uma mulher de cabelos ruivos chorando copiosamente enquanto segura nos braços uma outra que pela sua pele exangue e pela enorme mancha vermelha no peito acabara de falecer. Tenho pena, muita pena, gostava de a poder confortar, mas não sei quem seja e sinceramente não me interessa...&lt;br /&gt;Afasto-me daquela cena triste e levito para longe, muito longe, o chão abaixo de mim move-se a uma velocidade estonteante, o Sol e a Lua aparecem várias vezes no céu como se os dias passassem por mim em apenas questões de segundos, finalmente páro, ou melhor, algo me faz parar, uma voz, um som melodioso, tão doce que me aquece a alma. Olho para todos os lados mas não consigo discernir donde ele vem, parece estar em todo o lado e ao mesmo tempo em lado nenhum. Finalmente vejo algo, uma silhueta lá longe no firmamento, não consigo saber quem é ou o que é, mas apenas sei que devo segui-la, que devo ouvi-la. Uma vez mais a noite transforma-se em dia e o dia transforma-se em noite, percorro milhares de quilómetros em escassos segundos e chego finalmente ao meu destino, meu coração bate apressadamente, sinto-me nervosa, receosa, não sei o que fazer, apenas sei que devo esperar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-115505909271041978?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/115505909271041978/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=115505909271041978' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115505909271041978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115505909271041978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/08/viagem-1-parte.html' title='A Viagem (1ª Parte)'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-115496567492519544</id><published>2006-08-07T16:39:00.000+01:00</published><updated>2006-08-07T16:48:04.563+01:00</updated><title type='text'>Lilian vs Cavaleiro</title><content type='html'>As duas personagens ficaram como que petrificadas olhando um para o outro sem saber o que dizerem ou fazerem. Lilian fitava o seu amado sem saber o que sentir, amor ou nojo, Melissa tinha razão, o Cavaleiro estava diferente e isso podia ver-se nos seus olhos, antes tão quentes e ternos e agora gélidos e calculistas. Por sua vez o Cavaleiro fitava igualmente a jovem feiticeira, lendo no seu olhar aquilo que ela estava a pensar, pela sua mente corriam as imagens de Lilian caindo sobre a areia escaldante, seus olhos vidrados fitavam o vazio e o seu seu sangue manchava rapidamente dos seus doces cabelos castanhos. O tempo parecia ter parado e as pessoas que se encontravam na rua, incluindo Melissa, Orfeu e Lara, não ousavam sequer mexer-se, como se temessem quebrar algo muito frágil e ténue. Por fim o Cavaleiro decide dar o primeiro passo, quebrando desta forma este silêncio ensurdecedor.&lt;br /&gt;- Vejam só quem está viva e aqui à minha frente. - Diz ele embainhando a sua espada e poupando desta forma o pobre demónio. - É de facto uma grande surpresa, pois pensei que estivesses morta, meu amor.&lt;br /&gt;A sua voz parecia sibilar como uma cobra, tal facto fez estremecer Lilian.&lt;br /&gt;- Pensaste mal, "meu querido". - Responde Lilian não conseguindo conter o seu desprezo por tão vil criatura. - A Melissa tinha razão, tu estás diferente, não és o mesmo homem, aliás, eu nem sei se és um "homem", pelo menos não és aquele que eu amo.&lt;br /&gt;O Cavaleiro ri-se.&lt;br /&gt;- Pobre tola, apaixonaste-te pelo primeiro que te ligou, pelo primeiro que te deu atenção e um pouco de carinho. Como foi bom saborear esse teu corpo inexperiente, como foi delicioso provar cada gemido e gota de suor, como foi tão fácil abusar de ti de todas as formas e feitios.&lt;br /&gt;Lilian torna-se pálida e num gesto involuntário cobre o seu corpo com os braços.&lt;br /&gt;- Não passaste de um objecto para mim, meu "amor", um objecto descartável para usar e deitar fora quando o momento chegasse. Mas devo admitir que me surpreendeste, sim, não esperava ver-te amantizada com a desgraçada da Melissa, cujo próprio Júpiter se aproveitou, ou mesmo com a minha escrava Lara. Sim, devo dizer que me surpreendeste bastante.&lt;br /&gt;- Eu... Eu não acredito numa só palavra do que tu dizes! - Grita Lilian vertendo lágrimas de vergonha e raiva. - Tu estás a MENTIR!!!&lt;br /&gt;O Cavaleiro esboça um sorriso gélido ao ver a reacção da feiticeira.&lt;br /&gt;- Não passas de uma rapariga traumatizada com a sua vida anterior e descontente com a sua actual vidinha patética. Acho que alguém devia fazer-te um favor e mandar-te para o outro mundo, talvez lá encontres a felicidade.&lt;br /&gt;- Sacana!! - Rosna a feiticeira agarrando com força o seu bastão.&lt;br /&gt;- Quem sabe eu possa fazer isso, já que fiz tudo o resto. - Diz ele soltando uma gargalhada gélida.&lt;br /&gt;Foi a gota de água, Lilian explode de raiva fazendo tremer o chão e soltando de todos os poros do seu corpo uma energia até então nunca revelada. A sua voz transforma-se completamente tornando-se forte e vibrante entoando sons e palavras de feitiços desconhecidos.&lt;br /&gt;Temendo pela sua vida o Cavaleiro desembainha a sua espada e lança-se na direcção de Lilian preparado para desferir um golpe mortal, mas este é aparado por uma energia mística e raios de luz branca são projectados para o ar com uma intensidade tal que mancham de negro os locais onde embatem. Pela primeira vez a &lt;em&gt;Elektra&lt;/em&gt; falhara o seu golpe, pela primeira vez a sua lâmina fora detida e o cavaleiro recua sem saber o que fazer.&lt;br /&gt;Com um grito enorme Lilian solta o seu poder e a sua magia e uma bola de luz verde é atirada a grande velocidade na direcção do seu inimigo. O Cavaleiro mal tem tempo para se desviar ou proteger, a sua única hipótese é colocar &lt;em&gt;Elektra&lt;/em&gt; entre si e a enorme bola que se aproxima velozmente. Um estrondo violento e um grito ecoam por toda a cidade, o seu impacto é tão violento que os vidros de todas as janelas rebentam com a onda de choque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Satine sai a correr da estalagem para ver pela primeira vez o que está a acontecer. Do outro lado da rua vê uma feiticeira exausta apoiada no seu bastão e enxugando com a manga o suor que lhe escorre abundantemente pelo rosto, a alguns metros à sua frente apenas consegue discernir uma coluna de fumo branco.&lt;br /&gt;O fumo dissipa-se lentamente e em breve todos conseguem ver a silhueta de um homem deitado no meio do chão, presumivelmente inconsciente, segurando o que resta da sua espada.&lt;br /&gt;- Lilian... - Diz o homem com uma voz muito débil. - Perdoa-me...&lt;br /&gt;A feiticeira aproxima-se apoiada no seu bastão seguida de perto por Melissa, Orfeu, Lara e mais atrás Satine. O Cavaleiro fazia esforços para se levantar mas o impacto fora tão poderoso que de pouco ou nada lhe serviam. No seu rosto estava estampado a dor e a tristeza e os seus olhos eram uma vez mais quentes e ternos. Lilian ajoelha-se a seu lado acariciando a sua face enquanto lágrimas grossas lhe escorrem pelo rosto.&lt;br /&gt;- Estou aqui, meu amor, estou aqui. - Diz ela beijando-lhe a fronte.&lt;br /&gt;- A... minha espada? - Pergunta ele a muito custo.&lt;br /&gt;- Está quebrada, eu nunca pensei que fosse possível mas ela salvou-te a vida.&lt;br /&gt;- Sim... - Diz ele fazendo um esgar de dor e tentando sorrir. - Ouve, tudo o que eu te disse era mentira, eu... amo-te tanto...&lt;br /&gt;A feiticeira sorri de contentamento.&lt;br /&gt;- Eu sei, eu sei, meu amor.&lt;br /&gt;Ele fecha os olhos e tenta dizer mais algumas palavras, mas simplesmente falta-lhe o ar. Lilian afaga o seu cabelo e contempla o seu rosto sereno e pacífico não se apercebendo das mudanças que voltam a dar-se. Subitamente o Cavaleiro volta a abrir os olhos sorrindo maliciosamente e fitando uma vez mais a mulher que se encontra à sua frente com um olhar gélido.&lt;br /&gt;- És uma parva! - Diz ele cravando uma adaga no peito da feiticeira.&lt;br /&gt;Lilian geme sem se aperceber do que acabara de acontecer e deixa-se cair no chão fitando o céu vermelho.&lt;br /&gt;Melissa grita ao ver a sua amiga cair com uma adaga cravada no peito e vendo o sangue jorrando abundantemente manchando as suas vestes e corre na sua direcção. Lara e Orfeu ficam sem reacção assim como quase todas as pessoas que assistiam à cena, quase todas pois Satine reage rapidamente. Enquanto a sacerdotisa corre na direcção de Lilian, a vampira corre na direcção do Cavaleiro, os olhares destas duas mulheres cruzam-se, mas antes que Melissa possa fazer algo para a deter, Satine simplesmente desvanece-se no ar levando consigo o corpo do seu maléfico amante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-115496567492519544?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/115496567492519544/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=115496567492519544' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115496567492519544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115496567492519544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/08/lilian-vs-cavaleiro_07.html' title='Lilian vs Cavaleiro'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-115472789726474319</id><published>2006-08-04T22:44:00.000+01:00</published><updated>2006-08-04T22:45:19.330+01:00</updated><title type='text'>Reencontro</title><content type='html'>Os trilhos deixados por Lara no deserto conduzem a uma estrada pavimentada em muito mau estado. A adega há muito que ficara para trás e o Sol impiedoso aperta as gargantas ressequidas dos três jovens companheiros incitando-os a gastarem as últimas reservas de água que ainda restam nos cantis.&lt;br /&gt;- Uf, que calor! - Exclama Melissa passando a mão pela testa suada.&lt;br /&gt;- Se fosse só o calor eu nem me importava, o problema são estas montadas que cheiram mal - Responde Orfeu torcendo o nariz.&lt;br /&gt;- Bolas, vocês só se sabem queixar, vá, temos de procurar uma pista para saber que direcção tomaram eles. - Comenta Lilian desmontando.&lt;br /&gt;Melissa aproxima-se de Orfeu e sussurra em voz baixa.&lt;br /&gt;- A nossa Lilian está tão chata, ainda não parou de dar ordens e se contestamos alguma coisa nós é que ficamos mal vistos.&lt;br /&gt;Orfeu solta um riso escondido mas assim que intercepta o olhar da feiticeira pára abruptamente.&lt;br /&gt;- O que estão para aí a cochichar? - Pergunta Lilian irritada. - Ajudem-me a procurar um sinal qualquer porque no final do dia quero é estar metida numa banheira.&lt;br /&gt;- De preferência entre a Lara e o Cavaleiro. - Comenta Melissa baixinho piscando o olho a Orfeu que uma vez mais não contém o seu riso.&lt;br /&gt;- O que é que disseste?&lt;br /&gt;- Nada, nada...&lt;br /&gt;Após uns minutos de intensa procura lá encontram o sinal que esperavam, uma pequena seta gravada numa pedra indicando a direcção de Sudoeste.&lt;br /&gt;- Finalmente! - Exclama Lilian. - Vamos!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Herfin, a cidade estado demoníaca governada com punho de ferro pelo demónio alado Hrra. Encontrando-se a poucos quilómetros da entrada do Mundo Inferior, esta cidade depressa se tornou num bastião defensivo das forças das trevas, suas muralhas vermelhas são testemunha viva dos actos heróicos de tanto demónios como de anjos. Lilian estremece ao vê-las pois as suas recordações do tempo em que fora um orgulhoso Serafim percorrem sua mente. A cada metro que avançam, mais nervosa se torna a feiticeira, os flashbacks de uma era passada atingem-na sem piedade vendo nos campos circundantes, onde agora animais de quinta pastam tranquilamente, cenas de batalha entre os seus irmãos e os defensores da cidade maldita. Melissa olha para ela preocupada pois sabe pelo que a sua amiga passa, mas nada pode fazer senão tentar reconfortá-la. Os portões outrora permanentemente fechados encontram-se agora bem abertos, preparados para receber qualquer viajante, pelos sons que ecoam do interior a cidade inteira está em festa e pelos aromas e odores, parece ser dia de mercado.&lt;br /&gt;- O que vêm fazerrr à cidade de Herfin? - Pergunta o guarda do portão rotineiramente.&lt;br /&gt;- Somos viajantes e procuramos um bom local para dormir e comer. - Responde a sacerdotisa.&lt;br /&gt;- Asssssim ssssendo aconssselho-vosss a essstalagem Rosssa Negra. - Diz o guarda lambendo os beiços e olhando para Orfeu. - Podem continuarrrr.&lt;br /&gt;A cidade estava de facto em festa, segundo alguns transeuntes hoje o dia é dedicado a Njong, Deusa das Orgias, e por todo o lado se podiam ver pipas de vinho e prostitutas a cada canto mostrando a sua mercadoria para os potenciais clientes. Sendo os nossos três companheiros humanos, uma iguaria rara no Submundo e bastante apreciada, depressa se viram rodeados das mais diversas espécies de demónios que se possa encontrar, esperando muitos deles poder "provar" tão requintada raça. Pouco a pouco os nosso heróis foram furando a amálgama de gente que os rodeava e a muito custo chegaram perto da tão cobiçada estalagem. Subitamente uma das janelas desta quebra-se em mil pedaços e um demónio vermelho sai disparado para o meio da rua caindo no chão sangrando abundantemente, de seguida a porta de entrada abre-se violentamente e um homem de armadura atira-se sobre a criatura desembainhando a sua espada e preparando-se para lhe dar o golpe final. Seus olhos estavam cobertos por um brilho estranho e sua expressão parecia delirar com tudo aquilo.&lt;br /&gt;- Pára. - Grita Lilian enojada com o que via.&lt;br /&gt;O homem detém-se ao ouvir a voz da feiticeira e encara-a surpreendido.&lt;br /&gt;- Lilian!? - Exclama.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-115472789726474319?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/115472789726474319/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=115472789726474319' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115472789726474319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115472789726474319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/08/reencontro.html' title='Reencontro'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-115455832395439446</id><published>2006-08-02T23:37:00.000+01:00</published><updated>2006-08-03T09:34:56.403+01:00</updated><title type='text'>A Estalagem Rosa Negra (2ª Parte)</title><content type='html'>Os nossos corpos suados e quentes rebolavam pela cama amarrotando os lençóis e fazendo tremer o estrado que sustinha o colchão de penas de pato. Os beijos de Satine carregados de paixão, desejo e loucura percorriam cada centímetro do meu corpo deixando um rasto de saliva sobre a minha pele. Sua língua insaciável devorava os meus lábios e acariciava gentilmente as marcas de arranhadelas e mordidelas causadas pelos seus pequenos caninos e pelas suas unhas. Sua voz doce e sedutora sussurrava ao meu ouvido gemidos e gritos de pura satisfação. Por fim após várias horas de pura luxúria, loucura, êxtase e prazer deixamo-nos cair sobre o macio colchão, já muito maltratado, exaustos e ofegantes.&lt;br /&gt;- Por Vénus, Satine, tu foste maravilhosa! Onde aprendeste estas coisas?&lt;br /&gt;A vampira vira-se para mim sorridente e afaga o meu cabelo.&lt;br /&gt;- Há uns meses passou por aqui uma sacerdotisa de um culto desconhecido dedicado à Deusa do Prazer. Ela emprestou-me uns livros que continham estas técnicas deliciosas.&lt;br /&gt;- Hm, e só te emprestou os livros? Não aconteceu mais nada?&lt;br /&gt;- Claro que aconteceu, tinha que pôr em prática os meus novos conhecimentos e, devo dizer-te que, ela foi maravilhosa.&lt;br /&gt;- E o que aconteceu a essa sacerdotisa depois de "experimentares" as novas técnicas?&lt;br /&gt;A vampira abandona a cama e vai sentar-se numa cadeira em frente de um enorme espelho, a luz vermelha do sol poente banha o seu corpo nu. Pegando numa pequena escova de marfim, Satine começa a arranjar o seu longo cabelo preto como se eu não estivesse ali, subitamente pára e através do espelho fita-me intensamente com os seus olhos cinzentos.&lt;br /&gt;- Matei-a, ora essa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lara ainda continua no salão olhando impacientemente para a porta de entrada quando desço as escadas vindo do quarto de Satine.&lt;br /&gt;- Mas que bem comportada que está a menina, eu a pensar que assim que eu virasse as costas tu desaparecerias. - Atiro-lhe enquanto peço um jarro de vinho.&lt;br /&gt;- Mas como podes ver, "meu senhor", ainda aqui estou, afinal de contas sou uma serva obediente. - Responde-me ela em tom de desafio. - Como foi o teu "encontro" com a rameira da Satine?&lt;br /&gt;- Não tens nada com isso! Diz-me, porque olhas tão fixamente para a porta, acaso esperas alguém? O meu outro eu, talvez? - Solto uma gargalhada ao ver os olhos dourados da demónio faíscarem de raiva. - Ui, estou a ver que acertei.&lt;br /&gt;Com receio de os seus olhos a traírem ainda mais, Lara desvia o seu olhar e fixa-o na outra ponta do salão encarando um demónio vermelho podre de bêbado. Tomando o seu olhar como um convite o demónio aproxima-se dela tentando a sua sorte, o seu bafo é pavoroso e o seu cheiro é de fazer qualquer um cair para o lado.&lt;br /&gt;- Muinha (hic) num queres vir cómigos (hic) para o mum cartos?&lt;br /&gt;Lara rosna ao seu pretendente e vira-lhe a cara.&lt;br /&gt;- Hey (hic) eu ben vi cumo olhavas para men (hic) - Diz o demónio bastante irritado. - Tum vens!! (hic)&lt;br /&gt;A sua enorme mão prende o braço de Lara e tenta forçá-la a ir com ele.&lt;br /&gt;- A demónio cujo braço seguras é minha escrava, seu monte de esterco, por isso aconselho-te a ires embora se prezas a tua vida. - Digo-lhe gelidamente.&lt;br /&gt;- Tenta, reles humanum (hic).&lt;br /&gt;Sorrio para ele e murmuro umas palavras, levanto o meu punho e o demónio leva subitamente as mãos ao pescoço tentando respirar enquanto uma força invisível o faz levitar. Lara olha para mim e solta um gritinho de espanto, meus olhos chispam de energia mágica. Atiro-o com toda a força contra a janela que se despedaça em mil pedaços e dirijo-me para o exterior da estalagem onde ele se encontra estendido no meio da rua sangrando. Desembainho a minha espada e preparo-me para lhe dar o golpe final.&lt;br /&gt;- Pára!! - Grita uma voz vinda do outro lado da rua.&lt;br /&gt;Detenho o meu golpe e olho na sua direcção.&lt;br /&gt;- Lilian!? - Exclamo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-115455832395439446?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/115455832395439446/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=115455832395439446' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115455832395439446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115455832395439446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/08/estalagem-rosa-negra-2-parte.html' title='A Estalagem Rosa Negra (2ª Parte)'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-115445804310275329</id><published>2006-08-01T19:42:00.000+01:00</published><updated>2006-08-01T19:47:23.113+01:00</updated><title type='text'>A Estalagem Rosa Negra</title><content type='html'>A estalagem &lt;em&gt;Rosa Negra&lt;/em&gt; estava repleta de viajantes de todos os cantos do Submundo. Localizada no centro da artéria comercial da cidade de Herfin, esta enorme casa funcionava como ponto de paragem obrigatório para quem entra ou sai do Mundo Inferior. A sua reputação é conhecida por todos os viajantes aventureiros e mercadores, é sem sombra de dúvida o melhor local para dormir, comer, beber e até mesmo para ter prazer. Os seus dois donos, Kashmir e Verónica, dividiram-na habilmente, do lado direito da enorme mansão ficam os quartos dos viajantes, sempre arrumados e limpos com as camareiras sempre prontas a satisfazer os pedidos dos clientes, do lado esquerdo fica o bordel onde as mais belas mulheres e as mais sensuais fêmeas treinadas na arte do sexo e do prazer habitam, no centro fica a área comum, um enorme salão recheado de pesadas mesas de madeira onde a bebida, a comida e a orgia parecem durar eternamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lara e eu estávamos sentados numa dessas mesas bebendo silenciosamente um vinho caseiro muito saboroso. Desde a batalha com Gorath que a demónio tem estado silenciosa, nem mesmo durante a noite quando a forço a cumprir com os seus deveres de escrava ela solta um gemido de prazer, apenas me vira a cara como se a minha mera presença lhe causasse nojo. A sua atitude mudou bastante desde que eu a tornei minha serva e eu não estou a gostar mesmo nada desta nova Lara que se encontra à minha frente.&lt;br /&gt;- Sabes, escrava, não estou a gostar nada dessa tua atitude.&lt;br /&gt;- Que atitude, meu senhor? Acaso falhei em alguma coisa?&lt;br /&gt;- Tu sabes bem que sim, desde o combate com o Gorath que parece que me evitas, não me digas que preferias a companhia do meu falso eu?&lt;br /&gt;A demónio olha para mim como se acabasse de lhe ler os pensamentos.&lt;br /&gt;- Hm, é isso não é? - Digo sorrindo maliciosamente. - Com que então a Lara, a orgulhosa Lara, está perdida de amores por um reles humano. Que ridículo.&lt;br /&gt;- Eu não sei do que falas, apenas não me tenho sentido bem ultimamente. - A demónio levanta-se e prepara-se para sair da mesa.&lt;br /&gt;- Eu não te ordenei que te levantasses pois não?&lt;br /&gt;- Estou cansada, apenas quero...&lt;br /&gt;- Queres? Mas tu não tens quereres, escrava, tu fazes o que eu te mando e acabou, agora SENTA!!!&lt;br /&gt;A minha ordem soa tão alto que abafa todas as vozes na sala e vira todas as atenções para nós. Lara vermelha de raiva senta-se e volta a beber o seu vinho silenciosamente sob o meu olhar de puro deleite.&lt;br /&gt;- Ora, ora, vejam só quem voltou. - Diz uma voz feminina que se encontra atrás de mim. - Se não é o meu humano favorito.&lt;br /&gt;Sorrio reconhecendo a voz e bebo mais um trago de vinho respondendo sem no entanto me virar.&lt;br /&gt;- É natural que seja o teu humano favorito, sou o único que ficou vivo.&lt;br /&gt;Uma mulher de estatura mediana senta-se ao meu lado sorrindo para mim. Sua beleza é indescritivel, seus longos cabelos pretos cobrem as suas costas rectas e bem delineadas, seus olhos cinza enfeitam o seu rosto inteligente e sedutor, sua pele bronzeada digna de veneração reluz sob o vestido transparente que realça as suas formas generosas e seus lábios vermelhos e apetitosos que mais se assemelham a duas suculentas romãs escondem os seus caninos curtos mas afiados de uma verdadeira vampira.&lt;br /&gt;- Tive imensas saudades tuas, depois de partires o ambiente aqui tornou-se aborrecido.&lt;br /&gt;- Podemos sempre matar essas saudades, cara Satine.&lt;br /&gt;A vampira passa a sua mão pelo meu cabelo sorrindo e depois olha para a demónio.&lt;br /&gt;- Tu sabes que eu iria adorar, mas, e a tua "amiga"?&lt;br /&gt;- A minha escrava não se importa. - Respondo-lhe ignorando totalmente Lara e devorando aqueles lábios tão saborosos.&lt;br /&gt;- Nesse caso vamos para o meu quarto, quero mostrar-te umas técnicas novas.&lt;br /&gt;Por entre beijos e apalpões abandonamos Lara à sua sorte.&lt;br /&gt;- Ai, Lilian, por onde andas rapariga? Espero que tenhas entendido as minhas pistas. - Murmura a demónio enquanto bebe o que resta do vinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-115445804310275329?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/115445804310275329/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=115445804310275329' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115445804310275329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115445804310275329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/08/estalagem-rosa-negra.html' title='A Estalagem Rosa Negra'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-115429766818222992</id><published>2006-07-30T23:06:00.000+01:00</published><updated>2006-07-30T23:18:46.983+01:00</updated><title type='text'>Uma Nova Missão</title><content type='html'>O cavaleiro e Lara afastam-se rapidamente tornando-se em poucos minutos dois pontos negros no horizonte, atrás deles uma enorme camada de poeira e areia ergue-se toldando a vista da sacerdotisa que os segue com o olhar enquanto murmura pequenas preces. Orfeu fitava-a enquanto acariciava gentilmente o cabelo de Lilian tentando estancar a sua ferida.&lt;br /&gt;- E agora, o que fazemos?&lt;br /&gt;A pergunta do jovem bardo desperta Melissa dos seus pensamentos.&lt;br /&gt;- Agora, meu caro Orfeu, lambemos as nossas feridas e tratamos da Lilian. - Diz ela virando-se para ele. - Ajuda-me a levá-la para dentro e depois traz três daqueles cavalos.&lt;br /&gt;O bardo aquiesce e juntos transportam o corpo inanimado da feiticeira para dentro da adega fresca. Melissa inicia imediatamente o processo de cura apelando à sua Deusa que lhe dê forças e extraindo do ar em redor as energias necessárias para pôr em prática os seus feitiços. A sala ilumina-se bruscamente de azul e o corpo de Lilian começa a levitar sendo trespassado continuamente por raios etéreos, um grito de dor proveniente do espírito da feiticeira ecoa pela sala, as suas feridas fecham-se e o sangue que escorre abundantemente da cabeça estanca. Tudo termina tão depressa como começou, Melissa deixa-se cair exausta numa pequena cadeira enquanto observa o rosto pacífico de Lilian que continua inconsciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Melissa, Melissa, acorda.&lt;br /&gt;- Hm? O que se passa?&lt;br /&gt;- Isso pergunto-te eu a ti, o que aconteceu? O que faço aqui deitada? Onde estão o Cav, a Lara e o Orfeu?&lt;br /&gt;A sacerdotisa abre os olhos e vê Lilian diante de si com uma cara preocupada.&lt;br /&gt;- O Orfeu foi buscar três das montadas usadas pelos demónios e o Cavaleiro e a Lara partiram.&lt;br /&gt;- Como assim, partiram? Mas partiram para onde? - Os olhos de Lilian pareciam devorar Melissa.&lt;br /&gt;- Não sei...&lt;br /&gt;- Ai, ai, ai, que eu não estou a gostar disto. Nós ganhámos o combate, certo?&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- Gorath foi morto e já não corremos perigo, certo?&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- Então eles seguiram o rasto dos demónios e em breve estarão de volta, certo?&lt;br /&gt;- Creio que não.&lt;br /&gt;Lilian fita incrédula a sua amiga.&lt;br /&gt;- C-como assim, eles abandonaram-nos? - A pergunta foi feita num tom tão baixo que Melissa mal a pôde ouvir.&lt;br /&gt;- Lilian, eu não sei como te dizer isto.&lt;br /&gt;As palavras da sacerdotisa cairam como um balde de água fria sobre a feiticeira.&lt;br /&gt;- Dizer o quê?&lt;br /&gt;- O Cav já não é o mesmo.&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Eu não sei o que aconteceu, mas depois de os demónios te acertarem, quando ficaste inconsciente, ele mudou, ele soltou um grito enorme que mais parecia um urro de dor, um clarão de luz foi expelido do seu corpo e a partir daí ele mudou. Foi horrível, Lilian, ele matou-os a todos a sangue frio e torturou de uma maneira indescritível o Gorath e eu creio até que pela sua expressão ele estava a gostar.&lt;br /&gt;Lilian ouve o relato silenciosa e incrédula, mas o olhar de Melissa comprova a veracidade da história.&lt;br /&gt;- E agora o que fazemos? - Pergunta a sacerdotisa.&lt;br /&gt;- Vamos atrás deles. - Responde Lilian sem hesitar.&lt;br /&gt;- Mas tu estás doida? Certamente que vamos morrer.&lt;br /&gt;- Se for esse o nosso destino... Ele salvou-me uma vez, não o vou deixar agora, vamos encontrar uma forma de reverter o que quer que ele se tenha tornado.&lt;br /&gt;A feiticeira levanta-se sem dar oportunidade de resposta a Melissa, os seus olhos chispavam de determinação.&lt;br /&gt;- Vamos segui-los e vamos trazer de volta o nosso amigo, o meu amor. - Murmura ela baixinho a última parte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31629161-115429766818222992?l=contosdecavaleiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/feeds/115429766818222992/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31629161&amp;postID=115429766818222992' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115429766818222992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31629161/posts/default/115429766818222992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://contosdecavaleiro.blogspot.com/2006/07/uma-nova-misso.html' title='Uma Nova Missão'/><author><name>Cavaleiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07825242972687885464</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://img520.imageshack.us/img520/6800/luis20royo2020caress3wy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31629161.post-115403354744031720</id><published>2006-07-27T21:49:00.000+01:00</published><updated>2006-07-27T22:06:02.163+01:00</updated><title type='text'>O Despertar</title><content type='html'>A brisa escaldante do deserto saúda-me enquanto desperto lentamente do meu sono profundo, o cheiro a sangue e suor penetra violentamente nos meus pulmões dando-me a indicação de que me encontro no meio de um combate. Abro os olhos e deparo-me com cinco demónios que me olham confusos e sem saber o que fazer, ao meu lado encontra-se Lara, a minha escrava, que me fita igualmente confusa e um pouco nervosa.&lt;br /&gt;- Calma, escrava, o teu mestre está de volta. - Digo-lhe sorrindo.&lt;br /&gt;A demónio estremece ao ouvir as minhas palavras, a sua expressão toma um misto de tristeza e alegria.&lt;br /&gt;Fito de novo os meu oponentes com um olhar gélido e impetuoso, sem aviso algum ergo a &lt;em&gt;Elektra&lt;/em&gt; e lanço-me sobre eles desferindo-lhes golpes terríveis e mortíferos, em poucos segundos os cinco caiem no chão manchando a areia dourada de vermelho escuro. Esta minha atitude inesperada e o meu sorriso de contentamento após este massacre instiga o pânico nos oponentes da demónio que ainda se encontravam estáticos olhando para mim sem saber o que fazer. Lara aproveitando esta oportunidade lança-se sobre eles e dá-lhes o mesmo destino dos meus.&lt;br /&gt;- Muito bem, escrava, estou a ver que as tuas capacidades de luta melhoraram bastante.&lt;br /&gt;- Nem imaginas o quanto, mestre. - Diz Lara ainda meio indecisa sobre o que fazer a meu respeito.&lt;br /&gt;- Muito bem, é assim que eu gosto. - Digo enquanto me aproximo dela e beijo vorazmente os seus lábios. - Como tinha saudades dessa tua boca e dessa tua língua, logo irei provar o resto. - Sorrio para ela e encaro os restantes demónios. - Mas agora vamos terminar este combate, se é que lhe podemos chamar isso.&lt;br /&gt;Afasto-me de Lara e caminho calmamente na direcção do grupo que derrotou Lilian e os outros. Consigo sentir o seu medo, devorar o seu terror e saborear o seu pânico.&lt;br /&gt;- Como é bom estar de volta!! - Grito enquanto danço pela areia trazendo a morte àquelas infelizes criaturas. - Depois de dois longos anos enclausurado sabe bem regressar desta forma!&lt;br /&gt;Cravo a &lt;em&gt;Elektra&lt;/em&gt; no peito do último demónio enquanto olho sorridente para Melissa e Orfeu e delicio-me com o último suspiro da minha vítima.&lt;br /&gt;- Mas que espécie criatura és tu? - Pergunta a sacerdotisa enojada.&lt;br /&gt;- Eu? Eu sou a verdadeira força da natureza humana, sou o deus da guerra que caminha no meio dos homens espalhando o medo e o terror, a morte e o desespero. Eu sou aquele que invade o teu leito de noite e te toma sem pedir permissão, sou aquele que te toca e te faz gemer de prazer e ao mesmo tempo te obriga a implorar para que pare. Eu, cara sacerdotisa, sou o teu pior receio e o teu melhor desejo. - Fito-a deliciado com a sua reacção e com a sua expressão de puro nojo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- N-não é p-possível, isto simplesmente não pode ser possível, os meus demónios mortos tão facilmente? Devo estar a sonhar... - Grita Gorath incrédulo olhando à sua volta.&lt;br /&gt;- Ora, ora, ora, vejam só quem é ele, é o gordo e odioso Gorath. - Digo enquanto arranco a lâmina da &lt;em&gt;Elektra&lt;/em&gt; do peito do cadáver. - Vejo que fizeste exercício, estás bem mais magro, mas como deves saber nada disso te vai ajudar pois irás acabar como os outros. - Sorrio desdenhosamente.&lt;br /&gt;O demónio fita-me furioso e corre para mim pronto para me atacar. Pela velocidade dos seus golpes e pela sua perícia com a espada deduzo que treinou bastante para este combate, mas infelizmente para ele não está à minha altura.&lt;br /&gt;- É só isso que sabes fazer, monte de sebo? - Digo gozando com ele enquanto me desvio ou simplesmetne aparo os seus golpes.&lt;br /&gt;- Treinei muito, desta vez vou vencer-te! - O demónio redobra as suas investidas mas por mais que tente é incapaz de me levar a melhor.&lt;br /&gt;- Isto está a tornar-se aborrecido, obviamente és incapaz de rivalizar comigo, por isso, vou acabar já com esta fantochada.&lt;br /&gt;Aparo o seu último golpe e contra-ataco com uma cotovelada no nariz, o demónio recua uns passos com o impacto enquanto tenta acariciar o seu nariz partido e estancar desesperadamente o sangue que dele escorre. Aproveito a sua distracção e sem piedade decepo-lhe a mão que segura a espada. Gorath grita de dor e institivamente leva a sua outra mão ao coto decepado numa tentativa vã de tentar proteger a sua ferida.&lt;br /&gt;- Agora, seu monte de estrume, vou fazer aquilo que não fiz da última vez, vou acabar contigo. - Digo-lhe enquanto o agarro pelo pescoço.&lt;br /&gt;O demónio tenta implorar por misericórdia mas depressa se apercebe que não vale a pena. Empurro-o violentamente e desfiro-lhe um golpe na barriga, um golpe profundo que revela as suas entranhas ao mundo. O estado de Gorath é lamentável, seus olhos pedem por piedade mas apenas encontram o gelo dos meus.&lt;br /&gt;Agarro uma vez mais o seu pescoço e sussurro-lhe ao ouvido:&lt;br /&gt;- Isto é por teres ousado meter-te no meu caminho. - Enfio a minha mão na sua barriga aberta e puxo para fora os seus intestinos.&lt;br /&gt;O demónio solta um grito surdo enquanto cai por terra sofrendo dores inimagináveis, lágrimas jorram dos seus olhos tornando a sua cara atormentada num oceano de mágoa. Eu simplesmente me mantenho ao lado dele puxando devagarinho as suas entranhas deliciando-me com esta cena macabra.&lt;br /&gt;- Pára!! - Grita Melissa chorando copiosamente. - Por favor pára...&lt;br /&gt;- Porque haveria de parar? - Pergunto sem olhar para ela. - É este o destino dos que ousam meter-se no meu caminho.&lt;br /&gt;- Mas isso é tortura, já conseguiste o que querias, já o derrotaste, não tens razão para o manter assim.&lt;br /&gt;- Eu decido se o quero manter assim ou não, ele só vai morrer quando eu qui...&lt;br /&gt;Uma das espadas curtas de Lara enterra-se no coração de Gorath matando-o instantaneamente. - Quem? - Pergunto zangado.&lt;br /&gt;- Ele já estava quase morto, já não tinha piada. - Diz Lara escondendo a sua cara e arrancando a sua espada do coração do demónio.&lt;br /&gt;- Não tinhas nada que ter feito isso, escrava. - Dou uma bofetada na cara da demónio enquanto grito de raiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os trinta demónios estavam mortos, já não tinha nada que fazer ali, por isso monto num dos &lt;em&gt;Dzarth&lt;/em&gt; e parto na direcção de ond
